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quarta-feira, 16 de março de 2022

Prime Video x Netflix

Em 2001, o Vasco, em tese, sem receber dinheiro, estampou, nas camisas dos jogadores, numa peleja contra o São Caetano, o logotipo do SBT, na intenção de provocar a Globo, que transmitiu o jogo. Foi muito divertido assistir à partida. Enquanto digito estas palavras, o Tuntum está jogando contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil. O jogo está sendo transmitido pela Prime Video. Na camisa do Tuntum, o logotipo da Netflix. Que o patrocínio tenha rendido uma grana legal para o Tuntum. 

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Pequeno é quem votou; pequena é a Globo

A Globo, ao entregar a Sidão, goleiro do Vasco, o “prêmio” de “melhor” jogador da partida realizada ontem, contra o Santos, tentou fazer novamente o que a emissora insiste em realizar: entretenimento em vez de jornalismo. Só que no caso da entrega do “prêmio”, não houve entretenimento, ainda que ruim, mas sarcasmo, ironia e desrespeito contra um profissional. Se alguém jogar mal, que seja criticado, que seja cobrado, mas partir para uma zombaria impensada e cruel é história bem diferente de exercer uma crítica que pode até ajudar o profissional a melhorar.

O goleiro do Vasco foi submetido a uma humilhação. Segundo o que li, os profissionais da emissora que estavam no estádio trabalhando durante a partida teriam sido contra a entrega do “prêmio”. A ordem para que ele fosse dado a Sidão teria partido de algum diretor de esporte, cujo nome não consegui apurar.

O que não tem sido dito até então é o quanto é preciso criticar o comportamento do torcedor, dos que escolheram Sidão como o “melhor” da partida, levando-se em conta que a votação tenha de fato sido como a Globo anuncia, ou seja, por intermédio de escolha dos internautas. Não se mencionou que as pessoas, não somente no futebol, não têm senso o bastante para separar o que é gracejo ou humor inteligente do que é ofensa e desrespeito contra alguém que estava exercendo sua profissão.

O que os torcedores fizeram é a expressão de uma sociedade que não tem pudor de achincalhar alguém que estava trabalhando. Não satisfeita com o achincalhamento, ficou colada na tela da TV para conferir ao vivo a materialização de uma atitude pequena, atroz, levada a cabo por uma emissora que nunca se preocupou em tratar o futebol com abordagem jornalística, fazendo, em vez disso, um espetáculo acrítico e dedicado a uma turba mais preocupada em ver sangue do que sensatez. A Globo deve ser — e foi — criticada pelo que fez com o Sidão, mas não pode ser acusada de não ser reflexo de parte dos que a assistem. Ela não deveria abonar a burrice e a maldade de parte dos telespectadores; entretanto, a história do canal é a prova de que respeito nunca foi moeda corrente nas ondas globais.

Neste ano, a Globo não transmite na totalidade, via Premiere, nem jogos do Palmeiras nem do Athletico Paranaense no campeonato brasileiro. Isso não quer dizer que o império esteja abalado (além do mais, no ano que vem, a emissora pode recuperar direitos de transmissão dessas duas equipes no torneio), mas que os times percebam que há alternativas fora das galhofas sem graça da Globo. Do que ainda não sabemos, é se as galhofas dos concorrentes serão tão cretinas quanto as da emissora carioca. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

A Época do cinismo

A revista Época tentou fazer um mea-culpa, dizendo ser contra o fim da democracia. Dentre outras coisas, escreveu a revista: “As democracias eram solapadas no passado por golpes militares, revoluções, incêndios e tumultos. Desmoronavam em meio à guerra e à peste. (...) As democracias não morrem mais assim, como bem argumentam os cientistas políticos americanos Steven Levitsky e Daniel Ziblatt. Na maioria dos casos modernos, as democracias são corroídas lentamente, em passos pouco visíveis”. Nem tão pouco visíveis assim. A Época faz parte das organizações Globo, e a Globo, não podemos nos esquecer, já apoiou dois golpes: o militar de 1964 e o institucional de 2016.

Prossegue a revista: “É preciso dizer um altissonante ‘não’ àqueles que querem romper as regras do jogo democrático, que negam a legitimidade dos oponentes, que cultivam a intolerância ou encorajam a violência, aqueles que admitem a restrição — mínima que seja — às liberdades civis. Basta do arbítrio que já macula o passado!”.

A desfaçatez da revista é a mesma com que outros representantes da imprensa e dos meios de comunicação têm agido. Veja, IstoÉ, Jovem Pan, Rede Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, dentre outros, inflamaram manifestantes cheios de anacronismos históricos e de desinformação, que, não raro, vestiam a camisa de uma empresa, a CBF, cujo ex-presidente não pode sair do país sob risco de ser preso por causa de corrupção. Revistas, rádios e TVs agiram com irresponsabilidade, abandonaram o jornalismo e agora não sabem o que fazer com os filhotinhos que criaram, pois não esperavam que a prole fosse escolher o caminho truculento.

Para uma parte da imprensa e dos meios de comunicação, readotar uma política neoliberal era o plano. Não contavam com a assunção descarada de gente que apoia tortura, assassinato, gente de “bem” que quando regurgita “bandido bom é bandido morto” não pensa num Geddel, por exemplo. Uma publicação como a Época dizer que “é preciso dizer um altissonante ‘não’ àqueles (...) que cultivam a intolerância ou encorajam a violência” é tão cínico quanto um torturador dizer que preza pela integridade física dos que mutila. 

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Que o Brasil não ganhe a Copa do mundo

Os tentáculos da Globo e os grandes anunciantes fazem de conta que patriotismo e patriotada são a mesma coisa. Em anúncios piegas, ora enaltecem glórias passadas do futebol nacional ora colocam Tite em cena. A competência dele no futebol pode levar a seleção da CBF a ganhar a Copa. Se isso ocorrer, mídia e grandes empresas investirão mais ainda no pseudopatriotismo que propalam. 

A Globo, que prima por moldar a realidade do país à feição de seu projeto maquiado de brasilidade, tem todo interesse em que o Brasil seja campeão na Rússia, o que seria perfeito na tentativa de se criar uma onda “patriota” que seguiria omitindo os esquemas escusos da CBF, o 7 a 1 e os problemas que assolam o futebol nacional. Um deles, o calendário e os horários estúpidos, exigidos pela própria família Marinho.

O título do Brasil seria perfeito para a Globo e para seus poderosos anunciantes. Precisamente pela influência que têm, soprariam sobre o país um bafo de pseudoufanismo e de falsa autoestima. Como são muito poderosos, convenceriam muitos de que somos o tal do país do futebol, embora não sejamos. 

Para eles, que sabem realizar muito bem a mistura entre futebol e política, é boa a ideia de a população supor que, mesmo no governo Temer, ainda somos um país possível, viável. O hexacampeonato seria um afago, uma suspensão do peso do cotidiano. Um olhar um pouco mais cuidadoso, todavia, descortina o nosso futebol chinfrim e a caricatura de país que nos tornamos. Ganhar uma Copa não é atestado de que por trás do título há uma nação.

Não há dúvida de que o futebol pode ser algo mágico, bonito, emocionante. Qualquer pelada entre amigos pode conter elementos épicos ou grandiosos. Podendo o futebol ser tão elevado, o que lamento não é a existência dele em si, mas ele ter se tornado ferramenta política e dispositivo de manipulação nas mãos de empresas como Globo, como seus anunciantes e como a CBF, organizações que não têm o menor interesse no bem do Brasil nem no do futebol aqui praticado.

Se o Brasil ganhar a Copa, vão dizer que o orgulho de ser brasileiro foi resgatado. Jamais vão admitir que é melhor ter um péssimo futebol mas um país decente. A euforia da conquista caso o hexa venha será inflada. O sucesso será garantido, pois eles têm ao seu lado o pessoal que vestiu a camisa da CBF e fez passeata alegando cidadania de 2013 para cá. 

O que vai curar este país doente não é a conquista de um torneio esportivo. Eu gostaria muito que o futebol não fosse usado como instrumento para tapear incautos ou para enriquecer espertalhões, pois ele é maior do que Globo, CBF, patrocinadores e paneleiros. O futebol não deveria ser usado usado como paliativo contra as dores de um país que não consegue se fazer.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Por que não escuto Galvão Bueno

Nem Galvão Bueno nem a Globo precisam de minha audiência. Não sou um dos “milhões de uns”, na expressão de atual campanha publicitária da emissora. Isso não me impede de dizer que Galvão Bueno é o que há de pior no jeito de a Rede Globo fazer as coisas. Não bastasse a chatice imensa, ele encarna o que de mais podre há na emissora: a pauta acrítica, o puxa-saquismo, a patriotada do canal da família Marinho; bastam alguns segundos do Bem, Amigos!, atração comandada pelo locutor no Sportv, para que essas coisas sejam percebidas. Por isso mesmo, não assisto ao programa. A favor de si, Galvão Bueno tem a voz, que é excelente, mas tem contra si algo lamentável em quem está num meio de comunicação — a burrice. Ele é espertalhão, mas a esperteza por si não define em totalidade o que é ser inteligente.

Para piorar, julga-se carismático; quando tenta ser engraçado, presenciamos algo constrangedor. Ele, como porta-voz mor do que a Globo faz contra o futebol brasileiro, reveste sua atuação com uma pseudobrasilidade nada interessada no real crescimento do futebol praticado aqui. Ainda bem que há muitos anos tenho opções para não acompanhar as transmissões conduzidas por ele. A última partida ao vivo que conferi narrada por Galvão Bueno foi a final da Copa do Mundo de 1994. Tempos depois, eu conferiria, não ao vivo, a história contada por ele no jogo em que a Alemanha goleou o time da CBF por 7 a 1. No dia, não escutei o locutor, mas meses depois fiz questão de acompanhar a reação dele diante do fiasco da equipe da Confederação Brasileira de Futebol, fiasco do qual a emissora que ele nojentamente defende também tem culpa.

Galvão Bueno epitoma o que a Rede Globo tem de pior. Parte dos demais profissionais do canal, sem se mostrarem partidários interesseiramente ensandecidos da ca(u)sa, seguem a linha editorial ditada pelos chefes, conforme o que acompanho, principalmente, no Sportv. Mas seguir as diretrizes dos chefes não é o bastante para Galvão Bueno. Seja por ser descaradamente teatral seja por ser fervorosamente genuíno (ou as duas coisas), o locutor é a expressão mais literal e figuradamente escandalosa da superficialidade com que a Globo trata todas as coisas importantes. É espantoso o quanto ele incorpora a futilidade do canal. Galvão Bueno é um desserviço para a comunicação, para o futebol, para o Brasil. É o que há de mais pernicioso quando um empregado decide ser vassalo de seus chefes e de tudo o que fizeram e fazem contra o país. 

domingo, 11 de março de 2018

Na gráfica e no estádio

Embora eu não concorde com o modo como os torcedores protestaram contra a Globo, recentemente, em jogo entre Santos e Corinthians, entoando "Globo, vai tomar no c*", claro que partilho do sentimento contra a emissora, mesmo sem saber até que ponto esse sentimento era genuíno nos quase quarenta mil torcedores que xingaram o canal em partida que ele estava transmitindo; mesmo assim, suponho que o "cântico" era genuíno em alguns. Não concordo com a maneira (mandar tomar no c*), mas concordo com a essência.

De modo análogo, não concordo com a invasão realizada hoje pela manhã no parque gráfico do jornal O Globo, no Rio. Uma das razões alegadas para a invasão foi a defesa da democracia, mais uma vez atacada pela Globo e seus sinistros tentáculos no golpe de 2016. Vale lembrar que, sintomaticamente, a Globo surgiu no ano de 1965, um ano depois do golpe da década de 60. Nesse golpe, nem jornal O Globo nem militares nem demais partidários do saque contra o Brasil se preocuparam em espargir nele ares de legalidade, o que fizeram em 2016.

Mesmo eu não concordando com o modus operandi de hoje no jornal O Globo nem com o de dias atrás no Pacaembu, no jogo entre Santos e Corinthians, ambas as manifestações deixam claro que o rebanho subjugado pela Globo, mesmo ainda sendo gigantesco, tem oponentes que sabem do quanto o canal asfixia e mata o Brasil. Havendo conscientização e não havendo canalhice, o caminho natural é ser contra a Globo, seja de que modo for.

A nota surreal do dia de hoje ficou por conta da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), da Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas) e da ANJ (Associação Nacional de Jornais), que divulgaram texto condenando os que, segundo as associações, "são incapazes de conviver em ambiente democrático". Esse pessoal não é imbecil. Defender o grupo Globo, alegando princípios democráticos a favor de um conglomerado que vive sacaneando os brasileiros é ser hipócrita e partidário dessa sacanagem. 

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Feitos um para o outro

Sou antiGlobo. Isso é coisa antiga, vem desde a juventude. A emissora da família Marinho e as ramificações do império que edificaram são contra o Brasil. Muitos se deixam levar por questões técnicas e por um populismo interesseiro, alegando que haveria boas intenções na Globo e nos afluentes dela. A emissora vende bem a ideia de que se importa com o Brasil. O flerte com a ditadura e o silêncio quando do famoso comício a favor das eleições diretas em São Paulo são apenas duas provas patentes que os interesses da família Marinho não são os interesses do Brasil. Ditadores e golpistas ditam a pauta do que a família Marinho divulga. Não sou vassalo deles nem teleguiado pelo que transmitem.

Hoje, no Rio de Janeiro, representantes do exército dariam uma coletiva sobre a invasão (sim: invasão) realizada pelo exército na cidade. A rigor, não houve coletiva. As perguntas tiveram de ser escritas e foram previamente analisadas pelo exército (o que não havia sido divulgado anteriormente), que respondeu basicamente às perguntas da... Globo. Claro que isso não surpreende. Só uma emissora que cala os interesses do povo poderia ser contemplada numa pseudocoletiva dada pelo exército.

Naturalmente, o jornalismo do exterior sabe das intenções escusas da emissora. Tanto é assim que Dom Phillips, que é inglês e esteve hoje na “coletiva” do exército, publicou no Twitter que a Globo havia sido favorecida no evento. Obviamente, esse favorecimento ocorre por a emissora não fazer as perguntas que realmente interessam à população. A Globo e o exército se entendem, realizam conversa de compadres.

Fossem as coisas transparentes, que mal haveria em responder a perguntas que fossem honestas ou contrárias à decisão do exército? Por que a necessidade de ler as perguntas anteriormente? Não bastasse, integrante do exército, durante a coletiva, declarou que o Rio de Janeiro “é um laboratório para o Brasil”. Antigamente, os golpes vinham da noite para o dia; hoje, vêm em doses homeopáticas.

Há um ditado o qual diz que grandes mentes pensam semelhantemente. Não nos esqueçamos, todavia, que mentes pequenas não pensam muito diferentemente umas das outras. Globo e exército estão em sintonia; não os considero grandes mentes. O poder que têm não me seduz. Enquanto isso, fazem do Brasil o laboratório deles. O brasileiro não merece isso. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Nosso futebolzinho

Deve-se olhar para as eliminações de Atlético e de Palmeiras na Libertadores, ontem, num panorama maior. Num menor, nenhuma das duas equipes é forte. Tanto é assim que foram eliminadas por times pequenos. No panorama maior, Atlético e Palmeiras são reflexo do ruim futebol brasileiro.

O Corinthians tem sido exceção caso o comparemos com as demais equipes do Brasil. A seleção, treinada por Tite, passou a ter bons resultados nas eliminatórias para a Copa do ano que vem. Todavia, Corinthians e seleção brasileira não são o bastante para que não se enxergue o amadorismo de nosso futebol, que, ademais, é reflexo do que somos.

Basta acompanhar qualquer uma das rodadas do campeonato nacional para se perceber em campo o horrendo jeitinho brasileiro, a falta de criatividade e a ausência de ousadia. O mundo inteiro já percebeu que talento, por si, não é o bastante. O que o futebol daqui tem é só um pouco de talento.

O esquemão CBF/Globo está falido há tempos. A derrota para a Alemanha na Copa de 2014 evidenciou essa falência. Como é fácil perceber, o futebol nos gramados é tão incompetente e não profissional quanto as maracutaias de cartolas e de empresários. Não é ficando de joelhos que se resolve uma estrutura viciada e vergonhosa. 

sábado, 17 de junho de 2017

A Época de Joesley Batista

Se a Globo quiser, Temer deve ficar até o fim de 2018. A questão é que a emissora parece, desde a delação de Joesley Batista, não querer. A mais recente cartada do “jornalismo” da família Marinho contra Temer é a entrevista que Batista concedeu à Época, que pertence ao império da Globo. A manchete da capa reproduz declaração do delator: “Temer é o chefe da quadrilha mais poderosa do Brasil”.

O fato de a Globo ter apoiado Temer e de agora, aparentemente, estar contra ele não é de surpreender. O que fico me perguntando é se, de fato, já estava arquitetado, seja por quem for, com apoio da Globo (ou pela própria Globo), que Temer seria uma “transição”, seja para o que for. Tendo sido ou tendo não sido arquitetado que Temer seria um mal necessário para essa “transição”, o que a Globo apoiará no ano que vem, quando, em tese, haverá eleição para presidente? Não importa quem ela apoie, a Globo não é digna de confiança. Sempre é preciso desconfiar das intenções dela.

Ainda que a emissora de fato queira a queda do presidente que ela apoiava até bem recentemente, manobras permitidas por lei vão renovando o fôlego do governo, que, se cair, assim me parece, não cairá nos próximos meses. Nesse quadro, tenho dois “vaticínios”: Temer fica até o fim de 2018 e Aécio Neves não será preso. 

domingo, 6 de novembro de 2016

O “sorteio” da CBF para a final da Copa do Brasil

Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada, publicou postagem que dá a dimensão do poderio dos tentáculos da Globo: na sexta-feira, a CBF realizou “sorteio” para a final do Copa do Brasil, que neste ano será disputada por Grêmio e por Atlético/MG.

O “sorteio” da CBF foi às 9h. Só que horas antes, às 5h55, em um de seus jornais, a Globo já havia anunciado que o primeiro jogo da final da Copa do Brasil seria em Belo Horizonte. Não há como saber se os cartolas dois times envolvidos na decisão fazem parte desse esquema. 

Episódios desse naipe envolvendo a Globo são corriqueiros. Os cartolas dos grandes times, no geral, não se rebelam contra a emissora, que dá as cartas políticas e futebolísticas na Terra de Vera Cruz. A matéria no Conversa Afiada pode ser conferida aqui

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Nos anais da Globo

A Globo, sempre conivente com ditadores, não nos esqueçamos, dá provas, mais uma vez, de ridícula sisudez. Desde que um internauta, que se nomeou — atente-se para o cacófato — Cuca Beludo teve seu nome pronunciado na Globo News, os comandantes do império deram a ordem de que o vídeo seja banido da internet.

A consequência foi a de que uma brincadeira (sem graça), a qual teria sido comentada por um dia, seja agora acessada, comentada e compartilhada, a despeito das tentativas da Globo de banir o vídeo da internet. A crise histérica da emissora fez com que a reação dela é que se tornasse a piada. Vindo da Globo, a atitude não surpreende. Só que em vez de conseguirem fazer com que o vídeo desapareça, fizeram com que mais e mais internautas o estejam compartilhando.

Enquanto apoia golpes, sejam militares, sejam não militares, a emissora da família Marinho, num episódio bobo e banal, exibe mais uma vez suas garras. Fossem espertos, poderiam ter se valido da estratégia da CNN: nos trinta e cinco anos do canal, postaram no site deles uma coletânea de situações engraçadas pelas quais passaram seus repórteres e apresentadores. O vídeo da CNN pode ser conferido aqui

quinta-feira, 28 de maio de 2015

FIFA, CBF, GLOBO...

Depois da prisão de Marín, está sendo cogitada a possibilidade de as investigações revelarem suposta participação da Globo no esquema de corrupção dos dirigentes do futebol mundial. Não sei se sou pessimista ou se sou realista, mas bato o martelo: a gosma não vai nem respingar na Globo. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

GÊNERO

As autoridades chegaram à CBF. O globo gira; a Globo, poderosa, não roda, não dança. 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

SOBRE MARCAS E MARCOS

Palmeiras e Atlético/MG fizeram o jogo de abertura do campeonato brasileiro deste ano. Faltando meia hora para o início da partida, Globo e CBF ordenaram que as placas que continham os dizeres “Allianz Parque” fossem parcialmente tapadas: esconderam o “Allianz”. A seguradora alemã pagou trezentos milhões de reais para ter o nome exibido no estádio e para nomeá-lo.

Paulo Nobre, o presidente do Palmeiras, justificou-se, dizendo que os letreiros do estádio, em virtude de acordo, não pertencem ao clube. Além do mais, a iniciativa contou com o apoio da CBF, patrocinada pela Seguros Unimed, concorrente da patrocinadora do Palmeiras. A iniciativa da Globo não se trata apenas de não fazer propaganda involuntária para a Allianz.

Isso me remete ao ano de 2001, quando o Vasco usou o logotipo do SBT na decisão de um torneio chamado Copa João Havelange. No dia trinta de dezembro de 2000, a decisão entre Vasco e São Caetano, em São Januário, foi interrompida devido à queda de alambrado. Cento e sessenta e oito pessoas ficaram feridas. Eurico Miranda, que era o presidente do Vasco na época (recentemente, ele voltou ao cargo), não gostou da cobertura que os meios de comunicação (em especial a Globo) deram para o caso.

Esperto que é, Eurico Miranda conseguiu disseminar na equipe a ideia de que o Vasco estaria sendo “perseguido” pela mídia. Mas ninguém poderia imaginar o que ele estava urdindo. Uma nova partida foi marcada para o dia dezoito de janeiro de 2001; o jogo foi disputado no Maracanã. Nessa data, com exibição da Globo, o Vasco entrou em campo com o logotipo do SBT estampado na camiseta. 

domingo, 5 de abril de 2015

MANIFESTOS CONTRA A GLOBO

No começo de março, Angélica, que trabalha na Globo, não conseguiu gravar matéria na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela e a equipe que a acompanhava foram recebidas com o tradicional “abaixo a Rede Globo”. Acabaram desistindo de gravar a matéria.

Ontem (04/04), uma equipe da Globo News foi hostilizada e expulsa quando cobria manifestação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Atos recentes contra a Globo foram realizados no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília.

O Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, publicou no dia dois de abril uma frase contundente: “Um macaco teria erguido um império nas condições dadas a Roberto Marinho pela ditadura em troca de apoio político”. Não é segredo que a Globo teve convivência asquerosa com a ditadura, a despeito da retórica de bons mocinhos dos Marinho.

Manifestações não violentas contra a Globo são imprescindíveis. Ela é perigosa. A emissora tem no cerne uma ideologia malévola, travestida numa estética bonita e numa grande competência técnica. Contudo, visual bonito e recursos técnicos e humanos não conseguem esconder o quanto a Globo é daninha e perniciosa.

Mesmo assim, é preciso que os profissionais dela tenham condições de trabalhar. À parte o espectro ideológico que tenham, eles estão exercendo suas profissões. Que escutem protestos, que escutem palavras de ordem — mas que possam trabalhar.

De algum tempo para cá, notícias de quedas de audiência da Globo têm sido veiculadas. Todavia, o poder deles é ainda incontestável. Tenho a impressão de que assim vai continuar por muito tempo. A maior retaliação contra a Globo é não sintonizá-la. 

segunda-feira, 30 de março de 2015

SUCESSO PARA DUNGA

Dunga não faz o perfil técnico de butique que fica pedindo as bênçãos da Globo. Pelo menos é o que deixa transparecer. Torci por ele quando da primeira passagem dele pela seleção como técnico; torço por ele agora. 

É claro que vibrei em 1994, quando Parreira era o técnico, bem como vibrei em 2002, quando o técnico era Filipão. Mas esses dois seguem os ditames da Globo, ainda que Filipão tentasse passar uma imagem de rebeldezinho. 

Dunga parece ser um rebelde. Ele foi escorraçado pela mídia quando de sua primeira passagem no comando da seleção. Mesmo isso tendo ficado no passado, ele está longe de ser o queridinho dos meios de comunicação. Erros que em outros seriam camuflados, nele serão ampliados. Pequenos acertos de outros seriam tratados como coisas de gênio; grandes acertos de Dunga, se vierem a existir, serão tratados como movimento corriqueiro.

Estando de volta, Dunga tem sido bem-sucedido até agora. Ainda não houve competição oficial depois do fiasco da seleção na Copa. Seria inútil arriscar como será o desempenho dele no porvir. Mas para os que dizem que ele não entende de futebol, vale lembrar que aqueles que se jactavam como especialistas do esporte tomaram goleada de sete a um. Dunga ainda não levou uma dessas. Se um dia ele vier a disputar uma Copa como técnico, que dela saia como saiu na de 1994. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

APONTAMENTO 240

Muitos dos que acharam inaceitável o beijo entre duas senhoras, mostrado pela Globo recentemente, consideram aceitável o jornalismo da emissora. Este, sim, é prejudicial. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

DEU NA CNN

Aqui no Brasil, é popular o coro de “o povo não é bobo; abaixo a Rede Globo”. Lá nos EUA, a população tem se revoltado contra a cobertura da CNN em Ferguson. Só que o “mantra” dos americanos para atacar a poderosa emissora não tem rimas a ofertar; a abordagem deles tem sido mais... direta ou menos eufemística: têm-se valido de um “singelo” “f*ck CNN”. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"IMPEACHMENT" DE ATLÉTICO E DE CRUZEIRO É COGITADO

(Ao modo de The Piauí Herald)

Rio de Janeiro — Executivos da Globo e da CBF, inconsoláveis com a classificação de Atlético e de Cruzeiro para a final da Copa do Brasil, vão pedir a recontagem dos gols. Especialistas das duas empresas, segundo o apurado pela redação, estão, neste momento, dedicando-se a analisar cada lance das duas partidas de ontem à noite.

À boca miúda, o que está sendo ventilado pelos ares-condicionados tanto da CBF quanto da Globo é que duas possibilidades são consideradas após a recontagem dos gols: a realização de novas partidas ou mesmo o “impeachment” de Atlético e de Cruzeiro, para que nenhum deles volte a importunar a parceria Globo/CBF.

Executivos das duas empresas temem que em breve uma ditadura mineira, capitaneada por Fidel Castro, seja implantada no Brasil. Segundo eles, Castro castraria o acesso de clubes fora do eixo BH/Betim/Contagem a grandes decisões. 

Torcedores sentidos promovem amanhã, em São Paulo, manifestação pública. O mote é “Abaixo o pão de queijo! Viva a marmelada!”. Lobão confirmou presença; já Bolsonaro (o filho) disse que, se for, desta vez não irá armado. 

domingo, 26 de outubro de 2014

DILMA REELEITA

Globo, Veja, Jovem Pan, Uol, jornal Estado de Minas, jornal Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Tim... Ainda não conseguiram. Dilma (cujo nome uso como metonímia) ganhou a eleição contra todos eles. Isso é ótimo, não somente pela vitória da presidente em si, mas também por ser mais uma prova (a exemplo do que ocorreu em 2010) de que, embora sejam muito poderosos, esses meios de comunicação não tiveram, nem em 2010 nem em 2014, o poder avassalador que já tiveram (esse poderio pode ser recuperado).

Como já previsto antes de a campanha política começar, foram eleições que transformaram redes sociais em guerra virtual. O clima de intolerância e de ranço, que até então era velado ou era menos expressivo, deu as caras na internet e nas ruas, provando que milhões não querem debater, mas reproduzir e continuar exercendo preconceitos seculares.

Detratores do PT, seja por má-fé, seja por ignorância, têm os argumentos: quando não é a corrupção, que existe nos dois partidos, vêm com aquela história de implantação de ditadura, de comunismo, de Cuba. Enquanto seguem com essa monocórdica balela, o governo petista é eleito democraticamente pela quarta vez.

Se comparado com o de 2010, o clima de recrudescimento aumentou neste 2014. Imprensa e meios de comunicação interesseiros e rancorosos estão mais vorazes do que nunca. Proclamada a vitória da petista, já começaram os ataques. Há várias empresas de “informação” semelhantes às que mencionei acima. Fiquemos atentos a elas todas e continuemos buscando outras possibilidades de informação.

A internet trouxe mais opções quando se tem o interesse em saber o que tem ocorrido. Qualquer pessoa pode informar ou opinar (o que é ótimo). Isso deixa a veiculação de conteúdos muito pulverizada. Parece-me que justamente essa pulverização é que faz com que Globos, Vejas e que tais ainda sejam influentes: não há como o cidadão, considerado individualmente, ser mais poderoso do que as tentáculos das empresas que citei.

Mas o Brasil não é feito só de Globos, Vejas e congêneres. Existem Fórum, Carta Capital, Pragmatismo Político, Dilma Bolada, Jeferson Monteiro, Luis Nassif, Viomundo, Cynara Menezes, Pablo Villaça... São cidadãos e empresas que simbolizam um Brasil que é bonito, corajoso, lúcido, talentoso, inteligente e bem-humorado. 

Não se incomodam em ver negros na universidade, não se incomodam quando o jardineiro compra um bom carro, não se incomodam quando a empregada doméstica usa um sapato que tem o mesmo preço do sapato usado pela patroa. Não estão a serviço dos próprios umbigos. São a favor do Brasil.