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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

‪#‎OCUPACBF‬ É HOJE À TARDE

O Bom Senso F.C. se compõe de jogadores e ex-jogadores de futebol. O grupo tem a intenção de propor caminhos modernos para o esporte. É claro que a Confederação Brasileira do Futebol (CBF) não o apoia. Para hoje, às 15h, está programado o #OcupaCBF, ato público que ocorrerá no Rio de Janeiro, diante da sede da entidade. Grandes nomes do esporte brasileiro estão apoiando o #OcupaCBF. Zico é um deles.

O próprio Bom Senso F.C. não descarta a possibilidade de ter um candidato à presidência da CBF, que mantém, há décadas, um modo de trabalho corrupto e antiquado. Como o modus operandi da CBF tem tentáculos nas federações e apoios dos cartolas do futebol, parece-me pouco provável que um candidato do Bom Senso vença as eleições; isso, obviamente, não é razão para que esse candidato não seja apresentado.

O Bom Senso F.C. é um alento, bem como é um alento o #OcupaCBF, que contará com a (já anunciada) cobertura da ESPN Brasil. Caso você se interesse por futebol, acompanhe a cobertura pelo canal, pois o SporTV pertence às organizações Globo, e a família Marinho é notória por não praticar jornalismo, mas interesses próprios e entretenimento imbecil e alienante travestido de trabalho jornalístico.

Gosto de futebol. Devaneio com o dia (que não virá) em que o torcedor compreendesse que é preciso tirar os calhordas da CBF do poder. Enquanto isso, que haja movimentos como o #OcupaCBF, que haja a cobrança e os protestos sugeridos pelo Bom Senso F.C. Em minha cabeça, não deixo de conceber um dia em que o torcedor boicote os estádios. Mesmo ciente de que isso não virá, fica o marcador: ‪#‎Desocupaoestádio‬. 

domingo, 30 de agosto de 2015

HADDAD E O ZÉ RODINHA

Fernando Haddad, em São Paulo, tem sido criticado por quem o Mauro Cezar Pereira, da ESPN, chama de Zé Rodinha: dentre as características do Zé Rodinha, uma é ser contra a faixa para ciclistas. Para ele, a cidade é só dos carros. Há alguns dias, um motorista, num veículo, depois de xingar uma ciclista que se valia da faixa destinada a bicicletas, disse à mulher que São Paulo não é Amsterdã. Mas nem tudo é boçalidade. Aqui em Patos, dias atrás, numa academia, havia uma jovem usando uma camiseta com seguintes dizeres: “No Haddad, no gain

terça-feira, 24 de março de 2015

“RIPA NA CHULIPA, PIMBA NA GORDUCHINHA”

O estádio estava cheio. Entre a cabine de locução e a multidão não havia aqueles vidros que geralmente há nos grandes estádios. De repente, um pouco antes de o jogo começar, Osmar Santos entrou na cabine de transmissão. Como sempre, estava sorridente.

Mal entrou, Osmar Santos fez gesto que queria dizer não somente para eu continuar fazendo a locução, mas também para que eu caprichasse no trabalho. Logo anunciei a presença dele na cabine, que retribuiu com sorriso mais largo do que o que tinha quando entrara.

“Tiro-liro-lá, tiro-liro-li”... Foi quando pedi ao público que se manifestasse, dizendo aos torcedores que Osmar Santos estava na cabine e que queria escutar a voz do estádio. A multidão então começou a gritar “Osmar Santos, Osmar Santos”. Em uníssono, a plateia imensa ia aumentando a intensidade. Osmar Santos, emocionado, escutava.
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O texto acima é relato de sonho que tive na noite passada. Arrisco uma explicação para o que sonhei: toda segunda-feira, assisto ao Linha de Passe, pela ESPN. Ontem, depois de assistir ao programa, li um pouco. A seguir, dormi.

Penso que essa mistura de futebol e de literatura, dentre outras coisas de que nem faço ideia, é que tenha causado o sonho, que por sua vez causou o texto. Que fiquem, o texto e o sonho, como uma homenagem ao grande locutor Osmar Santos. 

quarta-feira, 4 de março de 2015

PREFERÊNCIAS

Prefiro maçã a pera. 
Prefiro Cynara Menezes a Rachel Sheherazade. 
Prefiro Hulk a Huck.
Prefiro vinho a uísque.
Prefiro García Márquez a Vargas Llosa.
Prefiro hábito a rotina.
Prefiro ESPN a SporTV.
Prefiro livro a tela.
Prefiro arroz a feijão.

Prefiro Beatles e Rolling Stones. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

FONOAUDIOLOGIA EM CAMPO?

Desde quando o PVC foi para o Fox Sports, eu ainda não tinha conferido a atuação dele pelo canal. Ontem, tendo assistido a Corinthians e São Paulo pela emissora, pude escutar novamente o comentarista de farta memória e de excelente e sutil senso de humor.

Conheci o trabalho dele na ESPN. De inteligência privilegiada, PVC, contudo, tinha ligeiro problema de dicção. Ontem, entretanto, tive forte impressão de que a fala do comentarista está mais clara. Não estando eu enganado, isso se deve, assim me pareceu, a trabalho eficaz de algum fonoaudiólogo.

Independentemente de eu estar certo quanto à melhora da dicção do PVC, sempre fui entusiasta da fonoaudiologia, não só quando há alguma falha na dicção ou algum outro problema na fala. Fundamental para profissionais cujas profissões dependem em primazia da voz, a fonoaudiologia é bonita também por tornar possível a qualquer um a melhoria no discurso. A ciência é uma das grandes aliadas da retórica. Em amplo sentido, é mais um modo de irmos mais longe em nós mesmos. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A BOCA DE PATRÍCIA MOREIRA

Patrícia Moreira, a torcedora do Grêmio que, ontem, xingou o Aranha, goleiro do Santos, de macaco, foi afastada de suas atividades no Centro Médico Odontológico da Brigada Militar. Patrícia é auxiliar de saúde bucal. O episódio pode resultar em punição para o Grêmio; a fim de evitá-la, o time já identificou dez torcedores que também foram racistas durante o jogo. Dois dos torcedores eram sócios do clube; foram excluídos, segundo o Grêmio. Os outros oito não poderão mais assistir a jogos do time quando ele jogar em casa. Segundo Aranha, ele também foi chamado de “preto fedido”. 

Sempre que fico sabendo desse tipo de xingamento, eu me lembro de uma frase que diz: “Um gambá cheira o outro e acha que é perfume”. Patrícia, bem como quem xingou o goleiro de “preto fedido” e aqueles que ficaram imitando macacos no jogo de ontem, acham-se, suponho, cheirosos — ou pelo menos acham que o Aranha fede. A Patrícia, o Aranha, você e eu podemos feder ou cheirar bem. Essas questões biológicas e simples parecem não fazer parte do pensamento de Patrícia e afins.

A torcedora do Grêmio e os similares dela que estavam ontem no estádio não devem ter lido “Viagens de Gulliver”, do Jonathan Swift. Se leram, podem ter passado pelo livro como quem está diante de um manual de instalação de suporte de televisor. No livro, Swift relativiza culturas, relativiza nossos cheiros, para afinal fazer concluir que somos feitos de uma mesma matéria — que pode não cheirar tão bem como gostaríamos que cheirasse. Por fim, é irônico: ao ser filmada pela ESPN, Patrícia, auxiliar de saúde bucal, mostrou que o que sai da boca dela não é nada limpo. 

domingo, 15 de junho de 2014

ESPN BRASIL

É um refrigério poder assistir a um canal como a ESPN Brasil. Não bastassem as análises que dizem respeito aos esportes em si mesmos, os profissionais da emissora dão uma aula de civilidade, de espírito democrático, de ousadia e de musicalidade. Sim, de musicalidade. 

Além dessa musicalidade, fácil perceber, de tempos em tempos, a cultura geral que os integrantes da emissora têm. Tudo bem que cultura geral é meio que condição indispensável para quem trabalha num grande meio de comunicação, mas o modo como a ESPN deixa-nos entrever isso é sutil, inteligente.

Não embarcando num confortável e preconceituoso jornalismo panfletário, as análises esportivas da emissora transmitem independência e autenticidade. Cosmopolitas, não apelam para uma patriotada interesseira e boba; sagazes, acabam exibindo o lado saudável e sensato que o ufanismo pode ter.

Uma pena se tratar de um canal fechado. Por outro lado, ainda bem que o acesso à televisão por assinatura tem se tornado cada vez mais fácil. Que assim continue, para que mais e mais pessoas tenham acesso a uma aula de jornalismo, de comprometimento, de paixão e de cidadania.