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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Batalha

Publiquei o poema abaixo aqui no blogue em 2012. Na ocasião, fiz um “vídeo” com o texto.
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Contra a lesma, sal.
Contra a preguiça, teimosia.
Contra o gol, defesa.
Contra o hiato, ditongo.
Contra a castidade, chave.
Contra o segredo, fofoca.
Contra o peixe, pescador.
Contra o medo, palavra.
Contra o grito, beijo.
Contra o ódio, Cristo.
Contra a barriga, chope.
Contra o ninho, tucano.
Contra o cruzeiro, naufrágio.
Contra Deus, Saramago.
Contra o sapato, pé.
Contra o blefe, zápete.
Contra o vampiro, alho.
Contra o sexo, rotina.
Contra o vinho, pressa.
Contra a claque, silêncio.
Contra a barba, lâmina.
Contra a comida, destempero.
Contra o sorriso, cárie.
Contra a voz, gelado.
Contra o amanhã, suicídio.
Contra o zíper, tesão.
Contra a pipoca, piruá.
Contra o enigma, Einstein.
Contra a solidão, cachorro.
Contra a telha, goteira.
Contra o pássaro, gaiola.
Contra o sítio, hacker.

Contra a morte...
... nada... 

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

DAS IMPUREZAS DO BRANCO

José Saramago, bem no comecinho de seu “Ensaio sobre a cegueira”, menciona o “mar de leite” que vai tomando conta dos personagens ao longo da cegueira branca que se alastra pelo livro.

Machado de Assis, no conto “Entre santos”, dá notícia de uma luz “cor de leite” no interior de uma igreja.

Herman Melville, em capítulo do “Moby Dick”, relata que o branco pode vir a ser terrífico.

Há o conto “Noites brancas”, do Dostoiévsky.

Vale a pena conferir, na página do Millôr, o "Livro branco" (disponível para assinantes do UOL).

Há ainda aquela história... Como é mesmo o nome dela?...

Deu branco...