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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Do fundo do cérebro 2

Em texto de 1987, Mario Vargas Llosa escreve sobre “Lolita”, do Nabokov. O último parágrafo-frase do texto é “sí, cumplidos los treinta, Dolores Haze, Dolly, Lo, Lo-li-ta, sigue fresca, equívoca, prohibida, tentadora, humedeciendo los labios y acelerando el pecho de los caballeros que, como Humbert Humbert, aman con la cabeza y sueñan con el corazón”.

No dia vinte de março deste ano, publiquei postagem em que mencionei o que uma aluna dissera certa vez em sala de aula; segundo ela, a gente ama é do fundo do cérebro. A estudante me disse na ocasião de quem ouvira o comentário, mas não lembro quem possa ter sido.

À parte isso, o Llosa já havia usado a expressão “aman con la cabeza” na segunda metade da década de 80. Não se trata aqui de buscar a gênese desse pensamento ou dessa expressão. A questão é que a ideia de que se ama com a cabeça é atraente demais. Penso que voltarei ao tema. 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

APONTAMENTO 41

“Cheiro de goiaba” é um livro de entrevistas com García Márquez. Nele, o autor colombiano responde a perguntas de Plinio Apuleyo Mendoza. Em determinado trecho, Mendoza pergunta a García Márquez que personagem literário ele gostaria de ter criado. Resposta: o Conde Drácula, de Bram Stoker.

Nunca me perguntaram que personagem eu gostaria de ter criado. Certamente, devido ao fato de que nunca criei um. Dos que tenho acompanhado, há um que eu queria que fosse criação minha: Humbert Humbert, o narrador de “Lolita”, de Vladimir Nabokov.

Que personagem literário você gostaria de ter criado?