terça-feira, 26 de maio de 2015

LAIA

Antes de ser padre, ele é gente.
Antes de ser cientista, ele é gente.
Antes de ser ator, ele é gente.
Antes de ser professor, ele é gente.
Antes de ser padeiro, ele é gente.
Antes de ser preto, ele é gente.
Antes de ser branco, ele é gente.
Antes de ser leitor, ele é gente.
Antes de ser gari, ele é gente.
Antes de ser jogador, ele é gente.
Antes de ser marceneiro, ele é gente.

Antes de ser gente, ele é Hitler.
Antes de ser único, é mais um. 

APONTAMENTO 250

La Rochefoucauld faria sucesso no Twitter. Oscar Wilde também. 

A FÁBULA DA RAPOSA QUE GOSTAVA DE CHOCOLATE

Era uma vez, num reino muito distante, há muito tempo, uma Raposa que era famosa por sua magnanimidade. Certo dia, ela fez uma proposta para seus discípulos, dizendo o seguinte: “Meus caros, nosso reino ainda é pequeno. Somos apenas cento e um habitantes. Proponho o seguinte: deixarei esta caixa atrás daquela árvore ali adiante. Peço que cada um traga um docinho de chocolate para mim. Escolham um pedaço pequeno, que caiba no bolso, de modo que não seja possível saber se vocês estão trazendo ou não o docinho. Os que trouxerem, que façam a gentileza de deixar o agrado dentro da caixa. Faço isso para que eu tenha uma ideia sobre o quanto sou querida por vocês”.

Fizeram a contagem dos docinhos. Haviam sido depositados quarenta e nove. A Raposa convocou o Reino do Cerrado (era esse o nome do lugar) para um colóquio. Disse que esperava cem docinhos. Terminou o discurso destacando seu espírito libertário e anunciando que haveria mudanças em como o reino seria governado. Estando a sós em sua toca, chamou um dos vassalos e pediu a ele que descobrisse quem não havia deixado docinhos na caixa. Cinquenta e um animais foram saboreados pela Raposa, que no banquete se valeu também de batata frita. De sobremesa, comeu docinhos de chocolate. 

A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (83)


Se por um lado cenário está longe de ser o ideal, por outro, eu não poderia deixar de fazer o registro. Há pouco, estava em meu quarto. De lá, eu podia escutar as vozes dos anus-brancos. Só que houve um momento em que o vozerio soou próximo demais; olhei pela janela. Havia dois deles pousados nesta antena, que fica na casa do vizinho.

Imediatamente, saí do quarto e fui pegar a câmera. Como a antena não fica muito no alto, nem troquei a lente, ciente de que uma 18-200, a lente que estava no equipamento, seria o bastante para a realização da foto. De dentro do quarto, quando apontei para a antena, um dos anus-brancos já havia partido. Do que está nesta imagem, pude tirar duas fotos. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

SHOW DE PIÊIT

Fotos do show de Piêit, realizado na Praça do Fórum, na sexta-feira (22/05).



















APONTAMENTO 249

Com escritores ruins, aprende-se o que não dever ser feito. Mas isso não garante que se conseguirá realizar o que se tem em mente escrever. 

sábado, 23 de maio de 2015

O BERÇO NA PRAÇA

Fotos do show da banda O Berço, ontem, na Praça do Fórum, em Patos de Minas.































sexta-feira, 22 de maio de 2015

CANTIGA PARA O BERÇO

— Bora conferir o show da banda O Berço logo mais?
— Com você, vou pra onde você quiser: pro berço, pra cama... 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O SOM E O SIGNIFICADO

Há palavras cujas sonoridades estão em sintonia com o significado que têm. A palavra “catacumba”, por exemplo, soa tão soturna quanto seu significado. Dizê-la em voz alta já é produzir algo tenebroso. Outra palavra cuja sonoridade é a cara de seu significado é a palavra “recalcitrante”. Haverá algo mais... recalcitrante do que a própria palavra “recalcitrante”?... 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

PARA FORA

Ele põe para fora o que ponho. 
Ele põe para fora o que pões. 
Mas ele se alimenta de ódio. 

terça-feira, 19 de maio de 2015

"QUILATE"

No Twitter, Danilo Gentili comparou Jô Soares a um cachorro. Vindo de Gentili, não causa espanto comparação desse... “quilate”. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

ENTREVISTA COM O PADRE FÁBIO DE MELO

Não é preciso ser gênio para saber que as crenças podem levar as pessoas a atos bem distantes do que poderia se supor como bem-aventurança, paz ou algo parecido. Em nome de alguma coisa que dizem ser divina, barbáries foram e são realizadas, tanto no ocidente quanto no oriente.

O elogio que farei nesta postagem não tem a intenção de fazer proselitismo. O objetivo é apenas ressaltar que a religião causa em alguns o que deveria causar em todos os que se dizem religiosos: a ponderação, o amor pelo conhecimento, a sensatez. Foi a impressão que tive quando, ontem, assisti a uma entrevista concedida pelo padre Fábio de Melo a Marília Gabriela.

Eu sabia que ele é padre e sabia que ele havia gravado uma participação no CD “Na medida do impossível”, da Fernanda Takai, cantando “Amar como Jesus amou”. Essas eram as únicas coisas que eu sabia dele. Ontem, assistindo ao Marília Gabriela Entrevista, conferi um sujeito que estava, é claro, defendendo os interesses católicos, mas fazendo isso com ponderação e com bom senso.

Quando perguntado, por exemplo, sobre a laicidade do Estado, ele disse ser a favor dela. Argumentou: ainda que o Estado venha, por exemplo, a legalizar o aborto, o papel dele como padre e o papel da instituição que ele representa é o de ser contra a prática. Num outro trecho da entrevista, fez questão de dizer que muito do que a igreja dele prega é voltado para os fiéis católicos, não para os que professam outra crença. Também não descartou a possibilidade de o catolicismo vir a tentar maior representatividade na Câmara dos Deputados.

Carismático, talentoso, relativamente jovem (quarenta e quatro anos). É cantor, escritor, compositor; está presente nas redes sociais. Em seu trabalho como cantor, interage com artistas que são conhecidos não por alguma ligação com o catolicismo — casos, por exemplo, de Elba Ramalho e de Zeca Pagodinho. A igreja católica não dá ponto sem nó. 

domingo, 17 de maio de 2015

SANTOS DERROTA O CRUZEIRO

Há pouco, o Santos venceu o Cruzeiro, na Vila Belmiro, por um a zero. Claro que os cruzeirenses não gostaram, mas o placar poderia ter sido uma goleada a favor do Santos. E em tempo: o jogador Chiquinho, do Santos, é a cara do cantor Chico César. 

COMENDO PELAS BEIRADAS

Gosto muito de idiossincrasias. Uma das minhas: reparo nos olhos das pessoas quando estão tomando água em bebedouros. O Ciro Nunes, integrante da banda O Berço e professor do Conservatório Municipal, também faz isso, segundo o que ele já publicou no Facebook.

Outra idiossincrasia que não faço a menor questão de abandonar se dá quando vou comer pão de queijo. Primeiro, em pequenas mordidas, saboreio toda a borda. Depois, separo a metade de cima da metade de baixo (ou a metade de baixo da de cima). Separadas as metades, escolho aquela em que há menos massa e a saboreio; só depois é que saboreio a outra metade. Como esta é a metade em que está a maior parte da massa, como primeiro essa massa; por fim, como a “casca”. 

sábado, 16 de maio de 2015

EDIFICAÇÕES


O cachorro aqui de casa, o Tito, que ainda é filhote, já levou para a casa dele pedaço de telha, pedaço de tijolo e pedaço de madeira: tenho um cão... edificante...