Mostrando postagens com marcador Copa do Mundo 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa do Mundo 2014. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de agosto de 2014

DIGRESSÕES DURANTE UM INTER x GRÊMIO

Internacional e Grêmio estão jogando (a partida está no intervalo). Felipão está no comando do Grêmio. Agora, não consigo evitar: sempre que vejo Felipão, eu me lembro dos sete a um. Esse estigma parece-me tão inabalável... A impressão que tenho é a de que ele é que vai ficar, ainda que o técnico volte a ser vitorioso.

Felipe, o “Grande”, acabou fazendo com que eu me lembrasse do Parreira. No meio do futebol, não consigo me lembrar de um sujeito tão sem carisma quanto ele. Tento levar em conta que ele era o técnico da seleção campeã da Copa 1994, mas essa estratégia não funciona. O que ficam são o ar “blasé”, a declaração de que a CBF é o Brasil que dá certo e a leitura que Parreira fez da carta da dona Lúcia. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

VAI QUE É SUA, GALVÃO!

A Copa terminou, mas um último comentário ligado também ao torneio: num tempo em que não havia TV por assinatura, ou quando tê-las era caro demais (felizmente, a assinatura delas não é mais privilégio de ricos), muitas vezes eu não tinha outra alternativa a não ser escutar o Galvão Bueno.

Ainda assim, não raro, eu tirava o volume da TV e escutava a transmissão por alguma rádio. Para não escutar o Galvão, tudo valia a pena. Às vezes, mesmo sem rádio, eu tirava o som da TV.

Com a popularização das TVs por assinatura, passei a escolher transmissões em que não havia Galvão Bueno. Há anos não acompanho uma transmissão dele; contudo, lamento ter de acompanhar o campeonato brasileiro pelo Sportv, que é da Globo.

Nos tempos em que eu assistia ao futebol pela Globo, pude escutar Galvão dizendo que a Alemanha jogava algo parecido com futebol, algo que lembrava futebol. Não estou certo, mas creio que com isso ele queria dizer que o futebol alemão tinha força, mas não tinha graciosidade, improviso. Em suma: um jogo “engessado”.

Nada como um dia após o outro; nada como um ano após o outro; nada como uma década após a outra. Klose bateu, diante de Galvão e de Ronaldo, o recorde de gols feitos por um jogador em copas do mundo. Nesse mesmo dia, a Alemanha fez sete gols no Brasil. Fosse Galvão espirituoso ou caso se permitisse um quê de rebeldia fora do padrão da Globo, ele poderia ter dito que hoje em dia o Brasil joga algo parecido com futebol. 

domingo, 13 de julho de 2014

GRATULATION!

Carisma, gentileza, organização, planejamento, hombridade, disciplina e correção do que estava errado dão resultado: o mundo tem um novo campeão mundial. 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

ALEMANHA x ARGENTINA

Fui sempre fã do futebol argentino; se há uma coisa que eles sabem fazer é jogar futebol. Também fui sempre fã do Maradona; ele é um rebelde que está longe do politicamente correto por vezes hipócrita e “limpinho” demais que grassa pelo mundo afora. Além do mais, eles têm Borges...

Estivesse a Argentina decidindo a Copa contra qualquer outro país (com exceção do Brasil, é claro), eu torceria por ela. O “problema” desta vez são a gentileza, o carisma, a civilidade e a nobreza da seleção alemã. Junto a torcedores, cantaram o hino do Bahia; na partida contra o Brasil,  portaram--se com altivez; Podolski divulgou uma bela homenagem ao povo brasileiro... Não há como haver dois ganhadores? 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

SETE A UM

Chorei quando o Brasil perdeu para a Itália, na Copa de 82. Nasci em 1970. Eu tinha onze anos quando assisti aos três gols do Paolo Rossi. Na época, eu nada sabia de futebol. De qualquer modo, foi triste assistir àquela derrota. Terminada a partida, eu estava inconsolável.

Depois disso, cresci com a impressão de que eu nunca teria o privilégio de presenciar o Brasil ganhar uma Copa do Mundo. Quando veio o título em 94, vibrei muito. Depois, veio o de 2002. (Eu também pensava que nunca veria o Cruzeiro ser campeão brasileiro. Em 2003, eu estava no Mineirão quando da vitória sobre o Paysandu.)

Não sei o que um garoto que tem hoje onze anos vai pensar sobre o futebol quando tiver quarenta e três, idade que tenho agora. Repito-me: chorei em 82; tenho vívidas lembranças daquele time. A derrota deles foi bonita. À medida que fui crescendo, fui me inteirando das maracutaias no futebol. Fifa e CBF fizeram com que eu fosse me entusiasmando cada vez menos pela seleção.

Tanto foi assim que houve certa apatia tanto na derrota de 98 quanto na vitória de 2002. Neste 2014, no jogo de ontem, não houve apatia: fiquei pensando no fio histórico que levou à derrota no Mineirão. Todo mundo sabe que a seleção estava jogando mal; ainda assim, como estava avançando no torneio, ficava no torcedor a expectativa, ainda que pálida, por algum título.

O que ocorreu ontem é consequência do que a CBF causou ao futebol brasileiro. É a prova de que não há talento que resista à má gerência feita pela cartolagem. A derrota para a Alemanha não anula o talento que o jogador brasileiro tem. Todavia, sempre chega o momento em que não há espaço para o improviso. O esporte e a vida como um todo provam que o talento por si nada assegura.

Falar de Felipão ou de Fred é ser imediatista, mesmo tendo eles e outros sido ridículos. A seleção brasileira desta Copa é resultado da má condução do futebol brasileiro há décadas. Lembro-me de ter lido, salvo engano, em 2007, matéria numa revista em que fizeram breves perfis de brasileiros que se destacavam em suas áreas. Ricardo Teixeira era mencionado no texto da revista. 

Já nessa época, a atuação de Teixeira na CBF era contestada. Segundo a revista, mesmo assim, Teixeira não poderia deixar de ser visto como um vitorioso, pois era comandante do futebol que tem cinco Copas na história.

O erro da matéria é que o futebol brasileiro é pentacampeão não por causa de gente como Ricardo Teixeira, mas apesar de gente como Ricardo Teixeira. O futebol brasileiro é pentacampeão não por causa de pessoas como João Havelange, mas apesar dele e dos acólitos dele.

Uma derrota como a do Mineirão evidencia o modelo doente da CBF, que tem a Rede Globo como parceira e divulgadora. A emissora, travestida de falso patriotismo, sempre esteve ao lado da entidade que manda no futebol brasileiro. A emissora é acrítica, asséptica, prejudicial. Globo e CBF têm como objetivo único o lucro. Uma das mercadorias de que se valem tem vinte e dois atletas em campo.

Episódio como o ocorrido em Belo Horizonte deveria servir para que o futebol brasileiro fosse reformulado. O vexame no Mineirão é a consequência, é o auge de desmandos vergonhosos, desonestos, estritamente financistas, sem planejamento. O futebol brasileiro poderia ser outro desde ontem. Mas a CBF não vai deixar. Nem a Globo.

É claro que não há como eu saber o que se passou pelas cabeças dos alemães quando já haviam construído a goleada. A impressão com que fiquei foi a de que, em nome de uma certa nobreza ou de um certo espírito esportivo, pegaram leve no segundo tempo. Reagiram com brilho tanto no campo quanto fora dele, durante as entrevistas.

Não sei como o futebol alemão é gerenciado. Do que sei, é que temos muito a aprender, não somente com os alemães, mas com aqueles que colocam em campo um futebol que é pensado muito antes de o árbitro soar o apito para que comece a partida. Algumas derrotas são vexaminosas. A de ontem, no Mineirão, foi. Vexaminosa e merecida.

Mauro Cezar Pereira, da ESPN Brasil, antes do jogo contra a Colômbia, escrevera que à parte o que a seleção brasileira alcançasse na Copa, o torneio já mostrava a derrota do futebol nacional. Sim, a derrota de ontem não foi a derrota de um time: ontem, toda a ganância, toda a desonestidade e todo o mau planejamento fracassaram.

Simon Kuper, do Financial Times, escreveu, antes do jogo de ontem, referindo-se ao astral do povo do Brasil, que “deveríamos engarrafar o sentimento brasileiro e reutilizá-lo na Copa da Rússia, em 2018, e no Qatar, em 2022”. Uma pena que a CBF e a Globo não estão dispostas a engarrafar um compromisso real com o futebol e trazer um comprometimento assim para cá. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

BRASIL x ARGENTINA?

Há quem esteja desejando uma final para a Copa entre Brasil e Argentina. Por um lado, seria grandioso, épico, mas... hum... não sei... É que o Oscar Wilde já me ensinara: “Quando os deuses querem nos punir, respondem às nossas preces”... 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

ALEMANHA X ARGÉLIA

Que bom que a vida me deu a chance de estar vivo para assistir a uma partida como a realizada há pouco, em Porto Alegre, entre Alemanha e Argélia. 

terça-feira, 24 de junho de 2014

sábado, 21 de junho de 2014

15

The record is getting Klose.
The record is getting, Klose. 

É VERMELHO, CONSTANTINO

É preciso ser um grande artista ou ser muito inteligente para fazer com que paixões, ódios ou ranços não destruam um texto. O Rodrigo Constantino, da Veja, até agora, não deu provas de ser um grande artista. E deu provas de que não é muito inteligente.

Escreveu ele que o logotipo da Copa do Mundo, com o “2014” em vermelho, seria propaganda subliminar para o PT. O colunista tornou-se motivo de chacota. Segundo o Pragmatismo Político, Vincent Bevins, do Los Angeles Times, fez piada com o colunista da Veja.

Ainda segundo o Pragmatismo Político, o logotipo é uma criação da agência África. Integravam a equipe que escolheu a arte com o “2014” em vermelho: o presidente do Comitê Organizador Local da Copa (COL), Ricardo Teixeira, o secretário da Fifa, Jerome Valcke, Oscar Niemeyer, Paulo Coelho, Ivete Sangalo, Gisele Bündchen e Hans Donner.

Num tributo à neura do Constantino, posto, abaixo, a letra de “Vermelho”, composição de Chico da Silva. A canção foi um grande sucesso na voz da Márcia Freire. A Fafá de Belém também a gravou. Há ainda, pelo menos, uma outra gravação que já escutei, embora não me lembre com quem (lembro-me de que era voz masculina).
_____

Vermelho (Chico da Silva)

A cor do meu batuque
Tem o toque, tem o som da minha voz
Vermelho, vermelhaço, vesmelhusco
Vermelhante, vermelhão
O velho comunista se aliançou
Ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom
E a expressão da minha cor (vermelho)

A cor do meu batuque
Tem o toque, tem o som da minha voz
Vermelho, vermelhaço, vesmelhusco
Vermelhante, vermelhão
O velho comunista se aliançou
Ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom
E a expressão da minha cor (meu coração)

Meu coração é vermelho
De vermelho vive o coração
Tudo é garantido após a rosa avermelhar
Tudo é garantido após o sol vermelhecer

Vermelhou no curral
A ideologia do folclore avermelhou
Vermelhou a paixão
O fogo de artifício da vitória avermelhou 

domingo, 8 de junho de 2014

SEM BANDEIRAS

O fato de eu já ter escrito que sou contra a Copa por aqui (desde o anúncio de que o Brasil sediaria o torneio, fui contra) não me impede de prestar atenção no contexto. Tenho observado uma certa timidez com relação às manifestações a favor da Copa do Mundo. Até agora, poucas são as bandeiras, tanto nos carros quanto nas casas, mesmo a Copa sendo realizada em cidades brasileiras. Pode ser que esse cenário mude até a quinta-feira, quando começa o torneio; ou que mude caso o Brasil vá realizando um bom desempenho durante a competição.

Na cidade de São Paulo, alega-se que haveria o medo de se enfeitar um carro pela possibilidade de ele ser vandalizado por black blocs. Contudo, pelo que me consta, não há esse medo por aqui. Suponho que se mais pessoas não colocaram bandeira em seus carros, estando aqui em Patos de Minas, a razão seria outra. Em nome de um, vá lá, senso de pertencimento, estariam com vergonha de demonstrarem a paixão pelo futebol e serem consideradas alienadas? Estariam com medo de... darem bandeira? Não me parece ser o caso.

Ruas pintadas, igualmente, têm sido raridade. Uma creche aqui perto de casa pintou bolas de futebol e a bandeira do Brasil no asfalto; já vi escola com a fachada enfeitada. Se por um lado bem sei que enfeitar fachadas ou ruas não implica necessariamente patriotismo, por outro, paira uma atmosfera única: parece haver no ar um certo medo, bem como uma alegria contida. 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

PELÉ E RONALDO NUM MESMO TIME

Desde o anúncio da Copa aqui no Brasil, primeiro, foi Pelé, que vem dizendo bravatas reveladoras de quem está mal-informado ou está interessado no próprio bolso (ou as duas coisas). Mais recentemente, Ronaldo, que tem destilado bravatas de quem está interessado no próprio bolso ou está mal-informado (ou as duas coisas). 

Em 2009, Ronaldo disse que não se relacionaria com Ricardo Teixeira; na ocasião, o ex-jogador disse que Teixeira era uma pessoa de “duplo caráter”. Já em 2012, Ronaldo, referindo-se a Teixeira, disse: “Ele é meu amigo e estou com ele no que precisar”. Depois, Teixeira ver-se-ia obrigado a renunciar à CBF.

Obviamente, não é minha intenção neste texto fazer um daqueles rançosos discursos de quem é contra as pessoas ganharem dinheiro. A riqueza deles não me incomoda, e não vejo problema caso queiram aumentar a fortuna que já têm. O que desaprovo são os esquemas de que se valem. Por fim, nem todo jogador é um Tostão, que soube tratar bem a bola e sabe tratar bem a inteligência do leitor. 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A COPA É DELES

Nizan Guanaes, em forjado, interesseiro e marqueteiro ufanismo, menciona Abilio Diniz no texto “Enchendo a bola do Brasil”, publicado pela Folha de S.Paulo. Guanaes diz concordar com Diniz; de acordo com aquele, ambos são da opinião de que realizar protestos durante a Copa seria um papelão. Guanaes, publicitário que é, escreve em seu texto o “mantra” “a Copa é nossa”.

A Copa não é minha. É de gente como ele, Guanaes, que é publicitário, e que está lucrando muito com o torneio. A Copa é de gente como ele e de gente como o pessoal da Fifa. A Copa não é minha; é deles. O que é meu, se tanto, será o protesto. Não coletivo, não nas ruas, mas em um texto ou outro. 

sábado, 4 de janeiro de 2014

OS VERSOS DE PELÉ

“Espero que o Brasil abrace a oportunidade que lhe foi dada com a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Queremos mostrar ao mundo nossos lados positivos: amor à vida, nosso espírito e um belo país. Incidentes como os que aconteceram na Copa das Confederações, quando um evento esportivo foi atrapalhado por protestos políticos, não deveriam ser permitidos de novo”.

A declaração acima é de Pelé; foi dada à revista da Fifa. Na mesma entrevista ele disse que o Chile é um dos favoritos para ser o campeão da Copa do Mundo no Brasil (sic). Sobre a brincadeira de que Pelé seria pé-frio, em 2013 uma campanha publicitária na Colômbia pedia que Pelé não mais apontasse o time colombiano como favorito; quando isso ocorreu, em 1994, a Colômbia foi eliminada na primeira fase.

Pelé foi cooptado pelos que mandam no futebol. Não sei se ele recebe por isso. Recebendo ou não, tem sido lamentável quando ele dá entrevista. O Romário, que hoje é deputado federal e já foi jogador, disse que “Pelé não tem consciência nenhuma do que está acontecendo no País”. Se não tem mesmo, isso seria mais um motivo para que ele, Pelé, ficasse calado quando o assunto fosse questões políticas e sociais.

O que levaria Pelé a ficar do lado de gente que está na Fifa e na CBF? Prefiro acreditar que ele não seja títere dos caciques que imperam no futebol; prefiro acreditar que ele não seja ingênuo a ponto de realmente acreditar que Fifa e CBF fazem bem para o País. Do que não faço ideia, é do que o levaria a dar declarações tão... sem senso de realidade. Será o dinheiro o que o leva a estar do lado das entidades que comandam o futebol? Será a vaidade?... Será que ele acha que proferir as bravatas de que é capaz significa ser patriota? Novamente, Romário: “O Pelé, calado, é um poeta”. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A COPA QUE NÃO SE VÊ

Excelente texto veiculado na edição de dezembro de 2013 do imprescindível Le Monde Diplomatique Brasil e assinado por Andressa Caldas, Eduardo Baker e Thiago Melo menciona o seguinte embate: “Enquanto o governo garante que não vai haver protestos durante a Copa, as multidões e as redes sociais ecoam o grito de ‘não vai ter Copa’”.

A não ser que haja uma convulsão social, vai haver a Copa. Ainda que haja protestos, o torneio ocorrerá. O entorno dos estádios será blindado. A despeito de as obras estarem custando mais do que o que deveriam e das expulsões de cidadãos de suas moradas nas cidades-sede, em nome de se edificar a estrutura para a Copa, vender-se-á a imagem, na grande mídia, de que a competição é asséptica — como, aliás, reza o padrão da Fifa, tão queridinho dos conglomerados de mídia.

Todavia, qualquer um, com um celular, pode transmitir do olho do furacão, caso haja de fato um confronto entre a população e o aparato do Estado. Não é o ideal, pois o poder do indivíduo, mesmo atuando em grupos, é menor do que o da grande mídia. Mesmo assim, é alentador vislumbrar a possibilidade de se ter uma “cobertura” que não sofra a interferência dos filtros dos grandes meios de comunicação. 

domingo, 8 de dezembro de 2013

FORA DE CAMPO, FUTEBOLZINHO

Os estádios para a Copa do Mundo em 2014 estão custando mais do que o programado; eu e você estamos pagando a conta. No Itaquerão, no dia 27 de novembro, Fabio Luiz Pereira, 42 anos, e Ronaldo Oliveira Santos, 44 anos, morreram, depois de um acidente em que uma peça se soltou de um guindaste.

Eu já disse anteriormente que sou contra a realização da Copa do Mundo aqui. Quanto mais a data do início do torneio se aproxima, mais contra vou me tornando. No fim das contas, sei que a Copa será realizada. Isso, contudo, não anula a questão de que não estamos prontos para grandes eventos, pois não sabemos lidar nem com nossos pequenos problemas.

Hoje, em Joinville/SC, houve briga entre os torcedores do Atlético e do Vasco, quando o time carioca já estava sendo derrotado pelo Atlético/PR por um a zero. Torcedores foram levados para um hospital da cidade (não correm risco de morte). Depois, integrantes da torcida do Atlético/PR brigaram entre si.

A briga em Joinville de um toque melancólico ao fim do torneio. Para o futebol carioca, a temporada foi terrível: Fluminense e Vasco foram rebaixados. Já o futebol mineiro teve seu melhor ano na história, com o Atlético campeão da Libertadores e o Cruzeiro campeão brasileiro. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

ROMÁRIO x RONALDO

O jogador Ronaldo, que recebeu o epíteto de Fenômeno, criticou Romário, alegando que falta patriotismo a este, que recebeu a alcunha de Baixinho. Fora de campo, a atuação profissional daquele, até agora, não tem estado... à altura deste.

Ronaldo alega que não está levando grana por estar envolvido com aquele povo da CBF e da Fifa; o ex-jogador faz parte do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014. De acordo com Ronaldo, o fenomenal Baixinho não estaria vendo a oportunidade de crescimento para o Brasil.

Ainda que Ronaldo não esteja levando um centavo e mesmo que seu patriotismo seja genuíno, o jogador poderia, contudo, receber a pecha de pacóvio, tanto no patriotismo que diz ter quanto no apoio àquele pessoal da CBF, Fifa e Cia LTDA.

Ronaldo e Romário foram craques em campo. Fora dos gramados, todavia, Ronaldo tem pisado na bola, por se envolver com os asseclas que comandam o futebol mundo afora. Já Romário, até agora, tem tido palavra sensata e crítica contra os desmandos, intromissões e estádios superfaturados da senhora CBF e da dona Fifa.

Ronaldo pode não estar sendo sincero ao dizer que tem feito o trabalho no Comitê Organizador da Copa devido ao patriotismo que tem. Mas, se estiver, tem companhia, pois há muita gente como ele; muitos confundem apoio ingênuo e desinformado com patriotismo. Não se dão conta de que na crítica ou na reprimenda pode haver mais patriotismo do que no oba-oba pueril. 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

NÃO À COPA DO MUNDO

Sou contra a realização da Copa do Mundo na Ilha de Vera Cruz desde quando foi anunciado que o mundial seria aqui. O Brasil insiste há séculos em contar uma piada que não tem a menor graça. Parte dessa patuscada é gastar uma parcela do meu e do seu dinheiro. Não consigo rir disso.

Se alguém quisesse contribuir financeiramente para a realização da Copa do Mundo, tudo bem; afinal, cada um faz o que bem quiser com o dinheiro que tem. Pudesse eu escolher, eu não daria um centavo para que o torneio futebolístico fosse realizado no Brasil. Para piorar, depois da Copa, vem a Olimpíada...

O governo federal tomou a decisão de não mais divulgar todos os gastos com obras e serviços contratados para a Copa de 2014, o que é fascinante: sou obrigado a pagar por um trabalho que não contratei e não posso saber como meu dinheiro será usado. Ou seja: o que ganho com meu trabalho vai enriquecer gente por aí, em virtude de corrupção, desvios de verba, superfaturamento, propinas, favores para amigos... Se o processo fosse honesto, qual a justificativa para a não-transparência?...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

MARACANÃ

Não bastasse o atraso para a construção/reforma de estádios para a Copa de 2014, estão desfigurando o Maracanã. Daí, fácil concluir que para a Copa de 50, ele foi construído; para a de 2014, estão o destruindo.