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terça-feira, 10 de abril de 2018

Versão eletrônica de livro sobre Lula pode ser baixado gratuitamente

Em iniciativa da editora Boitempo, é possível baixar de graça a versão digital do livro “A verdade vencerá”, sobre Lula. É uma entrevista concedida aos jornalistas Juca Kfouri e Maria Inês Nassif, ao professor de relações internacionais Gilberto Maringoni e à editora Ivana Jinkings, fundadora e diretora da editora Boitempo. Há também textos de Eric Nepomuceno, Luis Fernando Verissimo, Luis Felipe Miguel e Rafael Valim. Do texto do Verissimo, cito o trecho abaixo.

(...) “A desigualdade brasileira não é uma fatalidade, tem autores identificáveis, pais conhecidos. Através da história, ela vem sendo mantida, principalmente, pelo que pode ser chamado de controle de natalidade de qualquer opção de esquerda, proibida de nascer ou se criar. Até onde a casta dominante está disposta a ir para evitar que a esquerda prolifere, nós já vimos. Os gritos de dor dos torturados pela ditadura de 1964 ainda ecoam em porões abandonados. E 1964 é apenas um exemplo do que tem sido uma constante histórica”. 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A ventura de ler

Li hoje uma entrevista com Luis Fernando Verissimo no extraclasse.org.br. Ele diz: “Concordo com o que diz o Zuenir Ventura, que não gosta de escrever, gosta de ter escrito. O ato em si não é muito prazeroso, não”.

Numa dessas saborosas coincidências relativas à leitura, também hoje, pouco depois de ter lido a entrevista com o Verissimo, li crítica do imprescindível Pablo Villaça sobre o filme “mãe!” (com letra minúscula mesmo). Escreveu ele: “Frank Norris, numa frase frequentemente (e incorretamente) atribuída a Dorothy Parker, observou que ‘odiava escrever, mas amava ter escrito’”.

Bom mesmo é ter lido, bom mesmo é estar lendo. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

APONTAMENTO 272

A verdade é que sempre dependi de quem escreve bem. Também por isso sempre fui um leitor de revistas: os elegantes editoriais de Almyr Gajardoni nos primórdios da Superinteressante, os textos que Ailin Aleixo escrevia para a Vip, os ensaios de Sérgio Augusto para a Bravo!, o humor de Verissimo e de Millôr nas publicações por que passaram... Continuo sendo um leitor de revistas. Recentemente, achei mais uma razão para continuar assim: Cynara Menezes, com a coluna Boteco Bolivariano, na Caros Amigos. 

sexta-feira, 27 de março de 2015

DOIS TONS DE POLÍTICA

Poucas pessoas conseguem falar de política sem serem áridas. O Verissimo é uma delas. No caso dele, quando não há humor, ainda assim há leveza, o que não significa raciocínio tacanho. É um tom que pode divertir, ao mesmo tempo em que faz refletir.

Vira e mexe (como diria minha mãe), eu me lembro do Mujica. Quando trata de política, o tom dele é espetacular. Ele não tem o humor do Verissimo, mas tem a leveza, o lirismo, o sonho. É incrível como ele consegue ser contundente sem ser recalcitrante. Ele é incisivo, pragmático, sem ser rançoso. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

FALTA DE GRAÇA

Há diferentes tipos de humor. O humor de TV Pirata é diferente do humor de Zorra Total. Nesse caso, poder-se-ia argumentar que são tipos de humor diferentes por pertencerem a épocas diferentes, o que não deixa de ser verdade, pois, é natural, épocas diferentes vão gerar diferentes tipos de humor.

Contudo, a mesma época pode abarcar diferentes tipos de humor. Rafinha Bastos e Luis Fernando Verissimo ilustram isso. No que não acho a menor graça, é num humor que se vale da ridicularização do outro na tentativa de ser engraçado. Se por um lado tenho asco do politicamente correto, por outro, não vejo a menor graça em palhaços que precisam achincalhar o próximo na tentativa de serem engraçados. 

Ainda bem que há facilmente à disposição outros tipos de humor: os textos e cartuns da Piauí podem ser comprados em banca ou conferidos na internet; o mesmo vale para os textos e tirinhas do Verissimo; filmes do Woody Allen ou livros do Machado de Assis estão por aí; charges do Manoel Almeida estão no Patos Hoje; o legado do Millôr é divulgado aqui no Facebook. O humor pode ser ácido, crítico e sagaz, sem contudo diminuir quem não deu motivo para zombaria.