A verdade é que sempre dependi de quem escreve bem. Também por isso sempre fui um leitor de revistas: os elegantes editoriais de Almyr Gajardoni nos primórdios da Superinteressante, os textos que Ailin Aleixo escrevia para a Vip, os ensaios de Sérgio Augusto para a Bravo!, o humor de Verissimo e de Millôr nas publicações por que passaram... Continuo sendo um leitor de revistas. Recentemente, achei mais uma razão para continuar assim: Cynara Menezes, com a coluna Boteco Bolivariano, na Caros Amigos.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015
APONTAMENTO 272
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
COMEÇANDO BEM
Certa vez, o Millôr Fernandes escreveu uma crônica em que ele reuniu as primeiras frases de grandes clássicos da literatura. O Gabriel García Márquez já disse em entrevistas que, para ele, a primeira frase de um romance é muito importante. Ele mesmo disse ter passado por um grande impacto quando leu a primeira frase de “A metamorfose”, do Kafka. Gosto muito da primeira frase do “Ana Karênina”.
Não me lembro de ter curtido tanto o começo de um livro quanto curti as frases iniciais de “O andar do bêbado”, de Leonard Mlodinow, com que ainda estou às voltas. De leitura saborosa, a obra é sobre a presença do acaso e do aleatório em nossas vidas.
Do livro, cito não somente a primeira frase, mas as três primeiras, segundo tradução de Diego Alfaro: “Alguns anos atrás, um homem ganhou na loteria nacional espanhola com um bilhete que terminava com o número 48. Orgulhoso por seu ‘feito’, ele revelou a teoria que o levou à fortuna. ‘Sonhei com o número 7 por 7 noites consecutivas’, disse, ‘e 7 vezes 7 é 48’”.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
FALTA DE GRAÇA
Há diferentes tipos de humor. O humor de TV Pirata é diferente do humor de Zorra Total. Nesse caso, poder-se-ia argumentar que são tipos de humor diferentes por pertencerem a épocas diferentes, o que não deixa de ser verdade, pois, é natural, épocas diferentes vão gerar diferentes tipos de humor.
Contudo, a mesma época pode abarcar diferentes tipos de humor. Rafinha Bastos e Luis Fernando Verissimo ilustram isso. No que não acho a menor graça, é num humor que se vale da ridicularização do outro na tentativa de ser engraçado. Se por um lado tenho asco do politicamente correto, por outro, não vejo a menor graça em palhaços que precisam achincalhar o próximo na tentativa de serem engraçados.
Ainda bem que há facilmente à disposição outros tipos de humor: os textos e cartuns da Piauí podem ser comprados em banca ou conferidos na internet; o mesmo vale para os textos e tirinhas do Verissimo; filmes do Woody Allen ou livros do Machado de Assis estão por aí; charges do Manoel Almeida estão no Patos Hoje; o legado do Millôr é divulgado aqui no Facebook. O humor pode ser ácido, crítico e sagaz, sem contudo diminuir quem não deu motivo para zombaria.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
DAS IMPUREZAS DO BRANCO
José Saramago, bem no comecinho de seu “Ensaio sobre a cegueira”, menciona o “mar de leite” que vai tomando conta dos personagens ao longo da cegueira branca que se alastra pelo livro.
Machado de Assis, no conto “Entre santos”, dá notícia de uma luz “cor de leite” no interior de uma igreja.
Herman Melville, em capítulo do “Moby Dick”, relata que o branco pode vir a ser terrífico.
Há o conto “Noites brancas”, do Dostoiévsky.
Vale a pena conferir, na página do Millôr, o "Livro branco" (disponível para assinantes do UOL).
Há ainda aquela história... Como é mesmo o nome dela?...
Deu branco...
Machado de Assis, no conto “Entre santos”, dá notícia de uma luz “cor de leite” no interior de uma igreja.
Herman Melville, em capítulo do “Moby Dick”, relata que o branco pode vir a ser terrífico.
Há o conto “Noites brancas”, do Dostoiévsky.
Vale a pena conferir, na página do Millôr, o "Livro branco" (disponível para assinantes do UOL).
Há ainda aquela história... Como é mesmo o nome dela?...
Deu branco...
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