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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A duração do conhecimento

As universidades particulares são adeptas do empreendedorismo, que mencionei na postagem anterior. Uma das pérolas do empreendedorismo é o “pitch”. O termo se refere a uma apresentação de três a cinco minutos. O tal do “pitch” foi parar na academia.

Nas universidades, já estão pedindo comunicações que durem de três a cinco minutos. É a linha de produção nas comunicações acadêmicas. O lance é ser rápido, superficial, tolamente palatável. Mais um estratagema a serviço da bestialização e da preguiça das pessoas de pensar e de prestar atenção.

O uso do termo “pitch” confirma o quanto o pessoal do empreendedorismo adora usar vocábulos estrangeiros. “Pitch” vem do inglês. Em linguagem informal, segundo o dictionary.com, significa “to attempt to sell or win approval for; promote; advertise: ‘to pitch breakfast foods at a sales convention’”. 

Das bobagens do tal empreendedorismo

Crachás de equipe de hotel que visitei recentemente não tem dizeres como “atendente”, “telefonista” ou “gerente”. Em vez de escreverem a função que a pessoa tem na empresa, escreveram a palavra “emocionador” no crachá dos funcionários.

Fico até pensando nas tais dinâmicas a que são submetidos quando há reunião. Por outro lado, o modismo do “emocionador” vai pegar, por ser tão bobo quanto outros modismos já propalados pelas corporações e seus empreendedorismos. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

EMPREENDER COM EMOÇÃO

Houve uma época em que a expressão “inteligência emocional” se espalhou mais do que o mosquito da dengue, num tempo em que este não se espalhava tanto como hoje. A tal da inteligência emocional foi um modismo. Não que o conceito estivesse errado (há séculos, sabe-se que a inteligência abarca mais do que habilidades com números), mas era apenas uma expressão marqueteira para se referir a ideias antigas, que há séculos habitam, por exemplo, o mundo da literatura. O engodo reluziu: a inteligência emocional vendeu livros, invadiu as escolas. A estratégia de dar nomes novos para coisas velhas passa, para os desavisados, a ideia de que estão antenados com o que há de mais ousado e inédito, quando estão, na verdade, revisitando (mal) velhos terrenos. Isso deu lucro.

Hoje em dia, a palavra da moda é “empreendedorismo”, que tem se espalhado mais do que o mosquito da dengue, num tempo em que este se espalha muito. O tal do empreendedorismo é um modismo. Não que o conceito esteja errado (há séculos, sabe-se que é preciso criar o novo e ter conhecimento), mas é apenas um termo marqueteiro para se referir a ideias antigas, que há séculos habitam, por exemplo, o mundo dos negócios. O engodo reluz: o empreendedorismo vende livros, invade as escolas. A estratégia de dar nomes novos para coisas velhas passa, para os desavisados, a ideia de que estão antenados com o que há de mais ousado e inédito, quando estão, na verdade, revisitando (mal) velhos terrenos. Isso dá lucro.