Pessoas, a edição 39 do Caiu na Rede está no ar.
domingo, 8 de agosto de 2010
CAIU NA REDE (39)
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
REFLEXO
Das histórias
que o espelho
tem me contado,
nenhuma é tão convincente
quanto a declaração
deixada nele por seu batom.
que o espelho
tem me contado,
nenhuma é tão convincente
quanto a declaração
deixada nele por seu batom.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
FOTOPOEMA 175
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domingo, 1 de agosto de 2010
CAIU NA REDE (38)
Pessoas, a edição 38 do Caiu na Rede está no ar.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
FOTOPOEMA 174
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
CAIU NA REDE (37)
Pessoas, a edição 37 do Caiu na Rede está no ar.
Valeu.
Valeu.
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FOTOPOEMA 173
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
CAIU NA REDE (36)
Pessoas, está no ar mais uma edição do Caiu na Rede. Ismael, meu convidado, foi o responsável pela escolha das canções. Além de trazer o repertório, tive o privilégio de um agradável bate-papo com ele, que é também entusiasta da música e da cultura como um todo.
A você, Ismael, muito obrigado pela participação.
Para baixar o programa, gentileza clicar aqui.
A você, Ismael, muito obrigado pela participação.
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Ismael
LEILA PINHEIRO GRAVA CD COM REPERTÓRIO DO LEGIÃO URBANA
Recentemente, comentei neste blogue sobre o portal do Legião Urbana. Há pouco, terminei de escutar o CD Meu segredo mais sincero, da cantora Leila Pinheiro; o trabalho está sendo lançado pela gravadora Biscoito Fino. O CD é composto por releituras de canções do Legião Urbana. Em 1988, ela já havia regravado Tempo perdido.
A produção é caprichada, os arranjos são sofisticados. Leila Pinheiro, no jornal O Dia, relembra uma tarde em que recebeu a visita de Renato Russo: “Ele veio à minha casa e compusemos ‘Hoje’, nossa única parceria, que também gravei nesse CD. Pena que foi só uma, porque sei que teria muito mais por vir”.
O título do CD é uma alusão a um dos versos de Daniel na cova dos leões, faixa do segundo CD do Legião. As seguintes canções compõem o trabalho de Leila Pinheiro: Ainda é cedo, “Índios”, Quando você voltar, O teatro dos vampiros, Angra dos Reis, Daniel na cova dos leões, Hoje, Pais e filhos, Tempo perdido, Há tempos, Metal contra as nuvens, Eu sei, Andrea Doria, La solitudine (não faz parte do repertório do Legião, mas de um dos CDs solos de Russo) e Perfeição (essa é uma vinheta de 36 segundos em que Leila Pinheiro, sem a inserção de acompanhamento musical, canta um trechinho de Perfeição).
Para conferir o site do trabalho, clique aqui.
A produção é caprichada, os arranjos são sofisticados. Leila Pinheiro, no jornal O Dia, relembra uma tarde em que recebeu a visita de Renato Russo: “Ele veio à minha casa e compusemos ‘Hoje’, nossa única parceria, que também gravei nesse CD. Pena que foi só uma, porque sei que teria muito mais por vir”.
O título do CD é uma alusão a um dos versos de Daniel na cova dos leões, faixa do segundo CD do Legião. As seguintes canções compõem o trabalho de Leila Pinheiro: Ainda é cedo, “Índios”, Quando você voltar, O teatro dos vampiros, Angra dos Reis, Daniel na cova dos leões, Hoje, Pais e filhos, Tempo perdido, Há tempos, Metal contra as nuvens, Eu sei, Andrea Doria, La solitudine (não faz parte do repertório do Legião, mas de um dos CDs solos de Russo) e Perfeição (essa é uma vinheta de 36 segundos em que Leila Pinheiro, sem a inserção de acompanhamento musical, canta um trechinho de Perfeição).
Para conferir o site do trabalho, clique aqui.
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domingo, 11 de julho de 2010
PORTAL DO LEGIÃO URBANA
Se você curte Legião Urbana, não deixe de conferir o portal da banda: http://www.legiaourbana.com.br.
Na página, vídeos, áudios, fotos, história da banda, curiosidades. E caso o fã tenha material sobre o Legião, há a possibilidade de esse material ser enviado para o site.
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PARABÉNS, ESPANHA
Se tradição ganhasse jogo de futebol, a partida final da Copa 2010 entre Espanha e Holanda nem precisaria ser realizada, pois a Holanda tem mais história no torneio mundial.
Como a tradição não ganha nada, a Espanha, que jogou melhor e apresentou um futebol mais bonito do que o da Holanda na final, é a campeã da Copa do Mundo 2010.
Como a tradição não ganha nada, a Espanha, que jogou melhor e apresentou um futebol mais bonito do que o da Holanda na final, é a campeã da Copa do Mundo 2010.
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A MÃO DO HOMEM
Mais de uma semana depois da eliminação do time de Gana pelo Uruguai, o técnico da seleção ganesa, o sérvio Milovan Rajevac, continua revoltado contra o jogador Luis Suárez, que, usando a mão, impediu, em cima da linha, que o time de Gana fizesse o gol que poderia levar o time africano às semifinais.
Disse o técnico húngaro: “Alguns dizem que Suárez é um herói e agora ele caminha orgulhosamente. Tenham bom senso. Ele não é um herói, ele é um simples trapaceiro. Que mão de Deus! Foi a mão do diabo”.
Assim como a de Maradona naquele jogo contra a Inglaterra, foi a mão de um homem. Suarez trocou a expulsão por uma pálida chance de classificação. Como o time de Gana não fez o gol na cobrança de pênalti, o erro deu sobrevida ao Uruguai, que acabaria seguindo adiante na Copa.
Num exercício que talvez seja inútil, eu já tentei me colocar no lugar de Suárez. Será que eu resistiria? Será que eu não colocaria a mão na bola? Não consigo ver o gesto de Suárez como "simplesmente" desleal.
Não vejo a atitude dele como sendo de alguém que quis ser maldoso contra o oponente, mas como o reflexo de um sujeito que quis impedir o gol, valendo-se do último recurso que lhe restava, numa conduta que é antiesportiva, levando-se em conta as regras do jogo. Suárez foi desleal caso isso signifique ir contra tais regras; mas não foi desleal caso isso signifique o desejo de ser malévolo.
Há um tempão o Uruguai andava apagado do cenário futebolístico mundial. Aquele gol por parte de Gana significaria o adeus para o time sul-americano. Em contrapartida, tivesse o gol sido feito, Gana seria o primeiro time africano a estar numa semifinal de Copa do Mundo.
Estou aqui, tentando conseguir uma justificativa convincente para o gesto de Suárez, embora eu compreenda a revolta de Rajevac. E a única justificativa que arrumei é a de que estivesse eu no lugar do jogador uruguaio, eu faria o mesmo; se Suárez foi desleal, eu também seria. Não como um deus, não como um diabo, mas como um homem: um pouco Deus e um pouco diabo.
Disse o técnico húngaro: “Alguns dizem que Suárez é um herói e agora ele caminha orgulhosamente. Tenham bom senso. Ele não é um herói, ele é um simples trapaceiro. Que mão de Deus! Foi a mão do diabo”.
Assim como a de Maradona naquele jogo contra a Inglaterra, foi a mão de um homem. Suarez trocou a expulsão por uma pálida chance de classificação. Como o time de Gana não fez o gol na cobrança de pênalti, o erro deu sobrevida ao Uruguai, que acabaria seguindo adiante na Copa.
Num exercício que talvez seja inútil, eu já tentei me colocar no lugar de Suárez. Será que eu resistiria? Será que eu não colocaria a mão na bola? Não consigo ver o gesto de Suárez como "simplesmente" desleal.
Não vejo a atitude dele como sendo de alguém que quis ser maldoso contra o oponente, mas como o reflexo de um sujeito que quis impedir o gol, valendo-se do último recurso que lhe restava, numa conduta que é antiesportiva, levando-se em conta as regras do jogo. Suárez foi desleal caso isso signifique ir contra tais regras; mas não foi desleal caso isso signifique o desejo de ser malévolo.
Há um tempão o Uruguai andava apagado do cenário futebolístico mundial. Aquele gol por parte de Gana significaria o adeus para o time sul-americano. Em contrapartida, tivesse o gol sido feito, Gana seria o primeiro time africano a estar numa semifinal de Copa do Mundo.
Estou aqui, tentando conseguir uma justificativa convincente para o gesto de Suárez, embora eu compreenda a revolta de Rajevac. E a única justificativa que arrumei é a de que estivesse eu no lugar do jogador uruguaio, eu faria o mesmo; se Suárez foi desleal, eu também seria. Não como um deus, não como um diabo, mas como um homem: um pouco Deus e um pouco diabo.
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
CAIU NA REDE (35)
Pessoas, a edição 35 do Caiu na Rede está no ar.
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
PROCEDIMENTO
Aos porcos, joga milho –
sem banir de ti as pérolas.
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UM CAMPEÃO INÉDITO
A Copa do Mundo começou a ser disputada em 1930. O primeiro país a faturar o título foi o Uruguai, jogando em casa. A Celeste voltaria a ser campeã em 1950, no Brasil.
Além do Uruguai, a Itália (4 títulos), a Alemanha Ocidental (3 títulos), o Brasil (5 títulos), a Inglaterra (1 título), a Argentina (2 títulos) e a França (1 título) foram campeões.
No domingo, haverá um campeão inédito, pois a Copa 2010 será decidida no jogo entre Holanda e Espanha.
Em partida terminada há pouco, a Espanha eliminou a Alemanha. O time ibérico foi superior à equipe germânica. Não fosse uma bobagem feita pelo atacante Pedro, que, num contra-ataque, não marcou nem tocou para Torres, que estava livre, a Espanha poderia ter feito pelo menos mais um gol.
Além do Uruguai, a Itália (4 títulos), a Alemanha Ocidental (3 títulos), o Brasil (5 títulos), a Inglaterra (1 título), a Argentina (2 títulos) e a França (1 título) foram campeões.
No domingo, haverá um campeão inédito, pois a Copa 2010 será decidida no jogo entre Holanda e Espanha.
Em partida terminada há pouco, a Espanha eliminou a Alemanha. O time ibérico foi superior à equipe germânica. Não fosse uma bobagem feita pelo atacante Pedro, que, num contra-ataque, não marcou nem tocou para Torres, que estava livre, a Espanha poderia ter feito pelo menos mais um gol.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
NOTAS SOBRE A COPA
(Com muito atraso, publico algumas notas sobre a Copa do Mundo.)
_____
Digo com frequência que não gosto de jogadores nos quais não se pode confiar, ainda que sejam craques. Felipe Melo não é craque. Não se pode confiar em Felipe Melo. E é preciso esperar o apito final do árbitro: tivesse a partida contra a Holanda acabado minutos depois do lançamento que o jogador fez para o gol de Robinho, Melo teria saído de campo consagrado. Mas depois, enrolou-se com Júlio César, fez uma falta tola (mas nada que surpreende, vindo do meio-campista) em jogador holandês e foi expulso.
_____
Futebol é bom quando tem emoção. Os momentos finais da partida entre Uruguai e Gana são louváveis e inesquecíveis. Nos últimos instantes da prorrogação, Suarez, atacante uruguaio, dá uma de goleiro e defende com a mão, em cima da linha do gol, para impedir que a bola entrasse, pois isso significaria a desclassificação de seu time. É expulso, deixa o campo chorando, mas quando percebe que Asamoah não convertera o pênalti, Suarez já era a alegria e a esperança. O time sul-americano acabaria eliminando o time africano nos pênaltis.
_____
O segundo tempo de Paraguai e Espanha foi também memorável. Não foi uma partida farta em emoções como o jogo entre Uruguai e Gana, mas nem por isso deixou de ter emoções para quem curte futebol. No fim, a Espanha, favorita na partida, prevaleceu, embora o time paraguaio tenha tido um gol anulado incorretamente. Além disso, nos instantes finais, jogador paraguaio, diante do gol, chutou, mas o goleiro espanhol defendeu com o pé.
_____
Torço muito pela Argentina e pelo Maradona – digo isso sem a menor ironia. Por isso, achei ruim o time argentino ter sido eliminado pela Alemanha, que goleou e venceu com méritos a equipe de Maradona.
_____
Foi a primeira Copa em que quatro times da América do Sul conseguiram estar nas quartas-de-final. Contudo, terminadas as partidas, só resta o Uruguai, que não é considerado favorito diante da Holanda. Uma primazia sul-americana se insinuava, mas os times europeus confirmaram supremacia europeia nas semifinais.
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Digo com frequência que não gosto de jogadores nos quais não se pode confiar, ainda que sejam craques. Felipe Melo não é craque. Não se pode confiar em Felipe Melo. E é preciso esperar o apito final do árbitro: tivesse a partida contra a Holanda acabado minutos depois do lançamento que o jogador fez para o gol de Robinho, Melo teria saído de campo consagrado. Mas depois, enrolou-se com Júlio César, fez uma falta tola (mas nada que surpreende, vindo do meio-campista) em jogador holandês e foi expulso.
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Futebol é bom quando tem emoção. Os momentos finais da partida entre Uruguai e Gana são louváveis e inesquecíveis. Nos últimos instantes da prorrogação, Suarez, atacante uruguaio, dá uma de goleiro e defende com a mão, em cima da linha do gol, para impedir que a bola entrasse, pois isso significaria a desclassificação de seu time. É expulso, deixa o campo chorando, mas quando percebe que Asamoah não convertera o pênalti, Suarez já era a alegria e a esperança. O time sul-americano acabaria eliminando o time africano nos pênaltis.
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O segundo tempo de Paraguai e Espanha foi também memorável. Não foi uma partida farta em emoções como o jogo entre Uruguai e Gana, mas nem por isso deixou de ter emoções para quem curte futebol. No fim, a Espanha, favorita na partida, prevaleceu, embora o time paraguaio tenha tido um gol anulado incorretamente. Além disso, nos instantes finais, jogador paraguaio, diante do gol, chutou, mas o goleiro espanhol defendeu com o pé.
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Torço muito pela Argentina e pelo Maradona – digo isso sem a menor ironia. Por isso, achei ruim o time argentino ter sido eliminado pela Alemanha, que goleou e venceu com méritos a equipe de Maradona.
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Foi a primeira Copa em que quatro times da América do Sul conseguiram estar nas quartas-de-final. Contudo, terminadas as partidas, só resta o Uruguai, que não é considerado favorito diante da Holanda. Uma primazia sul-americana se insinuava, mas os times europeus confirmaram supremacia europeia nas semifinais.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
APONTAMENTO 92
Tanto se deixaram levar pela algazarra dos barulhentos que não perceberam a exuberância dos silenciosos.
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
A PENA
Aqui, pouco concedem.
Tenho tempo, canetas.
Trazem folhas brancas
que repleto arrependido.
Neste lugar, tudo seria
menos terrível se daqui
eu não escutasse toda a
vida que se move lá fora:
motores, andares, asas...
Sigo aqui, pensando nos
vinte anos que me restam
antes de eu escrever livre.
Tenho tempo, canetas.
Trazem folhas brancas
que repleto arrependido.
Neste lugar, tudo seria
menos terrível se daqui
eu não escutasse toda a
vida que se move lá fora:
motores, andares, asas...
Sigo aqui, pensando nos
vinte anos que me restam
antes de eu escrever livre.
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domingo, 27 de junho de 2010
NOTA SOBRE A COPA
Há pouco mais de meia hora, em jogo válido pela Copa do Mundo 2010, o México foi eliminado pela Argentina. Messi, embora quase tenha feito um golaço no fim da partida, teve uma atuação ruim. Fez algumas firulas, mas nada eficaz. Talvez ele decole contra a Alemanha, no sábado. Mais cedo, jogando contra a Inglaterra, o time alemão goleou por 4 a 1.
A nota ruim do dia foram os erros dos árbitros. No jogo da Inglaterra contra a Alemanha, Lampard chutou a bola, que bateu no travessão e quicou na grama, atrás da linha do gol. Contudo, o árbitro uruguaio Jorge Larrionda não confirmou que a bola havia entrado. O assistente 1 foi Pablo Fandino; o assistente 2, Mauricio Espinosa (ambos uruguaios). Não sei qual dos bandeirinhas não percebeu que a bola entrara.
Já no jogo da Argentina contra o México, Tevez marcou o primeiro gol da equipe Argentina estando impedido. Para piorar as coisas, o telão no estádio mostrou a irregularidade quando a jogada foi repetida. O trio de arbitragem era italiano – Roberto Rosetti (árbitro), Paolo Calcagno (assistente 1) e Stefano Ayroldi (assistente 2). Também não sei qual dos assistentes deixou de marcar o impedimento.
Sempre que lances como o da partida entre Alemanha e Inglaterra ocorrem, volta à baila a discussão sobre o uso da tecnologia no futebol. A Fifa declara que aparatos eletrônicos não serão usados na linha do gol. O site da ESPN publicou hoje: “A Fifa não vai fazer nenhum comentário sobre as decisões do árbitro no campo de jogo. Sobre tecnologia na linha do gol, a posição da Fifa está em acordo com as decisões da International Football Association Board – Ifab, órgão responsável pelas regras do futebol – tomadas no último encontro, em março.” Segundo a Ifab, a tecnologia não será usada.
A nota ruim do dia foram os erros dos árbitros. No jogo da Inglaterra contra a Alemanha, Lampard chutou a bola, que bateu no travessão e quicou na grama, atrás da linha do gol. Contudo, o árbitro uruguaio Jorge Larrionda não confirmou que a bola havia entrado. O assistente 1 foi Pablo Fandino; o assistente 2, Mauricio Espinosa (ambos uruguaios). Não sei qual dos bandeirinhas não percebeu que a bola entrara.
Já no jogo da Argentina contra o México, Tevez marcou o primeiro gol da equipe Argentina estando impedido. Para piorar as coisas, o telão no estádio mostrou a irregularidade quando a jogada foi repetida. O trio de arbitragem era italiano – Roberto Rosetti (árbitro), Paolo Calcagno (assistente 1) e Stefano Ayroldi (assistente 2). Também não sei qual dos assistentes deixou de marcar o impedimento.
Sempre que lances como o da partida entre Alemanha e Inglaterra ocorrem, volta à baila a discussão sobre o uso da tecnologia no futebol. A Fifa declara que aparatos eletrônicos não serão usados na linha do gol. O site da ESPN publicou hoje: “A Fifa não vai fazer nenhum comentário sobre as decisões do árbitro no campo de jogo. Sobre tecnologia na linha do gol, a posição da Fifa está em acordo com as decisões da International Football Association Board – Ifab, órgão responsável pelas regras do futebol – tomadas no último encontro, em março.” Segundo a Ifab, a tecnologia não será usada.
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sábado, 26 de junho de 2010
NAUFRÁGIO
Meu sonho poderia ter
voado ou naufragado.
Morreu fundo no mar.
Líquida e doce ironia:
acabei ensinando aos
peixes o desejo forte
de nadar mais longe.
voado ou naufragado.
Morreu fundo no mar.
Líquida e doce ironia:
acabei ensinando aos
peixes o desejo forte
de nadar mais longe.
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
BRASIL X PORTUGAL
Pela Copa do Mundo 2010, terminou há pouco, na África do Sul, o jogo entre Portugal e Brasil. Ninguém fez gol. Os dois times falaram um só idioma: péssimo futebol.
Numa partida em que o torcedor no estádio ficou sem ter o que fazer, quanto pior o jogo ficava, mais barulhentas as vuvuzelas bradavam.
Numa partida em que o torcedor no estádio ficou sem ter o que fazer, quanto pior o jogo ficava, mais barulhentas as vuvuzelas bradavam.
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LEO JAIME E RENATO RUSSO
Pessoas, ontem (24/6), no começo da noite, ao abrir a página principal de um provedor, li que um bate-papo com Leo Jaime acabara de começar.
Decidi entrar na sala, na esperança de fazer pelo menos uma pergunta para ele. Das duas que enviei, uma delas foi aprovada pelo moderador. Tanto a minha pergunta quando a resposta do Leo Jaime estão abaixo, na íntegra.
Com relação à regravação de “‘Índios’”, pretendo executá-la em breve, no Caiu na Rede.
_____
(06:51:07) Lívio fala para Leo Jaime: Leo, gostaria que você falasse sobre sua amizade com Renato Russo e sobre sua regravação de "'Índios'".
(06:54:05) Leo Jaime: Livio Renato foi um grande amigo. Convivemos muito intensamente nos últimos anos de sua vida. Tínhamos um grupo chamado ASA (Amantes da sétima arte) que via filmes e batia papos sobre. Era mais curtição que qualquer coisa. Ajudei no reencontro da Legião, em uma época em que eles andavam meio afastados, há dois anos sem fazer shows. "Cedi" dois cara [sic] da minha banda pra tocar com eles, o Trilha e o Gian. O Trilha acabou produzindo os discos solo dele. Grande amigo! Mas ele não gostava da minha gravação de Ìndios. Eu também prefiro a dele. Rs
Decidi entrar na sala, na esperança de fazer pelo menos uma pergunta para ele. Das duas que enviei, uma delas foi aprovada pelo moderador. Tanto a minha pergunta quando a resposta do Leo Jaime estão abaixo, na íntegra.
Com relação à regravação de “‘Índios’”, pretendo executá-la em breve, no Caiu na Rede.
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(06:51:07) Lívio fala para Leo Jaime: Leo, gostaria que você falasse sobre sua amizade com Renato Russo e sobre sua regravação de "'Índios'".
(06:54:05) Leo Jaime: Livio Renato foi um grande amigo. Convivemos muito intensamente nos últimos anos de sua vida. Tínhamos um grupo chamado ASA (Amantes da sétima arte) que via filmes e batia papos sobre. Era mais curtição que qualquer coisa. Ajudei no reencontro da Legião, em uma época em que eles andavam meio afastados, há dois anos sem fazer shows. "Cedi" dois cara [sic] da minha banda pra tocar com eles, o Trilha e o Gian. O Trilha acabou produzindo os discos solo dele. Grande amigo! Mas ele não gostava da minha gravação de Ìndios. Eu também prefiro a dele. Rs
segunda-feira, 21 de junho de 2010
FOTOPOEMA 172 / LETRA DE MÚSICA (29)
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domingo, 20 de junho de 2010
CÍRCULO VICIOSO
Dunga tem ressentimentos contra a imprensa e os meios de comunicação brasileiros. Às vezes, com razão, pois há uma parte da imprensa e dos meios de comunicação que de fato é tacanha.
Talvez eu esteja exigindo muito, mas o técnico deveria ser mais esperto, mais sutil ou mais irônico ao exercer seu ranço contra jornalistas. Como não consegue, acaba se tornando muito chato.
Essa chatice é farto material para que a imprensa e os meios de comunicação continuem o espezinhando. A imprensa e os meios de comunicação criticam, Dunga rebate, a imprensa e os meios de comunicação criticam...
Enquanto isso, Luís Fabiano, que nada tem a ver com isso, usa o braço, faz gol ilegal e depois bate um papinho com Stephane Lannoy, árbitro que pisou a bola.
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
CAIU NA REDE (34)
Pessoas, a edição 34 do Caiu na Rede está no ar.
É isso.
É isso.
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sábado, 12 de junho de 2010
MECENATO
Sem verba,
sem verbo.
sem verbo.
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terça-feira, 8 de junho de 2010
APONTAMENTO 91
E se as estrelas forem criação de um demônio que lindamente nos seduz?...
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terça-feira, 1 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
CAIU NA REDE (33)
Pessoas, a edição 33 do Caiu na Rede está no ar.
Valeu.
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
FOTOPOEMA 170
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
FOTOPOEMA 169
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
FOTOPOEMA 168
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FOTOPOEMA 167
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sábado, 22 de maio de 2010
CAIU NA REDE (32)
Pessoas, a edição 32 do Caiu na Rede está no ar.
Valeu.
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LETRA DE MÚSICA (28) / FOTOPOEMA 166
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
VISITE AS PESSOAS
Saulo Alves, fotógrafo local, morreu ontem (18/5), por volta de 21h45, em acidente de carro numa rodovia. O acidente foi no município de Presidente Olegário/MG.
Mais ou menos um mês atrás ele me enviou mensagem dizendo que há um tempão eu não ia até seu estúdio. Mencionei isso para uma sobrinha dele; ela é minha aluna. Desde então, invariavelmente, ela vinha me perguntando: “Foi lá visitar o tio Saulo?”.
Certa vez, William Brito (fotógrafo), Gabriel CZ (fotógrafo), Saulo e eu cogitamos realizar uma exposição em conjunto. O projeto não se realizou.
Hoje pela manhã, quando o advogado e publicitário Manoel Almeida me ligou para contar sobre a morte do Saulo, logo me lembrei do último convite que o fotógrafo havia me feito para que eu fosse até o estúdio dele. Quando eu o visitava, conversávamos sobre fotografia, escutávamos música e tomávamos café. Ele dizia que eu deveria ir até lá para que pudéssemos tomar uns “cafeses”.
Hoje à tarde, no velório, conversei com o Gabriel CZ. Ele me contou que certa vez estava no estúdio do Saulo e queriam tomar café. Só que não sabiam como preparar a bebida. Também não havia pó; foram até uma mercearia e compraram. Mas havia ainda o preparo. Como a vontade era muita, acessaram a internete e digitaram “como preparar café” ou algo parecido.
Saulo era fã do U2 e conferiu um dos shows que a banda fez no Brasil. Conseguiu ficar pertinho do palco. Numa das visitas, ele me mostrou as fotos que havia tirado – não era permitido fotografar o espetáculo, mas ele conseguira entrar com uma simples câmera compacta.
O atropelo bobo em que vivo fez com que eu não fosse tomar um cafezinho com o Saulo, quando ele me convidou, há mais ou menos um mês. Histórias esparsas me ocorreram durante o dia. A gente fica mais reflexivo nessas situações. Do que resta, fica a certeza: é preciso visitar as pessoas.
Mais ou menos um mês atrás ele me enviou mensagem dizendo que há um tempão eu não ia até seu estúdio. Mencionei isso para uma sobrinha dele; ela é minha aluna. Desde então, invariavelmente, ela vinha me perguntando: “Foi lá visitar o tio Saulo?”.
Certa vez, William Brito (fotógrafo), Gabriel CZ (fotógrafo), Saulo e eu cogitamos realizar uma exposição em conjunto. O projeto não se realizou.
Hoje pela manhã, quando o advogado e publicitário Manoel Almeida me ligou para contar sobre a morte do Saulo, logo me lembrei do último convite que o fotógrafo havia me feito para que eu fosse até o estúdio dele. Quando eu o visitava, conversávamos sobre fotografia, escutávamos música e tomávamos café. Ele dizia que eu deveria ir até lá para que pudéssemos tomar uns “cafeses”.
Hoje à tarde, no velório, conversei com o Gabriel CZ. Ele me contou que certa vez estava no estúdio do Saulo e queriam tomar café. Só que não sabiam como preparar a bebida. Também não havia pó; foram até uma mercearia e compraram. Mas havia ainda o preparo. Como a vontade era muita, acessaram a internete e digitaram “como preparar café” ou algo parecido.
Saulo era fã do U2 e conferiu um dos shows que a banda fez no Brasil. Conseguiu ficar pertinho do palco. Numa das visitas, ele me mostrou as fotos que havia tirado – não era permitido fotografar o espetáculo, mas ele conseguira entrar com uma simples câmera compacta.
O atropelo bobo em que vivo fez com que eu não fosse tomar um cafezinho com o Saulo, quando ele me convidou, há mais ou menos um mês. Histórias esparsas me ocorreram durante o dia. A gente fica mais reflexivo nessas situações. Do que resta, fica a certeza: é preciso visitar as pessoas.
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
LETRA DE MÚSICA (27)
Quando eu estiver iluminado,
vou desvanecer como neblina.
Amanheço para mergulhar no
cálido aconchego da manhã.
Há canções que me embalam,
oferto a mão aos que acordam
e compõem comigo o caminho.
Somos feitos de tempo e luz.
Chama teu amigo, vem comigo.
Eu insisto: o agora é nosso e o
amanhã pode estar sem neblina.
Logo ali, há uma curva, mas não
há caminho algum já construído.
vou desvanecer como neblina.
Amanheço para mergulhar no
cálido aconchego da manhã.
Há canções que me embalam,
oferto a mão aos que acordam
e compõem comigo o caminho.
Somos feitos de tempo e luz.
Chama teu amigo, vem comigo.
Eu insisto: o agora é nosso e o
amanhã pode estar sem neblina.
Logo ali, há uma curva, mas não
há caminho algum já construído.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
FOTOPOEMA 165
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terça-feira, 11 de maio de 2010
CAIU NA REDE (31)
Pessoas, a edição 31 do Caiu da Rede está no ar.
Valeu.
Valeu.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
FOTOPOEMA 164
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
FOTOPOEMA 163
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terça-feira, 4 de maio de 2010
FOTOPOEMA 162
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
CAIU NA REDE (30)
Pessoas, mais uma edição do Caiu na Rede está no ar.
Valeu.
Valeu.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
AGORA
A imaginação
doura as épocas passadas.
Não se iluda –
a época de ouro é o agora.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
APONTAMENTO 90
A solidão cabe em qualquer lugar.
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terça-feira, 27 de abril de 2010
CAIU NA REDE (29)
Pessoas, a edição vinte e nove do Caiu na Rede está no ar.
Valeu.
Valeu.
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domingo, 25 de abril de 2010
LETRA DE MÚSICA (26)
Eu vi, eu olhei, eu gostei.
Eu fiz poema, buquê e convite.
Eu fiz barba, arranjos e planos.
Procurei, até achar, o melhor em mim.
É que eu queria ser
seu bem e sua alegria.
Queria que seus olhos
fizessem festa quando eu chegasse.
Queria você gostasse de mim,
não que desejasse gostar de mim.
Eu fiz poema, buquê e convite.
Eu fiz barba, arranjos e planos.
Procurei, até achar, o melhor em mim.
É que eu queria ser
seu bem e sua alegria.
Queria que seus olhos
fizessem festa quando eu chegasse.
Queria você gostasse de mim,
não que desejasse gostar de mim.
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
"PRO DIA NASCER FELIZ"
Assisti ontem ao documentário “Pro dia nascer feliz” (2007), do diretor João Jardim. O filme registra o cotidiano de escolas em Pernambuco, São Paulo e no Rio de Janeiro. A fotografia do material é um caso à parte – belíssima. A música é de Dado Villa-Lobos, que foi guitarrista do Legião Urbana.
O documentário é tão bom que evidencia duas temáticas extremamente profícuas e espinhosas: a precariedade do ensino público e o mundo dos adolescentes com seus dramas e preocupações.
Essa bifurcação temática não faz com que “Pro dia nascer feliz” padeça de unidade. Na caixa do DVD, lê-se: “Um diário de observação da vida do adolescente no Brasil em seis escolas”. Ao ler a frase, pensei que o documentário focaria a psicologia do adolescente, sem dar ênfase ao fracassado ensino público.
Mas logo no começo do trabalho as pífias condições físicas de uma escola no interior de Pernambuco são mostradas. A seguir, as pessoas vão entrando em cena.
O mundo escolar é mostrado sem maquiagem – a precariedade, a pobreza, a falta de comprometimento de alguns alunos e de alguns professores, o despreparo de alguns alunos e de alguns professores. O ambiente das escolas é mostrado como um todo. Até uma reunião do chamado conselho de classe é mostrada.
O documentário realiza a difícil “fórmula” de denunciar sem ser bobamente panfletário; é contundente e comedido.
Ao mergulhar nos ambientes juvenil e escolar, João Jardim vai revelando gradativamente alguns dos protagonistas do ensino: há entrevistas com alunos, diretores e professores. Hábil, o diretor conseguiu trazer à tona a densidade daqueles com quem conversou.
Escolas ricas e escolas pobres são visitadas. Em todas elas, a trajetória, as opiniões, os anseios, os sonhos e as ideias dos entrevistados.
Como não se comover com Valéria, 16, que mora no interior de Pernambuco? Ela tem nítido talento para lidar com as palavras – gosta de escrever, fala bem, gosta de ler. Mas é exceção num ambiente em que não são oferecidas condições para o crescimento intelectual do jovem. Como ficar indiferente quando o diretor passa a mostrar a realidade de uma escola frequentada pelos ricos de São Paulo? É muito contraste.
Não bastasse toda a densidade com que já está lidando, o documentário não se esquece de que o mundo da juventude não é só a sala de aula. E, novamente, prevalecem o bom senso e a sensibilidade do diretor, ao abordar a questão de que escola e adolescentes estão num contexto social e familiar que pode ser cruel.
Em meio a tantas dificuldades, talentos são calados, potenciais se desvanecem. Maysa, 16, resume bem: “Às vezes eu acho que é um pouco violento esse jeito como se vive: as pessoas têm que deixar de lado aquilo em que acreditam para se conservar vivas”.
O adolescente num mundo caótico e violento. Sejam ricos ou pobres, fica patente no documentário a fragilidade de jovens que são também vítimas de uma sociedade cheia de desamparo e violência.
A maneira como jovens pobres e ricos expõem seus dramas é sintomática. Com exceções, os pobres não têm a mesma capacidade de articulação verbal dos ricos. Isso acaba sendo mais uma evidência retumbante do fracasso do ensino público.
Incrível, escutar da muito pobre, inteligente e lírica Valéria, aquela de Pernambuco: “Eu deveria ter uma péssima impressão da vida se não fosse a paixão que tenho pela arte de viver”.
O documentário é tão bom que evidencia duas temáticas extremamente profícuas e espinhosas: a precariedade do ensino público e o mundo dos adolescentes com seus dramas e preocupações.
Essa bifurcação temática não faz com que “Pro dia nascer feliz” padeça de unidade. Na caixa do DVD, lê-se: “Um diário de observação da vida do adolescente no Brasil em seis escolas”. Ao ler a frase, pensei que o documentário focaria a psicologia do adolescente, sem dar ênfase ao fracassado ensino público.
Mas logo no começo do trabalho as pífias condições físicas de uma escola no interior de Pernambuco são mostradas. A seguir, as pessoas vão entrando em cena.
O mundo escolar é mostrado sem maquiagem – a precariedade, a pobreza, a falta de comprometimento de alguns alunos e de alguns professores, o despreparo de alguns alunos e de alguns professores. O ambiente das escolas é mostrado como um todo. Até uma reunião do chamado conselho de classe é mostrada.
O documentário realiza a difícil “fórmula” de denunciar sem ser bobamente panfletário; é contundente e comedido.
Ao mergulhar nos ambientes juvenil e escolar, João Jardim vai revelando gradativamente alguns dos protagonistas do ensino: há entrevistas com alunos, diretores e professores. Hábil, o diretor conseguiu trazer à tona a densidade daqueles com quem conversou.
Escolas ricas e escolas pobres são visitadas. Em todas elas, a trajetória, as opiniões, os anseios, os sonhos e as ideias dos entrevistados.
Como não se comover com Valéria, 16, que mora no interior de Pernambuco? Ela tem nítido talento para lidar com as palavras – gosta de escrever, fala bem, gosta de ler. Mas é exceção num ambiente em que não são oferecidas condições para o crescimento intelectual do jovem. Como ficar indiferente quando o diretor passa a mostrar a realidade de uma escola frequentada pelos ricos de São Paulo? É muito contraste.
Não bastasse toda a densidade com que já está lidando, o documentário não se esquece de que o mundo da juventude não é só a sala de aula. E, novamente, prevalecem o bom senso e a sensibilidade do diretor, ao abordar a questão de que escola e adolescentes estão num contexto social e familiar que pode ser cruel.
Em meio a tantas dificuldades, talentos são calados, potenciais se desvanecem. Maysa, 16, resume bem: “Às vezes eu acho que é um pouco violento esse jeito como se vive: as pessoas têm que deixar de lado aquilo em que acreditam para se conservar vivas”.
O adolescente num mundo caótico e violento. Sejam ricos ou pobres, fica patente no documentário a fragilidade de jovens que são também vítimas de uma sociedade cheia de desamparo e violência.
A maneira como jovens pobres e ricos expõem seus dramas é sintomática. Com exceções, os pobres não têm a mesma capacidade de articulação verbal dos ricos. Isso acaba sendo mais uma evidência retumbante do fracasso do ensino público.
Incrível, escutar da muito pobre, inteligente e lírica Valéria, aquela de Pernambuco: “Eu deveria ter uma péssima impressão da vida se não fosse a paixão que tenho pela arte de viver”.
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Pro dia nascer feliz
terça-feira, 20 de abril de 2010
FOTOPOEMA 161
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domingo, 18 de abril de 2010
CAIU NA REDE (28)
Pessoas, a edição vinte e oito do Caiu na Rede está no ar. Em breve, linque para que ela possa ser baixada.
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
SOBRE A SAUDADE
Não desvendo os
mecanismos da saudade.
A única certeza,
é que estás em todos.
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
CONTO 39
Clarissa não sabe se chora pelas migalhas de felicidade que teve ou pela felicidade a qual pensou que teria. O choro é no presente, mas há todo um passado estilhaçado, todo um futuro desvanecido. Enquanto o choro vai sendo conjugado, suas grandes tragédias e as grandes tragédias do mundo todo, bem como todas as canções e todas as madrugadas, vão sendo destiladas. Ela chora por si e por todos. É quando percebe que lá longe, no horizonte, desponta uma luz que atende pelo nome de manhã. Clarissa quer viver de novo.
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terça-feira, 13 de abril de 2010
FOTOPOEMA 160
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SITE DO ESCRITOR MÁRIO NHARDES É INCREMENTADO
Mário Nhardes, pseudônimo de Rusimário Bernardes, lançou em 2009 o livro “Agapantos”, composto de poemas.
Agora, é possível também escutar o autor. Na página dele, há o áudio dos poemas, gravados por ele mesmo. Pode-se baixar o áudio desejado. Há também a possibilidade de se comprar o livro pela internet.
Segundo Mário Nhardes, a página terá brevemente mais atrações, como uma webradio. Nela, os áudios dos poemas serão executados; há também a intenção de se postar entrevista com o autor.
Para conferir, acesse www.nhardes.com/marionhardes.
Agora, é possível também escutar o autor. Na página dele, há o áudio dos poemas, gravados por ele mesmo. Pode-se baixar o áudio desejado. Há também a possibilidade de se comprar o livro pela internet.
Segundo Mário Nhardes, a página terá brevemente mais atrações, como uma webradio. Nela, os áudios dos poemas serão executados; há também a intenção de se postar entrevista com o autor.
Para conferir, acesse www.nhardes.com/marionhardes.
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domingo, 11 de abril de 2010
SHOW CORDAS SOLTAS
Sábado (10/4), no Teatro Municipal, conferi o show Cordas Soltas, com Ivan Rosa (baixo) e Anísio Dias (violão). A noite contou com as participações de Márcia Soares (cantora), Wellik Soares (saxofonista), César Braga (pianista), Wilmar Carvalho (cantor), Flávio Silva (guitarrista) e Castor (baterista).
É comum a gente ir a um show e dizer que ele teve um determinado ponto alto. Cordas Soltas teve vários, mesmo tendo sido um espetáculo relativamente curto, cujo repertório teve dezesseis músicas.
Além de músicas compostas por Ivan Rosa e Anísio Dias, executaram Caetano, Tom Jobim, Spyro Gyra, Arthur Maia, Villa-Lobos, Kenny G. e Frank Gambale.
“Ben”, grande sucesso na voz de Michael Jackson quando ele ainda era criança, foi um dos pontos altos do show. A balada pop foi executada somente com Ivan Rosa no palco, num arranjo surpreendente.
“Trenzinho caipira” foi executada com a participação de todos os músicos. O arranjo, contagiante, foi outro brilhante momento do show.
Segundo Ivan Rosa, que é professor e diretor do Conservatório Municipal, é intenção do Conservatório promover, a partir de agora, um show por mês no Teatro Municipal.
Assim seja.
É comum a gente ir a um show e dizer que ele teve um determinado ponto alto. Cordas Soltas teve vários, mesmo tendo sido um espetáculo relativamente curto, cujo repertório teve dezesseis músicas.
Além de músicas compostas por Ivan Rosa e Anísio Dias, executaram Caetano, Tom Jobim, Spyro Gyra, Arthur Maia, Villa-Lobos, Kenny G. e Frank Gambale.
“Ben”, grande sucesso na voz de Michael Jackson quando ele ainda era criança, foi um dos pontos altos do show. A balada pop foi executada somente com Ivan Rosa no palco, num arranjo surpreendente.
“Trenzinho caipira” foi executada com a participação de todos os músicos. O arranjo, contagiante, foi outro brilhante momento do show.
Segundo Ivan Rosa, que é professor e diretor do Conservatório Municipal, é intenção do Conservatório promover, a partir de agora, um show por mês no Teatro Municipal.
Assim seja.
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CONFORTO
O maior conforto
que meu corpo pode ter
é o conforto de teu corpo.
que meu corpo pode ter
é o conforto de teu corpo.
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QUASE
Sempre estive
prestes a
descobrir
uma grande
verdade.
Eu sou
o quase.
prestes a
descobrir
uma grande
verdade.
Eu sou
o quase.
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sábado, 10 de abril de 2010
QUE TERROR!
Não acompanhei a cerimônia do Oscar neste ano. Pensei que “Avatar” (de que não gostei) fosse levar os prêmios de melhor filme e melhor direção. Fiquei surpreso quando eu soube que “Guerra ao terror” havia faturado nessas categorias.
Somente na semana passada é que assisti ao filme de Kathryn Bigelow. Acabei não gostando também. O personagem William James (interpretado por Jeremy Renner), aquele que desativava as bombas, acabou fazendo com que eu me lembrasse de Steven Hiller, interpretado por Will Smith em “Independence Day”.
James não tem o jeitão moleque e garotão de Hiller, mas ambos encarnam o poder bélico americano num ufanismo que, por fim, acaba não surpreendendo. Eu é que comecei a assistir a “Guerra ao terror” pensando que a abordagem seria, de fato, uma outra, em função de críticas que eu havia lido anteriormente.
Somente na semana passada é que assisti ao filme de Kathryn Bigelow. Acabei não gostando também. O personagem William James (interpretado por Jeremy Renner), aquele que desativava as bombas, acabou fazendo com que eu me lembrasse de Steven Hiller, interpretado por Will Smith em “Independence Day”.
James não tem o jeitão moleque e garotão de Hiller, mas ambos encarnam o poder bélico americano num ufanismo que, por fim, acaba não surpreendendo. Eu é que comecei a assistir a “Guerra ao terror” pensando que a abordagem seria, de fato, uma outra, em função de críticas que eu havia lido anteriormente.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
CAIU NA REDE (27)
Nova edição do Caiu na Rede está no ar. Para baixá-lo, clique aqui.
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FOTOPOEMA 159
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
FOTOPOEMA 158
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LETRA DE MÚSICA (25)
Estou triste.
Triste porque
não estás comigo.
Se estivesses,
eu não estaria.
Se estivesses,
eu estaria contente.
Existe como ser
contente de novo
sem que sejas?
A alegria será
a mesma que foi?
Como serei sem ti?
Estou triste.
Estás longe.
Estivesses aqui,
eu estaria contente.
Como não estás,
não está também
a graça das coisas.
Tu és graça,
tempero
e sabor.
Estou triste.
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FOTOPOEMA 157
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
RELUZ
Tua pele bronzeada...
“Nem tudo o que reluz é ouro”.
“Nem tudo o que reluz é ouro”.
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SABOR QUENTE
Só tomo sol
quando mato a sede
em tua pele bronzeada.
quando mato a sede
em tua pele bronzeada.
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FOTOPOEMA 156
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domingo, 4 de abril de 2010
FOTOPOEMA 155
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sábado, 3 de abril de 2010
CAIU NA REDE (26)
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
JULIETA VENEGAS
Graças a Shírley Aceval, a quem agradeço, pude assistir ao acústico da cantora mexicana Julieta Venegas. É mais uma produção da MTV.
A rigor, estou conhecendo o universo da cantora de trás para frente. Se ela gravou esse acústico, sintoma de que já tem uma carreira estabelecida e consagrada. Porém, mesmo sem conhecer mais do trabalho dela, escrevo algumas palavras sobre o acústico.
A produção tem os usuais esmero e cenário bonito. No palco, músicos competentes. Julieta, além de cantora, é compositora e instrumentista. Durante o show, toca piano, violão e acordeão (ou seria gaita ponto?).
Dois brasileiros participam do espetáculo: Jaques Morelenbaum, que é maestro e produtor musical, e Marisa Monte, que canta com Julieta a bela “Ilusión”. A composição é de Julieta Venegas; a parte em português é de Marisa Monte e Arnaldo Antunes.
Além da participação de Marisa Monte, vejo também como pontos altos do show as faixas “Mírame bien” e “Lento”. Esta tem uma terna, doce e feminina letra: “Si quieres un poco de mi / Me deberias esperar / Y caminar a paso lento / Muy lento // Se delicado y espera / Dame tiempo para darte / Todo lo que tengo”.
A faixa parece ter sido um sucesso por lá. Mal Julieta começa a cantar, enquanto toca piano, o público começa a cantar junto, num bonito momento. Fiquei com a sensação de que a cantora se emocionou mesmo. Logo nas primeiras palavras, assim que percebe a partição da plateia, Julieta faz uma mínima pausa, deixando transparecer o que me pareceu uma emoção que havia aflorado.
Nos extras, imagens da feitura e dos ensaios, comentados por Julieta, enquanto ela caminha no que deve ser um parque ou uma praça. De pouco adiantou eu assistir a esse material, pois meu incipiente espanhol fez com que eu quase nada entendesse dos comentários dela.
Posso estar escrevendo pelos cotovelos, mas me pareceu haver nela um quê de timidez, o que não compromete de modo algum sua atuação. É uma timidez, seja ela premeditada ou não, que acaba conferindo certo charme e delicadeza à presença de Julieta Venegas.
A rigor, estou conhecendo o universo da cantora de trás para frente. Se ela gravou esse acústico, sintoma de que já tem uma carreira estabelecida e consagrada. Porém, mesmo sem conhecer mais do trabalho dela, escrevo algumas palavras sobre o acústico.
A produção tem os usuais esmero e cenário bonito. No palco, músicos competentes. Julieta, além de cantora, é compositora e instrumentista. Durante o show, toca piano, violão e acordeão (ou seria gaita ponto?).
Dois brasileiros participam do espetáculo: Jaques Morelenbaum, que é maestro e produtor musical, e Marisa Monte, que canta com Julieta a bela “Ilusión”. A composição é de Julieta Venegas; a parte em português é de Marisa Monte e Arnaldo Antunes.
Além da participação de Marisa Monte, vejo também como pontos altos do show as faixas “Mírame bien” e “Lento”. Esta tem uma terna, doce e feminina letra: “Si quieres un poco de mi / Me deberias esperar / Y caminar a paso lento / Muy lento // Se delicado y espera / Dame tiempo para darte / Todo lo que tengo”.
A faixa parece ter sido um sucesso por lá. Mal Julieta começa a cantar, enquanto toca piano, o público começa a cantar junto, num bonito momento. Fiquei com a sensação de que a cantora se emocionou mesmo. Logo nas primeiras palavras, assim que percebe a partição da plateia, Julieta faz uma mínima pausa, deixando transparecer o que me pareceu uma emoção que havia aflorado.
Nos extras, imagens da feitura e dos ensaios, comentados por Julieta, enquanto ela caminha no que deve ser um parque ou uma praça. De pouco adiantou eu assistir a esse material, pois meu incipiente espanhol fez com que eu quase nada entendesse dos comentários dela.
Posso estar escrevendo pelos cotovelos, mas me pareceu haver nela um quê de timidez, o que não compromete de modo algum sua atuação. É uma timidez, seja ela premeditada ou não, que acaba conferindo certo charme e delicadeza à presença de Julieta Venegas.
FOTOPOEMA 154 / LETRA DE MÚSICA (24)
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quarta-feira, 31 de março de 2010
LEI
Tudo bem que
dois corpos
não ocupam
um só espaço
ao mesmo tempo,
mas que
nossos corpos
ocupam
um espaço
bem pequenininho
quando a gente
faz amor, ocupam.
dois corpos
não ocupam
um só espaço
ao mesmo tempo,
mas que
nossos corpos
ocupam
um espaço
bem pequenininho
quando a gente
faz amor, ocupam.
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"INTO IT" DE EDWARD POMERANTZ
Já comentei aqui sobre “Caught”, do diretor Robert M. Young. Os leitores deste blogue e todos os meus amigos sabem que gostei demais do filme. Tanto que pedi o livro no qual o filme é baseado. A obra, cujo título é “Into it”, foi escrita por Edward Pomerantz. Ele é também o roteirista do filme. Salvo engano, não há edição em português do livro.
Embora pedido há muito tempo, faz somente alguns dias que o livro chegou. Como é curto e tem uma linguagem fácil, eu o li em dois dias. Pomerantz não inventa firulas, não se mete a manejar manjados truques literários. De tão direto que narra, é como se, por assim dizer, ele não quisesse fazer literatura. Vejo isso como mérito.
Contudo, os personagens no livro não têm a mesma densidade e complexidade que têm no filme. E isso me pareceu curioso, já que Pomerantz é o autor do livro e do roteiro do filme. Como assisti ao filme antes de ler o livro, levei para este uma série de expectativas, mesmo já tendo em mente o velho pensamento de que livros ruins geralmente dão filmes bons e vice-versa.
“Into it” não é um livro ruim. Ainda assim, senti muita falta da riqueza e das nuances que o filme apresenta. Na segunda metade do enredo, livro e filme são bastante distintos, embora o fio condutor e os personagens sejam os mesmos. Só que o filme faz com que conheçamos melhor os personagens, que sintamos melhor os dramas por que estão passando, apesar da aparência tranquila.
Embora pedido há muito tempo, faz somente alguns dias que o livro chegou. Como é curto e tem uma linguagem fácil, eu o li em dois dias. Pomerantz não inventa firulas, não se mete a manejar manjados truques literários. De tão direto que narra, é como se, por assim dizer, ele não quisesse fazer literatura. Vejo isso como mérito.
Contudo, os personagens no livro não têm a mesma densidade e complexidade que têm no filme. E isso me pareceu curioso, já que Pomerantz é o autor do livro e do roteiro do filme. Como assisti ao filme antes de ler o livro, levei para este uma série de expectativas, mesmo já tendo em mente o velho pensamento de que livros ruins geralmente dão filmes bons e vice-versa.
“Into it” não é um livro ruim. Ainda assim, senti muita falta da riqueza e das nuances que o filme apresenta. Na segunda metade do enredo, livro e filme são bastante distintos, embora o fio condutor e os personagens sejam os mesmos. Só que o filme faz com que conheçamos melhor os personagens, que sintamos melhor os dramas por que estão passando, apesar da aparência tranquila.
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terça-feira, 30 de março de 2010
O PAPEL DA LITERATURA
Falta algo
que escreva,
falta ânimo,
mas a palavra
não falta.
O garçom,
amigo,
empresta
caneta
e salva
o verso
urgente,
que vai para
o papel:
guardanapo
que limpa a boca
também lava a alma.
que escreva,
falta ânimo,
mas a palavra
não falta.
O garçom,
amigo,
empresta
caneta
e salva
o verso
urgente,
que vai para
o papel:
guardanapo
que limpa a boca
também lava a alma.
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FOTOPOEMA 153
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segunda-feira, 29 de março de 2010
CAVALGADA
A estrada são lonjuras.
O cavaleiro é estropiado.
O cavalo é rendição
O sol é inclemente.
Estrada imperturbável.
Cavalgadas vãs.
Corpos esgotados.
Sol indiferente.
A estrada bebe suor.
O sol enfurece poeiras.
O cavalo tem sede de água.
O cavaleiro tem sede de nada.
O cavaleiro é estropiado.
O cavalo é rendição
O sol é inclemente.
Estrada imperturbável.
Cavalgadas vãs.
Corpos esgotados.
Sol indiferente.
A estrada bebe suor.
O sol enfurece poeiras.
O cavalo tem sede de água.
O cavaleiro tem sede de nada.
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domingo, 28 de março de 2010
CAIU NA REDE (25)
Pessoas, mais uma edição do Caiu na Rede está no ar. Caso queiram baixar o programa, cliquem aqui.
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sábado, 27 de março de 2010
LETRA DE MÚSICA (23)
Quando penso, em ti penso.
Mas de ti não tenho a vivência que eu quis.
Teu cheiro, tua pele, tua boca, teus cabelos, teus gemidos.
Tive tudo, mas convivi pouco com tuas delícias,
pouco vivi teu riso, tua bondade e tua capacidade de amar.
Na boca, gosto de amor não saciado.
A cama anseia por triângulo de amor entre nós e ela.
A ausência de ti e o desejo de te ter:
negações me compondo em dias que não têm sim.
Um dia, quando puderes, virás.
Quando vieres, entra.
Mas de ti não tenho a vivência que eu quis.
Teu cheiro, tua pele, tua boca, teus cabelos, teus gemidos.
Tive tudo, mas convivi pouco com tuas delícias,
pouco vivi teu riso, tua bondade e tua capacidade de amar.
Na boca, gosto de amor não saciado.
A cama anseia por triângulo de amor entre nós e ela.
A ausência de ti e o desejo de te ter:
negações me compondo em dias que não têm sim.
Um dia, quando puderes, virás.
Quando vieres, entra.
Minha casa te espera.
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sexta-feira, 26 de março de 2010
APONTAMENTO 89
Eu acredito em gnomas.
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APONTAMENTO 88
Argumento onírico a favor da leitura: de acordo com texto que li, sonhamos todos os dias, ainda que a gente não se lembre dos sonhos que tivemos. Além disso, sonhamos em média duas horas por dia e temos de quatro a sete sonhos por noite. Também de acordo com o texto, não sonhar é sintoma de falta de proteína ou de distúrbio de personalidade (não há detalhes sobre as proteínas ou sobre os distúrbios).
Se leio, eu me lembro dos sonhos. Se sonho, parece não haver então falta de proteína nem distúrbio de personalidade.
É preciso continuar lendo.
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terça-feira, 23 de março de 2010
FOTOPOEMA 152
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segunda-feira, 22 de março de 2010
CAIU NA REDE (24)
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sexta-feira, 19 de março de 2010
APONTAMENTO 87
“Quantas formas de surpresa tem a morte?”. A pergunta tem o tom de “O livro das perguntas”, do Neruda, mas havia sido feita antes, em “Os ensaios”, do Montaigne.
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Pablo Neruda
NO GUARDANAPO
Amorzinho,
amor,
amorzão:
com carinho,
meu amor
de coração.
amor,
amorzão:
com carinho,
meu amor
de coração.
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LUCIDEZ
Quando tua luz se acende, tu acendes.
Quando acendes, me acendes.
Quando tua luz se acende, tu ascendes.
Quando ascendes, me ascendes.
Num universo de luz e ascensão,
tu, iluminada, iluminas.
Iluminado, eu me torno
lúcido da luz que tu és.
Quando acendes, me acendes.
Quando tua luz se acende, tu ascendes.
Quando ascendes, me ascendes.
Num universo de luz e ascensão,
tu, iluminada, iluminas.
Iluminado, eu me torno
lúcido da luz que tu és.
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terça-feira, 16 de março de 2010
LOUVOR
A palavra
que salva,
que redime,
que elucida.
Esta palavra é
a que escrevo agora.
Quando ela não há,
não existo quem sou,
não existo no que sou.
que salva,
que redime,
que elucida.
Esta palavra é
a que escrevo agora.
Quando ela não há,
não existo quem sou,
não existo no que sou.
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sábado, 13 de março de 2010
CAIU NA REDE (23)
Pessoas, está no ar mais uma edição do Caiu na Rede. O programa pode ser baixado aqui.
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NA MADRUGADA (*)
Lá no alto do prédio,
uma única luz acesa.
O que aquela luz ilumina?
A solidão ou arfares mútuos?
Um gênio ou um imbecil?
Aquela luz é feliz?
É rebeldia num mundo de trevas
ou ignorância se pavoneando?
Será aquela luz uma piscadela da eternidade
ou tédio pedindo socorro?
O que tem aquela luz que faz
vibrar minha centelha?
uma única luz acesa.
O que aquela luz ilumina?
A solidão ou arfares mútuos?
Um gênio ou um imbecil?
Aquela luz é feliz?
É rebeldia num mundo de trevas
ou ignorância se pavoneando?
Será aquela luz uma piscadela da eternidade
ou tédio pedindo socorro?
O que tem aquela luz que faz
vibrar minha centelha?
_____
(*) Para Pablo e Fernanda.
(*) Para Pablo e Fernanda.
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quarta-feira, 10 de março de 2010
FOTOPOEMA 151
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terça-feira, 9 de março de 2010
FOTOPOEMA 150
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APONTAMENTO 86
Freud escreveu que “só o conhecimento traz o poder”. Hoje, o conhecimento faz com que eu me sinta não poderoso, mas em paz.
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domingo, 7 de março de 2010
LETRA DE MÚSICA (22)
Qualquer multidão
em qualquer lugar
é plena de gente
como eu e você.
Repare na multidão.
O lugar estará pleno
de pessoas como
você e eu.
Não passamos de milhares
de histórias únicas não contadas,
não vividas, não felizes.
Sou mais um cara na multidão.
Você é mais uma cara na multidão.
A multidão é feita de caras como eu.
A multidão é feita de caras como a sua.
O que deixamos de ser
e o que conseguimos ser.
Somos um todo,
encontro plural que
já se desfaz enquanto
a noite cai.
Daqui a pouco,
cada um em seu quarto,
remoendo histórias
que não serão contadas.
em qualquer lugar
é plena de gente
como eu e você.
Repare na multidão.
O lugar estará pleno
de pessoas como
você e eu.
Não passamos de milhares
de histórias únicas não contadas,
não vividas, não felizes.
Sou mais um cara na multidão.
Você é mais uma cara na multidão.
A multidão é feita de caras como eu.
A multidão é feita de caras como a sua.
O que deixamos de ser
e o que conseguimos ser.
Somos um todo,
encontro plural que
já se desfaz enquanto
a noite cai.
Daqui a pouco,
cada um em seu quarto,
remoendo histórias
que não serão contadas.
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sábado, 6 de março de 2010
CAIU NA REDE (22)
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Certa vez, sugeriram que eu postasse erros de gravação. Um deles está abaixo.
Certa vez, sugeriram que eu postasse erros de gravação. Um deles está abaixo.
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quarta-feira, 3 de março de 2010
PERCUSSIVO
Bate sol.
Bate lata.
Bate bem.
Bate certo.
Bate horas.
Bate-estaca.
Percussão
que bate fundo:
bateu saudade.
Bate lata.
Bate bem.
Bate certo.
Bate horas.
Bate-estaca.
Percussão
que bate fundo:
bateu saudade.
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segunda-feira, 1 de março de 2010
LEITURAS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Recentemente, numa revista cultural, li um anúncio da Editora Abril sobre o site Educar para crescer. O anúncio tem por objetivo incentivar a leitura, e é bastante específico: “Biblioteca básica: o que ler dos 2 aos 18 anos para chegar com boas referências à vida adulta”.
Resolvi então conferir a página, que tem uma curiosa lista de sugestões. Indica, por exemplo, a leitura de “Esperando Godot” para os jovens de dezoito anos. Para as crianças de dois, histórias como “Chapeuzinho vermelho” e “Os três porquinhos”. Para quem tem treze anos, indicam “Frankenstein”.
Obviamente, a lista não tem de ser seguida... literalmente – o que, em última instância, estaria em desacordo com o ato de liberdade que toda leitura deveria ser. Por fim, a lista sugerida é eclética, contendo gêneros variados e autores de diversos países.
Caso queira mais informações, gentileza clicar aqui.
Resolvi então conferir a página, que tem uma curiosa lista de sugestões. Indica, por exemplo, a leitura de “Esperando Godot” para os jovens de dezoito anos. Para as crianças de dois, histórias como “Chapeuzinho vermelho” e “Os três porquinhos”. Para quem tem treze anos, indicam “Frankenstein”.
Obviamente, a lista não tem de ser seguida... literalmente – o que, em última instância, estaria em desacordo com o ato de liberdade que toda leitura deveria ser. Por fim, a lista sugerida é eclética, contendo gêneros variados e autores de diversos países.
Caso queira mais informações, gentileza clicar aqui.
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
CAIU NA REDE (21)
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
FOTOPOEMA 149
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ALTO-MAR
Canta, sereia.
A melodia é tua.
A letra é minha.
A sede é nossa.
A melodia é tua.
A letra é minha.
A sede é nossa.
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PROPOSTA
Casa comigo.
Casa comigo num aquário.
Ou então debaixo de uma árvore – ou sobre ela.
Casa comigo: pode ser na rua,
num túnel ou num estádio.
Numa capela ou numa mansão.
Ou dentro de um carro.
Quem sabe na roça?...
Ou numa grande cidade?...
Casa comigo.
Casa comigo todos os dias.
Casa comigo agora.
Casa comigo numa praça ou num canto.
Num riacho ou num restaurante.
Casa comigo de manhã, de madrugada
ou às quinze para as quatro.
Casa comigo.
Não precisa contar para o padre – conte comigo.
Casa comigo e depois, se preciso, a gente conta.
A gente conta e casa depois.
A gente casa quantas vezes for preciso.
Casa comigo, vestida de noiva ou de vestido.
De tênis ou de salto.
No escuro ou na ribalta.
Casa comigo.
Ou então debaixo de uma árvore – ou sobre ela.
Casa comigo: pode ser na rua,
num túnel ou num estádio.
Numa capela ou numa mansão.
Ou dentro de um carro.
Quem sabe na roça?...
Ou numa grande cidade?...
Casa comigo.
Casa comigo todos os dias.
Casa comigo agora.
Casa comigo numa praça ou num canto.
Num riacho ou num restaurante.
Casa comigo de manhã, de madrugada
ou às quinze para as quatro.
Casa comigo.
Não precisa contar para o padre – conte comigo.
Casa comigo e depois, se preciso, a gente conta.
A gente conta e casa depois.
A gente casa quantas vezes for preciso.
Casa comigo, vestida de noiva ou de vestido.
De tênis ou de salto.
No escuro ou na ribalta.
Casa comigo.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
PROBLEMAS NA CONFIGURAÇÃO DO BLOGUE
Pessoas, este blogue não está com sua configuração usual, de modo que os elementos que fazem parte dele estão abaixo das postagens, e não ao lado, como deveriam estar.
Tudo leva a crer que isso é um problema do Blogger, que detém as ferramentas da página. Segundo li, esse tipo de problema pode ser resolvido em aproximadamente dez dias. Tomara.
Peço desculpas a Hellen Dirley e a Maria Helena, que haviam comentado a última mensagem postada antes desse mau funcionamento da página. Peço desculpas a elas porque deletei a mensagem – o problema poderia estar nela. Ao deletá-la, deletei também os comentários delas. Ainda assim, a postagem está abaixo. Hellen e Maria Helena, caso queiram postar novos comentários (ou não), sintam-se, claro, à vontade.
Tudo leva a crer que isso é um problema do Blogger, que detém as ferramentas da página. Segundo li, esse tipo de problema pode ser resolvido em aproximadamente dez dias. Tomara.
Peço desculpas a Hellen Dirley e a Maria Helena, que haviam comentado a última mensagem postada antes desse mau funcionamento da página. Peço desculpas a elas porque deletei a mensagem – o problema poderia estar nela. Ao deletá-la, deletei também os comentários delas. Ainda assim, a postagem está abaixo. Hellen e Maria Helena, caso queiram postar novos comentários (ou não), sintam-se, claro, à vontade.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
TERRA E CÉU
Sobe até o céu e faz chover.
Sobe até o céu e me abençoa.
Sobe até o céu e lava minha alma.
Sobe até o céu e lava minha lama.
Minha tristeza é terrena e atávica.
Lava meu coração, leva meu corpo.
Sobe até o céu e me eleva junto.
Sobe até o céu e volta para mim.
Sobe até o céu e me abençoa.
Sobe até o céu e lava minha alma.
Sobe até o céu e lava minha lama.
Minha tristeza é terrena e atávica.
Lava meu coração, leva meu corpo.
Sobe até o céu e me eleva junto.
Sobe até o céu e volta para mim.
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GARRINCHA
As coisas precisam ser
o que nasceram para ser.
Com Garrincha,
a bola se tornava
o que nasceu para ser.
Com a bola,
Garrincha se tornava
o que nasceu para ser.
O gol,
o goleiro,
a torcida...
Tudo circunstancial.
O espetáculo
são Garrincha e a bola.
Quando se encontram, são.
Quantos num time são?
Quantos na vida são?
Viva os sãos!
Viva a bola!
Viva Garrincha!
Garrincha em campo
é a vida sendo o que é.
o que nasceram para ser.
Com Garrincha,
a bola se tornava
o que nasceu para ser.
Com a bola,
Garrincha se tornava
o que nasceu para ser.
O gol,
o goleiro,
a torcida...
Tudo circunstancial.
O espetáculo
são Garrincha e a bola.
Quando se encontram, são.
Quantos num time são?
Quantos na vida são?
Viva os sãos!
Viva a bola!
Viva Garrincha!
Garrincha em campo
é a vida sendo o que é.
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
FOTOPOEMA 148
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
SALTO
Ela desceu do salto.
Veio caminhando até mim.
Quando meus braços perceberam,
já era amor demais.
Veio caminhando até mim.
Quando meus braços perceberam,
já era amor demais.
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Poesia
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
FOTOPOEMA 147
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
OLÁ, PORTUGAL
Em outubro do ano passado, inscrevi este blogue no Google Analytics, por intermédio do qual tenho a oportunidade de acompanhar as estatísticas do Liviano. Desde então, venho seguindo o número de acessos na página e, principalmente, a origem das visitas.
Depois do Brasil, que, por questões óbvias, é o lugar com o maior número de acessos, o país que mais confere este blogue é Portugal. De lá, já vieram acessos de 28 cidades, num total de 67 visitas, até o dia de hoje.
Meu obrigado a você que mora em Portugal e que tem conferido este blogue.
Depois do Brasil, que, por questões óbvias, é o lugar com o maior número de acessos, o país que mais confere este blogue é Portugal. De lá, já vieram acessos de 28 cidades, num total de 67 visitas, até o dia de hoje.
Meu obrigado a você que mora em Portugal e que tem conferido este blogue.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
CAIU NA REDE (20)
Pessoas, está no ar a vigésima edição do Caiu na Rede. Caso queiram baixar o programa, gentileza clicar aqui.
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CONTO 38
Por quatro dias, Zé Flávio vinha observando que Angélica, sua colega de trabalho, ficava muito bem quando usava vestidos, o que até então jamais ocorrera. As peças tinham motivos floridos, tecidos leves, cores claras; eram longas. Zé Flávio ficava absorto, observando o deslizar de Angélica pelos corredores da empresa. Certo dia, enquanto os dois e mais alguns funcionários tomavam café, ele se aproximou e disse para ela, discretamente, que ela ficava muito bem de vestido. Ela deu um sorriso sem graça, agradeceu e disse que estava indo trabalhar de vestido por causa do calor. No dia seguinte, e em todos os outros desde então, Angélica tem ido trabalhar em senhoris calças.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
MORRE PENA BRANCA
Comentei recentemente neste blogue sobre a apresentação de Luiz Salgado em Patos de Minas. Mantivemos conversa no intervalo do show.
Um dos assuntos do bate-papo foi a dupla Pena Branca e Xavantinho. E foi por intermédio de e-mail enviado por Luiz Salgado que fiquei sabendo há pouco que Pena Branca morreu ontem à noite (Xavantinho já havia morrido em 1999).
A causa da morte foi insuficiência respiratória. Pena Branca, cujo nome real era José Ramiro Sobrinho, tinha setenta anos; estava no Hospital São Luiz Gonzaga, em São Paulo, quando morreu.
Com o irmão Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, Pena Branca compôs dupla caipira premiada no Brasil e no exterior. Em 2001, o próprio Pena Branca recebeu o Grammy Latino de melhor disco de música sertaneja.
Pena Branca nasceu em Igarapava, em 1939; Xavantinho, em Uberlândia, em 1942. Os dois eram representantes da chamada música "de raiz", que tem estética e temática diferentes da música sertaneja com influências country, que se popularizou na década de 90.
Um dos assuntos do bate-papo foi a dupla Pena Branca e Xavantinho. E foi por intermédio de e-mail enviado por Luiz Salgado que fiquei sabendo há pouco que Pena Branca morreu ontem à noite (Xavantinho já havia morrido em 1999).
A causa da morte foi insuficiência respiratória. Pena Branca, cujo nome real era José Ramiro Sobrinho, tinha setenta anos; estava no Hospital São Luiz Gonzaga, em São Paulo, quando morreu.
Com o irmão Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, Pena Branca compôs dupla caipira premiada no Brasil e no exterior. Em 2001, o próprio Pena Branca recebeu o Grammy Latino de melhor disco de música sertaneja.
Pena Branca nasceu em Igarapava, em 1939; Xavantinho, em Uberlândia, em 1942. Os dois eram representantes da chamada música "de raiz", que tem estética e temática diferentes da música sertaneja com influências country, que se popularizou na década de 90.
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
SHOW DE LUIZ SALGADO EM PATOS DE MINAS
Ontem, conferi, em restaurante local, show com Luiz Salgado. Ele é de Patos de Minas. Atualmente, mora em Araguari.
No repertório, músicas regionais e alguns clássicos da MPB. Além de Luiz Salgado (voz, violão e viola), a apresentação contou com Gringo (baixo upright), que é uruguaio, e Lilian Fulô (voz e percussão). Ela e Luiz Salgado são casados.
Luiz Salgado já lançou dois CDs: “Trem bão” (2003) e “Sina de cantadô” (2008). Neste ano, será lançado um DVD gravado ao vivo em Cruzeiro dos Peixoto, distrito de Uberlândia. A gravação foi em 2007.
Durante o intervalo do show de ontem, anotei os dados para este texto. Conversa vai, conversa vem, e descobrimos que tanto ele quanto eu temos uma grande admiração pelo carcará, típica ave do Cerrado. O CD “Sina de cantadô” tem uma faixa chamada “Carcará, guardião do Cerrado”.
Caso queira conferir o Myspace do artista, gentileza clicar aqui. Para se informar sobre a agenda de shows, o endereço é este aqui.
Abaixo, conforme combinamos na conversa que tivemos ontem, eis algumas fotos que tenho feito do majestoso carcará.
No repertório, músicas regionais e alguns clássicos da MPB. Além de Luiz Salgado (voz, violão e viola), a apresentação contou com Gringo (baixo upright), que é uruguaio, e Lilian Fulô (voz e percussão). Ela e Luiz Salgado são casados.
Luiz Salgado já lançou dois CDs: “Trem bão” (2003) e “Sina de cantadô” (2008). Neste ano, será lançado um DVD gravado ao vivo em Cruzeiro dos Peixoto, distrito de Uberlândia. A gravação foi em 2007.
Durante o intervalo do show de ontem, anotei os dados para este texto. Conversa vai, conversa vem, e descobrimos que tanto ele quanto eu temos uma grande admiração pelo carcará, típica ave do Cerrado. O CD “Sina de cantadô” tem uma faixa chamada “Carcará, guardião do Cerrado”.
Caso queira conferir o Myspace do artista, gentileza clicar aqui. Para se informar sobre a agenda de shows, o endereço é este aqui.
Abaixo, conforme combinamos na conversa que tivemos ontem, eis algumas fotos que tenho feito do majestoso carcará.
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