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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Narradores felizes

Há narradores felizes. O narrador de “O amor nos tempos do cólera” é feliz; Riobaldo, a despeito do que conta, é um dos narradores mais felizes que há. A persona literária de Borges é muito feliz. Essa persona e Riobaldo têm em comum o encantamento pelo mundo, pela metafísica, pela cogitação. Otto Lara Resende, em suas crônicas, foi outro que criou um narrador muito feliz. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

GARCÍA MÁRQUEZ EM MANDARIM

Li que “O amor nos tempos do cólera”, do García Márquez, foi lançado oficialmente em mandarim (cópias ilegais do livro, bem como de “Cem anos de solidão”, já circulavam pela China). 

 “Cem anos de solidão”, após publicação legal (no sentido da lei), em 2011, já vendeu mais de um milhão de cópias – sim, a China é também mercado para a literatura. Obviamente, os editores esperam que “O amor nos tempos do cólera” obtenha êxito similar. 

A nota triste é que o escritor sofre de demência senil. Jaime García Márquez, irmão do autor colombiano, disse que “do ponto de vista físico ele está bem, embora já tenha alguns conflitos de memória”. Segundo Jaime, o irmão mantém o humor; ainda de acordo com Jaime, a senilidade é comum na família deles. Gabriel García Márquez tem 84 anos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

EM COMUM

“Há muitas coisas que atribuímos ao demônio sem sabermos que são coisas de Deus que não sabemos entender” (García Márquez).

“Todos os que são incapazes de compreender um deus vêem-no como um demônio e, assim, se protegem de sua aproximação” (Joseph Campbell).

Salvo engano, a frase de García Márquez está em “O amor nos tempos do cólera” (vertido para o cinema não há muito tempo), mas não estou certo disso. Procurei meu exemplar aqui em casa e não o achei. Deve estar emprestado. Se estiver com você que me lê, gentileza conferir se a frase está nele mesmo; basta conferir os trechos que estão marcados por mim.

O trecho de Joseph Campbell foi extraído de “O herói de mil faces”. A bonita idéia do livro é a de que a humanidade tem construído ao longo do tempo um só mito – o monomito, termo que Campbell pegou emprestado de Joyce.