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sábado, 26 de dezembro de 2015

(DES)APONTAMENTO 47

“Belos e malditos”, gravada pelo Capital Inicial, cuja letra é do Renato Russo, é sobre o mito da taverna. 

sábado, 1 de junho de 2013

ENTREVISTA COM FÊ LEMOS, BATERISTA DO CAPITAL INICIAL

Ontem (31/05), na Livraria Nobel, aqui em Patos de Minas, Fê Lemos, baterista do Capital Inicial, esteve presente em seção de autógrafo de seu livro “Levadas e quebradas” (2012), lançado pelo selo Pedra na Mão.

Extremamente gentil e solícito, Fê Lemos me concedeu esta entrevista enquanto autografava seu livro para os fãs que estiveram presentes na livraria. Ele falou de “Levadas e quebradas”, de seu trabalho como letrista e de seu projeto solo, chamado Hotel Básico.

domingo, 10 de junho de 2012

A REDENÇÃO E O EXORCISMO DO CAPITAL

Dinho Ouro-Preto, o vocalista do Capital Inicial, disse ontem (09/06), em show realizado em Patos de Minas, que não é supersticioso, mas que sua esposa é. Depois que Dinho havia caído do palco, no dia 31 de outubro de 2009, num show aqui mesmo, a esposa dele procurou uma cartomante, que alertou: não era para Dinho voltar mais a Patos de Minas.

Ele desobedeceu à “ordem”, voltou e fez o melhor show a que já assisti do Capital Inicial. Dinho estava visivelmente emocionado e agradecido. Conversou com o público, aplaudiu a plateia e não se cansou de agradecer. Logo na abertura, fez referência à queda que quase o matou, num show realizado no Paiolão do Parque de Exposições.

Foi tocante ver o vocalista, a todo momento, não se cansando de agradecer. Ele aplaudia reiteradamente o público e deixava a nítida sensação de que queria ofertar mais para aqueles que cantavam com ele os sucessos da banda. Já sem camisa sobre o palco, agradeceu mais, não se esquecendo de fazer menção ao médico que o atendeu em caráter de emergência quando da queda do palco aqui na cidade. Segundo o vocalista, ele foi salvo por esse médico.

Foi um show bonito. Sem cair em pieguice, Dinho se entregou, esticou o show, agitou, interagiu e colocou a multidão para pular, cantar e extravasar. Que beleza!... Já nos últimos instantes do espetáculo, depois de ter cantado “Por enquanto”, do Legião, Dinho ainda citou “Smoke on the water”, clássico do Deep Purple, já devidamente exorcizado e de alma lavada, numa redenção que foi um tributo à vida.

Abaixo, algumas fotos que fiz durante o show.










domingo, 8 de março de 2009

"PROS QUE ESTÃO EM CASA"

Assisti há pouco, pelo Canal Brasil, a uma apresentação de Toni Platão. Os fãs do pop/rock Brasil da década de 80 se lembram de que ele era o vocalista da banda Hojerizah, que teve o sucesso “Pros que estão em casa”.

O filme é em preto-e-branco, e Toni Platão canta na maioria do tempo vestido de terno. Como o formato é praticamente acústico, vem à tona o excelente intérprete que ele é. De “Because the night”, do Bruce Springsteen, a “Louras geladas”, do RPM, Platão solta sua potente voz.

Com Dado Villa-Lobos (que foi guitarrista da Legião Urbana), ele cantou “Tudo que vai”, sucesso do Capital Inicial (confesso que só agora, na interpretação de Platão, é que me dei conta da beleza da letra da canção). Zélia Duncan participou em “A falta”, versão (do próprio Toni Platão) de “Without you”, sucesso com Nilson, Mariah Carey e tantos outros. Fausto Fawcett (aquele mesmo da banda Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros, do sucesso “Kátia Flávia”) participou em “Calígula Freejack”.

Os arranjos são outro grande ponto da apresentação. Flertam com o jazz em “Louras geladas” ou com o tango em “Amor, meu grande amor”, da Ângela Ro Ro, também gravada pelo Barão Vermelho.

Tudo isso e mais pode ser conferido em DVD (que quero mesmo adquirir), cujo título é “Pros que estão em casa”. Teatralidade, boa música e excelente interpretação garantem o prazer.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

SHOW DO CAPITAL INICIAL

O Capital Inicial fez um belo show, ontem (29/5/2008), em Patos de Minas. Em uma hora e meia, Dinho e trupe animaram o palco principal do Parque de Exposições.

Fui ao Parque por causa do show. Ainda assim, fui sem muita expectativa, meio que achando que assistiria a uma apresentação burocrática e muito parecida com o formato acústico a que o próprio Capital aderira, em 2000.

Contudo, foram espertos: para a garotada que conhece a banda desde o sucesso do acústico, canções como “Natasha” foram apresentadas, num arranjo muito parecido com o original; para os mais velhos (meu caso), canções como “Fátima” ou “Independência” não ficaram de fora do repertório. Fizeram “O passageiro”, versão da canção “The passenger”, do Iggy Pop. Essa já havia sido gravada pelo próprio Capital antes de o acústico ser lançado, mas, curiosamente, somente seria sucesso depois de relançada no Acústico MTV.

De gigantescos bonecos infláveis a chamas na frente do palco, além de um cuidadoso trabalho de iluminação, tudo contribuiu para o sucesso do espetáculo.

Renato Russo esteve presente, não somente no repertório de sucessos consagrados pelo Capital – caso de “Fátima”, por exemplo, que tem composição de Flávio Lemos (baixista do Capital) e Renato Russo. Do repertório do Legião, “Que país é este” e “Por enquanto” foram executadas. Uma outra cover possibilitou um outro belo momento do show – “Primeiros erros”, do Kiko Zambianchi, que estava no palco com o Capital há três anos, ocasião em que a banda esteve aqui.

Chamo algumas figuras do pop/rock de sobreviventes. Por sobreviventes, refiro-me àqueles que não se foram devido a uso excessivo de drogas ou que não morreram em decorrência da Aids. Gente como Roger Waters, Mick Jagger e Paul McCartney, para ficar em três exemplos. Sobreviveram à louca (e por vezes fatal) efervescência dos anos 60s e 70s. Gente fantástica como Hendrix ou Joplin, não. Tivemos por aqui os herdeiros musicais dessas décadas. Entre esses, há aqueles que não sobreviveram (caso de Cazuza ou Renato Russo) e aqueles que estão por aqui (Herbert Vianna, Lobão).

Não faço julgamento de valor ao usar o termo sobrevivente. Simplesmente acho bacana demais quando sobrevivem. E Dinho, do Capital, é um dos sobreviventes. Vida longa a ele.