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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

FILME SOBRE RENATO RUSSO SERÁ LANÇADO


Uma cinebiografia de Renato Russo, ainda sem data de estrear, terminou de ser filmada. A película, intitulada “Somos tão jovens”, vai abordar a adolescência e a juventude do roqueiro, na intenção de “explicar” como Renato Manfredini Júnior (nome real do roqueiro) tornar-se-ia Renato Russo. O diretor é Antônio Carlos da Fontoura.

Um projeto com tal intenção não poderia deixar de abordar o primeiro show do Legião Urbana, que foi realizado aqui em Patos de Minas no dia cinco de setembro de 1982. A efeméride está no filme. Contudo, as cenas foram rodadas em Paulínia/SP.

O vídeo desta postagem tem cenas dos bastidores de “Somos tão jovens”. Uma delas mostra o Philippe Seabra, ex-integrante da Plebe Rude, fazendo o papel do prefeito local, que na época era Dácio Pereira da Fonseca. 

Seabra, penso, foi escolhido por também ser da turma do rock de Brasília em fins da década de 70 e começo da de 80. Mas como sou daqui, não deixei de achar um tanto engraçado o ex-integrante da Plebe Rude fazer o prefeito da época aqui em Patos. Além do mais, a Plebe Rude também esteve aqui naquele cinco de setembro. Seabra já falou disso.

Renato Russo será interpretado por Thiago Mendonça. O ator foi o Luciano, aquele que forma a dupla com o Zezé, no filme “Dois filhos de Francisco”. Dado Villa-Lobos será interpretado por Nicolau Villa-Lobos; este é filho daquele. (Penso que para um pai isso dever ser a glória, não?) Para mais informações sobre o filme, clique aqui.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

WAGNER MOURA EM TRIBUTO À LEGIÃO URBANA

Quando fiquei sabendo que o ator  Wagner Moura  participaria  de um show--tributo ao Legião Urbana, ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, logo pensei que Moura fosse também um cantor de mão cheia, além do estupendo ator que é.

Ele não é um grande cantor. Nas mais de duas horas de show, o que se vê é um emocionado Wagner Moura se comportando e cantando como um fã – não como um profissional que domina as manhas do palco e do canto.

Frases como “essa é, talvez, a noite mais emocionante de toda a minha vida” ou “essa banda mudou a minha vida” evidenciam a intensidade da admiração que Moura tem pelo Legião. Também por ele não ser um bom cantor, a iniciativa foi taxada de caça-níqueis. Não fiquei com a impressão de que o ator estivesse naquele palco por dinheiro.

O show contou com a participação de Andy Gill, guitarrista da banda inglesa Gang of Four, de que Renato Russo era fã. Com Gill tocando guitarra no palco (e com Moura fora dele), Dado Villa-Lobos cantou “Damaged goods”, do repertório do Gang of Four; durante a canção, citaram “Love will tear us apart”, do Joy Division. No baixo, o também convidado Bi Ribeiro, dos Paralamas.

Se por um lado Wagner Moura não convence como  cantor,  por outro  tem--se o entusiasmo de um fã que estava num palco, ao lado de Bonfá e  Villa--Lobos, apresentando-se para milhares de pessoas, as quais cantavam em uníssono as canções que mudaram a vida de Moura.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

WAGNER MOURA CANTA LEGIÃO URBANA

O ator Wagner Moura vai participar de um show cantando Legião Urbana, ao lado de Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos. Segundo divulgado, vai haver uma única apresentação do espetáculo, no dia 29 de maio, em São Paulo.

A ligação de Moura com a música não é nova: com amigos de Salvador, há vinte anos ele tem a banda Sua Mãe. Sobre o show com o baterista e o guitarrista do Legião, o ator declarou, segundo a página da MTV: “Eu me sinto exatamente como um fã que foi pinçado no meio da plateia e convidado a estar ali no palco junto com meus grandes ídolos. A Legião Urbana é a maior banda brasileira de todos os tempos, uma banda que mudou minha vida, e eu me sinto muito privilegiado de ter sido convidado para fazer isso, eu não perco essa oportunidade por nada no mundo”.

Por fim, Wagner Moura confirma não ser intenção dele “encarnar” Renato Russo, mas, sim, prestar uma homenagem à banda de que é fã.

Para quem está a fim de conferir, mais informações podem ser obtidas aqui.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

"PRO DIA NASCER FELIZ"


Assisti ontem ao documentário “Pro dia nascer feliz” (2007), do diretor João Jardim. O filme registra o cotidiano de escolas em Pernambuco, São Paulo e no Rio de Janeiro. A fotografia do material é um caso à parte – belíssima. A música é de Dado Villa-Lobos, que foi guitarrista do Legião Urbana.

O documentário é tão bom que evidencia duas temáticas extremamente profícuas e espinhosas: a precariedade do ensino público e o mundo dos adolescentes com seus dramas e preocupações.

Essa bifurcação temática não faz com que “Pro dia nascer feliz” padeça de unidade. Na caixa do DVD, lê-se: “Um diário de observação da vida do adolescente no Brasil em seis escolas”. Ao ler a frase, pensei que o documentário focaria a psicologia do adolescente, sem dar ênfase ao fracassado ensino público.

Mas logo no começo do trabalho as pífias condições físicas de uma escola no interior de Pernambuco são mostradas. A seguir, as pessoas vão entrando em cena.

O mundo escolar é mostrado sem maquiagem – a precariedade, a pobreza, a falta de comprometimento de alguns alunos e de alguns professores, o despreparo de alguns alunos e de alguns professores. O ambiente das escolas é mostrado como um todo. Até uma reunião do chamado conselho de classe é mostrada.

O documentário realiza a difícil “fórmula” de denunciar sem ser bobamente panfletário; é contundente e comedido.

Ao mergulhar nos ambientes juvenil e escolar, João Jardim vai revelando gradativamente alguns dos protagonistas do ensino: há entrevistas com alunos, diretores e professores. Hábil, o diretor conseguiu trazer à tona a densidade daqueles com quem conversou.

Escolas ricas e escolas pobres são visitadas. Em todas elas, a trajetória, as opiniões, os anseios, os sonhos e as ideias dos entrevistados.

Como não se comover com Valéria, 16, que mora no interior de Pernambuco? Ela tem nítido talento para lidar com as palavras – gosta de escrever, fala bem, gosta de ler. Mas é exceção num ambiente em que não são oferecidas condições para o crescimento intelectual do jovem. Como ficar indiferente quando o diretor passa a mostrar a realidade de uma escola frequentada pelos ricos de São Paulo? É muito contraste.

Não bastasse toda a densidade com que já está lidando, o documentário não se esquece de que o mundo da juventude não é só a sala de aula. E, novamente, prevalecem o bom senso e a sensibilidade do diretor, ao abordar a questão de que escola e adolescentes estão num contexto social e familiar que pode ser cruel.

Em meio a tantas dificuldades, talentos são calados, potenciais se desvanecem. Maysa, 16, resume bem: “Às vezes eu acho que é um pouco violento esse jeito como se vive: as pessoas têm que deixar de lado aquilo em que acreditam para se conservar vivas”.

O adolescente num mundo caótico e violento. Sejam ricos ou pobres, fica patente no documentário a fragilidade de jovens que são também vítimas de uma sociedade cheia de desamparo e violência.

A maneira como jovens pobres e ricos expõem seus dramas é sintomática. Com exceções, os pobres não têm a mesma capacidade de articulação verbal dos ricos. Isso acaba sendo mais uma evidência retumbante do fracasso do ensino público.

Incrível, escutar da muito pobre, inteligente e lírica Valéria, aquela de Pernambuco: “Eu deveria ter uma péssima impressão da vida se não fosse a paixão que tenho pela arte de viver”.

domingo, 8 de março de 2009

"PROS QUE ESTÃO EM CASA"

Assisti há pouco, pelo Canal Brasil, a uma apresentação de Toni Platão. Os fãs do pop/rock Brasil da década de 80 se lembram de que ele era o vocalista da banda Hojerizah, que teve o sucesso “Pros que estão em casa”.

O filme é em preto-e-branco, e Toni Platão canta na maioria do tempo vestido de terno. Como o formato é praticamente acústico, vem à tona o excelente intérprete que ele é. De “Because the night”, do Bruce Springsteen, a “Louras geladas”, do RPM, Platão solta sua potente voz.

Com Dado Villa-Lobos (que foi guitarrista da Legião Urbana), ele cantou “Tudo que vai”, sucesso do Capital Inicial (confesso que só agora, na interpretação de Platão, é que me dei conta da beleza da letra da canção). Zélia Duncan participou em “A falta”, versão (do próprio Toni Platão) de “Without you”, sucesso com Nilson, Mariah Carey e tantos outros. Fausto Fawcett (aquele mesmo da banda Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros, do sucesso “Kátia Flávia”) participou em “Calígula Freejack”.

Os arranjos são outro grande ponto da apresentação. Flertam com o jazz em “Louras geladas” ou com o tango em “Amor, meu grande amor”, da Ângela Ro Ro, também gravada pelo Barão Vermelho.

Tudo isso e mais pode ser conferido em DVD (que quero mesmo adquirir), cujo título é “Pros que estão em casa”. Teatralidade, boa música e excelente interpretação garantem o prazer.