segunda-feira, 12 de outubro de 2015

FACHOS E PONTOS


Fotografar é também contar uma história. Ou é um modo de olhar para um objeto, uma coisa, um evento, um animal, uma mulher, uma multidão... À medida que a pessoa vai fotografando, ela desenvolve preferências, seja quanto a temáticas, seja quanto a técnicas que serão usadas.

Gosto demais de fotos com longa exposição. Até chego a pensar que, pudesse eu, dedicar-me-ia integralmente a esse tipo de fotografia. A ideia de brincar com o tempo, a ideia de brincar com a luz... Isso é tentador demais para que eu não experimente, para que eu não tente.

Toda foto, não importa o dispositivo em que é produzida, tem um tempo de exposição. Esse tempo de exposição se refere ao tempo que a luz tem para chegar ao filme ou ao cromo (fotos analógicas) ou ao sensor (fotos digitais).

Por convenção, esse tempo de exposição pode vir fracionado. Por exemplo: se o tempo de exposição de uma imagem é de 1/4000, isso significa que a luz teve o tempo de um segundo divido por quatro mil para chegar ao filme, ao cromo ou ao sensor. É mais produtivo escrever 1/4000 do que escrever 0,00025 segundo.

As fotos com longa exposição tem um tempo de exposição... longo... Em fotografia, dois segundos já são considerados um tempo longo. O tempo de exposição pode durar horas. Dito de modo simples: se digo que o tempo de exposição de uma imagem é de duas horas, isso quer dizer que a câmera ficou tirando uma única foto por duas horas; ou ainda que a luz teve duas horas para chegar ao filme, ao cromo ou ao sensor.

Nestas duas imagens, usei diferentes abordagens para o mesmo assunto e para praticamente a mesma composição. Em ambas, a lente está debaixo da árvore e voltada para o céu, de modo que os galhos secos formem a silhueta. 

Na imagem em que as estrelas são pontos de luz, o tempo de exposição é 30 segundos, a abertura é F/5.6 e o ISO é 3200. Na imagem em que as estrelas se transformaram em fachos de luz, o tempo de exposição é seis minutos, a abertura é 5.0 e o ISO é 100.

A técnica não é o mais importante, seja na fotografia, seja em outra manifestação. Contudo, é uma grande aliada. Somente conhecedor da técnica é que eu conseguiria realizar as intenções de produzir pontos de luz numa foto e fachos de luz noutra. Sempre que dou aulas de fotografia, insisto na importância do domínio da técnica. 

FOTOPOEMA 379

"CHUVA"

(DES)APONTAMENTO 39

Não que eu desacredite de tudo: só não tenho certeza de nada. 

sábado, 10 de outubro de 2015

CARROS ANTIGOS

Tirei estas fotos hoje, no Parque de Exposições, aqui em Patos de Minas. Está ocorrendo por lá um evento em que carros antigos estão sendo expostos. A atração pode ser conferida até segunda-feira.



























PROUST DE QUEIROZ

Às vezes, supomos, quando consideradas separadamente, que duas pessoas se parecem. Quando estão juntas e olhamos para elas, não raramente percebemos que a semelhança não é tão marcante quanto havíamos suposto. De qualquer modo, ontem, quando abri o Suplemento Literário de Minas Gerais (jornal que venho lendo há muitos anos) de maio/junho de 2015 (sempre recebi o jornal com muito atraso), eu me deparei com uma foto grande na página três. Pensei que era o Proust — era o Eça de Queiroz.

Na hora, fiquei espantado com o quanto os dois se parecem — pelo menos de acordo com a impressão que tive nesse momento. Depois, fiquei matutando se eles, de fato, são tão parecidos o quanto eu havia suposto. Poderia ser que eu tenha sido levado a afirmar tal semelhança muito mais em função da estética preto-e-branca e da pose do Eça de Queiroz na foto do Suplemento do que por uma semelhança real entre os dois escritores.

Há pouco, resolvi averiguar. Fui ao Google e procurei por imagens deles. A grande semelhança suposta ontem teve dúvidas diante das imagens dos literatos, embora, de acordo com meu jeito de olhar, a região dos olhos, bem como a expressão deles, parece-me bem semelhante nos autores (o formato do rosto é diferente).

(Imagens: Google) 

FOTOPOEMA 378

FOTOPOEMA 377

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

NO AQUÁRIO





Muito obrigado ao pessoal do Colégio Equipatos, que permitiu que eu fotografasse alguns peixes de um dos aquários que ficam na recepção da escola. 

BRINCANDO COM O TEMPO DE EXPOSIÇÃO




Prefiro as imagens com longa exposição, que dão um aspecto “leitoso” à água. Ainda assim, a título de curiosidade, posto composições que são parecidas mas que têm ajustes bem diferentes umas das outras, para que você possa comparar como a simples técnica de se variar o uso da velocidade pode mudar a atmosfera de uma foto. Abaixo de cada registro, inseri os ajustes que usei. 

ENTREVISTA SOBRE MEU LIVRO

Entrevista que foi ao ar hoje pela Rádio Clube AM, de Patos de Minas. No bate-papo, comento meu livro Dislexias, que será lançado em breve. 

O JECA

Uma parte do Brasil quer ser europeia ou norte-americana. Renega sua origem, considera-se dona de privilégios e portadora de linhagem e de “finesse” que a diferencia dos demais brasileiros. Na tentativa de ser cosmopolita, é jeca. 

OCULTO

Que não saibam de meus planos:
não quero que mofem de mim.

Que não saibam de meus sonhos:
não quero que zombem de mim.

Que não saibam de minhas fantasias:
não quero que me prendam em hospício. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

CERRADO AFORA


À NOITE




Devo estas fotos à equipe do Gálatas Golden Hotel. Muito obrigado ao Fernando, que é o gerente e é quem concedeu a autorização para que eu fosse ao local realizar as imagens, e ao Leandro, funcionário que gentil e solicitamente me acompanhou. Também devo os registros ao Alexandre Rosa, que me emprestou o tripé para que eu fizesse o trabalho.

Ontem, no começo da noite, passando em frente ao hotel, veio-me a ideia de subir no topo da edificação e voltar a lente para a avenida JK. Chegando ao Gálatas, posicionei a câmera. Quando vi a imagem pelo visor, constatei que o ângulo permitiria composições melhores do que as que eu havia imaginado.