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terça-feira, 26 de abril de 2022

terça-feira, 1 de março de 2022

Circos











Dos devaneios infantis, um dos meus era trabalhar em circo. Para já estar preparado quando a oportunidade aparecesse, aprendi a andar com as mãos e a fazer malabarismo. O devaneio nunca se fez na prática; o que permaneceu foi o fascínio por circos. Sempre que algum aporta por aqui, vou conferir. 

A impressão que tenho é a de que o circo tradicional está acabando. Aqueles circos itinerantes, feitos com poucos recursos, não raramente mantidos por causa de uma tradição familiar, esse circo, suponho, não vai demorar a desparecer. Enquanto isso não ocorre (se é que vai mesmo ocorrer), sigo indo a circos sempre que há deles por perto.

Na sexta, vinte e cinco de fevereiro, fui a um circo que estava na cidade. Em essência, o que apresentaram foi um espetáculo infantil. Ainda assim, fácil supor as horas de ensaio, de preparação e de força corporal para que as apresentações ocorram. 

O trabalho circense se vale de fisicalidade, da iluminação, de horas e horas de prática, da iluminação, de talento interpretativo e de outros recursos cênicos, que variam de circo para circo.  É um trabalho difícil e bonito, a glorificação do corpo e da teatralidade. 

sábado, 19 de fevereiro de 2022

A história por trás da foto (111)


Antes da chuva de hoje à tarde, a intenção era ir à Lagoa Grande fotografar um casal de amigos numa daquelas chamadas bicicletas de carga. Veio a chuva. Pensei comigo que o ensaio não ocorreria. Quando a garoa deu trégua, fui para a Lagoa Grande. Montei o equipamento. O casal de amigos chegou, mas desistiu de fazer as fotos. Como o equipamento já estava montado, chamei um garoto que estava por perto para que eu o fotografasse na bicicleta dele. O nome do garoto é Artur (não sei se a grafia está correta). Além de topar ser fotografado, o Artur chamou mais dois amigos dele que estavam por perto. A partir daí foi uma farra. Nesta foto, o Artur demonstra que não precisa da bicicleta dele para decolar. 

Fotopoema 423

domingo, 13 de fevereiro de 2022

A história por trás da foto (110)


Uma coisa é a foto concebida na mente; outra coisa é a foto realizada. Esse princípio vale para qualquer produção. No meu caso, geralmente, a foto realizada está aquém da foto concebida. Isso não significa que a foto realizada não possa estar além da foto concebida. Há ocasiões em que foto ou fotos podem ficar melhores do que aquilo que havia sido imaginado.

Foi o que ocorreu ontem. O Luiz Araújo, comerciante e fotógrafo, havia encomendado uma máscara para que fosse usada em um ensaio fotográfico. Tendo a máscara aspecto sinistro, a ideia era, naturalmente, realizar imagens com atmosfera sinistra. Para isso, o Luiz convidou o Douglas Rodrigues (os dois são amigos) para que ele fosse o modelo.

Além da máscara, para compor o visual, o Luiz me pediu emprestado um blusão verde que tenho. De minha parte, achei melhor pedir ao Douglas que usasse uma capa amarela que também tenho. Além da máscara e da capa, um porrete também comporia o figurino. Decididos esses aspectos, fomos realizar os registros.

Para as fotos que tirei, eu já tinha em mente que usaria flash em todas elas. O flash, além de, nesse ensaio, jogar luz sobre o assunto principal, permitiria que eu subexpusesse o ambiente, por intermédio do manejo de ISO, de abertura e de velocidade. Para que a velocidade da cortina não estivesse acima da velocidade de sincronismo do flash (ou para que estivesse pouco acima da velocidade de sincronismo), usei na lente um filtro ND. 

Observando as fotos ainda no visor, eu já estava gostando dos resultados. Quando comecei a fazer a edição das imagens, fui fazendo os ajustes na intenção de intensificar nelas o caráter sinistro, caráter esse que era, desde o início, minha intenção.

Eu poderia intencionar, mas poderia, seja como for, errar a mão nas capturas das imagens ou na edição. O figurino estava perfeito, de modo que caberia a mim, a partir da composição, das técnicas no momento do clique e da edição, materializar o que estava no pensamento. Os resultados me satisfizeram. Agradeço ao Luiz Araújo, pelo convite para que eu também fizesse algumas fotos, e ao Douglas Rodrigues, pela presteza e paciência durante o ensaio.
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Ficha técnica

Câmera: Canon EOS R
Lente: Canon 50mm 1.8
Flash: Godox AD600BM
Modificador de luz: sombrinha refletora de um metro e vinte de diâmetro. 
Filtro ND acoplado à lente

1/250
F/2.5
ISO 100 

domingo, 30 de janeiro de 2022

A história por trás da(s) foto(s) (109)





Nas fotos, Mateus Dias (contrabaixo, vocal), Vithor Psycho (bateria, vocal), Junnyn Martins (guitarra, vocal) e Lucas Rabelo (teclado), integrantes da banda Cena de Cinema. Quando me pediram que eu fizesse alguns registros de uma das apresentações deles, eu já sabia, de antemão, que o lugar em que tocariam é iluminado por um tipo e uma cor de luz. Comecei a pensar então num tipo de iluminação que eu poderia levar na intenção de tornar os registros coloridos, em vez de deixá-los praticamente monocromáticos.

Com isso em mente, decidi que duas luzes seriam o bastante para o visual que eu vislumbrava. O passo seguinte foi escolher as cores dessas luzes. Optei pelo vermelho e pelo azul. Levei, pois, dois flashes e os tecidos azul e vermelho, já fabricados com o propósito de conferirem à luz a cor que cada um dos tecidos tem. 
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Abaixo, rede social da banda e dos integrantes dela:

@bandacenadecinema
@mateusdias.bto
@vithorpsycho.bto
@junnynmartins
@uscal
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Abaixo, ficha técnica das fotos:

1/160
f/5.6
ISO 400

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Ponte sob o rio Paranaíba

Fotos da enchente do Rio Paranaíba, em Patos de Minas. Registros feitos hoje.









 

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Bacana















Este é o Vicente, conhecido como Bacana (ou como Chazim). Meu pai e o Bacana tocavam juntos com muita frequência. Era comum ensaiarem num cômodo que ficava ali na praça Bandeirantes (quem também participava dos ensaios era o Formiga, de cujo nome não me lembro). Na época em que esses ensaios ocorriam, eu devia ter, suponho, uns sete ou oito anos. O Bacana gostava de bater na corda mais grave do contrabaixo imitando o que seria o embarque de uma locomotiva. Ele começava golpeando a corda e ia gradativamente aumentando o andamento, até o momento em que a “locomotiva” atingia velocidade de cruzeiro. Meu pai sempre me levava a esses ensaios. Eu mal via o Bacana e já pedia a ele algo do tipo “cara, faz a locomotiva”. 

Com muita frequência, passo em frente ao local de trabalho do Bacana, onde ele ainda vive às voltas com instrumentos musicais, com equipamentos de som e com quem lida com música, seja em que nível for. Sempre que eu passava por lá, ocorria-me o pensamento de que eu precisava fotografar o Bacana, um modo meu de homenagear não só um personagem que marcou minha infância, mas também um modo meu de homenagear uma das grandes figuras da cidade. Na sexta-feira, dia 19 de novembro, conversei pessoalmente com ele e mencionei o desejo de fotografá-lo. Ele topou. Fizemos as fotos hoje pela manhã.