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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O QUE FALARAM PARA O PATO?

Quando se trata de futebol, o que eu queria mesmo, às vezes, é estar dentro de campo para escutar as conversas. Ou então ter a oportunidade de perguntar aos jogadores ou ao árbitro o que teria sido dito em determinada situação.

Ontem, por exemplo, depois que o Pato perdeu o pênalti, quase todos os jogadores do Grêmio saíram em desabalada correria para fazer a festa com Dida, que sem dificuldade defendera a cobrança do jogador do Corinthians. 

Pato e os jogadores do Grêmio se encontraram antes que Dida fosse "soterrado" sob a montanha de jogadores. Um dos gremistas (salvo engano, Alex Telles) apontou o dedo para o rosto do Pato e esbravejou algo.

O que exatamente teria dito o jogador para o Pato? O gesto do atleta do Grêmio não passou a ideia de ironia. Talvez ele tenha vociferado que não era hora de fazer gracinhas ou algo assim; ou talvez tenha mandado o Pato para algum lugar. Nas entrevistas depois do jogo, não houve quem matasse minha curiosidade... 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

ESTRELAS SEM BRILHO

Comparações entre o time atual do Cruzeiro e o time de 2003 não têm sido raras. No campeonato brasileiro, caso apenas os números sejam analisados, o desempenho dos dois times é bem similar. O time de 2003, contudo, era mais técnico, mais elegante, o que não significa que este time de 2013 não possa ganhar o campeonato brasileiro.

Um dos parâmetros de comparação entre o Cruzeiro de hoje e o de 2003 não mais existe: o de 2003 foi campeão da Copa do Brasil. Se for para haver algum paralelo, pode-se dizer que há uma espécie de relação especular: em 2003, o Flamengo perdeu o título para o Cruzeiro; neste 2013, o Cruzeiro foi eliminado pelo Flamengo.

O Cruzeiro ter-se-ia classificado se tivesse conseguido um empate contra o time carioca, ontem, no Maracanã. Contudo, o time de Belo Horizonte teve atuação pífia, principalmente no segundo tempo. Se falar de mérito em futebol é, por um lado, complicado, por outro, teria sido "injusto" se o time do Flamengo não tivesse se classificado.

É bem verdade que o rubro-negro não tem uma grande equipe. Em teoria, o time do Cruzeiro é superior, joga um futebol mais bonito, rápido, ofensivo e eficaz do que o Flamengo. Só que essa superioridade teórica não se fez prática. O Flamengo foi aguerrido, teve brio. Um acomodado e apático Cruzeiro está fora do torneio. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O GOL FORA DE CASA

O regulamento de alguns torneios tem o que a imprensa chama de gol qualificado, o tal do gol marcado fora de casa. Nesse esquema, a classificação para a fase seguinte de algum campeonato é decidida em duas partidas. Soma-se o total de gols marcados nas duas partidas; caso haja empate, a equipe classificada será a que tiver marcado o maior número de gol(s) na casa do adversário.

Para os não familiarizados com o esquema, é assim: Cruzeiro e Flamengo vão decidir na quarta uma vaga para a fase seguinte da Copa do Brasil. No Mineirão, o Cruzeiro venceu o Flamengo por 2 a 1. Digamos, a título de exemplo, que no Rio o Flamengo vença por 1 a 0. Se somarmos o total de gols marcados de cada equipe, teremos 2 do Cruzeiro e 2 do Flamengo. Só que nesse hipotético exemplo o Flamengo estaria classificado, por ter marcado um gol na casa do Cruzeiro.

Ainda no campo da hipótese, caso o partida no Rio termine com o placar de 3 a 2 para o Flamengo, cada equipe terá marcado 4 gols nas duas partidas; nesse caso, classificar-se-ia o Cruzeiro, por ter marcado dois gols na casa do adversário, ao passo que o Flamengo marcara um. No caso de a partida no Rio terminar com o placar de 2 a 1 para o Flamengo, a vaga é decida nos pênaltis, pois cada time terá marcado um gol na casa do adversário.

Nas duas partidas, em caso de uma vitória de cada time ou em caso de dois empates, leva-se em conta o(s) gol(s) marcado(s) fora de casa; obviamente, caso um time vença os dois jogos, será ele o classificado para a fase seguinte do torneio. No caso da Copa do Brasil, o mesmo vale para a decisão do campeonato; na Libertadores, o chamado gol qualificado não vale para a final; não sei a razão pela qual isso ocorre.

Dependendo das circunstâncias, o gol fora de casa tem um efeito psicológico poderoso, quase dando a entender que a vantagem é do time que perdeu o primeiro dos dois jogos. É o que está ocorrendo em relação a Cruzeiro e Flamengo. Tivesse o jogo da semana passada terminado com o placar de 2 a 0 para o Cruzeiro, os flamenguistas não estariam otimistas.

É que no jogo de depois de amanhã, no Rio, caso o Flamengo vença por 1 a 0, estará classificado. Contudo, apesar do efeito psicológico positivo que o gol fora de casa pode ter, é preciso não se esquecer de que a vantagem, nesse caso específico, é do Cruzeiro. Um empate, independentemente do placar, classificaria a raposa, e não o urubu. E se, por exemplo, o Cruzeiro abrisse o placar lá no Rio, a situação do Flamengo complicar-se-ia ainda mais...

O tal do gol fora de casa ou gol qualificado acabou se tornando um alento maior do que verdadeiramente é. Se por um lado é óbvio que é melhor perder fazendo pelo menos um gol na casa do adversário, não se pode, por outro, esquecer-se de que a vantagem é sempre de quem vence, ainda que este não se classifique ou não seja o campeão na última partida do torneio.