Quando o
Cerrado
sorri amarelo,
exibe os ipês.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
ÚLTIMO CAPÍTULO
De tempos em tempos, à medida que a tecnologia é aprimorada e se populariza, vaticina-se o fim do livro como meio de expressão das ideias. Embora os fetichistas não abram mão do prazer que é sentir na pele as páginas, os entusiastas da tecnologia garantem que é inevitável: o objeto livro deixará de existir.A leitura é possibilidade de construção e melhora dessa coisa que somos. Não uma leitura fragmentada, dessas em que se fica pulando de site em site, catando uma frase aqui, uma imagem ali, uma manchete acolá... Refiro-me à leitura disciplinada, dedicada, atenta.
Nunca me arrisquei a fazer predições. Mas sempre que essa história de que o livro vai acabar ressurge, penso: o que não pode mesmo acabar é a leitura abnegada, não importa o meio pelo qual ela se realize. Pouco importa se por intermédio de um livro, da tela de um computador ou de um kindle, essa leitura não pode faltar. Se isso ocorrer, seremos somente mais um bicho. Ou mais uma máquina...
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FOTOPOEMA 123
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AGRADECIMENTO (3)
Quero agradecer demais a Talles Cabral. É que um dia desses, perguntei neste blogue se alguém tinha a versão de “Faz parte do meu show”, com o grupo Herva Doce. Graças ao Talles, que é meu aluno, consegui. Valeu, Talles.
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (57)
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domingo, 9 de agosto de 2009
LETRA DE MÚSICA (17)
Na cama, três.
No livro, chave.
Na bagunça, reflexão.
No copo, tempestade.
No som, saudade.
No porre, declaração.
No Oscar, Wilde.
No carro, férias.
No escuro, paz.
No vestido, oferta.
Na bela, a fera.
Na parede, ouvido.
Na cambalhota, desabafo.
No alazão, Quixote.
Na horda, uivo.
No guarda-roupa, solidão.
No dente, porcelana.
Na moça, suspiro.
Na contracapa, excerto.
Na estrela, cadência.
Na caneta, literatura.
No guizo, gato.
No beijo, cansaço.
Na Lua, Neil.
No altar, incerteza.
No gole, vício.
Na dúvida, Hamlet.
No sapato, percalço.
No sonho, você.
No acordar, você.
No poema, você.
No livro, chave.
Na bagunça, reflexão.
No copo, tempestade.
No som, saudade.
No porre, declaração.
No Oscar, Wilde.
No carro, férias.
No escuro, paz.
No vestido, oferta.
Na bela, a fera.
Na parede, ouvido.
Na cambalhota, desabafo.
No alazão, Quixote.
Na horda, uivo.
No guarda-roupa, solidão.
No dente, porcelana.
Na moça, suspiro.
Na contracapa, excerto.
Na estrela, cadência.
Na caneta, literatura.
No guizo, gato.
No beijo, cansaço.
Na Lua, Neil.
No altar, incerteza.
No gole, vício.
Na dúvida, Hamlet.
No sapato, percalço.
No sonho, você.
No acordar, você.
No poema, você.
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LETRA DE MÚSICA (16)
Difícil definir
o que é sexo
e o que é amor
em nosso encontro.
O olhar demorado,
a língua que explora,
o abraço que acaricia,
a mão que agarra.
Não há como saber
o que é feito de amor
e o que é feito de sexo.
Em nós, o amor e o sexo
se conheceram.
o que é sexo
e o que é amor
em nosso encontro.
O olhar demorado,
a língua que explora,
o abraço que acaricia,
a mão que agarra.
Não há como saber
o que é feito de amor
e o que é feito de sexo.
Em nós, o amor e o sexo
se conheceram.
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FAZ PARTE DO SEU SHOW
Pessoas, sei que vocês conhecem a canção “Faz parte do meu show”, sucesso do Cazuza. Só que procuro a versão com o grupo Herva Doce (sic). Há tempos e mais tempos procuro essa gravação com o Herva Doce – mas nada. Se alguém por aí tiver, dá pra descolar?...
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AGRADECIMENTO (2)
Quero agradecer a toda a equipe do bar Na Terra, que tem executado um vídeo que fiz com 144 fotos tiradas por mim. Enquanto a noite vai seguindo, as fotos são exibidas no televisor do bar.
sábado, 8 de agosto de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (56)
Este é o anu-preto (Crotophaga ani). Ave muito comum no Cerrado; está presente também na área urbana. Tem forte instinto gregário, estando sempre em bandos.Agora à tarde, saí para tomar um cappuccino. Aproveitei e comprei um filme que vi na infância – Bonnie e Clyde – uma rajada de balas. Como eu estava com a câmera fotográfica, peguei a moto e fui até o bairro Copacabana, na esperança de fotografar algum animal.
Consegui quatro fotos: duas de um pica-pau (nenhuma das imagens ficou boa) e duas do anu-preto acima (as duas ficaram boas).
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"INTIMIDADES"
Terminei de ler recentemente o livro “Intimidades”, publicado pela editora Record. A edição reúne cinco contistas brasileiras e cinco portuguesas. Os dez contos têm uma temática em comum – o erotismo. A organização e o prefácio são de Luisa Coelho.Comprei o livro por gostar de textos escritos por mulheres e que dizem respeito ao universo feminino. Se por um lado a arte é universal, por outro, cada sexo tem suas peculiaridades. Gosto quando essas peculiaridades são transformadas em arte. Também por isso gosto muito, por exemplo, de Rita Lee, Hilda Hilst e Adélia Prado.
Os dez contos de “Intimidades” me deixaram muito curioso quanto ao trabalho da escritora portuguesa Inês Pedrosa. Ela nasceu em Coimbra, em 1962. O conto dela se chama “Só sexo”. O texto é arrebatador e lírico. A narradora se volta para o passado e discorre sobre relacionamento amoroso que teve. A partir de um enredo extremamente simples, Pedrosa produziu uma obra-prima.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
CONTO 37
Nos momentos especiais, era inevitável Geraldo pensar em Ana. Mas ele foi percebendo que pensava nela mesmo quando o momento era apenas um detalhe. Certa vez, estava ele prestes a retornar uma garrafa de café para a bandeja quando percebeu uma minúscula formiga passeando pelo utensílio – ela quase foi esmagada pela garrafa. Geraldo então se lembrou de uma fala de Ana, que dissera não matar nem formiga. Decidiu ele então depositar a garrafa num lugar que não atrapalhasse o passeio do inseto. E foi nesse instante que Geraldo teve certeza de que amava Ana.
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
GRAVIDADE
Desafiam
aqueles dois
a lei da gravidade –
levitam de amor.
aqueles dois
a lei da gravidade –
levitam de amor.
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"DEITE COMIGO"
Terminei de assistir há pouco ao belo “Deite comigo” (Lie with me, 2005), do diretor jamaicano Clément Virgo. O filme é baseado em livro homônimo de Tamara Berger. Nos papéis principais, Lauren Lee Smith, interpretando Leila, e Eric Balfour, no papel de David.
Leila e David se conhecem num bar e têm um flerte sensual; posteriormente, no fundo do estabelecimento, ela faz sexo oral num dos clientes. David e a namorada, dentro de um carro, observam tudo e começam a transar também. Leila e David ficam se observando e se desejando.
À medida que o enredo vai avançando, as picantes cenas de sexo entre e Leila e David passam a conviver com um lirismo um tanto triste. Enquanto o casal vive atribulado romance, ele tem de cuidar do pai doente e ela tem de conviver com pais que vivem às turras e estão prestes a se divorciar.
Se antes levavam um modo de vida sexualmente impetuoso e sem conflitos, Leila e David ficam sem saber direito o que fazer quando a paixão, novidade, vem, gerando temor e insegurança. Não conheço o livro em que o filme é baseado, mas roteiro e direção de “Deite comigo” são certeiros, bem como as atuações de Laureen Lee Smith e Eric Balfour.
O filme é também reflexão sobre sexo e amor. Há um momento em que uma amiga de Leila, que está prestes a se casar mas continua transando com um namorado antigo, diz que seu futuro marido é amoroso e tudo o mais, mas deveria ter o pênis do antigo namorado dela. Leila, posteriormente, pergunta-se por que a amiga deveria se casar, já que tem sexo gostoso com o namorado que teve. Mal sabe Leila que voltará a pensar no assunto, dessa vez ao olhar para a própria vida...
Ciúme, amor, sexo, decepções, incertezas... Tudo presente em “Deite comigo”. Das cenas de sexo ao comportamento dos personagens, tudo é convincente. Clément Virgo, o diretor, soube dosar sexo e poesia, o que não é pouco para uma obra de arte.
Leila e David se conhecem num bar e têm um flerte sensual; posteriormente, no fundo do estabelecimento, ela faz sexo oral num dos clientes. David e a namorada, dentro de um carro, observam tudo e começam a transar também. Leila e David ficam se observando e se desejando.
À medida que o enredo vai avançando, as picantes cenas de sexo entre e Leila e David passam a conviver com um lirismo um tanto triste. Enquanto o casal vive atribulado romance, ele tem de cuidar do pai doente e ela tem de conviver com pais que vivem às turras e estão prestes a se divorciar.
Se antes levavam um modo de vida sexualmente impetuoso e sem conflitos, Leila e David ficam sem saber direito o que fazer quando a paixão, novidade, vem, gerando temor e insegurança. Não conheço o livro em que o filme é baseado, mas roteiro e direção de “Deite comigo” são certeiros, bem como as atuações de Laureen Lee Smith e Eric Balfour.
O filme é também reflexão sobre sexo e amor. Há um momento em que uma amiga de Leila, que está prestes a se casar mas continua transando com um namorado antigo, diz que seu futuro marido é amoroso e tudo o mais, mas deveria ter o pênis do antigo namorado dela. Leila, posteriormente, pergunta-se por que a amiga deveria se casar, já que tem sexo gostoso com o namorado que teve. Mal sabe Leila que voltará a pensar no assunto, dessa vez ao olhar para a própria vida...
Ciúme, amor, sexo, decepções, incertezas... Tudo presente em “Deite comigo”. Das cenas de sexo ao comportamento dos personagens, tudo é convincente. Clément Virgo, o diretor, soube dosar sexo e poesia, o que não é pouco para uma obra de arte.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
ESPETÁCULOS
Abaixo, vídeo com fotos de apresentações artísticas.
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domingo, 2 de agosto de 2009
FOTOS
Pessoas, abaixo, vídeo com algumas fotos minhas. Espero que gostem.
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HAICAI 25
Longa obra:
Polir, insistir, descartar:
dizer sem sobra.
Polir, insistir, descartar:
dizer sem sobra.
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FOTOPOEMA 122
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
LAR
Em teu corpo,
mora o amor.
Teu corpo,
quero habitar.
mora o amor.
Teu corpo,
quero habitar.
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
CONTO 36
Abigail conhecia todos os homens da cidade. Sabia das manias e das preferências de cada um. Por um ou por outro, chegou a nutrir certo afeto, mas nada além disso. Certo dia, apaixonou-se por um forasteiro e deixou a cidade. Pelo forasteiro, sentiu amor, mas foi abandonada por ele, que fugiu com uma cigana. Ela então voltou para a cidade natal. Deixou de lado a vida que levava, fechando-se em casto comedimento. A todos os homens que a procuravam com as mais tentadoras propostas, sedentos por reviver as estripulias do passado, ela dizia que voltaria um dia a entregar seu corpo só se fosse por amor. Morreu casta.
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FOTOPOEMA 121
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terça-feira, 28 de julho de 2009
FOTOPOEMA 120
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FOTOPOEMA 119
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LETRA DE MÚSICA (15)
Se eu fosse vento,
haveria brisa em tua pele.
Se eu fosse estrela,
nunca ficarias sem rumo.
Se eu fosse chuva,
embalaria teu sono.
Se eu fosse breu,
embalaria teu sonho.
Se eu fosse luz,
acenderia teus olhos.
Mas não sou vento,
não sou estrela,
não sou chuva,
não sou breu,
não sou luz.
Sou gente.
Se tenho encanto,
é encanto de gente.
E o encanto de gente
está longe do encanto
do vento, da estrela,
da chuva, do breu, da luz.
Encanto de gente é se encantar.
Tu és encantadora.
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domingo, 26 de julho de 2009
FOTOPOEMA 118
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sábado, 25 de julho de 2009
METONÍMIAS
O navio partiu.
E o cais morreu
de saudade.
E o cais morreu
de saudade.
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
TEMPO DE AMAR
Mesmo depois de tanto olhar,
não se cansaram os olhos meus.
Esse amor é mesmo infatigável.
E tenaz e paciente e gigante.
Meu amor dura sempre por
ser alimentado a cada segundo.
Folhas caíram, o norte nevou.
De cada estação, uma metáfora.
O que são os segundos?
O que são as horas?
O que são os dias?
O que são os anos?
Tudo isso já passou.
O que há é meu amor,
que sabe de coração
seu caminho e seu tempo.
Teu corpo e meu corpo.
A gente se cansa por amor.
A gente descansa por amor.
A gente recomeça por amor.
não se cansaram os olhos meus.
Esse amor é mesmo infatigável.
E tenaz e paciente e gigante.
Meu amor dura sempre por
ser alimentado a cada segundo.
Folhas caíram, o norte nevou.
De cada estação, uma metáfora.
O que são os segundos?
O que são as horas?
O que são os dias?
O que são os anos?
Tudo isso já passou.
O que há é meu amor,
que sabe de coração
seu caminho e seu tempo.
Teu corpo e meu corpo.
A gente se cansa por amor.
A gente descansa por amor.
A gente recomeça por amor.
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FOTOPOEMA 117
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LETRA DE MÚSICA (14)
Estrelas se fecham,
arrebóis dizem adeus.
Haverá um tempo em que
tua saudade estará vaga?
Há dias em que
a saudade de ti dói mais.
Há dias em que
a saudade de ti dói demais.
Que eu acabe enfim.
Que eu acabe em sim.
arrebóis dizem adeus.
Haverá um tempo em que
tua saudade estará vaga?
Há dias em que
a saudade de ti dói mais.
Há dias em que
a saudade de ti dói demais.
Que eu acabe enfim.
Que eu acabe em sim.
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FOTOPOEMA 116
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terça-feira, 21 de julho de 2009
SEGUNDO O AMOR
O amor insere eternidade
entre um segundo e outro.
Fico inventando o que fazer,
imagino-te aqui...
Esse tempo que parece
não querer passar,
enquanto a ânsia
por tudo o que és
é tudo o que sou.
entre um segundo e outro.
Fico inventando o que fazer,
imagino-te aqui...
Esse tempo que parece
não querer passar,
enquanto a ânsia
por tudo o que és
é tudo o que sou.
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PELEJA COM EDITORAS
Quando lancei meu segundo livro, em 2003, escrevi, em breve texto biográfico que compõe a edição, que era minha intenção lançar em livro as crônicas outrora publicadas em jornais. Recentemente, quando comentei com alguns amigos a intenção, sugeriram que eu procurasse editoras para a execução do projeto.
Confesso que não estou com ânimo para tentar a publicação por intermédio de alguma editora. Sou realista. A publicação tem um grande “entrave”: não sou conhecido. Que interesse poderia haver por parte de uma editora em publicar um livro de textos escritos entre 1992 e 2008 por um autor que ninguém conhece e publicados em jornais de uma cidade do interior?
Obviamente, não estou desmerecendo nem meus textos nem os meios em que foram publicados nem a cidade. Num exercício talvez inútil, estou apenas tentando, por assim dizer, pensar como um editor que analisa se coloca (ou não) um produto à venda no mercado.
Fosse eu alguém consagrado, talvez pudessem se interessar. Talvez. Assim, esta postagem é uma espécie de justificativa para os amigos, que têm sugerido a busca por uma editora. Mas não pensem que não sei o que é a peleja de se tentar publicação por meio delas.
Na maioria das vezes em que entrei em contato com elas, não obtive retorno. E quando há algum, são geralmente lacônicos e pouco gentis. Num desses contatos, enviei e-mail perguntando se eu poderia encaminhar um livro de poesia. A íntegra da resposta: “A editora ... somente publica textos de autores consagrados”.
O que não é verdade, pois sei que a tal editora publica também autores inéditos. Nem quiseram dar uma olhada no material; para tanto, valeram-se de uma evasiva mentirosa. Contudo, sei que não darei sossego para os editores. Terão ainda de enviar muitas respostas lacônicas e pouco gentis.
Confesso que não estou com ânimo para tentar a publicação por intermédio de alguma editora. Sou realista. A publicação tem um grande “entrave”: não sou conhecido. Que interesse poderia haver por parte de uma editora em publicar um livro de textos escritos entre 1992 e 2008 por um autor que ninguém conhece e publicados em jornais de uma cidade do interior?
Obviamente, não estou desmerecendo nem meus textos nem os meios em que foram publicados nem a cidade. Num exercício talvez inútil, estou apenas tentando, por assim dizer, pensar como um editor que analisa se coloca (ou não) um produto à venda no mercado.
Fosse eu alguém consagrado, talvez pudessem se interessar. Talvez. Assim, esta postagem é uma espécie de justificativa para os amigos, que têm sugerido a busca por uma editora. Mas não pensem que não sei o que é a peleja de se tentar publicação por meio delas.
Na maioria das vezes em que entrei em contato com elas, não obtive retorno. E quando há algum, são geralmente lacônicos e pouco gentis. Num desses contatos, enviei e-mail perguntando se eu poderia encaminhar um livro de poesia. A íntegra da resposta: “A editora ... somente publica textos de autores consagrados”.
O que não é verdade, pois sei que a tal editora publica também autores inéditos. Nem quiseram dar uma olhada no material; para tanto, valeram-se de uma evasiva mentirosa. Contudo, sei que não darei sossego para os editores. Terão ainda de enviar muitas respostas lacônicas e pouco gentis.
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domingo, 19 de julho de 2009
DIA DE BONGÔ (2)
Ontem, tive novamente o privilégio de acompanhar Pablo Marques e Marina Morais em mais um show num dos bares da cidade. Agradeço aos dois pela oportunidade.
Abaixo, trecho da apresentação. A canção é “Não vá embora”, sucesso da Marisa Monte. A composição é dela e de Arnaldo Antunes. Também abaixo a letra da canção.
E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Abaixo, trecho da apresentação. A canção é “Não vá embora”, sucesso da Marisa Monte. A composição é dela e de Arnaldo Antunes. Também abaixo a letra da canção.
E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
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sábado, 18 de julho de 2009
LETRA DE MÚSICA (13)
Toca-se com amor um instrumento.
Toca-se com amor um corpo.
O instrumento é corpo amoroso.
O corpo é instrumento amoroso.
Há melodias que extraio
de meu instrumento musical.
Mas as composições perfeitas
são as que faço nascer de teu corpo.
Toca-se com amor um corpo.
O instrumento é corpo amoroso.
O corpo é instrumento amoroso.
Há melodias que extraio
de meu instrumento musical.
Mas as composições perfeitas
são as que faço nascer de teu corpo.
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LETRA DE MÚSICA (12)
Darei mil voltas em teu quarteirão,
inventarei mil e um motivos.
Prosseguirei firme e amoroso em tua direção,
desde que tua voz chame pelo meu nome.
Numa certa noite a estrela caiu.
Numa madrugada a ave acordou.
O rádio tocou nossa canção,
os amigos brindaram sorridentes.
No que presencio, quero tua presença.
É outra a graça das coisas quando
também olhas para o que vivo.
Quero viver em teu olhar.
inventarei mil e um motivos.
Prosseguirei firme e amoroso em tua direção,
desde que tua voz chame pelo meu nome.
Numa certa noite a estrela caiu.
Numa madrugada a ave acordou.
O rádio tocou nossa canção,
os amigos brindaram sorridentes.
No que presencio, quero tua presença.
É outra a graça das coisas quando
também olhas para o que vivo.
Quero viver em teu olhar.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
"C'MON, CRAZY PEOPLE!"
Hoje foi dia de me lembrar demais da Rádio Mundial, do Rio de Janeiro, que escutei assiduamente na década de 80.
A Mundial não existe mais – hoje, é a CBN (Central Brasileira de Notícias), que tem afiliadas espalhadas pelo Brasil.
Eu me lembrei da Mundial porque consegui uma canção que escutava demais pela emissora – “Duel”, do grupo Propaganda. Consegui a versão longa, com seus dois minutos e dois segundos de introdução.
No começo, apenas teclado e bateria; depois do primeiro minuto, entra o baixo e uma discreta intervenção de guitarra; teclado e bateria continuam.
Como era bom escutar a Mundial e os sucessos da época. A primeira vez em que escutei “Papa don’t preach”, da Madonna, foi pela Mundial. A primeira vez em que escutei “The finest”, com SOS Band, foi também pela Mundial.
Na época, eu tinha aula às 7h. Antes de ir, ficava escutando a Mundial. Depois, à noite, a partir das 20h, Mundial outra vez. Só desligava quando o sono batia.
Foi lá que trabalhou o lendário Big Boy, na década de 60. Como nasci em 1970, não tive o privilégio de escutar o Big Boy enquanto ele esteve na Mundial. Mas na adolescência, eu já tinha a voz dele gravada em fita cassete (você que é jovem, pergunte para seus avós o que é isso).
O Big Boy esteve aqui em Patos de Minas. Meu pai já havia comentado isso comigo. Assim que comecei a trabalhar em rádio, uma das primeiras coisas que procurei saber foi sobre a passagem do Big Boy por aqui. José Afonso e Edson Geraldo (que morreu em setembro do ano passado) tiveram contato com ele.
José Afonso conversou informalmente com o astro da Mundial; já Edson Geraldo o entrevistou para a Rádio Clube. No Youtube, há material sobre o Big boy (caso se interesse, procure por Big Boy e/ou Rádio Mundial).
Nada como uma tarde saudosista. O Guimarães Rosa escreveu que “toda saudade é uma espécie de velhice”. Mas até a velhice pode ser embalada por música.
A Mundial não existe mais – hoje, é a CBN (Central Brasileira de Notícias), que tem afiliadas espalhadas pelo Brasil.
Eu me lembrei da Mundial porque consegui uma canção que escutava demais pela emissora – “Duel”, do grupo Propaganda. Consegui a versão longa, com seus dois minutos e dois segundos de introdução.
No começo, apenas teclado e bateria; depois do primeiro minuto, entra o baixo e uma discreta intervenção de guitarra; teclado e bateria continuam.
Como era bom escutar a Mundial e os sucessos da época. A primeira vez em que escutei “Papa don’t preach”, da Madonna, foi pela Mundial. A primeira vez em que escutei “The finest”, com SOS Band, foi também pela Mundial.
Na época, eu tinha aula às 7h. Antes de ir, ficava escutando a Mundial. Depois, à noite, a partir das 20h, Mundial outra vez. Só desligava quando o sono batia.
Foi lá que trabalhou o lendário Big Boy, na década de 60. Como nasci em 1970, não tive o privilégio de escutar o Big Boy enquanto ele esteve na Mundial. Mas na adolescência, eu já tinha a voz dele gravada em fita cassete (você que é jovem, pergunte para seus avós o que é isso).
O Big Boy esteve aqui em Patos de Minas. Meu pai já havia comentado isso comigo. Assim que comecei a trabalhar em rádio, uma das primeiras coisas que procurei saber foi sobre a passagem do Big Boy por aqui. José Afonso e Edson Geraldo (que morreu em setembro do ano passado) tiveram contato com ele.
José Afonso conversou informalmente com o astro da Mundial; já Edson Geraldo o entrevistou para a Rádio Clube. No Youtube, há material sobre o Big boy (caso se interesse, procure por Big Boy e/ou Rádio Mundial).
Nada como uma tarde saudosista. O Guimarães Rosa escreveu que “toda saudade é uma espécie de velhice”. Mas até a velhice pode ser embalada por música.
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terça-feira, 14 de julho de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (55)
Para tirar esta foto, estiquei o braço para fora do carro e apertei o obturador. Eu estava no banco da frente do passageiro.A intenção inicial era fotografar uma plantação de girassóis. Mas hoje, lá chegando, eles já estavam murchos.
Ainda assim, eu, Carlos (o motorista) e Hugo (o filho dele) demos uma volta de carro pela estradinha que há no meio da plantação, na esperança de achar um trecho em que os girassóis estivessem mais vistosos.
Não obtendo sucesso, já estávamos fazendo o caminho de volta quando Carlos avistou a seriema acima. Pedi a ele que parasse e tirei algumas fotos.
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
ENTENDIMENTO
Entendo os fracassados.
Entendo os vitoriosos.
Entendo os dependentes da beleza.
Entendo os dependentes.
Entendo o batuque e a melodia.
Entendo os impetuosos.
Entendo os covardes.
Entendo os belos.
Entendo os feios.
Entendo os que se emocionam.
Entendo os frios.
Entendo os rios.
Entendo os viciados.
Entendo os virtuosos.
Entendo os cantores e os desafinados.
Entendo os tímidos.
Entendo os palhaços.
Entendo os palhaços tímidos.
Entendo as virgens e as putas.
Entendo a sanfona e o oboé.
Entendo os místicos.
Entendo os ateus.
Entendo os que nunca acordam.
Entendo os gênios.
Entendo os tolos.
Entendo os santos e os assassinos.
Entendo Rolando Boldrin e Keith Moon.
Entendo Van Gogh e Da Vinci.
Entendo o Vale do Jequitinhonha e Tóquio.
Falta eu me entender.
Entendo os vitoriosos.
Entendo os dependentes da beleza.
Entendo os dependentes.
Entendo o batuque e a melodia.
Entendo os impetuosos.
Entendo os covardes.
Entendo os belos.
Entendo os feios.
Entendo os que se emocionam.
Entendo os frios.
Entendo os rios.
Entendo os viciados.
Entendo os virtuosos.
Entendo os cantores e os desafinados.
Entendo os tímidos.
Entendo os palhaços.
Entendo os palhaços tímidos.
Entendo as virgens e as putas.
Entendo a sanfona e o oboé.
Entendo os místicos.
Entendo os ateus.
Entendo os que nunca acordam.
Entendo os gênios.
Entendo os tolos.
Entendo os santos e os assassinos.
Entendo Rolando Boldrin e Keith Moon.
Entendo Van Gogh e Da Vinci.
Entendo o Vale do Jequitinhonha e Tóquio.
Falta eu me entender.
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domingo, 12 de julho de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (54)
Nessa sexta, participei de festa em um de meus locais de trabalho. Houve pipoca, quentão, correio elegante, quadrilha e tudo o mais.Levei a câmera para registrar informalmente o evento. Depois das 23h, a Lua também veio conferir o auê, despontando atrás de um prédio.
Procurando um melhor ângulo para fotografá-la, vi que poderia haver uma composição em que a Lua estivesse atrás das folhagens de uma árvore.
Como era noite, eu sabia que as condições eram desfavoráveis: eu estava sem tripé e teria de usar uma velocidade muito baixa, o que de fato ocorreu.
Para evitar foto tremida, escorei na porta de um estabelecimento ao lado da escola, prendi a respiração antes de cada foto e comecei a fotografar.
Para a foto acima, usei velocidade de 1/4. Isso significa um intervalo de um segundo dividido por quatro. Parece um tempo muito rápido, mas para a fotografia é mais do que o bastante para que a foto saia tremida, ainda mais que eu estava usando o zoom.
A abertura foi F/5. Usei ISO 400 e exposição manual. O registro foi feito com câmera digital compacta, às 23h25.
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
FESTIVAL MARRECO TERÁ SEGUNDA EDIÇÃO
No dia 20 de setembro, no Parque Municipal do Mocambo, será realizada a segunda edição do Festival Marreco de Cultura Independente. A organização do evento é da Peleja Criação Cultural, composta por Alan Girardeli, Vane Pimentel, Maíra Miller, Mara Porto, Eduardo Moe e Ciro Nunes.
As inscrições para o Festival podem ser feitas até o dia 18 de julho. Além do Festival, oficinas culturais serão realizadas no período de 14 a 19 de setembro (o local das oficinas ainda não foi definido pela equipe do Peleja Criação Cultural). Mais informações podem ser obtidas neste endereço.
Os responsáveis pelo Festival têm experiência na organização e na participação de eventos similares. No ano passado, organizaram com êxito a primeira edição do Marreco. Além disso, Alan, Vane e Ciro têm percorrido diversas cidades do Brasil a fim de participarem de festivais de música independente. Os três são integrantes da banda Vandaluz.
O Festival Marreco de Cultura Independente tem a intenção de inserir Patos de Minas na agenda dos festivais de música e cultura independente que têm ocorrido por todo o Brasil. A internet acabou fazendo com que músicos procurem maneiras alternativas de divulgarem seu trabalho, na falta de oportunidades nas grandes gravadoras. Aliados à internet, os festivais independentes são oportunidades de as bandas mostrarem suas músicas.
O ponto alto de eventos dessa natureza é que os participantes, na maioria dos casos, apresentam composições próprias. Na primeira edição do Festival, bandas de Belo Horizonte, Uberaba, Sabará e Uberlândia marcaram presença em Patos de Minas.
As inscrições para o Festival podem ser feitas até o dia 18 de julho. Além do Festival, oficinas culturais serão realizadas no período de 14 a 19 de setembro (o local das oficinas ainda não foi definido pela equipe do Peleja Criação Cultural). Mais informações podem ser obtidas neste endereço.
Os responsáveis pelo Festival têm experiência na organização e na participação de eventos similares. No ano passado, organizaram com êxito a primeira edição do Marreco. Além disso, Alan, Vane e Ciro têm percorrido diversas cidades do Brasil a fim de participarem de festivais de música independente. Os três são integrantes da banda Vandaluz.
O Festival Marreco de Cultura Independente tem a intenção de inserir Patos de Minas na agenda dos festivais de música e cultura independente que têm ocorrido por todo o Brasil. A internet acabou fazendo com que músicos procurem maneiras alternativas de divulgarem seu trabalho, na falta de oportunidades nas grandes gravadoras. Aliados à internet, os festivais independentes são oportunidades de as bandas mostrarem suas músicas.
O ponto alto de eventos dessa natureza é que os participantes, na maioria dos casos, apresentam composições próprias. Na primeira edição do Festival, bandas de Belo Horizonte, Uberaba, Sabará e Uberlândia marcaram presença em Patos de Minas.
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quarta-feira, 8 de julho de 2009
LETRA DE MÚSICA (11)
Chegou a hora, chegou o dia.
Marcamos endereço e local.
Vou encontrar meu amor
bem na estrada onde nasce o luar,
bem na hora em que a Lua
despontar no horizonte.
Com meu amor vou passear,
namorar e me casar.
Então, o encontro.
O mesmo aqui,
o mesmo agora.
Meu amor e eu
começamos
nossa estrada.
Lá da serra,
a Lua enorme dá
um banho de amor.
Marcamos endereço e local.
Vou encontrar meu amor
bem na estrada onde nasce o luar,
bem na hora em que a Lua
despontar no horizonte.
Com meu amor vou passear,
namorar e me casar.
Então, o encontro.
O mesmo aqui,
o mesmo agora.
Meu amor e eu
começamos
nossa estrada.
Lá da serra,
a Lua enorme dá
um banho de amor.
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Letras de música
terça-feira, 7 de julho de 2009
HAICAI 24
Calor certeiro.
De repente, chuva; da terra,
bebo o cheiro.
De repente, chuva; da terra,
bebo o cheiro.
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ANABELA
Consegui recentemente uma das canções mais tristes que já escutei – “Anabela”, cantada por Renato Braz. Triste e sensual. A composição é de Mário Gil e Paulo César Pinheiro. É triste, mas como é bela.
Não sei se há algum outro registro da canção (caso alguém aí saiba, gentileza me dizer). Penso que o fato de eu achar a obra extremamente triste se deve não somente à letra, mas também ao arranjo.
Há no Youtube registros informais de Renato Braz cantando “Anabela”, com arranjo ligeiramente diferente do original. Ainda assim, é possível ter uma ideia do que estou falando. Caso se interesse, confira um deles aqui. Já para escutar um trechinho do original, clique aqui.
"Anabela" está no CD “Renato Braz”, lançado em 1996. Abaixo, a letra da canção.
_____
No porto de Vila Velha
Vi Anabela chegar
Olho de chama de vela
Cabelo de velejar
Pele de fruta cabocla
Com a boca de cambucá
Seios de agulha de bússola
Na trilha do meu olhar
Fui ancorando nela
Naquela ponta de mar
No pano do meu veleiro
Veio Anabela deitar
Vento eriçava o meu pelo
Queimava em mim seu olhar
Seu corpo de tempestade
Rodou meu corpo no ar
Com mãos de rodamoinho
Fez o meu barco afundar
Eu que pensei que fazia
Daquele ventre meu cais
Só percebi meu naufrágio
Quando era tarde demais
Vi Anabela partindo
Pra não voltar nunca mais
Não sei se há algum outro registro da canção (caso alguém aí saiba, gentileza me dizer). Penso que o fato de eu achar a obra extremamente triste se deve não somente à letra, mas também ao arranjo.
Há no Youtube registros informais de Renato Braz cantando “Anabela”, com arranjo ligeiramente diferente do original. Ainda assim, é possível ter uma ideia do que estou falando. Caso se interesse, confira um deles aqui. Já para escutar um trechinho do original, clique aqui.
"Anabela" está no CD “Renato Braz”, lançado em 1996. Abaixo, a letra da canção.
_____
No porto de Vila Velha
Vi Anabela chegar
Olho de chama de vela
Cabelo de velejar
Pele de fruta cabocla
Com a boca de cambucá
Seios de agulha de bússola
Na trilha do meu olhar
Fui ancorando nela
Naquela ponta de mar
No pano do meu veleiro
Veio Anabela deitar
Vento eriçava o meu pelo
Queimava em mim seu olhar
Seu corpo de tempestade
Rodou meu corpo no ar
Com mãos de rodamoinho
Fez o meu barco afundar
Eu que pensei que fazia
Daquele ventre meu cais
Só percebi meu naufrágio
Quando era tarde demais
Vi Anabela partindo
Pra não voltar nunca mais
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
FOTOPOEMA 115
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domingo, 5 de julho de 2009
FOTOPOEMA 114
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AGRADECIMENTO
Num lapso imperdoável, eu me esqueci de agradecer a meu amigo Pablo Marques, excelente violonista, na postagem anterior. Não bastasse o talentoso músico que é, Pablo é cinéfilo. Além dos filmes que peço a ele que consiga para mim, ele sempre tem outras e proveitosas sugestões. Eu queria há um tempão assistir a “Coisas que você pode dizer só de olhar para ela”. Foi ele quem conseguiu o filme para mim.
sábado, 4 de julho de 2009
"COISAS QUE VOCÊ PODE DIZER SÓ DE OLHAR PARA ELA"
Terminei de assistir há pouco a “Coisas que você pode dizer só de olhar para ela” (Things you can tell just by looking at her), escrito e dirigido por Rodrigo García, que é filho de Gabriel García Márquez. O filme é de 2000.
A obra é dividida em segmentos ou capítulos. À medida que o filme avança, vamos sendo apresentados aos personagens. A narrativa, que começa fatiada, aos poucos vai fazendo sentido, pois gradativamente os protagonistas vão se tornando presentes nas vidas uns dos outros.
O universo feminino é tratado com sensibilidade e inteligência. Mulheres às voltas com a profissão e com a busca do amor, num drama que consegue ser lírico e divertido. Os capítulos fazem com que as conheçamos tanto no trabalho quanto na intimidade de suas casas. Glenn Close, Cameron Diaz, Calista Flockhart, Kathy Baker, Holly Hunter e Amy Brenneman estão no filme.
Rodrigo García parece ter herdado do pai o gosto pelo humor. Há um momento em que a personagem Carol Faber (Cameron Diaz) está lendo um livro em braile – ela é cega. A irmã dela chega e pergunta que livro Carol está lendo. A princípio, ela brinca, dizendo se tratar de “Homens são de Marte, mulheres são de Vênus”. Mas depois comenta que na verdade está lendo “Cem anos de solidão”.
Há um anão, uma personagem cega, uma outra com câncer. Aos dramas psicológicos, juntam-se as limitações do corpo. Mas tudo tratado de tal modo a evitar que o filme se torne um dramalhão barato.
No primeiro segmento, Glenn Close é a doutora Keener, que cuida da mãe inválida. No segundo, Rebecca (Holly Hunter) é uma gerente de banco que lida com uma gravidez indesejada e com uma pedinte de rua que parece saber mais sobre Rebecca do que ela própria. No terceiro, Rose (interpretada por Kathy Baker) se debate sobre tentar começar ou não um romance com um anão (Danny Woodburn) que se muda para a casa em frente à dela. No quarto segmento, Calista Flockhart é Christine, lésbica que lê cartas de tarô e convive com a tristeza de ver sua amante (interpretada por Valeria Golino) definhar por causa do câncer. Por fim, no quinto segmento, Amy Brenneman é a detetive Kathy Faber, que passa a analisar a própria solidão depois que sua irmã cega começa a namorar.
A obra é dividida em segmentos ou capítulos. À medida que o filme avança, vamos sendo apresentados aos personagens. A narrativa, que começa fatiada, aos poucos vai fazendo sentido, pois gradativamente os protagonistas vão se tornando presentes nas vidas uns dos outros.
O universo feminino é tratado com sensibilidade e inteligência. Mulheres às voltas com a profissão e com a busca do amor, num drama que consegue ser lírico e divertido. Os capítulos fazem com que as conheçamos tanto no trabalho quanto na intimidade de suas casas. Glenn Close, Cameron Diaz, Calista Flockhart, Kathy Baker, Holly Hunter e Amy Brenneman estão no filme.
Rodrigo García parece ter herdado do pai o gosto pelo humor. Há um momento em que a personagem Carol Faber (Cameron Diaz) está lendo um livro em braile – ela é cega. A irmã dela chega e pergunta que livro Carol está lendo. A princípio, ela brinca, dizendo se tratar de “Homens são de Marte, mulheres são de Vênus”. Mas depois comenta que na verdade está lendo “Cem anos de solidão”.
Há um anão, uma personagem cega, uma outra com câncer. Aos dramas psicológicos, juntam-se as limitações do corpo. Mas tudo tratado de tal modo a evitar que o filme se torne um dramalhão barato.
No primeiro segmento, Glenn Close é a doutora Keener, que cuida da mãe inválida. No segundo, Rebecca (Holly Hunter) é uma gerente de banco que lida com uma gravidez indesejada e com uma pedinte de rua que parece saber mais sobre Rebecca do que ela própria. No terceiro, Rose (interpretada por Kathy Baker) se debate sobre tentar começar ou não um romance com um anão (Danny Woodburn) que se muda para a casa em frente à dela. No quarto segmento, Calista Flockhart é Christine, lésbica que lê cartas de tarô e convive com a tristeza de ver sua amante (interpretada por Valeria Golino) definhar por causa do câncer. Por fim, no quinto segmento, Amy Brenneman é a detetive Kathy Faber, que passa a analisar a própria solidão depois que sua irmã cega começa a namorar.
FOTOS EM WWW.LIVIOSOARES.COM
Pessoas, há novas fotos em meu site. Para os que têm o hábito de frequentar este blogue, não haverá novidades. Se esse não é seu caso, confira as atualizações aqui. Aproveite e se sinta totalmente à vontade para conferir, além das fotos, os áudios, as crônicas e os fotopoemas - estes também serão atualizados em breve.
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APONTAMENTO 64
A madrugada sempre me traz coisas belas. O que não me impede de sentir as belezas do dia.
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APONTAMENTO 63
Na falta da força, uma fraqueza criativa.
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APONTAMENTO 62
Tudo o que faço um dia fará sentido. Se não para mim, para você.
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APONTAMENTO 61
Somos feitos de um anjo triste e de um demônio alegre. Talvez por isso, pelejamos em busca do deus da felicidade.
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LETRA DE MÚSICA (10)
Eu me cerco de
coisas belas
na tentativa
de belo ficar.
Acerquei-me
de ti,
de livros,
do Cerrado.
Se belo eu ficar,
terá sido graças
às coisas que
me cercaram.
Agradeço
a ti,
aos livros,
ao Cerrado.
Uma canção me dança,
o amor é feito,
a madrugada invade,
a beleza amanhece.
coisas belas
na tentativa
de belo ficar.
Acerquei-me
de ti,
de livros,
do Cerrado.
Se belo eu ficar,
terá sido graças
às coisas que
me cercaram.
Agradeço
a ti,
aos livros,
ao Cerrado.
Uma canção me dança,
o amor é feito,
a madrugada invade,
a beleza amanhece.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
FOTOPOEMA 113 / HAICAI 23
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
A SALVADOR DALI
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APONTAMENTO 60
A sutileza é poderosa.
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terça-feira, 30 de junho de 2009
FOTOPOEMA 112
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
APONTAMENTO 59
O futuro está escrito no passado. Está em cada letra escrita, em cada gota que cai, em cada estrela que morre... O futuro está em nossas mãos e fora delas. A história de tudo está diante, dentro e fora de nós, num código que tentamos decifrar, em mais uma daquelas obviedades que, quando elucidadas, deixam-nos pasmos.
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sábado, 27 de junho de 2009
FOTOPOEMA 111
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NOVO ÁUDIO EM MEU SITE
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SÁBADO NO PARQUE
Dedico as fotos abaixo ao Breno e à Marcela, pela tarde divertida que tivemos hoje lá no Parque do Mocambo. Anteriormente, foram meus alunos; agora, são amigos. Estive passando para os dois algumas dicas de como lidar com velocidade e abertura no ato de fotografar. Abaixo, algumas das fotos tiradas hoje à tarde.
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FOTOPOEMA 110 / CLÉVERSON LIMA
Os dedos e o violão acima pertencem a Cléverson Lima, músico local sobre quem já escrevi neste blogue. Embora a foto deixe claro, ainda assim digo que a imagem foi registrada enquanto ele executava “Everybody wants to rule the world”, do Tears for Fears. Já o texto acima (bem como o texto da postagem anterior) foi extraído de meu primeiro livro, Leve poesia, publicado em 2000.Abaixo, vídeo feito por mim durante performance de Cléverson, que não sabia que eu estava filmando (ele gentilmente me concederia autorização para que eu publicasse foto e vídeo). Releve a qualidade ruim, pois eu estava um tanto longe do artista. Além disso, o registro foi feito com equipamento amador, assim como amador é o “cinegrafista”. Por fim, considere o fato de que já era madrugada e eu estava num bar... No solo, Cléverson está executando a parte final de “‘Índios’”, do Legião Urbana. Há ainda a alusão a Jimi Hendrix.
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
FOTOPOEMA 109
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HERE, THERE AND EVERYWHERE
Tenho acompanhado desde ontem, pela CNN, o trabalho de cobertura sobre a morte de Michael Jackson. Nas reportagens ao vivo que têm sido feitas nas grandes metrópoles do mundo, os supostos fãs, como era de se esperar, assim que vêem o repórter falando, ficam ao fundo pulando, fazendo gracinhas bobas, dando tchauzinho para a câmera... Panis et circenses.
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FOTOPOEMA 108
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
APONTAMENTO 58
Dos mitos aos sonhos, passando pelo artista todo maquiado no circo, tudo é contar história. Cada um conta a sua como consegue, sabendo disso ou não; todo mundo é personagem, sabendo ou não. Nessa história toda, que pode ser triste ou feliz, monótona ou vivaz, somos todos autores e personagens, escrevemos e somos escritos. Poder-se-ia simplesmente dizer: “Como somos estúpidos”. Ora, mas isso é pobre. Quando se cria uma história, nem por isso deixamos de ser estúpidos, mas somos, em contrapartida e ao mesmo tempo, criativos, e entendemos melhor nossa estupidez. Do buquê enviado à ofensa proferida, tudo é um contar de história. Queremos, talvez em vão, entender o que somos e o que são as demais coisas. E nosso jeito de fazer isso é contar histórias.
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
CONTO 35
João queria achar o que escrever no cartão. Algo que expressasse o quanto a namorada está presente na vida dele. Pensou em dizer que a presença dela é epidérmica. Depois, cogitou escrever que ela corre nas veias. Por fim, relatou um sonho: “Sonhei que eu precisava fazer algo que exigiria muito esforço (não lembro o quê), mas que seria bom pra mim. De tão difícil e longo que era, eu quis desistir. Contudo, ainda sonhando, pensei: ‘Não vou desistir, pois será bom pra mim. Além do mais, a Anabela vai achar ótimo eu não ter desistido’”.
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LEGIÃO URBANA EM LAGOA FORMOSA
Em minha postagem sobre o livro “Renato Russo – o filho da revolução”, mencionei duas fotos tiradas num lugar chamado Lagoa Formosa. Eu soube, pela leitura, que não era a cidade aqui perto de Patos de Minas, mas em contrapartida não sabia onde precisamente fica a Lagoa Formosa mencionada no livro.
Entrei então em contato com Carlos Marcelo, o autor da obra; ele gentilmente me respondeu: “Sobre Lagoa Formosa, na verdade não se trata da cidade mineira, mas de uma área de lazer próxima à lagoa que batizou a cidade goiana de Formosa e, pelo fato de ser próxima ao Distrito Federal, logo se tornou uma opção de passeio para os moradores da capital”. Em sua resposta, Carlos Marcelo enviou também um link com informações sobre o lugar – caso queira, confira aqui.
Meu obrigado ao autor pela gentileza e rapidez na resposta a meu e-mail.
Entrei então em contato com Carlos Marcelo, o autor da obra; ele gentilmente me respondeu: “Sobre Lagoa Formosa, na verdade não se trata da cidade mineira, mas de uma área de lazer próxima à lagoa que batizou a cidade goiana de Formosa e, pelo fato de ser próxima ao Distrito Federal, logo se tornou uma opção de passeio para os moradores da capital”. Em sua resposta, Carlos Marcelo enviou também um link com informações sobre o lugar – caso queira, confira aqui.
Meu obrigado ao autor pela gentileza e rapidez na resposta a meu e-mail.
terça-feira, 23 de junho de 2009
FOTOPOEMA 107
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
FOTOPOEMA 106
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APONTAMENTO 57
Algum ente por aí vê todas as coisas? Se vê, vê todas as ruelas, esquinas e não-esquinas do mundo. Se vê, ele me vê agora; ele te vê agora. Ele me viu ontem e viu tudo o que houve antes de mim, bem como verá tudo o que virá depois de nós. Humanamente, vejo, em andares diferentes, um elevador que se fecha e outro que se abre. Pessoas entram e saem. Se algum ente vê tudo, ele vê todos os elevadores do mundo.
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domingo, 21 de junho de 2009
RENATO RUSSO - O FILHO DA REVOLUÇÃO
Terminei de ler hoje o excelente livro “Renato Russo – o filho da revolução” (Editora Agir), do jornalista Carlos Marcelo, nascido em 1970.
Certa vez, em entrevista, Renato Russo, nascido no dia 27 de março em 1960, disse que às vezes se sentia como uma espécie de irmão mais velho da juventude brasileira. Carlos Marcelo, nascido na Paraíba mas tendo feito carreira profissional em Brasília, é um desses “irmãos” mais jovens.
No fim do livro, o jornalista comenta que a ideia de escrever sobre Renato Russo já existia desde quando esteve no fatídico show realizado no estádio Mané Garrincha, em Brasília, no dia 18 de junho de 1988. A banda deixou o palco antes que o show completasse uma hora; houve quebradeira e gente ferida no estádio.
Um dos grandes méritos do livro é a contextualização histórico-política que o autor faz do Brasil nas décadas de 60 e 70. Enquanto a ditadura descia a lenha, jovens burgueses de famílias ricas iam construindo o rock feito na capital do País.
O show aqui em Patos de Minas, no dia 5 de setembro de 1982, por ter sido o primeiro da Legião Urbana, é mencionado no livro. Curiosamente, há duas fotos tiradas num lugar identificado como Lagoa Formosa. Segundo a publicação, uma das fotos é de 1983 (a outra parece ter sido tirada no mesmo dia – não há a data no livro; uma das fotos está na pág. 5; a outra, na 238).
Consultei no saite do IBGE. A única cidade com o nome de Lagoa Formosa é a que fica perto daqui, o que me leva a crer que Lagoa Formosa devia ser (ou ainda é) o nome de algum lugar em Brasília. (Caso alguém aí saiba, gentileza dizer.)
O livro de Carlos Marcelo é rico em material iconográfico. Há várias fotos de Renato Russo em diferentes fases da vida, bem como fac-símiles dos cadernos do artista, que continham desde rascunhos de letras de música a projetos musicais. Numa das anotações, há a referência ao show aqui em Patos de Minas.
Também é curioso acompanhar os pareceres dos censores do regime militar quando impediam a veiculação de obras musicais, não somente do Legião Urbana. Apesar da tragédia que foi a ditadura, a empáfia e o discurso empoado dos censores soam hoje engraçados e ridículos – o livro tem fac--símiles de alguns pareceres e trechos de outros.
Percebe-se que o livro é fruto do trabalho de um jornalista que é também fã. Por outro lado, os defeitos de Renato Russo não deixam de ser mencionados. A biografia tem o mérito de esmiuçar o ser humano que havia por trás do publicamente atribulado roqueiro.
FOTOPOEMA 105
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sábado, 20 de junho de 2009
FOTOPOEMA 104
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
FOTOPOEMA 103 / HAICAI 22
(A imagem é de uma das páginas de “As relações perigosas”. Meu obrigado à minha mãe, que segurou o livro aberto para que eu tirasse a foto.)
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FOTOPOEMA 102 / HAICAI 21
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FOTOPOEMA 101
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
AINDA "AS RELAÇÕES PERIGOSAS"
Assisti a uma das adaptações do livro “As relações perigosas” para o cinema. A trama de Choderlos de Laclos já esteve nas telas em 1959, sob responsabilidade do diretor Roger Vadim; em 1989, pelas mãos do diretor Milos Forman; em 1999, em trabalho do diretor Roger Kumble; e em 1988, sob direção de Stephen Frears.
“As relações perigosas” foi o primeiro filme que Frears dirigiu em Hollywood. Os cenários são suntuosos e o figurino é impecável – a película levou Oscar de melhor figurino e melhor roteiro adaptado, escrito por Christopher Hampton. Esse roteiro cinematográfico é adaptação de peça teatral escrita pelo próprio Hampton.
É importante ressaltar que no poderoso livro de Laclos, a trama vai se desenvolvendo por intermédio de cartas. Trechos dessas cartas compuseram a base dos diálogos no roteiro de Hampton. Como sempre, as comparações entre livro e filme são inevitáveis, mesmo tendo-se em mente que cinema e literatura são diferentes meios de expressão.
Antes mesmo de começar a assistir ao filme, fiquei pensando nas saídas que diretor e roteirista teriam pensado ao levar para a tela o universo de Laclos. Eu estava curioso para saber como confeririam densidade aos personagens do livro.
É que Laclos não tem pressa. As seduções a que se dedicam a Marquesa de Merteuil e o Visconde de Valmont são lentas, calculadas, malévolas e devastadoras. Eu não diria que eles não têm a capacidade de amar. São capazes de amor (contudo, o próprio Laclos escreveu em carta para uma amiga que a Marquesa de Merteuil era incapaz de amar), embora a própria marquesa vaticine, na tradução de Carlos Drummond de Andrade: “Aonde nos conduz, pois, a vaidade! Tem toda a razão o sábio, quando diz que ela é inimiga da felicidade”.
O Visconde de Valmont e a Marquesa de Merteuil frequentam requintados ambientes e têm um diabólico poder de sedução. Ambos sabem jogar, exercem com elegância e inteligência o encanto que sabem que têm. Conhecem suas qualidades e conhecem o sexo oposto. Tramam, mentem.
Já Cécile Volanges é adolescente, ingênua demais. Presa fácil nas teias do conde e da marquesa. Outra personagem, a Presidenta de Tourvel, casada e fervorosa católica, bem poderia ser a redenção do amor, mas também sucumbe à perversidade dos dois. O próprio Laclos escrevera a uma amiga: “O quadro que eu pinto é entristecedor, concordo, mas é verdadeiro”.
Frears levou para a tela a personalidade dos atores principais. Contudo, as duas horas de filme obrigam o diretor a condensar, a cortar, a ser rápido. Em alguns momentos, chegou a me ocorrer que eu acharia a trama confusa caso não tivesse lido o livro, que nos oferece maior possibilidade de tempo de convivência com os personagens e com o enredo. Sou naturalmente lento ao acompanhar enredos intrincados, e por vezes achei meio confusa a trama no filme – o que não me ocorreu no livro.
Nada sei da peça teatral que foi adaptada para que o filme fosse realizado. Mas como se trata de uma produção rodada em Hollywood, penso ter havido uma série de pressões por parte de estúdio, produtores etc para que a história se tornasse um pouco mais palatável.
No filme de Frears, há uma espécie de discurso do visconde (John Malkovich), já no fim, que me soou muito redentor. O destino da marquesa (Glenn Close) no filme, embora vexatório, é menos trágico do que o destino que lhe cabe no livro.
Claro que tenho em mente que adaptações e ajustes têm de ser feitos, pois que cinema e literatura são linguagens diferentes. À parte isso, o filme não alcança a perversidade e a amarga ironia que o livro tem. Quando os créditos começaram, fiquei pensando no fim comportadinho, digamos assim, do filme, mesmo levando-se em conta o destino trágico de uma personagem virtuosa como a Presidenta de Tourvel.
Com outras palavras: terminado o filme, fica-se com aquele pensamento simplista, a que me referi em postagem anterior sobre o livro de Laclos, de que os maus serão punidos. A despeito dos destinos trágicos da marquesa e do visconde, insisto na ideia de que o livro é profunda e tristemente irônico e sarcástico.
Não somente por causa do personagem Prévan (a que também fiz referência na postagem sobre o livro), que está ausente do filme, mas também pelo prefácio fictício que compõe a obra de Laclos. Nesse prefácio, um editor afirma que falta verossimilhança às cartas, chegando a escrever: “Com efeito, muitas personagens postas em cena têm tão maus costumes que é impossível supor hajam vivido em nosso século; neste século de filosofia, em que as luzes [o livro foi publicado no século XVIII, o século do Iluminismo], espalhadas por toda parte, tornaram, como se sabe, todos os homens tão honestos e todas as mulheres tão modestas e reservadas”.
Tudo muito cínico e tragicamente hilariante. Seria o mesmo que eu criar personagens com "tão maus costumes", valendo-me das palavras do prefácio, vivendo em Patos de Minas e inventar eu mesmo um prefácio dizendo que obviamente o autor se engana, pois que numa cidade tão civilizada como a Patos de Minas de hoje não há maus costumes, não há vaidade. Faltou ao filme esse cinismo.
“As relações perigosas” foi o primeiro filme que Frears dirigiu em Hollywood. Os cenários são suntuosos e o figurino é impecável – a película levou Oscar de melhor figurino e melhor roteiro adaptado, escrito por Christopher Hampton. Esse roteiro cinematográfico é adaptação de peça teatral escrita pelo próprio Hampton.
É importante ressaltar que no poderoso livro de Laclos, a trama vai se desenvolvendo por intermédio de cartas. Trechos dessas cartas compuseram a base dos diálogos no roteiro de Hampton. Como sempre, as comparações entre livro e filme são inevitáveis, mesmo tendo-se em mente que cinema e literatura são diferentes meios de expressão.
Antes mesmo de começar a assistir ao filme, fiquei pensando nas saídas que diretor e roteirista teriam pensado ao levar para a tela o universo de Laclos. Eu estava curioso para saber como confeririam densidade aos personagens do livro.
É que Laclos não tem pressa. As seduções a que se dedicam a Marquesa de Merteuil e o Visconde de Valmont são lentas, calculadas, malévolas e devastadoras. Eu não diria que eles não têm a capacidade de amar. São capazes de amor (contudo, o próprio Laclos escreveu em carta para uma amiga que a Marquesa de Merteuil era incapaz de amar), embora a própria marquesa vaticine, na tradução de Carlos Drummond de Andrade: “Aonde nos conduz, pois, a vaidade! Tem toda a razão o sábio, quando diz que ela é inimiga da felicidade”.
O Visconde de Valmont e a Marquesa de Merteuil frequentam requintados ambientes e têm um diabólico poder de sedução. Ambos sabem jogar, exercem com elegância e inteligência o encanto que sabem que têm. Conhecem suas qualidades e conhecem o sexo oposto. Tramam, mentem.
Já Cécile Volanges é adolescente, ingênua demais. Presa fácil nas teias do conde e da marquesa. Outra personagem, a Presidenta de Tourvel, casada e fervorosa católica, bem poderia ser a redenção do amor, mas também sucumbe à perversidade dos dois. O próprio Laclos escrevera a uma amiga: “O quadro que eu pinto é entristecedor, concordo, mas é verdadeiro”.
Frears levou para a tela a personalidade dos atores principais. Contudo, as duas horas de filme obrigam o diretor a condensar, a cortar, a ser rápido. Em alguns momentos, chegou a me ocorrer que eu acharia a trama confusa caso não tivesse lido o livro, que nos oferece maior possibilidade de tempo de convivência com os personagens e com o enredo. Sou naturalmente lento ao acompanhar enredos intrincados, e por vezes achei meio confusa a trama no filme – o que não me ocorreu no livro.
Nada sei da peça teatral que foi adaptada para que o filme fosse realizado. Mas como se trata de uma produção rodada em Hollywood, penso ter havido uma série de pressões por parte de estúdio, produtores etc para que a história se tornasse um pouco mais palatável.
No filme de Frears, há uma espécie de discurso do visconde (John Malkovich), já no fim, que me soou muito redentor. O destino da marquesa (Glenn Close) no filme, embora vexatório, é menos trágico do que o destino que lhe cabe no livro.
Claro que tenho em mente que adaptações e ajustes têm de ser feitos, pois que cinema e literatura são linguagens diferentes. À parte isso, o filme não alcança a perversidade e a amarga ironia que o livro tem. Quando os créditos começaram, fiquei pensando no fim comportadinho, digamos assim, do filme, mesmo levando-se em conta o destino trágico de uma personagem virtuosa como a Presidenta de Tourvel.
Com outras palavras: terminado o filme, fica-se com aquele pensamento simplista, a que me referi em postagem anterior sobre o livro de Laclos, de que os maus serão punidos. A despeito dos destinos trágicos da marquesa e do visconde, insisto na ideia de que o livro é profunda e tristemente irônico e sarcástico.
Não somente por causa do personagem Prévan (a que também fiz referência na postagem sobre o livro), que está ausente do filme, mas também pelo prefácio fictício que compõe a obra de Laclos. Nesse prefácio, um editor afirma que falta verossimilhança às cartas, chegando a escrever: “Com efeito, muitas personagens postas em cena têm tão maus costumes que é impossível supor hajam vivido em nosso século; neste século de filosofia, em que as luzes [o livro foi publicado no século XVIII, o século do Iluminismo], espalhadas por toda parte, tornaram, como se sabe, todos os homens tão honestos e todas as mulheres tão modestas e reservadas”.
Tudo muito cínico e tragicamente hilariante. Seria o mesmo que eu criar personagens com "tão maus costumes", valendo-me das palavras do prefácio, vivendo em Patos de Minas e inventar eu mesmo um prefácio dizendo que obviamente o autor se engana, pois que numa cidade tão civilizada como a Patos de Minas de hoje não há maus costumes, não há vaidade. Faltou ao filme esse cinismo.
Ainda no elenco, Michelle Pfeiffer (que faz a Presidenta de Tourvel), Uma Thurman (no papel de Cécile Volange) e Keanu Reeves (como o Cavaleiro Danceny).
terça-feira, 16 de junho de 2009
www.liviosoares.com
Pessoas, há material “novo” em meu site. Digito a palavra novo entre aspas pelo seguinte: é que na verdade regravei parte dos textos em inglês que estavam lá e deletei um ou outro. Caso queiram, gentileza conferir em www.liviosoares.com.
Mais uma vez, muito obrigado a Rusimário Bernardes pela gentil atenção e pelo competente trabalho.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
FOTOPOEMA 100
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sábado, 13 de junho de 2009
FOTOPOEMA 99
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FOTOPOEMA 98 / HAICAI 20
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
"AS RELAÇÕES PERIGOSAS"
Terminei de reler hoje o estupendo e imprescindível “As relações perigosas”, de Choderlos de Laclos.Pierre-Ambroise Choderlos de Laclos nasceu em Amiens, na França, no dia 18 de outubro de 1741. Morreu em outubro ou novembro de 1803 (há divergências entre os biógrafos quanto ao mês).
Durante boa parte de sua vida foi oficial do regimento francês. Envolveu-se com política – foi preso por causa disso. Construiu fortificações. Segundo biógrafos, teria sido excelente marido. Hoje, não é lembrado por nada disso. Tornou-se conhecido por conta de “As relações perigosas”.
O livro foi publicado em 1782. Antes, o autor já se aventurara em versos de ocasião e numa peça teatral, “Ernestine”, que foi um fracasso.
A trama do romance de Laclos se desenvolve por intermédio de cartas. À medida que vamos lendo as missivas, vamos tomando conhecimento do caráter pérfido de dois dos personagens centrais: o Visconde de Valmont e a Marquesa de Merteuil.
A edição que tenho do livro tem a tradução de Carlos Drummond de Andrade. Em posfácio, o poeta escreve um breve relato sobre a vida de Laclos, bem como faz alguns comentários sobre “As relações perigosas”. Escreve Drummond que o livro “depõe contra o tempo, mas principalmente depõe contra a natureza humana”.
De fato. Em linguagem extremamente elegante e requintada, as peripécias cruéis do Visconde de Valmont e da Marquesa de Merteuil vão sendo executadas. Não há um único palavrão no livro, que, ainda assim, explicita a conduta sexual dos personagens, bem como seus hábitos. A linguagem é primorosa, mas o que é narrado é reles.
É um livro cruel e sem amor. Poder-se-ia argumentar que a boa moral e os bons costumes prevalecem, levando-se em conta o que ocorreu com o Visconde de Valmont e com a Marquesa de Merteuil. Parece haver no fim uma moral bastante clara: os maus serão punidos.
Contudo, não vejo assim. Não concordo com o pensamento de que o livro se insere na dialética do mal contra o bem e que este vai triunfar. A obra é mais relativa e tênue do que isso. O fim do livro, em meu entendimento, é de um cinismo absoluto.
Laclos quase faz com que caiamos na armadilha de que o livro “prova” que a maldade será punida, seja de que modo for. Contudo, há um personagem que pouco aparece, mas que em minha opinião destroi a ideia de que “As relações perigosas” é um livro moralista: trata-se do personagem Prévan.
Ele é tão canalha quanto o Visconde de Valmont. Tão pérfido quanto a Marquesa de Merteuil. Lá pelo meio do livro, Prévan aparece, muito rapidamente, e é logo vítima de mais um dos ardis da marquesa. É então ridicularizado nos salões aristocráticos, sendo por fim banido da sociedade. Já nas últimas páginas, volta e é ovacionado.
O retorno triunfal de Prévan dá ao livro um tom profundamente sarcástico, zombeteiro e triste. Ao trocar o Visconde de Valmont por Prévan, a sociedade estava trocando um canalha por outro. Ou ao trocar a Marquesa de Merteuil por Prévan, essa mesma sociedade estava trocando a vileza pela vilania.
Recomendo com fervor a leitura de “As relações perigosas”. Leiam esse livro. Pelo brilhantismo da linguagem (segundo o próprio Drummond, “como escrevia bem esse danado”, referindo-se a Laclos), pelas finas e sofisticadas observações sobre o amor e sobre as diferenças entre o homem e a mulher, pelo teatro social, pelo mesquinho jogo de sedução empreendido pelo Visconde de Valmont e pela Marquesa de Merteuil. E pela atualidade. Sim: pela atualidade.
Se fosse escrito hoje com a mesma estrutura, penso que não haveria cartas na trama, mas, certamente, e-mails. Contudo, as mesmas paixões, encantos, decepções, maldades, sonhos, tramas, amores e mentiras estariam presentes nesses e-mails.
Entretanto, minhas recomendações estão obviamente aquém do que é o livro. Como todo livro necessário, ele não se esgota, ele se mostra mais rico com o passar do tempo, mais profundo. Há onze anos eu o li pela primeira vez; hoje terminei uma segunda leitura. Quero que outras venham.
É minha intenção comentar em breve uma das adaptações para o cinema de “As relações perigosas”.
O DEGREDADO
Ninguém percebeu,
mas você escutava o mundo.
Ninguém percebeu,
mas você carregava o mundo.
Ninguém percebeu,
mas você não era louco.
Ninguém percebeu,
mas você era feliz.
Ninguém percebeu,
mas você tinha o dom da amizade.
Ninguém percebeu,
mas você não era chato.
Todos perceberam
quando você sumiu por um dia.
Poucos perceberam
quando você sumiu por dois dias.
Quase ninguém percebeu,
mas você não está mais entre nós.
mas você escutava o mundo.
Ninguém percebeu,
mas você carregava o mundo.
Ninguém percebeu,
mas você não era louco.
Ninguém percebeu,
mas você era feliz.
Ninguém percebeu,
mas você tinha o dom da amizade.
Ninguém percebeu,
mas você não era chato.
Todos perceberam
quando você sumiu por um dia.
Poucos perceberam
quando você sumiu por dois dias.
Quase ninguém percebeu,
mas você não está mais entre nós.
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MATERIAL NOVO EM LIVIOSOARES.COM
Pessoas, há material novo em meu site – textos gravados por mim. A rigor, a única coisa recente é a gravação. É que os textos foram escritos na primeira metade da década de 90.
Aqui e ali, pode-se escutar um carro passando, uma palavra lida incorretamente... Para piorar, eu estava gripado quando gravei os textos... Ainda assim, caso tenha um tempinho, gentileza conferir.
Aproveito e agradeço a meu amigo Rusimário Bernardes pelo caprichoso e excelente trabalho na publicação dos textos. O material pode ser conferido em www.liviosoares.com.
Aqui e ali, pode-se escutar um carro passando, uma palavra lida incorretamente... Para piorar, eu estava gripado quando gravei os textos... Ainda assim, caso tenha um tempinho, gentileza conferir.
Aproveito e agradeço a meu amigo Rusimário Bernardes pelo caprichoso e excelente trabalho na publicação dos textos. O material pode ser conferido em www.liviosoares.com.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009
THE CORRS - UNPLUGGED
Ganhei o DVD “The Corrs – Unplugged”, mais um da série da MTV. Hoje, eu o assisti. Antes de assisti-lo, eu vinha conferindo o trabalho da banda. O lado pop é conhecido (chegou a tocar em novela). É um pop polido, muito bem executado.
Mas o que mais me chamou a atenção, e que já pode ser percebido na faceta pop da banda, é um toque folclórico que algumas músicas têm. Caso, por exemplo, das instrumentais “Lough Erin Shore” e “Toss the feathers”, músicas tradicionais irlandesas gravadas pelos quatro irmãos.
Ainda nessa linha, menciono a deliciosa “I know my love” (não está no DVD). É uma canção tradicional, gravada pela banda The Chieftains, com a participação de The Corrs. Melodia e letra são lúdicas, leves. Nesse mesmo astral, não deixe de conferir a também instrumental “Old hag” (do CD "Home").
Os integrantes do grupo The Corrs são Jim Corr (violão, piano), Andrea Corr (vocal principal, flauta irlandesa), Caroline Corr (bateria, percussão, vocais de apoio) e Sharon Corr (violino e vocal de apoio).
No DVD, a banda também apresenta releituras de “Little wing”, de Jimmi Hendrix, “Everybody hurts”, do REM, e “Dreams”, do Fleetwood Mac. Na regravação de “No frontiers”, os vocais ficam por conta de Caroline e Sharon. “The Corrs – Unplugged” foi gravado no dia 5 de outubro de 1999, na Irlanda.
Mas o que mais me chamou a atenção, e que já pode ser percebido na faceta pop da banda, é um toque folclórico que algumas músicas têm. Caso, por exemplo, das instrumentais “Lough Erin Shore” e “Toss the feathers”, músicas tradicionais irlandesas gravadas pelos quatro irmãos.
Ainda nessa linha, menciono a deliciosa “I know my love” (não está no DVD). É uma canção tradicional, gravada pela banda The Chieftains, com a participação de The Corrs. Melodia e letra são lúdicas, leves. Nesse mesmo astral, não deixe de conferir a também instrumental “Old hag” (do CD "Home").
Os integrantes do grupo The Corrs são Jim Corr (violão, piano), Andrea Corr (vocal principal, flauta irlandesa), Caroline Corr (bateria, percussão, vocais de apoio) e Sharon Corr (violino e vocal de apoio).
No DVD, a banda também apresenta releituras de “Little wing”, de Jimmi Hendrix, “Everybody hurts”, do REM, e “Dreams”, do Fleetwood Mac. Na regravação de “No frontiers”, os vocais ficam por conta de Caroline e Sharon. “The Corrs – Unplugged” foi gravado no dia 5 de outubro de 1999, na Irlanda.
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LIVRO SOBRE RENATO RUSSO
Pessoas, recebi ontem o livro "Renato Russo - o filho da revolução", de Carlos Marcelo. Assim que o ler, deixo comentário por aqui.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
FOTOPOEMA 97
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terça-feira, 9 de junho de 2009
FOTOPOEMA 96 / HAICAI 19
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GRADAÇÃO
Antigamente,
eu sabia
detalhes
de tua
rotina.
Hoje,
não sei
nem teu
paradeiro.
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segunda-feira, 8 de junho de 2009
FOTOPOEMA 95
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NASI E MARCELO NOVA
Recentemente, comentei aqui sobre o show do Nasi (que foi vocalista da banda Ira) no Paiolão, durante a Fenamilho.
Na sexta-feira passada, ele e Marcelo Nova (que foi vocalista do Camisa de Vênus) fizeram show em Belo Horizonte. A tônica da apresentação era uma homenagem a Raul Seixas, além de clássicos do Ira e do Camisa.
No show em Patos, Nasi já comentara que o espetáculo tinha a intenção de homenagear Raul Seixas, que morreu há vinte anos.
Estivesse eu em BH, não teria perdido esse show. Gosto demais do trabalho do Camisa de Vênus, bem como do trabalho do Ira. Não bastasse isso, tanto Nasi quanto Marcelo Nova têm algo imprescindível para o rock: pegada.
Na sexta-feira passada, ele e Marcelo Nova (que foi vocalista do Camisa de Vênus) fizeram show em Belo Horizonte. A tônica da apresentação era uma homenagem a Raul Seixas, além de clássicos do Ira e do Camisa.
No show em Patos, Nasi já comentara que o espetáculo tinha a intenção de homenagear Raul Seixas, que morreu há vinte anos.
Estivesse eu em BH, não teria perdido esse show. Gosto demais do trabalho do Camisa de Vênus, bem como do trabalho do Ira. Não bastasse isso, tanto Nasi quanto Marcelo Nova têm algo imprescindível para o rock: pegada.
Nada mais apropriado para homenagear Raul Seixas. (Aliás, é bom lembrar que Seixas e Marcelo Nova gravaram juntos.) Deve ter sido um showzão.
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domingo, 7 de junho de 2009
FOTOPOEMA 94
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