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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

“Que tiro foi esse”?

Somente ontem escutei “Que tiro foi esse”. Eu não conhecia a canção nem sabia que as pessoas estão fazendo coreografias, registrando-as em vídeos e as postando em redes sociais. Assim que comecei a escutar, pensei que eu havia perdido o início. A cantora entoa “que tiro foi esse”; depois é que se ouve o “tiro”. Como a frase é “que tiro foi esse”, supus que o “tiro” já havia sido disparado, para então se fazer a pergunta ou o comentário sobre que tiro havia sido aquele. Hoje, escutei de novo a canção, a fim de conferir se a pergunta ou o comentário sobre o “tiro” vem antes do próprio. É o que parece.

À parte isso, que foi só uma boba tentativa minha de buscar alguma lógica no trabalho, também hoje, conferi uma entrevista com Jojo Maronttinni, que canta “Que tiro foi esse”. Ela disse que a expressão “que tiro” é usada quando uma pessoa quer dizer que a roupa ou o visual do outro está bonito, vistoso ou algo assim. Eu não conhecia a expressão.

Prefiro outros “tiros” ou “estrondos” do pop e do rock: os “disparos” no começo de “Demônia”, do Kiko Zambianchi, as batidas iniciais em “Rough boy”, do ZZ Top, o estrondo em “The whole of the moon”, da banda The Waterboys, o também estrondo em “Right between the eyes”, com The Wax, o gongo no fim de “Big in Japan”, do Alphaville, a “bomba” em “Get your filthy hands off my desert” ou o “tiro” em “The final cut”, ambas do Pink Floyd. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

SHOW DO CAPITAL INICIAL

O Capital Inicial fez um belo show, ontem (29/5/2008), em Patos de Minas. Em uma hora e meia, Dinho e trupe animaram o palco principal do Parque de Exposições.

Fui ao Parque por causa do show. Ainda assim, fui sem muita expectativa, meio que achando que assistiria a uma apresentação burocrática e muito parecida com o formato acústico a que o próprio Capital aderira, em 2000.

Contudo, foram espertos: para a garotada que conhece a banda desde o sucesso do acústico, canções como “Natasha” foram apresentadas, num arranjo muito parecido com o original; para os mais velhos (meu caso), canções como “Fátima” ou “Independência” não ficaram de fora do repertório. Fizeram “O passageiro”, versão da canção “The passenger”, do Iggy Pop. Essa já havia sido gravada pelo próprio Capital antes de o acústico ser lançado, mas, curiosamente, somente seria sucesso depois de relançada no Acústico MTV.

De gigantescos bonecos infláveis a chamas na frente do palco, além de um cuidadoso trabalho de iluminação, tudo contribuiu para o sucesso do espetáculo.

Renato Russo esteve presente, não somente no repertório de sucessos consagrados pelo Capital – caso de “Fátima”, por exemplo, que tem composição de Flávio Lemos (baixista do Capital) e Renato Russo. Do repertório do Legião, “Que país é este” e “Por enquanto” foram executadas. Uma outra cover possibilitou um outro belo momento do show – “Primeiros erros”, do Kiko Zambianchi, que estava no palco com o Capital há três anos, ocasião em que a banda esteve aqui.

Chamo algumas figuras do pop/rock de sobreviventes. Por sobreviventes, refiro-me àqueles que não se foram devido a uso excessivo de drogas ou que não morreram em decorrência da Aids. Gente como Roger Waters, Mick Jagger e Paul McCartney, para ficar em três exemplos. Sobreviveram à louca (e por vezes fatal) efervescência dos anos 60s e 70s. Gente fantástica como Hendrix ou Joplin, não. Tivemos por aqui os herdeiros musicais dessas décadas. Entre esses, há aqueles que não sobreviveram (caso de Cazuza ou Renato Russo) e aqueles que estão por aqui (Herbert Vianna, Lobão).

Não faço julgamento de valor ao usar o termo sobrevivente. Simplesmente acho bacana demais quando sobrevivem. E Dinho, do Capital, é um dos sobreviventes. Vida longa a ele.