O cachorro aqui de casa, o Tito, que ainda é filhote, já levou para a casa dele pedaço de telha, pedaço de tijolo e pedaço de madeira: tenho um cão... edificante...
sábado, 16 de maio de 2015
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Tito (meu cachorro)
sexta-feira, 15 de maio de 2015
IVAN ROSA QUARTETO REALIZA SHOW
Ontem, no restaurante Meet, ocorreu o evento Quinta Aumentada, com o grupo Ivan Rosa Quarteto. Os integrantes são Ivan Rosa (baixo), Edgar Medeiros (teclado), Vinícius Lustosa (trompete) e Sjraar Gubbels (bateria). Segundo Ivan Rosa, a ideia é realizar, às quintas-feiras, com diversos artistas, apresentações de música instrumental no Meet.
O primeiro show foi o de ontem. Além de clássicos da MPB e do jazz, o Ivan Rosa Quarteto executou músicas de autoria do baixista, faixas que estão no CD “Pérola”, lançado recentemente. De acordo com o músico, em virtude da Fenamilho, haverá uma pausa no projeto Quinta Aumentada, que retornará depois da festa.
B.B. KING
B.B. King: nem todo rei deixa um legado de destruição.
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quinta-feira, 14 de maio de 2015
GENTIL MOTOR
A letra da canção diz: “Ando tão à flor da pele / Qualquer beijo de novela / Me faz chorar”. Há pouco, o trecho me veio à mente em virtude de gentileza por que passei: a via que dá acesso a meu trabalho é estreita (e sem iluminação). Devido à atuação das empresas que há na área, o trânsito de caminhões é intenso.
Vindo para o trabalho, há mais ou menos uma hora, entrei na tal via. Um pouco adiante, uma carreta. Devido à estreiteza do caminho, preferi não arriscar ultrapassagem. Percebi que o motorista me vira pelo retrovisor. Logo ele deu seta, indicando que, apesar do aperto do caminho, chegaria para a direita, o que ele fez. Logo a seguir, fez sinal com o braço, para que eu o ultrapassasse.
Estamos acostumados a passar por e a exercer a brutalidade no trânsito; a selvageria é tal que quando há um gesto civilizado a gente acaba se surpreendendo. Eu não contava mesmo com a atitude do motorista da carreta. Quando eu estava próximo à cabine, buzinei brevemente e ergui rapidamente o braço esquerdo, agradecendo-o pela gentileza. Ele também buzinou. Será que ando tão à flor da pele que qualquer gentileza me faz escrever?...
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CRUZEIRO PROSSEGUE NA LIBERTADORES
Tendo perdido o primeiro jogo, em São Paulo, na semana passada, era natural que o Cruzeiro tomasse a iniciativa de modo mais incisivo na partida de ontem, realizada no Mineirão, principalmente levando-se em conta que até então a equipe vinha jogando com apatia. Foi a primeira partida do ano em que Cruzeiro jogou de modo a deixar o torcedor mais esperançoso.
Na contenda disputada no Morumbi, o São Paulo jogou muito melhor do que o Cruzeiro, que parecia satisfeito demais em sair de lá com um empatezinho. Jogou tão acuado, tão defensivamente, que nem um empate conseguiu; ademais, não fosse a performance excelente do goleiro Fábio, o São Paulo poderia ter goleado a equipe mineira. No jogo da semana passada, o São Paulo foi muito melhor do que o Cruzeiro; no jogo de ontem, o Cruzeiro foi “apenas” melhor do que o São Paulo.
Os primeiros quinze minutos do jogo de ontem tiveram o roteiro tradicional: o Cruzeiro pressionou, pois, além de jogar em casa, era o time que precisava da vitória. Ainda num roteiro que não surpreendeu, o São Paulo, que na semana passada também saiu de sua letargia, passados os famosos quinze primeiros minutos, conseguiu fazer com que o domínio do Cruzeiro fosse menos acachapante.
Os frutos da pressão realizada pela Raposa no primeiro tempo foram colhidos no segundo. Ou na cobrança de pênaltis, dependendo de como se encare. Aos nove minutos, Damião empurrou para as redes. Não tendo o Cruzeiro conseguido marcar mais um gol, o classificado seria decretado nas penalidades.
Damião, que fizera o gol que levou o Cruzeiro à cobrança de pênaltis, foi o primeiro a cobrar pelo time de BH; não marcou. Manoel também não teve êxito na cobrança dele. Pelo São Paulo, Sousa, Luís Fabiano e Lucão não marcaram; nos pênaltis, quatro a três para o Cruzeiro. Na sequência do torneio, o time vai enfrentar ou o Boca Juniors ou o River Plate nas quartas de final. O River venceu a primeira partida por um a zero; a segunda será hoje à noite.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
UTÓPICO
Não falo de coisas do além,
mas dos que estão neste mundo.
Felizes são aqueles que partem.
Os que ficam são os malditos.
Para quem fica, a danação.
Tem paz quem vai embora.
O desterro ilumina quem vai.
O guerreiro mata quem fica.
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APONTAMENTO 248
O acúmulo de informações, por si, não torna ninguém inteligente. Fosse assim, todos aqueles que navegam na internete seriam inteligentes. A informação pode ser um dos elementos da inteligência, mas inteligência não é. Pular de galho em galho na internete não torna ninguém inteligente. Nesse sentido, aquele que pega um livro e se concentra na leitura, refletindo sobre o que lê, ruminando ideias, ganha muito mais.
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segunda-feira, 11 de maio de 2015
SOBRE MARCAS E MARCOS
Palmeiras e Atlético/MG fizeram o jogo de abertura do campeonato brasileiro deste ano. Faltando meia hora para o início da partida, Globo e CBF ordenaram que as placas que continham os dizeres “Allianz Parque” fossem parcialmente tapadas: esconderam o “Allianz”. A seguradora alemã pagou trezentos milhões de reais para ter o nome exibido no estádio e para nomeá-lo.
Paulo Nobre, o presidente do Palmeiras, justificou-se, dizendo que os letreiros do estádio, em virtude de acordo, não pertencem ao clube. Além do mais, a iniciativa contou com o apoio da CBF, patrocinada pela Seguros Unimed, concorrente da patrocinadora do Palmeiras. A iniciativa da Globo não se trata apenas de não fazer propaganda involuntária para a Allianz.
Isso me remete ao ano de 2001, quando o Vasco usou o logotipo do SBT na decisão de um torneio chamado Copa João Havelange. No dia trinta de dezembro de 2000, a decisão entre Vasco e São Caetano, em São Januário, foi interrompida devido à queda de alambrado. Cento e sessenta e oito pessoas ficaram feridas. Eurico Miranda, que era o presidente do Vasco na época (recentemente, ele voltou ao cargo), não gostou da cobertura que os meios de comunicação (em especial a Globo) deram para o caso.
Esperto que é, Eurico Miranda conseguiu disseminar na equipe a ideia de que o Vasco estaria sendo “perseguido” pela mídia. Mas ninguém poderia imaginar o que ele estava urdindo. Uma nova partida foi marcada para o dia dezoito de janeiro de 2001; o jogo foi disputado no Maracanã. Nessa data, com exibição da Globo, o Vasco entrou em campo com o logotipo do SBT estampado na camiseta.
domingo, 10 de maio de 2015
DOMINGUEIRO
As coisas sabem que é domingo.
Domingando, espreguiçam.
Espreguiçando,
enchem-me de domingo.
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EM SALA DE AULA
Uma boa aula tem sobre o espírito o mesmo efeito de uma boa leitura: ambas são inspiradoras. Ontem à tarde, no Unipam, depois de três horas de aula com o professor Luís André Nepomuceno, pós-doutor em teoria literária pela Unicamp, saí inspirado.
Ele começou ontem o curso de extensão “Literatura e Psicanálise”; a continuidade será no dia vinte e três de maio. Segundo material distribuído pelo professor, os objetivos do curso são “analisar os conceitos fundamentais da psicanálise freudiana, como forma de identificá-los com uma teoria crítica da literatura” e “aplicar conceitos da psicanálise na leitura de textos literários diversos”.
Na aula deste nove de maio, Luís André fez uma introdução às ideias que precederam a psicanálise, tendo sempre em mente o ambiente histórico que produziu tais ideias. A seguir, conceitos fundamentais da psicanálise foram expostos, sempre com o viés histórico em mente. Numa terceira etapa, e à luz do que havia sido debatido durante a aula, foi lido o poema “Coleção de cacos”, de Carlos Drummond de Andrade. Para a aula de vinte e três de maio, além de produções drummondianas, estão programadas discussões de textos de Aníbal Machado, de Hans Christian Andersen, dos irmãos Grimm e de D.H. Lawrence.
Luís André Nepomuceno tem profícua trajetória acadêmica; vem se dedicando ao ensino, à pesquisa, à tradução e à escrita de ensaios. Paralelamente, é ficcionista, tendo publicado contos e romances pela 7Letras. Ele foi meu professor (de literaturas inglesa e americana) por dois anos; posteriormente, eu seria colega de trabalho dele no Unipam.
Por algumas vezes, em conversas com o Luís André, eu me vali do adjetivo “industrioso” para me referir à postura dele diante do mundo das palavras, sejam elas textos acadêmicos, sejam textos ficcionais. Ele produz muito. Como professor, o didatismo dele é do tipo que não tira nem a beleza nem a profundidade do que está sendo estudado. Consciente de seu papel de docente no ensino superior, oferta, com seu jeito diplomático de conduzir as relações em sala de aula e com sua cultura, momentos em que a beleza do conhecimento toma conta do ambiente.
sábado, 9 de maio de 2015
MAQUINÉ
Na Gruta de Maquiné,
descobri que pertenço
ao reino da escuridão.
A treva não é áspera,
mas lisa como se fora
reveladora claridade.
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sexta-feira, 8 de maio de 2015
NO BOTECO COM LÍVIO SOARES DE MEDEIROS — EDIÇÃO 6
Eis mais uma edição de No Boteco com Lívio Soares de Medeiros. A entrevistada é a professora Ângela Oliveira.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
PUBLICAÇÃO NO BRASIL 29
Contente por hoje ter tido artigo meu publicado no Brasil 29, página com cuja ideologia me identifico. Hoje à tarde, entrei em contato com eles, sendo, com muita rapidez, gentilmente atendido por uma pessoa chamada Aline. Mantivemos rápida correspondência via e-mail. Enviei um texto como amostra, interessado em ter um espaço na página.
Fiquei surpreso quando Aline disse que publicaria o artigo, que está no saite do Brasil 29 (há também linque para o texto na página deles no Facebook). Escrevi a opinião há quase dois meses. O texto já foi publicado aqui no blogue e também em meu perfil no Facebook. Diante da boa vontade dela, acabei me sentindo à vontade para dizer que eu me proporia, a publicar, no futuro, mais textos na página deles.
Quase fiquei louco de tão exultante, quando ela respondeu dizendo que não prometia publicações diárias, mas que, se eu quisesse, poderia enviar dois ou três textos por semana. Como tenho a impressão de que eu não conseguiria escrever com tamanha frequência, propus escrever um texto por semana. Ela topou. Que eu consiga realizar o combinado entre mim e Aline. Para conferir o Brasil 29 no Facebook, basta clicar aqui.
O PATRIOTA
Sabe que as empresas dão muito lucro. Sempre finge não ter noção exata de quanto fatura. Em solenidade para homenageá-lo, postou a mão no peito, chorou ao cantar o Hino Nacional. Horas antes, em meio a mofas, lesara a Nação mais uma vez.
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ELEGÂNCIAS
Roberta Sá e Sade: duas elegâncias esguias.
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quarta-feira, 6 de maio de 2015
DISCURSO
Muitos falam bem da beleza.
Poucos sabem se fazer belos.
Muitos falam bem da gentileza.
Poucos sabem se fazer gentis.
Muitos falam bem da paz.
Poucos sabem se fazer pacíficos.
Muitos falam bem da leitura.
Poucos sabem se fazer leitores.
Muitos falam bem da disciplina.
Poucos sabem se fazer constantes.
Muitos falam bem de deuses.
Poucos sabem se fazer benévolos.
Chovemos demais.
Irrigamos pouco.
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terça-feira, 5 de maio de 2015
EM FIM
Coleciono poemas
não terminados.
Mas este não vai
para a coleção.
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APONTAMENTO 247
Há muita beleza em ficar bem. Primeiro, consigo; depois, com os outros. Ficar bem dá trabalho, tanto consigo quanto com os outros. É um trabalho diário. Existe beleza nisso também.
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segunda-feira, 4 de maio de 2015
APONTAMENTO 246
Se a ignorância for bênção, prefiro a maldição.
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"WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS"
O time da Caldense conseguiu manter a fleuma que vinha tendo ao longo do campeonato até os vinte e cinco minutos do segundo tempo do jogo terminado há pouco. Com a ajuda da arbitragem, em gol no qual Jô estava impedido, o Atlético foi campeão. Ajuda semelhante teria havido se o rival da Caldense tivesse sido o Cruzeiro.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
SANGUE FALSO
Umberto Scandelari é o nome do policial que passou tinta no corpo, simulando sangue, a fim de fazer com que se acreditasse que ele havia sido ferido durante a manifestação no Paraná. A própria PM assumiu a tentativa de engodo de Scandelari. O sangue dos manifestantes é de verdade.
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Umberto Scandelari
PARANÁ
Richa está tranquilo: tem à disposição policial que se tinge com uma substância vermelha querendo passar a mensagem de que o vermelho no corpo dele seria sangue, pit bull da Polícia Militar e pessoas no Palácio do Piratini que acharam bom enquanto os servidores eram atacados por policiais (áudio de vídeo captou vozes celebrando à medida que a polícia atacava os manifestantes).
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CEGUEIRAS
Dos olhos que tem,
um se recusa a
enxergar o passado;
o outro, o presente.
Dos olhos que tem,
um está cego de ranço;
o outro, de raiva.
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quarta-feira, 29 de abril de 2015
PESSOA
Fernando
Pessoa ilumina tudo com a razão. A poesia dele é raciocínio. Por vezes, o texto
dele deixa de ser poesia (ou se mantém poesia “apenas” na forma), mas nunca
deixa de ser belo. Fernando Pessoa enxerga à da razão. Lirismo racional.
Racionalidade lírica.
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terça-feira, 28 de abril de 2015
NO BOTECO COM LÍVIO SOARES DE MEDEIROS — EDIÇÃO 5
No ar, mais uma edição de No Boteco com Lívio Soares de Medeiros. O entrevistado é o cantor e compositor Hebreu.
APONTAMENTO 245
Tem insônia quem sabe o poder que podem assumir gotas de torneira a pingar em intervalos regulares madrugada adentro.
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O TAMANHO DO DOCUMENTO
Se por um lado preciso escrever, por outro, padeço de medo mórbido de cansar o leitor — esse temor não merece perdão. Suspeito de que esse receio seja reflexo do que sou como pessoa. É que se eu pudesse escolher, eu percorreria as ruas e os ambientes sem que ninguém desse conta de minha presença; pudesse eu escolher, eu seria invisível.
A invisibilidade é impossível; ficar sem escrever é possível. Mas é uma possibilidade que não quero. Assim, busco um texto que seja pouco... visível, um texto que seja discreto. Numa autoanálise que pode estar incorreta, atribuo a pouca extensão de meus textos ao desconforto que sinto quando sou visto. Não que eu acredite haver trilhões de pessoas dando-se conta de quando estou nas proximidades. A questão não está na quantidade, mas no simples ato de ser visto.
Desde quando comecei a escrever, tenho tido o anseio de escrever textos que fossem mais longos do que os que escrevo, sejam eles ensaios, sejam poemas, sejam contos. Contudo, todas as minhas tentativas foram infrutíferas. Mesmo assim, continuo insistindo em textos maiores, apesar de conviver com uma voz a me sussurrar que é mais sensato polir o que sei fazer, em vez de ansiar pelo que não sei.
Quando comecei a escrever, optei por textos curtos. Penso que isso se deve às leituras de fim da infância e de começo da adolescência. Meu pai lia um jornal chamado Boletim Informativo. Era muito comum o periódico veicular frases do Millôr. Depois, passei a ler os epigramas da seção Dito e Feito, que fazia parte da Superinteressante. Por fim, a coleção O Pensamento Vivo (leitura da adolescência), publicada pela Martin Claret, realçava epigramas dos biografados.
Tudo isso é teoria. A essas cogitações, é preciso acrescentar uma vergonhosa e farta dose de indisciplina. Ao mesmo tempo em que eu realizava o tipo de leitura mencionado no parágrafo anterior, eu lia romances, ensaios e biografias. Como leitor, nunca tive problemas com escritos de maior fôlego; como quem escreve, sempre tive. Por isso mesmo, já passou da hora de eu terminar este texto.
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domingo, 26 de abril de 2015
SINTONIA FINA — EDIÇÃO 33
Pessoas, no ar, mais uma edição do Sintonia Fina, programa musical que apresento.
The Cult — She sells sanctuary
Pitty — Na sua estante
John Lennon — Mother
Douglas Borsatti — Sweet child o’ mine
Kings of Leon — Manhattan
Finis Africae e Renato Rocha — Eu sei
Capital Inicial — Belos e malditos
Video Kids — Woodpeckers from space
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sexta-feira, 24 de abril de 2015
SATÂNICA É A IGNORÂNCIA
Segundo o Pragmatismo Político, Lúcia Fernandes Santana, durante encontro evangélico, teve crise asmática. O redil que estava por perto supôs que ela estava “possuída”. Começaram a rezar, na intenção de livrá-la do diabo. Lúcia continuou passando mal.
Chamaram um pastor. Não sei se ele tentou fazer com que o demônio saísse do corpo de Lúcia. Ainda assim, o religioso fez o que qualquer pessoa com algum senso deveria ter feito quando Lúcia começou a passar mal: chamar uma ambulância.
A mulher morreria no Hospital de Base, em São José do Rio Preto/SP. A asma causou um AVC. Não tendo sido socorrida a tempo, Lúcia perdeu a vida.
Há uma lição gritante: se por um lado somos, em maior ou em menor grau, ignorantes, nem por isso podemos abdicar da busca pelo conhecimento (sei que ele pode ser usado malevolamente). Um pouco menos de burrice ou um pouco mais de ciência poderiam ter salvado a vida de Lúcia.
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Lúcia Fernandes Santana
quinta-feira, 23 de abril de 2015
CONTO 75
Ana Cláudia é sócia de restaurante. Recebe o pagamento dos clientes e anota o peso da comida consumida por eles. A visão de Ana Cláudia sempre foi elogiada; mesmo a balança estando a cinco metros de onde ela fica para receber o pagamento dos fregueses, ela conseguia anotar o peso com eficácia. Afirma até hoje que morrerá velha sem usar óculos. No primeiro dia em que Ana Cláudia não conseguiu enxergar o peso no visor da balança, não se rendeu. Apertou um pouco os olhos e fez a leitura. Numa ocasião, anotou o peso incorretamente. Ela soube disso depois de reclamação de cliente. Olhou ao redor; deu-se conta de que ninguém que trabalhava no restaurante percebera o erro dela. Com o passar dos dias, em dificuldade, tomou decisão: alegou que a balança do restaurante estava com defeito e comprou uma com visor maior.
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APONTAMENTO 244
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segunda-feira, 20 de abril de 2015
CERRADO AFORA
Ontem, domingo (19/04), estive novamente na fazenda que pertence à família do amigo Aldo. Sempre que vou para lá, tenho a oportunidade de vários registros, pois o lugar é pródigo em possibilidades para a fotografia. A região é conhecida como Córrego Rico. Mais uma vez, obrigado ao Aldo e à família dele pela recepção, que é sempre gentil e farta em delícias da roça, preparadas pela dona Elza, a mãe do Aldo.
Além do que oferece a natureza do lugar, tive a chance de fotografar uma galera que passou, com seus carros próprios para terrenos acidentados, dentro da fazenda; é comum passarem por lá, mas foi a primeira vez em que houve a coincidência de eu estar presente quando da passagem deles. Obviamente, eu não poderia deixar de registrar a passagem dos aventureiros.
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