sexta-feira, 13 de agosto de 2021
Pague minha lua de mel
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
A rocha, o vendaval, a onça sem fome
Há dias, recebi um vídeo, que, tenho a impressão, é montagem. Nele, uma escavadeira, sem intenção de, deixa uma rocha descer uma encosta. Segundos depois, a rocha se aproxima de um carro azul. Nesse momento, o espectador tem dimensão abrangente do tamanho da rocha; ao que parece, ela vai esmagar carro e motorista, que buzina. A rocha para ao lado do carro, tocando-o de leve. Nesse momento, o vídeo termina, com uma voz masculina comentando: “Nossa Senhora! Se essa mulher não buzina, a pedra não tinha parado, não”.
Parvoíces
quinta-feira, 29 de julho de 2021
Fotopoema
terça-feira, 20 de julho de 2021
O som da palavra
segunda-feira, 19 de julho de 2021
Todo dia
sexta-feira, 16 de julho de 2021
Casca de banana
quarta-feira, 14 de julho de 2021
Desejo
Velha ineficácia
sábado, 10 de julho de 2021
Números
sexta-feira, 9 de julho de 2021
Luz, penumbra, sombra
O “guru” e o “messias”
quarta-feira, 7 de julho de 2021
Reescrevendo
segunda-feira, 5 de julho de 2021
Possível, é...
sexta-feira, 2 de julho de 2021
Quanto vale a "fé"
quinta-feira, 1 de julho de 2021
Wizard
quarta-feira, 30 de junho de 2021
Mãos impuras
Comoção 2
Comoção 1
sábado, 26 de junho de 2021
Nos braços do inimigo
sexta-feira, 25 de junho de 2021
Existe alternativa
terça-feira, 22 de junho de 2021
Êxito
Vacinados contra a covid assistem a show
domingo, 20 de junho de 2021
Meio milhão
Macabro
quinta-feira, 17 de junho de 2021
Voto
Quedas
Uso
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Ativismo de “hashtags”
sábado, 12 de junho de 2021
Sobre homens e criaturas dos mares
sexta-feira, 11 de junho de 2021
O primeiro mentiroso
domingo, 6 de junho de 2021
João Inácio
sexta-feira, 4 de junho de 2021
Delírio
segunda-feira, 31 de maio de 2021
Copa América (2)
Rita
Copa América
domingo, 30 de maio de 2021
Quando não ser notícia é bom
domingo, 23 de maio de 2021
Apontamento
Apontamento
sábado, 22 de maio de 2021
“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”
quinta-feira, 20 de maio de 2021
Apontamento
quinta-feira, 13 de maio de 2021
Diálogo pedagógico (4)
Analclézio
sexta-feira, 7 de maio de 2021
Vanidade
quarta-feira, 5 de maio de 2021
Em Patos de Minas
Diálogo pedagógico (3)
Diálogo pedagógico (2)
segunda-feira, 3 de maio de 2021
Diálogo pedagógico
sábado, 1 de maio de 2021
Guedes
Ovelha
Orquestra de Ouro Preto executa canções do A-Ha
terça-feira, 27 de abril de 2021
Haicai
quinta-feira, 22 de abril de 2021
A mais gostosa e iluminadora solidão é a que se tem no banheiro
De pai para filho
Burocracia
segunda-feira, 19 de abril de 2021
Leda Nagle
sábado, 17 de abril de 2021
Ilha de Vera Cruz
quinta-feira, 1 de abril de 2021
José e Maria
sábado, 20 de março de 2021
Precocidade
sexta-feira, 19 de março de 2021
Zé
quinta-feira, 18 de março de 2021
Trilogia “minha especialidade é matar”
quarta-feira, 17 de março de 2021
Consequências
Visitação
O julgamento
quinta-feira, 11 de março de 2021
Cadê a máscara?
quarta-feira, 10 de março de 2021
Maia
terça-feira, 9 de março de 2021
Entupidos
Fisiológico
sábado, 6 de março de 2021
“Remédios”
quinta-feira, 4 de março de 2021
Sem leme
quarta-feira, 3 de março de 2021
Mais chicotadas por favor
terça-feira, 2 de março de 2021
Carros e cinema
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
O velho neoliberalismo
Efeitos
sábado, 20 de fevereiro de 2021
Apontamento
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
Outros dois brasileiros
Casa
Instâncias de uma torneira
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
Todos
sábado, 6 de fevereiro de 2021
Ilusão
Os que apoiam o governo genocida têm a ilusão de que a vida deles é importante para o governo genocida.
Dois brasileiros
José ofereceu caixas de ivermectina para Pedro. José garante que não teve covid porque tomou o remédio. Disse ter achado um absurdo o laboratório que fabrica o medicamento ter dito que ele não funciona contra a covid. Pedro concordou. Comprou metade do estoque de José.
terça-feira, 26 de janeiro de 2021
Lista de compras
— Hoje é dia de compras, tá ok? Lê a lista. Não quero que falte nada.
— Alfafa, chiclete, geleia de mocotó, picolé, sagu, vinho.
— Beleza.
— É pra comprar vacina também?
— Não. Nada de gastar com coisa inútil.
Haicais
Milhões em leite condensado.
Gritou que era pouco.
_____
Na lista, alfafa.
O ruminante engole.
A milícia se safa.
Haicai lácteo
Não adianta chorar sobre
o leite condensado.
Camuflagem
Dos que defendem torturadores, ditadores e viciados em leite condensado, os mais sórdidos não são os que se declaram a favor de torturas e de ditaduras; esses são sórdidos, mas pior do que eles são os que posam de civilizados, de amantes do belo e da(s) humanidade(s), camuflando o que de fato são: endossadores de genocidas.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
“Impeachment” e diferenciações
Não é somente sobre aqueles que não sabem diferenciar um camelo de um dromedário que o chefe do executivo federal tem influência. Ele tem influência também sobre quem acredita em cloroquina no tratamento contra covid-19, quem acredita que ele é um ungido, um enviado que é bom demais para estar pisando solos tão mundanos, pois o pastor ou o padre assim disseram, quem acredita que ele é competente e trabalhador, quem acredita que não houve corrupção durante a ditadura militar ou quem acredita que a corrupção acabou de dois anos para cá...
Não bastassem os milhões acima, há outros milhões: os que agem de má-fé, os que são a favor de que não haja alíquotas de importação para armas e defendem impostos sobre livros, os que se julgam cientes por lerem a Veja, os que acreditam em qualquer coisa que for dita pela tal da chamada grande mídia, os que enxergam sagacidade em seres como Alexandre Garcia, os que defendem “espiões” embutidos em vacinas, os que querem torturas e ditadores, os que admiram Luciano Hang, os que são adeptos do tribalismo masculino, os que não se importam com o que está ocorrendo em Manaus, os que desdenham do isolamento social...
A chamada grande mídia finge faniquito quando o mandatário berra a ignorância dele (o que ele tem berrado há décadas). Essa mesma grande mídia convence milhões de que ela nada tem a ver com a tragédia que é ter colaborado para que esteja no poder um cara sem o menor senso de algo que soe como espírito público, civilidade ou empatia. Para piorar, em meio à classe política, há muitos deles lucrando, seja de modo literal, seja de modo figurado, com o estado das coisas como estão. A parcela dos hipócritas que se fingem arrependidos (hipócritas porque o próprio chefe do executivo federal divulga há tempos a crueldade e a preferência por dizimações) é pequena e não está a fim de exercer pressão sobre políticos. Pelo que escrevi até agora e por questões que eu nem saberia anunciar, não vai haver o “impeachment” presidencial.
Por fim, é preciso escrever com justeza. Nem todo mundo que não sabe diferenciar o camelo do dromedário, o rato do camundongo, o coelho da lebre, o jacaré do crocodilo, o vírus da bactéria, a guitarra do contrabaixo, o coentro da salsa, a Winona Ryder (em qualquer filme) da Keira Knightley (em Desejo e reparação), o Brasília do Variant votou no defensor de torturadores. Muita gente não sabe diferenciar nada disso, mas não ignorou a obviedade escancarada pelo próprio defensor de genocídios e por tantos outros que desde que surgiu para a cena política, o político que diz ter histórico de atleta já gritava ser o que tem sido. Quem nega isso não sabe diferenciar um burro de um presidente.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
O ar não é para todos
Nada novo vindo de um chefe de Estado que continua (e continuará) não se importando com a vida alheia. Ele mesmo vive defendendo torturadores e ditadores. Se o outro morre sob tortura ou sem ar, isso é irrelevante para quem a vida desse outro é inútil. Muitos votantes concordam com o votado, pois, ainda que alguns deles posem de sofisticados e de defensores do próximo e da natureza como um todo (são os mais cínicos), endossaram, por intermédio do voto, alguém que, há décadas, tem deixado claro que já era o que tem sido — um sujeito para o qual o outro é um mal a ser eliminado. Insisto, repito, reitero, reescrevo: o que tem vindo do chefe de Estado não surpreende. Só um hipócrita, um imbecil ou um adepto de torturas e afins poderia alegar ter suposto que seria diferente: quem sempre defendeu a violência não vai se tornar de repente um estadista preocupado com o destino do outro. Asfixiado, o país vai morrendo. Todavia, sejamos justos: o governo federal não é o único a defender a crueldade. Ele tem adeptos. Os corresponsáveis pela debacle podem estar num gabinete político, numa mansão ou numa mercearia (este, contando os trocados, verificando se o dinheiro vai ser o bastante para comprar o arroz).
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
Sangue meu
O índio sou eu.
Eu sou o índio.
O outro sou eu.
O preto é o outro.
O preto sou eu.
Eu sou o preto.
O outro sou eu.
Meu sangue da África,
meu sangue da floresta,
vermelho como
sangue do preto,
vermelho como
sangue do índio.
