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segunda-feira, 11 de maio de 2015

SOBRE MARCAS E MARCOS

Palmeiras e Atlético/MG fizeram o jogo de abertura do campeonato brasileiro deste ano. Faltando meia hora para o início da partida, Globo e CBF ordenaram que as placas que continham os dizeres “Allianz Parque” fossem parcialmente tapadas: esconderam o “Allianz”. A seguradora alemã pagou trezentos milhões de reais para ter o nome exibido no estádio e para nomeá-lo.

Paulo Nobre, o presidente do Palmeiras, justificou-se, dizendo que os letreiros do estádio, em virtude de acordo, não pertencem ao clube. Além do mais, a iniciativa contou com o apoio da CBF, patrocinada pela Seguros Unimed, concorrente da patrocinadora do Palmeiras. A iniciativa da Globo não se trata apenas de não fazer propaganda involuntária para a Allianz.

Isso me remete ao ano de 2001, quando o Vasco usou o logotipo do SBT na decisão de um torneio chamado Copa João Havelange. No dia trinta de dezembro de 2000, a decisão entre Vasco e São Caetano, em São Januário, foi interrompida devido à queda de alambrado. Cento e sessenta e oito pessoas ficaram feridas. Eurico Miranda, que era o presidente do Vasco na época (recentemente, ele voltou ao cargo), não gostou da cobertura que os meios de comunicação (em especial a Globo) deram para o caso.

Esperto que é, Eurico Miranda conseguiu disseminar na equipe a ideia de que o Vasco estaria sendo “perseguido” pela mídia. Mas ninguém poderia imaginar o que ele estava urdindo. Uma nova partida foi marcada para o dia dezoito de janeiro de 2001; o jogo foi disputado no Maracanã. Nessa data, com exibição da Globo, o Vasco entrou em campo com o logotipo do SBT estampado na camiseta. 

domingo, 24 de novembro de 2013

ARMAÇÃO ENTRE CRUZEIRO E VASCO?

Júlio Baptista, do Cruzeiro, e Cris, do Vasco, deram versões parecidas para a cena em que Baptista diz para Cris: “Faz logo outro gol, p...; faz logo outro”, quando o Vasco já estava vencendo a partida por dois a zero. Segundo os dois, Baptista disse o que disse pelo fato de eles estarem discutindo: depois de Cris, supostamente, ter pedido ao Cruzeiro para amaciar, Baptista retrucou (também supostamente), desafiando o Vasco a fazer mais um.

Quando li que os dois haviam dado versão parecida para a história, eu me dei por satisfeito. Todavia, ao ver o lance, fiquei em dúvida: Baptista fala duas vezes “faz logo outro”. Minha desconfiança é gerada não pela repetição das frases: enquanto as diz, ele olha, furtivo, para os lados, como se estivesse certificando-se de que sua fala não seria percebida por ninguém.

É claro que não tenho como provar que Baptista tenha tido a intenção de ser literal no que disse, bem como não tenho como saber se ele disse o que disse em tom de desafio, de provocação. Contudo, a impressão com que fiquei, e posso estar errado nisso, é que ele não estava, por assim dizer, desafiando o Vasco.

Sempre duvidei de teorias das conspirações, sejam elas quais forem. Isso, contudo, não me impede de saber que o futebol está cheio de armações. Essa pode ter sido mais uma. Nós, torcedores, não temos acesso a bastidores e a possíveis negociatas. Para mim, ficou a dúvida, ficou a nódoa na campanha do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. 

Do modo como as coisas são, não torcer demais é salutar. Tudo isso me faz lembrar do Eurico Miranda, que foi presidente do Vasco; ele disse que pretende voltar ao cargo. Recentemente, em entrevista, Miranda declarou que o Vasco está ameaçado de rebaixamento devido ao profissionalismo do clube. Teriam Cruzeiro e Vasco seguido o “conselho” de Miranda no partida de ontem?