Mostrando postagens com marcador Marcelo Rubens Paiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcelo Rubens Paiva. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de dezembro de 2017

O que Zezé di Camargo enxerga e o que Marcelo Rubens Paiva enxerga

Os que defendem o retorno da ditadura deveriam ler Ainda estou aqui, do Marcelo Rubens Paiva, cujo pai, o político Rubens Paiva, foi torturado e morto pelo regime militar. Mas gente a favor da tortura ou do regime militar não está interessada nesse tipo de leitura. Gente assim está preocupada em não aprender sobre a história do país.

Não raro, isso as leva a negar a história. É o que fez, dentre outros, em setembro, Zezé di Camargo, ao declarar que não existiu ditadura militar, mas o que ele chamou de “militarismo vigiado”. Na ocasião, o cantor disse ainda que o Brasil “nunca chegou a ser uma ditadura daquelas que você ou está a favor ou você é morto”. Ele deveria ler o livro de Marcelo Rubens Paiva. Mas não vai. E ainda que lesse, não mudaria o pensamento.

Ao se deter no microcosmo da família do autor, Ainda estou aqui escancara o mal que a ditadura fez ao país. Claro que ele não é o primeiro a fazer isso; nem será o último. O que não impedirá que haja pessoas concordando com o Zezé di Camargo ou pessoas alegando que os militares fizeram bem em torturar e em matar. 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

ROGER, O "INTELIGENTE" (2)

A mais recente “pérola” do Roger, do Ultraje a Rigor, foi escrever, no Twitter: “Minha família não foi perseguida pela ditadura. Porque não estava fazendo merda”. A postagem era endereçada a Marcelo Rubens Paiva, que participara da Flip e lamentara o fato de pessoas como o Roger terem se convertido ao conservadorismo.

escrevi sobre a fama de inteligente que Roger tinha. Num tempo em que não havia redes sociais, essa fama era mantida porque não se tinha acesso ao que o roqueiro pensa nem ao modo como ele se expressa. Hoje, sabe-se que a inteligência dele é um mito.

Fosse ele comedido, a suposta inteligência a ele atribuída até poderia se manter. No mais, essa história me faz lembrar de um conselho atribuído ao Mark Twain: “É melhor ficar de boca calada e deixar as pessoas pensarem que você é bobo do que abri-la e acabar com toda a dúvida”.