Fotos do show da banda O Berço, ontem, na Praça do Fórum, em Patos de Minas.
sábado, 23 de maio de 2015
O BERÇO NA PRAÇA
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sexta-feira, 22 de maio de 2015
CANTIGA PARA O BERÇO
— Bora conferir o show da banda O Berço logo mais?
— Com você, vou pra onde você quiser: pro berço, pra cama...
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quinta-feira, 21 de maio de 2015
O SOM E O SIGNIFICADO
Há palavras cujas sonoridades estão em sintonia com o significado que têm. A palavra “catacumba”, por exemplo, soa tão soturna quanto seu significado. Dizê-la em voz alta já é produzir algo tenebroso. Outra palavra cuja sonoridade é a cara de seu significado é a palavra “recalcitrante”. Haverá algo mais... recalcitrante do que a própria palavra “recalcitrante”?...
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quarta-feira, 20 de maio de 2015
PARA FORA
Ele põe para fora o que ponho.
Ele põe para fora o que pões.
Mas ele se alimenta de ódio.
Ele põe para fora o que pões.
Mas ele se alimenta de ódio.
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terça-feira, 19 de maio de 2015
"QUILATE"
No Twitter, Danilo Gentili comparou Jô Soares a um cachorro. Vindo de Gentili, não causa espanto comparação desse... “quilate”.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
ENTREVISTA COM O PADRE FÁBIO DE MELO
Não é preciso ser gênio para saber que as crenças podem levar as pessoas a atos bem distantes do que poderia se supor como bem-aventurança, paz ou algo parecido. Em nome de alguma coisa que dizem ser divina, barbáries foram e são realizadas, tanto no ocidente quanto no oriente.
O elogio que farei nesta postagem não tem a intenção de fazer proselitismo. O objetivo é apenas ressaltar que a religião causa em alguns o que deveria causar em todos os que se dizem religiosos: a ponderação, o amor pelo conhecimento, a sensatez. Foi a impressão que tive quando, ontem, assisti a uma entrevista concedida pelo padre Fábio de Melo a Marília Gabriela.
Eu sabia que ele é padre e sabia que ele havia gravado uma participação no CD “Na medida do impossível”, da Fernanda Takai, cantando “Amar como Jesus amou”. Essas eram as únicas coisas que eu sabia dele. Ontem, assistindo ao Marília Gabriela Entrevista, conferi um sujeito que estava, é claro, defendendo os interesses católicos, mas fazendo isso com ponderação e com bom senso.
Quando perguntado, por exemplo, sobre a laicidade do Estado, ele disse ser a favor dela. Argumentou: ainda que o Estado venha, por exemplo, a legalizar o aborto, o papel dele como padre e o papel da instituição que ele representa é o de ser contra a prática. Num outro trecho da entrevista, fez questão de dizer que muito do que a igreja dele prega é voltado para os fiéis católicos, não para os que professam outra crença. Também não descartou a possibilidade de o catolicismo vir a tentar maior representatividade na Câmara dos Deputados.
Carismático, talentoso, relativamente jovem (quarenta e quatro anos). É cantor, escritor, compositor; está presente nas redes sociais. Em seu trabalho como cantor, interage com artistas que são conhecidos não por alguma ligação com o catolicismo — casos, por exemplo, de Elba Ramalho e de Zeca Pagodinho. A igreja católica não dá ponto sem nó.
domingo, 17 de maio de 2015
SANTOS DERROTA O CRUZEIRO
Há pouco, o Santos venceu o Cruzeiro, na Vila Belmiro, por um a zero. Claro que os cruzeirenses não gostaram, mas o placar poderia ter sido uma goleada a favor do Santos. E em tempo: o jogador Chiquinho, do Santos, é a cara do cantor Chico César.
COMENDO PELAS BEIRADAS
Gosto muito de idiossincrasias. Uma das minhas: reparo nos olhos das pessoas quando estão tomando água em bebedouros. O Ciro Nunes, integrante da banda O Berço e professor do Conservatório Municipal, também faz isso, segundo o que ele já publicou no Facebook.
Outra idiossincrasia que não faço a menor questão de abandonar se dá quando vou comer pão de queijo. Primeiro, em pequenas mordidas, saboreio toda a borda. Depois, separo a metade de cima da metade de baixo (ou a metade de baixo da de cima). Separadas as metades, escolho aquela em que há menos massa e a saboreio; só depois é que saboreio a outra metade. Como esta é a metade em que está a maior parte da massa, como primeiro essa massa; por fim, como a “casca”.
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sábado, 16 de maio de 2015
EDIFICAÇÕES
O cachorro aqui de casa, o Tito, que ainda é filhote, já levou para a casa dele pedaço de telha, pedaço de tijolo e pedaço de madeira: tenho um cão... edificante...
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sexta-feira, 15 de maio de 2015
IVAN ROSA QUARTETO REALIZA SHOW
Ontem, no restaurante Meet, ocorreu o evento Quinta Aumentada, com o grupo Ivan Rosa Quarteto. Os integrantes são Ivan Rosa (baixo), Edgar Medeiros (teclado), Vinícius Lustosa (trompete) e Sjraar Gubbels (bateria). Segundo Ivan Rosa, a ideia é realizar, às quintas-feiras, com diversos artistas, apresentações de música instrumental no Meet.
O primeiro show foi o de ontem. Além de clássicos da MPB e do jazz, o Ivan Rosa Quarteto executou músicas de autoria do baixista, faixas que estão no CD “Pérola”, lançado recentemente. De acordo com o músico, em virtude da Fenamilho, haverá uma pausa no projeto Quinta Aumentada, que retornará depois da festa.
B.B. KING
B.B. King: nem todo rei deixa um legado de destruição.
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quinta-feira, 14 de maio de 2015
GENTIL MOTOR
A letra da canção diz: “Ando tão à flor da pele / Qualquer beijo de novela / Me faz chorar”. Há pouco, o trecho me veio à mente em virtude de gentileza por que passei: a via que dá acesso a meu trabalho é estreita (e sem iluminação). Devido à atuação das empresas que há na área, o trânsito de caminhões é intenso.
Vindo para o trabalho, há mais ou menos uma hora, entrei na tal via. Um pouco adiante, uma carreta. Devido à estreiteza do caminho, preferi não arriscar ultrapassagem. Percebi que o motorista me vira pelo retrovisor. Logo ele deu seta, indicando que, apesar do aperto do caminho, chegaria para a direita, o que ele fez. Logo a seguir, fez sinal com o braço, para que eu o ultrapassasse.
Estamos acostumados a passar por e a exercer a brutalidade no trânsito; a selvageria é tal que quando há um gesto civilizado a gente acaba se surpreendendo. Eu não contava mesmo com a atitude do motorista da carreta. Quando eu estava próximo à cabine, buzinei brevemente e ergui rapidamente o braço esquerdo, agradecendo-o pela gentileza. Ele também buzinou. Será que ando tão à flor da pele que qualquer gentileza me faz escrever?...
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CRUZEIRO PROSSEGUE NA LIBERTADORES
Tendo perdido o primeiro jogo, em São Paulo, na semana passada, era natural que o Cruzeiro tomasse a iniciativa de modo mais incisivo na partida de ontem, realizada no Mineirão, principalmente levando-se em conta que até então a equipe vinha jogando com apatia. Foi a primeira partida do ano em que Cruzeiro jogou de modo a deixar o torcedor mais esperançoso.
Na contenda disputada no Morumbi, o São Paulo jogou muito melhor do que o Cruzeiro, que parecia satisfeito demais em sair de lá com um empatezinho. Jogou tão acuado, tão defensivamente, que nem um empate conseguiu; ademais, não fosse a performance excelente do goleiro Fábio, o São Paulo poderia ter goleado a equipe mineira. No jogo da semana passada, o São Paulo foi muito melhor do que o Cruzeiro; no jogo de ontem, o Cruzeiro foi “apenas” melhor do que o São Paulo.
Os primeiros quinze minutos do jogo de ontem tiveram o roteiro tradicional: o Cruzeiro pressionou, pois, além de jogar em casa, era o time que precisava da vitória. Ainda num roteiro que não surpreendeu, o São Paulo, que na semana passada também saiu de sua letargia, passados os famosos quinze primeiros minutos, conseguiu fazer com que o domínio do Cruzeiro fosse menos acachapante.
Os frutos da pressão realizada pela Raposa no primeiro tempo foram colhidos no segundo. Ou na cobrança de pênaltis, dependendo de como se encare. Aos nove minutos, Damião empurrou para as redes. Não tendo o Cruzeiro conseguido marcar mais um gol, o classificado seria decretado nas penalidades.
Damião, que fizera o gol que levou o Cruzeiro à cobrança de pênaltis, foi o primeiro a cobrar pelo time de BH; não marcou. Manoel também não teve êxito na cobrança dele. Pelo São Paulo, Sousa, Luís Fabiano e Lucão não marcaram; nos pênaltis, quatro a três para o Cruzeiro. Na sequência do torneio, o time vai enfrentar ou o Boca Juniors ou o River Plate nas quartas de final. O River venceu a primeira partida por um a zero; a segunda será hoje à noite.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
UTÓPICO
Não falo de coisas do além,
mas dos que estão neste mundo.
Felizes são aqueles que partem.
Os que ficam são os malditos.
Para quem fica, a danação.
Tem paz quem vai embora.
O desterro ilumina quem vai.
O guerreiro mata quem fica.
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APONTAMENTO 248
O acúmulo de informações, por si, não torna ninguém inteligente. Fosse assim, todos aqueles que navegam na internete seriam inteligentes. A informação pode ser um dos elementos da inteligência, mas inteligência não é. Pular de galho em galho na internete não torna ninguém inteligente. Nesse sentido, aquele que pega um livro e se concentra na leitura, refletindo sobre o que lê, ruminando ideias, ganha muito mais.
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segunda-feira, 11 de maio de 2015
SOBRE MARCAS E MARCOS
Palmeiras e Atlético/MG fizeram o jogo de abertura do campeonato brasileiro deste ano. Faltando meia hora para o início da partida, Globo e CBF ordenaram que as placas que continham os dizeres “Allianz Parque” fossem parcialmente tapadas: esconderam o “Allianz”. A seguradora alemã pagou trezentos milhões de reais para ter o nome exibido no estádio e para nomeá-lo.
Paulo Nobre, o presidente do Palmeiras, justificou-se, dizendo que os letreiros do estádio, em virtude de acordo, não pertencem ao clube. Além do mais, a iniciativa contou com o apoio da CBF, patrocinada pela Seguros Unimed, concorrente da patrocinadora do Palmeiras. A iniciativa da Globo não se trata apenas de não fazer propaganda involuntária para a Allianz.
Isso me remete ao ano de 2001, quando o Vasco usou o logotipo do SBT na decisão de um torneio chamado Copa João Havelange. No dia trinta de dezembro de 2000, a decisão entre Vasco e São Caetano, em São Januário, foi interrompida devido à queda de alambrado. Cento e sessenta e oito pessoas ficaram feridas. Eurico Miranda, que era o presidente do Vasco na época (recentemente, ele voltou ao cargo), não gostou da cobertura que os meios de comunicação (em especial a Globo) deram para o caso.
Esperto que é, Eurico Miranda conseguiu disseminar na equipe a ideia de que o Vasco estaria sendo “perseguido” pela mídia. Mas ninguém poderia imaginar o que ele estava urdindo. Uma nova partida foi marcada para o dia dezoito de janeiro de 2001; o jogo foi disputado no Maracanã. Nessa data, com exibição da Globo, o Vasco entrou em campo com o logotipo do SBT estampado na camiseta.
domingo, 10 de maio de 2015
DOMINGUEIRO
As coisas sabem que é domingo.
Domingando, espreguiçam.
Espreguiçando,
enchem-me de domingo.
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EM SALA DE AULA
Uma boa aula tem sobre o espírito o mesmo efeito de uma boa leitura: ambas são inspiradoras. Ontem à tarde, no Unipam, depois de três horas de aula com o professor Luís André Nepomuceno, pós-doutor em teoria literária pela Unicamp, saí inspirado.
Ele começou ontem o curso de extensão “Literatura e Psicanálise”; a continuidade será no dia vinte e três de maio. Segundo material distribuído pelo professor, os objetivos do curso são “analisar os conceitos fundamentais da psicanálise freudiana, como forma de identificá-los com uma teoria crítica da literatura” e “aplicar conceitos da psicanálise na leitura de textos literários diversos”.
Na aula deste nove de maio, Luís André fez uma introdução às ideias que precederam a psicanálise, tendo sempre em mente o ambiente histórico que produziu tais ideias. A seguir, conceitos fundamentais da psicanálise foram expostos, sempre com o viés histórico em mente. Numa terceira etapa, e à luz do que havia sido debatido durante a aula, foi lido o poema “Coleção de cacos”, de Carlos Drummond de Andrade. Para a aula de vinte e três de maio, além de produções drummondianas, estão programadas discussões de textos de Aníbal Machado, de Hans Christian Andersen, dos irmãos Grimm e de D.H. Lawrence.
Luís André Nepomuceno tem profícua trajetória acadêmica; vem se dedicando ao ensino, à pesquisa, à tradução e à escrita de ensaios. Paralelamente, é ficcionista, tendo publicado contos e romances pela 7Letras. Ele foi meu professor (de literaturas inglesa e americana) por dois anos; posteriormente, eu seria colega de trabalho dele no Unipam.
Por algumas vezes, em conversas com o Luís André, eu me vali do adjetivo “industrioso” para me referir à postura dele diante do mundo das palavras, sejam elas textos acadêmicos, sejam textos ficcionais. Ele produz muito. Como professor, o didatismo dele é do tipo que não tira nem a beleza nem a profundidade do que está sendo estudado. Consciente de seu papel de docente no ensino superior, oferta, com seu jeito diplomático de conduzir as relações em sala de aula e com sua cultura, momentos em que a beleza do conhecimento toma conta do ambiente.
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