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sexta-feira, 14 de março de 2014

"O DIFÍCIL PARTO DO PORCO-ESPINHO"





As fotos desta postagem foram tiradas no dia trinta de dezembro de 2006. A princípio, quando vi o porco-espinho, pensei se tratar de um ninho (sic) ou algo assim. Só que de repente o “ninho” começou a se movimentar...

Desci logo da moto, já com a câmera pronta. À medida que o bicho se movia, eu o fotografava. Dava ele a impressão de estar próximo a uma área urbana (fiz o registro lá no bairro Copacabana) por causa da enchente pela qual o Rio Paranaíba passou em 2006.

Enquanto eu fotografava, um carro da polícia militar ia se aproximando. De longe, os policiais viram que eu apontava algo em direção a uma árvore. Aceleraram então o veículo e dele desceram rapidamente, talvez tendo suposto, vendo-me de longe, que a lente longa acoplada à câmera fosse o cano de alguma arma.

Quando desceram do carro, fiz, lentamente, gesto para que não se movessem, voltando-me logo após para o porco-espinho. Os policiais então entenderam o que estava ocorrendo e se aproximaram pé por pé, para não espantar o bicho. Pude fazer mais de uma dezena de fotos dele.

O título desta postagem é o título de um conto do professor, ensaísta, tradutor e escritor Luís André Nepomuceno. O conto está no livro “Antipalavra”, lançado em 2004 pela editora 7Letras. Também pela mesma casa o autor lançou “A lanterna mágica de Jeremias” (2005) “Os anões” (2009) e “Histórias abandonadas” (2011). 

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A HISTÓRIA POR TRÁS DA(S) FOTO(S) (28)

Conforme combinado na postagem anterior, eis as fotos de um porco-espinho.

Eu estava no bairro Copacabana. Era o dia trinta de dezembro de 2006. Tempo nublado. O Rio Paranaíba estava cheio. Por causa disso, animais que geralmente ficavam do outro lado do rio vieram para o lado de cá ou se viram obrigados a êxodo temporário, por causa da enchente.

Parece-me ser o que ocorreu com o amigo acima. O curioso é que ao vê-lo no alto de uma árvore, pensei se tratar de um ninho qualquer, embora um ninho bem grande. Contudo, chegando mais perto, vi que era um animal que eu nunca tinha visto. Comecei a fotografar. O barulho de obturador o acordou, mas ele não fez nem menção de sair do lugar em que estava. Enquanto eu fotografava, uma viatura da Polícia Militar, patrulhando a área, parou. Havia dois ou três policiais no carro; desceram e me perguntaram o que eu estava fotografando. Quando lhes mostrei o porco-espinho, um deles se aproximou da árvore em que o animal estava e mexeu nos galhos. O porco-espinho então saiu de onde estivera até então e foi para outra árvore; uma das imagens acima registra o momento em que ele se movimentava.