sábado, 13 de junho de 2009
FOTOPOEMA 99
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FOTOPOEMA 98 / HAICAI 20
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
"AS RELAÇÕES PERIGOSAS"
Terminei de reler hoje o estupendo e imprescindível “As relações perigosas”, de Choderlos de Laclos.Pierre-Ambroise Choderlos de Laclos nasceu em Amiens, na França, no dia 18 de outubro de 1741. Morreu em outubro ou novembro de 1803 (há divergências entre os biógrafos quanto ao mês).
Durante boa parte de sua vida foi oficial do regimento francês. Envolveu-se com política – foi preso por causa disso. Construiu fortificações. Segundo biógrafos, teria sido excelente marido. Hoje, não é lembrado por nada disso. Tornou-se conhecido por conta de “As relações perigosas”.
O livro foi publicado em 1782. Antes, o autor já se aventurara em versos de ocasião e numa peça teatral, “Ernestine”, que foi um fracasso.
A trama do romance de Laclos se desenvolve por intermédio de cartas. À medida que vamos lendo as missivas, vamos tomando conhecimento do caráter pérfido de dois dos personagens centrais: o Visconde de Valmont e a Marquesa de Merteuil.
A edição que tenho do livro tem a tradução de Carlos Drummond de Andrade. Em posfácio, o poeta escreve um breve relato sobre a vida de Laclos, bem como faz alguns comentários sobre “As relações perigosas”. Escreve Drummond que o livro “depõe contra o tempo, mas principalmente depõe contra a natureza humana”.
De fato. Em linguagem extremamente elegante e requintada, as peripécias cruéis do Visconde de Valmont e da Marquesa de Merteuil vão sendo executadas. Não há um único palavrão no livro, que, ainda assim, explicita a conduta sexual dos personagens, bem como seus hábitos. A linguagem é primorosa, mas o que é narrado é reles.
É um livro cruel e sem amor. Poder-se-ia argumentar que a boa moral e os bons costumes prevalecem, levando-se em conta o que ocorreu com o Visconde de Valmont e com a Marquesa de Merteuil. Parece haver no fim uma moral bastante clara: os maus serão punidos.
Contudo, não vejo assim. Não concordo com o pensamento de que o livro se insere na dialética do mal contra o bem e que este vai triunfar. A obra é mais relativa e tênue do que isso. O fim do livro, em meu entendimento, é de um cinismo absoluto.
Laclos quase faz com que caiamos na armadilha de que o livro “prova” que a maldade será punida, seja de que modo for. Contudo, há um personagem que pouco aparece, mas que em minha opinião destroi a ideia de que “As relações perigosas” é um livro moralista: trata-se do personagem Prévan.
Ele é tão canalha quanto o Visconde de Valmont. Tão pérfido quanto a Marquesa de Merteuil. Lá pelo meio do livro, Prévan aparece, muito rapidamente, e é logo vítima de mais um dos ardis da marquesa. É então ridicularizado nos salões aristocráticos, sendo por fim banido da sociedade. Já nas últimas páginas, volta e é ovacionado.
O retorno triunfal de Prévan dá ao livro um tom profundamente sarcástico, zombeteiro e triste. Ao trocar o Visconde de Valmont por Prévan, a sociedade estava trocando um canalha por outro. Ou ao trocar a Marquesa de Merteuil por Prévan, essa mesma sociedade estava trocando a vileza pela vilania.
Recomendo com fervor a leitura de “As relações perigosas”. Leiam esse livro. Pelo brilhantismo da linguagem (segundo o próprio Drummond, “como escrevia bem esse danado”, referindo-se a Laclos), pelas finas e sofisticadas observações sobre o amor e sobre as diferenças entre o homem e a mulher, pelo teatro social, pelo mesquinho jogo de sedução empreendido pelo Visconde de Valmont e pela Marquesa de Merteuil. E pela atualidade. Sim: pela atualidade.
Se fosse escrito hoje com a mesma estrutura, penso que não haveria cartas na trama, mas, certamente, e-mails. Contudo, as mesmas paixões, encantos, decepções, maldades, sonhos, tramas, amores e mentiras estariam presentes nesses e-mails.
Entretanto, minhas recomendações estão obviamente aquém do que é o livro. Como todo livro necessário, ele não se esgota, ele se mostra mais rico com o passar do tempo, mais profundo. Há onze anos eu o li pela primeira vez; hoje terminei uma segunda leitura. Quero que outras venham.
É minha intenção comentar em breve uma das adaptações para o cinema de “As relações perigosas”.
O DEGREDADO
Ninguém percebeu,
mas você escutava o mundo.
Ninguém percebeu,
mas você carregava o mundo.
Ninguém percebeu,
mas você não era louco.
Ninguém percebeu,
mas você era feliz.
Ninguém percebeu,
mas você tinha o dom da amizade.
Ninguém percebeu,
mas você não era chato.
Todos perceberam
quando você sumiu por um dia.
Poucos perceberam
quando você sumiu por dois dias.
Quase ninguém percebeu,
mas você não está mais entre nós.
mas você escutava o mundo.
Ninguém percebeu,
mas você carregava o mundo.
Ninguém percebeu,
mas você não era louco.
Ninguém percebeu,
mas você era feliz.
Ninguém percebeu,
mas você tinha o dom da amizade.
Ninguém percebeu,
mas você não era chato.
Todos perceberam
quando você sumiu por um dia.
Poucos perceberam
quando você sumiu por dois dias.
Quase ninguém percebeu,
mas você não está mais entre nós.
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MATERIAL NOVO EM LIVIOSOARES.COM
Pessoas, há material novo em meu site – textos gravados por mim. A rigor, a única coisa recente é a gravação. É que os textos foram escritos na primeira metade da década de 90.
Aqui e ali, pode-se escutar um carro passando, uma palavra lida incorretamente... Para piorar, eu estava gripado quando gravei os textos... Ainda assim, caso tenha um tempinho, gentileza conferir.
Aproveito e agradeço a meu amigo Rusimário Bernardes pelo caprichoso e excelente trabalho na publicação dos textos. O material pode ser conferido em www.liviosoares.com.
Aqui e ali, pode-se escutar um carro passando, uma palavra lida incorretamente... Para piorar, eu estava gripado quando gravei os textos... Ainda assim, caso tenha um tempinho, gentileza conferir.
Aproveito e agradeço a meu amigo Rusimário Bernardes pelo caprichoso e excelente trabalho na publicação dos textos. O material pode ser conferido em www.liviosoares.com.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009
THE CORRS - UNPLUGGED
Ganhei o DVD “The Corrs – Unplugged”, mais um da série da MTV. Hoje, eu o assisti. Antes de assisti-lo, eu vinha conferindo o trabalho da banda. O lado pop é conhecido (chegou a tocar em novela). É um pop polido, muito bem executado.
Mas o que mais me chamou a atenção, e que já pode ser percebido na faceta pop da banda, é um toque folclórico que algumas músicas têm. Caso, por exemplo, das instrumentais “Lough Erin Shore” e “Toss the feathers”, músicas tradicionais irlandesas gravadas pelos quatro irmãos.
Ainda nessa linha, menciono a deliciosa “I know my love” (não está no DVD). É uma canção tradicional, gravada pela banda The Chieftains, com a participação de The Corrs. Melodia e letra são lúdicas, leves. Nesse mesmo astral, não deixe de conferir a também instrumental “Old hag” (do CD "Home").
Os integrantes do grupo The Corrs são Jim Corr (violão, piano), Andrea Corr (vocal principal, flauta irlandesa), Caroline Corr (bateria, percussão, vocais de apoio) e Sharon Corr (violino e vocal de apoio).
No DVD, a banda também apresenta releituras de “Little wing”, de Jimmi Hendrix, “Everybody hurts”, do REM, e “Dreams”, do Fleetwood Mac. Na regravação de “No frontiers”, os vocais ficam por conta de Caroline e Sharon. “The Corrs – Unplugged” foi gravado no dia 5 de outubro de 1999, na Irlanda.
Mas o que mais me chamou a atenção, e que já pode ser percebido na faceta pop da banda, é um toque folclórico que algumas músicas têm. Caso, por exemplo, das instrumentais “Lough Erin Shore” e “Toss the feathers”, músicas tradicionais irlandesas gravadas pelos quatro irmãos.
Ainda nessa linha, menciono a deliciosa “I know my love” (não está no DVD). É uma canção tradicional, gravada pela banda The Chieftains, com a participação de The Corrs. Melodia e letra são lúdicas, leves. Nesse mesmo astral, não deixe de conferir a também instrumental “Old hag” (do CD "Home").
Os integrantes do grupo The Corrs são Jim Corr (violão, piano), Andrea Corr (vocal principal, flauta irlandesa), Caroline Corr (bateria, percussão, vocais de apoio) e Sharon Corr (violino e vocal de apoio).
No DVD, a banda também apresenta releituras de “Little wing”, de Jimmi Hendrix, “Everybody hurts”, do REM, e “Dreams”, do Fleetwood Mac. Na regravação de “No frontiers”, os vocais ficam por conta de Caroline e Sharon. “The Corrs – Unplugged” foi gravado no dia 5 de outubro de 1999, na Irlanda.
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LIVRO SOBRE RENATO RUSSO
Pessoas, recebi ontem o livro "Renato Russo - o filho da revolução", de Carlos Marcelo. Assim que o ler, deixo comentário por aqui.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
FOTOPOEMA 97
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terça-feira, 9 de junho de 2009
FOTOPOEMA 96 / HAICAI 19
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GRADAÇÃO
Antigamente,
eu sabia
detalhes
de tua
rotina.
Hoje,
não sei
nem teu
paradeiro.
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segunda-feira, 8 de junho de 2009
FOTOPOEMA 95
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NASI E MARCELO NOVA
Recentemente, comentei aqui sobre o show do Nasi (que foi vocalista da banda Ira) no Paiolão, durante a Fenamilho.
Na sexta-feira passada, ele e Marcelo Nova (que foi vocalista do Camisa de Vênus) fizeram show em Belo Horizonte. A tônica da apresentação era uma homenagem a Raul Seixas, além de clássicos do Ira e do Camisa.
No show em Patos, Nasi já comentara que o espetáculo tinha a intenção de homenagear Raul Seixas, que morreu há vinte anos.
Estivesse eu em BH, não teria perdido esse show. Gosto demais do trabalho do Camisa de Vênus, bem como do trabalho do Ira. Não bastasse isso, tanto Nasi quanto Marcelo Nova têm algo imprescindível para o rock: pegada.
Na sexta-feira passada, ele e Marcelo Nova (que foi vocalista do Camisa de Vênus) fizeram show em Belo Horizonte. A tônica da apresentação era uma homenagem a Raul Seixas, além de clássicos do Ira e do Camisa.
No show em Patos, Nasi já comentara que o espetáculo tinha a intenção de homenagear Raul Seixas, que morreu há vinte anos.
Estivesse eu em BH, não teria perdido esse show. Gosto demais do trabalho do Camisa de Vênus, bem como do trabalho do Ira. Não bastasse isso, tanto Nasi quanto Marcelo Nova têm algo imprescindível para o rock: pegada.
Nada mais apropriado para homenagear Raul Seixas. (Aliás, é bom lembrar que Seixas e Marcelo Nova gravaram juntos.) Deve ter sido um showzão.
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domingo, 7 de junho de 2009
FOTOPOEMA 94
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CONSELHO DE MÃE
Em minha última postagem, eu disse que iria atrás de material da banda The Corrs. Pois bem: há pouco, eu estava escutando com eles a regravação de “Everybody hurts”, do REM. Minha mãe, que está deitada no sofá, no cômodo ao lado, disse: “Que música bonita”.
Devo mesmo escutar The Corrs.
Devo mesmo escutar The Corrs.
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THE CORRS
Com um atraso imperdoável, somente agora estou descobrindo apropriadamente a banda irlandesa The Corrs, formada por quatro irmãos – três mulheres e um homem. Quando trabalhei em rádio, cheguei a rodar músicas da banda, mas confesso que não prestei atenção na época.
Contudo, num bar em que eu estava nesta madrugada, havia um DVD do grupo sendo executado. A princípio, não reconheci que se tratava de The Corrs. Contudo, gostei demais de uma regravação de “Little wing”, do Jimmi Hendrix. Fiquei de pegar um DVD na segunda-feira; cheguei aqui e vi algo no Youtube. Quero escutar The Corrs. Penso que voltarei a falar sobre eles por aqui.
Contudo, num bar em que eu estava nesta madrugada, havia um DVD do grupo sendo executado. A princípio, não reconheci que se tratava de The Corrs. Contudo, gostei demais de uma regravação de “Little wing”, do Jimmi Hendrix. Fiquei de pegar um DVD na segunda-feira; cheguei aqui e vi algo no Youtube. Quero escutar The Corrs. Penso que voltarei a falar sobre eles por aqui.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
ENIGMA
Revirando velhos arquivos, eu me deparei com a canção “Sadeness”, do Enigma. O título é um trocadilho com sadness (tristeza) e Sade, o famoso marquês. Em inglês, o sufixo -ness forma substantivos. Na época, a crítica disse que o trabalho do Enigma era chato e afetado; fez a alegria das FMs.
Que eu me lembre, é a única canção pop com trechos em latim (e canto gregoriano) a frequentar paradas de rádio. A letra tem também trechos em francês. Como o título já indica, os versos são sobre o marquês de Sade. Em determinado trecho, uma voz pergunta: “Sade, és diabólico ou divino?”.
O Enigma, que logo ficaria conhecido por misturar sensualidade e religião, é um projeto do romeno Michael Cretu. Ele se escondeu por trás do pseudônimo Curly M.C. ao assinar as canções de que era autor. De pouco adiantou: devido ao estrondoso sucesso, rapidamente se ficou sabendo quem era mesmo o tal do Curly M.C.
Além do Enigma, ele também esteve por trás dos sucessos da cantora Sandra, na década de 80. O grande sucesso dela foi “(I’ll never be) Maria Magdalena”, que também tocou demais nas rádios. Cretu e Sandra se casaram em 88.
Abaixo, o original da letra de “Sadeness” e uma tradução liviana do trecho em francês. A parte em latim foi traduzida pelo professor Frederico Sousa, a quem agradeço pela ajuda e paciência.
Sadeness – Enigma
Procedamus in pace
In nomine Christi
Amen
Cum angelis et pueris
Fideles inveniamur
Attollite portas, principes, vestras
Et elevamini, portae aeternales
Et introibit rex gloriae
Qui est iste Rex gloriae?
Sade, dit moi
Sade, donne moi
Procedamus in pace
In nomine Christi
Amen
Sade, dit moi
Qu’est ce que tu vas chercher?
le bien par le mal?
la vertu par le vice?
Sade, dit moi, pourquoi l'evangile du mal?
quelle est ta religion où sont tes fideles?
Si tu es contre Dieu, tu es contre l'homme
Sade, es tu diabolique ou divin?
Sade, dit moi
Hosanna
Sade, donne moi
Hosanna
Sade, dit moi
Hosanna
Sade, donne moi
Hosanna
In nomine Christi
Amen_____
Prossigamos em paz
Em nome de Cristo
Amém
Na companhia de anjos e crianças
Que se achem os fiéis
Erguei vossos portões, oh, principais
E sede elevadas, oh, portas eternas
E entrará o rei da glória
Quem é este Rei da glória?
Sade, me diz
Sade, me concede
Prossigamos em paz
Em nome de Cristo
Amém
Sade, me diz
O que é que procuras?
o bem por meio do mal?
a virtude por meio do vício?
Sade, me diz: por que o evangelho do mal?
qual é tua religião? onde estão teus fiéis?
Se és contra Deus, és contra os homens
Sade, és diabólico ou divino?
Sade, me diz
Hosana
Sade, me concede
Hosana
Sade, me diz
Hosana
Sade, me concede
Hosana
Em nome de Cristo
Amém
Que eu me lembre, é a única canção pop com trechos em latim (e canto gregoriano) a frequentar paradas de rádio. A letra tem também trechos em francês. Como o título já indica, os versos são sobre o marquês de Sade. Em determinado trecho, uma voz pergunta: “Sade, és diabólico ou divino?”.
O Enigma, que logo ficaria conhecido por misturar sensualidade e religião, é um projeto do romeno Michael Cretu. Ele se escondeu por trás do pseudônimo Curly M.C. ao assinar as canções de que era autor. De pouco adiantou: devido ao estrondoso sucesso, rapidamente se ficou sabendo quem era mesmo o tal do Curly M.C.
Além do Enigma, ele também esteve por trás dos sucessos da cantora Sandra, na década de 80. O grande sucesso dela foi “(I’ll never be) Maria Magdalena”, que também tocou demais nas rádios. Cretu e Sandra se casaram em 88.
Abaixo, o original da letra de “Sadeness” e uma tradução liviana do trecho em francês. A parte em latim foi traduzida pelo professor Frederico Sousa, a quem agradeço pela ajuda e paciência.
Sadeness – Enigma
Procedamus in pace
In nomine Christi
Amen
Cum angelis et pueris
Fideles inveniamur
Attollite portas, principes, vestras
Et elevamini, portae aeternales
Et introibit rex gloriae
Qui est iste Rex gloriae?
Sade, dit moi
Sade, donne moi
Procedamus in pace
In nomine Christi
Amen
Sade, dit moi
Qu’est ce que tu vas chercher?
le bien par le mal?
la vertu par le vice?
Sade, dit moi, pourquoi l'evangile du mal?
quelle est ta religion où sont tes fideles?
Si tu es contre Dieu, tu es contre l'homme
Sade, es tu diabolique ou divin?
Sade, dit moi
Hosanna
Sade, donne moi
Hosanna
Sade, dit moi
Hosanna
Sade, donne moi
Hosanna
In nomine Christi
Amen_____
Prossigamos em paz
Em nome de Cristo
Amém
Na companhia de anjos e crianças
Que se achem os fiéis
Erguei vossos portões, oh, principais
E sede elevadas, oh, portas eternas
E entrará o rei da glória
Quem é este Rei da glória?
Sade, me diz
Sade, me concede
Prossigamos em paz
Em nome de Cristo
Amém
Sade, me diz
O que é que procuras?
o bem por meio do mal?
a virtude por meio do vício?
Sade, me diz: por que o evangelho do mal?
qual é tua religião? onde estão teus fiéis?
Se és contra Deus, és contra os homens
Sade, és diabólico ou divino?
Sade, me diz
Hosana
Sade, me concede
Hosana
Sade, me diz
Hosana
Sade, me concede
Hosana
Em nome de Cristo
Amém
quinta-feira, 4 de junho de 2009
FOTOPOEMA 93
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
ADRIANA CALCANHOTO E RENATO RUSSO
Fui até o Youtube a fim de assistir a uma gravação feita ao vivo de "Andrea Doria", do Legião. Antes mesmo de conferir o vídeo, dei uma olhada nas demais opções. Uma delas dava conta de Adriana Calcanhoto e Renato Russo cantando “Esquadros”, canção de que sempre fui fã. Muito curioso, cliquei logo para assistir. Afinal, era a chance de conferir, juntos, dois artistas que admiro demais – o vídeo está logo abaixo.
Em 1992, tive o privilégio de assistir a um show do Legião em Uberlândia. Cheguei à cidade ainda de manhã, para comprar o ingresso. Garantida a entrada, fui até um dos grandes hoteis da cidade para perguntar se a banda ficaria hospedada lá. Ficariam num outro. Fui até esse outro e perguntei a que horas chegariam.
Como o pessoal da recepção disse que não sabia, fiquei aguardando. Fui até uma papelaria em frente ao hotel e comprei papel e caneta, com a intenção de conseguir um autógrafo. O Legião chegaria umas quatro horas depois.
Assim que entraram, um segurança barrou o acesso dos fãs. Ficamos esperando, enquanto Renato assinava papeis na recepção. Um garoto de uns 12 anos passou por baixo do segurança. Se fosse trazer o garoto de volta, os demais fãs entraríamos...
Da entrada, pude ver Russo autografando os discos do garoto. Depois que terminou de autografá-los, o cantor veio até nós, que ficamos abobalhados de verdade, sem saber o que dizer. Ele então tomou a iniciativa:
– Oi, gente.
Aí, foi aquela loucura: todos queriam autógrafo.
Chegada minha vez, perguntei para ele:
– Renato, você se lembra de ter tocado em Patos de Minas?
Ele, frágil e baixo, olhou para cima, fazendo cara de surpreso, e me perguntou:
– Lembro. Cê tava no show?!
– Não. Na época eu tinha onze anos.
– Pô... Tô ficando velho...
Saí feliz do hotel por ter conseguido pegar um autógrafo. Sobre o show, escrevi na época. Caso queira, confira no site liviosoares.com.
Em 1992, tive o privilégio de assistir a um show do Legião em Uberlândia. Cheguei à cidade ainda de manhã, para comprar o ingresso. Garantida a entrada, fui até um dos grandes hoteis da cidade para perguntar se a banda ficaria hospedada lá. Ficariam num outro. Fui até esse outro e perguntei a que horas chegariam.
Como o pessoal da recepção disse que não sabia, fiquei aguardando. Fui até uma papelaria em frente ao hotel e comprei papel e caneta, com a intenção de conseguir um autógrafo. O Legião chegaria umas quatro horas depois.
Assim que entraram, um segurança barrou o acesso dos fãs. Ficamos esperando, enquanto Renato assinava papeis na recepção. Um garoto de uns 12 anos passou por baixo do segurança. Se fosse trazer o garoto de volta, os demais fãs entraríamos...
Da entrada, pude ver Russo autografando os discos do garoto. Depois que terminou de autografá-los, o cantor veio até nós, que ficamos abobalhados de verdade, sem saber o que dizer. Ele então tomou a iniciativa:
– Oi, gente.
Aí, foi aquela loucura: todos queriam autógrafo.
Chegada minha vez, perguntei para ele:
– Renato, você se lembra de ter tocado em Patos de Minas?
Ele, frágil e baixo, olhou para cima, fazendo cara de surpreso, e me perguntou:
– Lembro. Cê tava no show?!
– Não. Na época eu tinha onze anos.
– Pô... Tô ficando velho...
Saí feliz do hotel por ter conseguido pegar um autógrafo. Sobre o show, escrevi na época. Caso queira, confira no site liviosoares.com.
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terça-feira, 2 de junho de 2009
SILÊNCIO E VOZ
Melhor nem escutarem meu grito.
Grito melhor quando escrevo.
O que não se pode,
é deixar de achar a própria voz,
o próprio grito, o próprio silêncio.
Por piores que sejam.
Por melhores que sejam.
Grito melhor quando escrevo.
O que não se pode,
é deixar de achar a própria voz,
o próprio grito, o próprio silêncio.
Por piores que sejam.
Por melhores que sejam.
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A(S) HISTÓRIA(S) POR TRÁS DA(S) FOTO(S) (53)
Geralmente não gosto de fotografar animais domésticos. Contudo, quando vi o cachorro acima, logo tive vontade de registrar.Nada entendo de cães, de modo que não sei a que raça o espécime pertence. Eu estava lá no bairro Copacabana, lugar a que frequentemente vou para fotografar. Prestando atenção no ambiente, em busca de algum animal selvagem, eu me deparei com o cachorro acima. A foto foi tirada hoje (2/6).
E já que o assunto está canino, aproveito para postar a imagem abaixo. Foi feita no dia 7 de setembro de 2006. Na ocasião, eu havia sido contratado para fotografar o primeiro Festival de Teatro Universitário de Patos de Minas.
Os organizadores fizeram pelas ruas uma caminhada performática que contou com a participação de alguns dos grupos teatrais que vieram de outras cidades. Enquanto eu fotografava o pessoal do teatro, vi o cachorro passando, lá na Getúlio Vargas. (Também não sei a que raça pertence.)
Em tempo: enquanto eu digitava o texto acima, eu me lembrei de uma outra foto que tirei de um cachorro, nessas minhas andanças. Nada me recordo dos bastidores da imagem, que vem a seguir. A única coisa que posso afirmar é que o registro foi feito no dia 20 de setembro de 2005 (a informação é registrada no arquivo digital). Quanto à raça, parece-me ser um vira-lata..jpg)
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FOTOPOEMA 92
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APONTAMENTO 56
A falta de tato e a truculência de alguns médicos me faz pensar que deveriam ler um pouco de Oliver Sacks. Em seus livros, ele passa a sensação de realmente se importar com os pacientes. Poderia ser argumentado que Sacks estaria, por assim dizer, fazendo um personagem em seus livros; que no dia-a-dia com os pacientes talvez ele nem se importe tanto assim. Ainda que seja o caso (não sei se é), pelo menos os livros dele exibem um personagem que de fato inspira. A profissão de médico é mesmo belíssima. Mas há profissionais que conseguem fazer dela uma das mais feias.
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Oliver Sacks
LETRA DE MÚSICA (9)
Filho, tivesse eu a receita
Não sei nem de mim, meu amigo
Mal chegaste e já sou outro
Sou abnegação e zelo
Torço para que sejas menos tolo do que eu
Tivesse eu feito para mim o que quero para ti
Que eu saiba te dar chão e estrelas
Sou abdicação e cuidado
Olho tua fragilidade, tua pequenez
Que mundo herdarás, serás feliz?
Que tua estrada te conduza à velhice
Sou dedicação e ternura
O mundo inventou muita bobagem
Tem cuidado e lapida o coração
Faz teu caminho, escala tuas montanhas
Sou agora amor próprio e o próprio amor
Não sei nem de mim, meu amigo
Mal chegaste e já sou outro
Sou abnegação e zelo
Torço para que sejas menos tolo do que eu
Tivesse eu feito para mim o que quero para ti
Que eu saiba te dar chão e estrelas
Sou abdicação e cuidado
Olho tua fragilidade, tua pequenez
Que mundo herdarás, serás feliz?
Que tua estrada te conduza à velhice
Sou dedicação e ternura
O mundo inventou muita bobagem
Tem cuidado e lapida o coração
Faz teu caminho, escala tuas montanhas
Sou agora amor próprio e o próprio amor
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Letras de música
LETRA DE MÚSICA (8)
Ter de me virar com a saudade
Agir como se eu tivesse força que não tenho
Invento o que fazer, exerço talento
Por dentro, o fogo; por fora, a calma
No silêncio do quarto, no agito da madrugada
Na rua aqui perto, na cidade distante
Eu viajo, eu converso, eu desconverso
Começo, rio, passo, tropeço, vitória
Eu me guio pela fartura das estrelas
Campos de girassóis douram meu caminho
Arrebóis me acompanham em andanças
Falta tua luz para que eu brilhe como tudo
Agir como se eu tivesse força que não tenho
Invento o que fazer, exerço talento
Por dentro, o fogo; por fora, a calma
No silêncio do quarto, no agito da madrugada
Na rua aqui perto, na cidade distante
Eu viajo, eu converso, eu desconverso
Começo, rio, passo, tropeço, vitória
Eu me guio pela fartura das estrelas
Campos de girassóis douram meu caminho
Arrebóis me acompanham em andanças
Falta tua luz para que eu brilhe como tudo
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
FOTOPOEMA 91 / HAICAI 18
(Em recente comentário neste blogue, o leitor e amigo Manoel Almeida me perguntou se para a série de fotopoemas já ocorrera de eu produzir uma foto para determinado texto. Respondi que não. Mas, pensando bem, Manoel, isso não deve ser verdade. Por certo, já produzi uma imagem para ilustrar um texto específico, embora não me lembre. Digo isso porque a imagem abaixo foi feita hoje para ilustrar o haicai, escrito no ano passado.)
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domingo, 31 de maio de 2009
FOTOPOEMA 90
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
FOTOPOEMA 89
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domingo, 24 de maio de 2009
FOTOPOEMA 88
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AMOR E DOR
Certa vez, numa entrevista, Renato Russo disse que “Eduardo e Monica” é uma canção de amor, mas não uma canção de amor que rima amor com dor e paixão com coração.
Das histórias de amor que andam contando por aí, não consigo imaginar uma tão atípica quanto a de “Despedida em Las Vegas” (“Leaving Las Vegas”, EUA, 1995), do diretor Mike Figgis.
No filme, Ben (Nicolas Cage) e Sera (Elisabeth Shue) se encontram em Las Vegas. Ben havia sido despedido de seu emprego como roteirista de cinema devido ao alcoolismo. Decide então ir para Las Vegas e beber até morrer, promessa que cumpre a rigor. O filme é baseado no romance “Leaving Las Vegas”, do escritor John O’Brien.
Ben, alcoólatra empedernido; Sera, prostituta. Numa das noitadas dele, acabam se encontrando. O amor surge e une as duas trágicas existências. À medida que o filme prossegue, Sera relata a alguém que nunca aparece (um analista? um amigo?) a história vivida com Ben.
“Despedida em Las Vegas” é uma história com dor, paixão, amor e coração. Mas uma história de rimas preciosas. Uma história tão inusitada quanto o próprio amor pode ser.
Das histórias de amor que andam contando por aí, não consigo imaginar uma tão atípica quanto a de “Despedida em Las Vegas” (“Leaving Las Vegas”, EUA, 1995), do diretor Mike Figgis.
No filme, Ben (Nicolas Cage) e Sera (Elisabeth Shue) se encontram em Las Vegas. Ben havia sido despedido de seu emprego como roteirista de cinema devido ao alcoolismo. Decide então ir para Las Vegas e beber até morrer, promessa que cumpre a rigor. O filme é baseado no romance “Leaving Las Vegas”, do escritor John O’Brien.
Ben, alcoólatra empedernido; Sera, prostituta. Numa das noitadas dele, acabam se encontrando. O amor surge e une as duas trágicas existências. À medida que o filme prossegue, Sera relata a alguém que nunca aparece (um analista? um amigo?) a história vivida com Ben.
“Despedida em Las Vegas” é uma história com dor, paixão, amor e coração. Mas uma história de rimas preciosas. Uma história tão inusitada quanto o próprio amor pode ser.
sábado, 23 de maio de 2009
"VAMO BATÊ LATA"
Terminei de ler “Os Paralamas do Sucesso: vamo batê lata” (Editora 34), do jornalista Jamari França. O livro é a biografia dos Paralamas.Num estilo leve e simples, França conta a trajetória de Bi, Barone e Herbert. Deste, não deixa de mencionar os amores, alegrias, aventuras, desventuras, decepções e tragédias, como o acidente de ultraleve que mataria Lucy, sua esposa, em 2001. Como sequela, o cantor ficou paraplégico.
Se você é fã da banda ou curte o pop/rock da década de 80, leia “Vamo batê lata”. Curiosas crônicas dos bastidores do então efervescente rock nacional podem ser conferidas no livro, que narra cronologicamente a história do trio.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
NASI
Cheguei há pouco. O que posso dizer é que tive o privilégio de conferir uma noite histórica: num mesmo palco, durante um mesmo show, pude curtir Nasi, George Israel, Marcelo Bonfá e Charles Gavin; este não estava previsto, mas apareceu no fim do show e deu uma canja – mais cedo, fizera show com os Titãs.
Não falarei de cada um nem do legado que têm produzido. Só digo: a sensação com que fiquei, é a de que a plateia não entendeu bem o que estava acontecendo. Parece que estavam mais a fim de curtir o bate-estaca que viria depois.
Pensei que Bonfá (que mencionou o primeiro show da Legião Urbana aqui em Patos de Minas e se embananou no meio de "Pais e filhos") “apenas” tocaria bateria; ele também cantou. Pensei que George Israel “apenas” tocaria saxofone; ele também cantou. O restante da banda é de uma competência e de uma “pegada” absolutas. Puro rock. (Infelizmente, não sei os nomes dos integrantes da banda que acompanhou Nasi.)
Ficou no ar um clima de show certo no lugar errado. Estou convencido de que se fosse num grande centro, fãs e imprensa estariam comentando o encontro que houve nesta madrugada em Patos de Minas. Achei o público frio e desinteressado. Pareciam não entender muito bem o que estava acontecendo.
Ainda assim, saí do parque de exposições de alma lavada. De Raul Seixas a Legião Urbana, passando por Ira e Cazuza, berrei e pulei. De saideira, fizeram James Brown – and I felt good.
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domingo, 17 de maio de 2009
FOTOPOEMA 87
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FOTOPOEMA 86
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sábado, 16 de maio de 2009
APONTAMENTO 55
A vida tal qual a conhecemos é a conjugação e a consequência de uma história inteira de fatores no Universo. Um hipotético asteroide longínquo que tenha sua trajetória desviada em função seja do que for, pode vir a se chocar contra a Terra e destruir boa parte da vida por aqui – ou toda ela; se a inclinação da Terra sofresse mínima alteração, os danos à vida no planeta poderiam ser fatais. O fato de eu estar aqui digitando estas palavras é o resultado de um sem--fim de arranjos.
Não sugiro com isso que o Universo tenha “conspirado” para que houvesse vida na Terra ou que tenha se organizado como o conhecemos para que o ser humano existisse. Nada disso. Só quero dizer que a vida, qualquer forma de vida, seja onde for, é resultado de causas sutis e, para os parâmetros humanos, extremamente demoradas. E que uma mínima alteração no arranjo pode liquidar o que vive.
Todo equilíbrio é tênue.
Não sugiro com isso que o Universo tenha “conspirado” para que houvesse vida na Terra ou que tenha se organizado como o conhecemos para que o ser humano existisse. Nada disso. Só quero dizer que a vida, qualquer forma de vida, seja onde for, é resultado de causas sutis e, para os parâmetros humanos, extremamente demoradas. E que uma mínima alteração no arranjo pode liquidar o que vive.
Todo equilíbrio é tênue.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
CACHORRO PRETO E REVOLUÇÃO
O rock torna a vida menos chata. Ontem à noite, houve menos chatice: as bandas Black Dog e Revolution se apresentaram na praça em frente ao fórum. Clássicos do rock ‘n’ roll foram executados com competência pelo pessoal, que há tempos vem atuando no meio musical daqui.
Wendell (baixo), Cleanto (bateria) e Moisés (guitarra), integrantes da Black Dog, foram os primeiros a se apresentar. A banda Revolution, que veio a seguir, além dos três, contou com Edgard (teclados), Leo Martins (teclados) Adriano (guitarra e violão) e Irinho (vocais).
Foi a primeira vez que Irinho e Adriano se apresentaram com a Revolution, que fez um show menos baladeiro, um pouco mais pesado. A proposta foi bem recebida pelo público, que pulou e berrou ao som da banda.
Wendell, Cleanto e Moisés eram integrantes da banda O Gabba quando da primeira formação do grupo (Rubinho era o vocalista). Gravaram um discão, intitulado “Alerta”. Também por isso, torço para que eles e os demais, além de continuarem mandando ver em shows como os de ontem, tenham a oportunidade de voltar a produzir material próprio.
Abaixo, algumas fotos que fiz do evento.
Wendell (baixo), Cleanto (bateria) e Moisés (guitarra), integrantes da Black Dog, foram os primeiros a se apresentar. A banda Revolution, que veio a seguir, além dos três, contou com Edgard (teclados), Leo Martins (teclados) Adriano (guitarra e violão) e Irinho (vocais).
Foi a primeira vez que Irinho e Adriano se apresentaram com a Revolution, que fez um show menos baladeiro, um pouco mais pesado. A proposta foi bem recebida pelo público, que pulou e berrou ao som da banda.
Wendell, Cleanto e Moisés eram integrantes da banda O Gabba quando da primeira formação do grupo (Rubinho era o vocalista). Gravaram um discão, intitulado “Alerta”. Também por isso, torço para que eles e os demais, além de continuarem mandando ver em shows como os de ontem, tenham a oportunidade de voltar a produzir material próprio.
Abaixo, algumas fotos que fiz do evento.



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quarta-feira, 13 de maio de 2009
APONTAMENTO 54
Neruda, em seu “Confesso que vivi”, fala da grande emoção que é para um escritor ver pela primeira vez um livro seu impresso.
Nunca tive o privilégio de ver nada meu impresso por alguma editora, já que os dois livros que lancei foram bancados por mim mesmo. Ainda assim, próximo ao lançamento do primeiro, lembrei-me da observação do Neruda.
Contudo, o curioso foi que eu me emocionei não quando vi o livro pronto, mas, sim, quando a gráfica me mostrou o que no jargão deles chamam de “boneco” – dobram algumas folhas de papel e nos entregam, para que a revisão final seja feita. O “boneco” já tem a diagramação pronta.
Quanto o peguei, eu já me emocionei, e logo me lembrei do comentário do Neruda. Pensei comigo: “Nossa! Se pegar o ‘boneco’ já é um barato, imagine quando eu pegar o livro mesmo!”. Entretanto, quando esse momento veio, não houve graça alguma: a emoção de ter em mãos o primeiro livro impresso havia sido “gasta” com o tal do “boneco”...
Nunca tive o privilégio de ver nada meu impresso por alguma editora, já que os dois livros que lancei foram bancados por mim mesmo. Ainda assim, próximo ao lançamento do primeiro, lembrei-me da observação do Neruda.
Contudo, o curioso foi que eu me emocionei não quando vi o livro pronto, mas, sim, quando a gráfica me mostrou o que no jargão deles chamam de “boneco” – dobram algumas folhas de papel e nos entregam, para que a revisão final seja feita. O “boneco” já tem a diagramação pronta.
Quanto o peguei, eu já me emocionei, e logo me lembrei do comentário do Neruda. Pensei comigo: “Nossa! Se pegar o ‘boneco’ já é um barato, imagine quando eu pegar o livro mesmo!”. Entretanto, quando esse momento veio, não houve graça alguma: a emoção de ter em mãos o primeiro livro impresso havia sido “gasta” com o tal do “boneco”...
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terça-feira, 12 de maio de 2009
SEM PONTUAÇÃO
A vida termina,
e sempre fica algo
por fazer ou dizer.
e sempre fica algo
por fazer ou dizer.
A vida termina
sem pontuação,
suspensa, pênsil.
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SHOWBIZ
Eu toco demais!
Venceria qualquer
concurso de air guitar.
Enlouqueço platéias!
Platéias me enlouquecem!
Solos que não acabam mais,
performances ensandecidas,
multidões cantando junto!...
O palco é minha casa.
Venceria qualquer
concurso de air guitar.
Enlouqueço platéias!
Platéias me enlouquecem!
Solos que não acabam mais,
performances ensandecidas,
multidões cantando junto!...
O palco é minha casa.
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CAUDALOSO
Prometi delícias as mais variadas.
Cumpri todas e desancorei outras.
Nesse ousar em ti, nesse desdobrar
prazeres que em ti eram tímidos,
acabei por descobrir outros em mim.
Encaixe feito de carinho ou de suor.
Deixo jorrar quem sou; bebo quem és.
Cumpri todas e desancorei outras.
Nesse ousar em ti, nesse desdobrar
prazeres que em ti eram tímidos,
acabei por descobrir outros em mim.
Encaixe feito de carinho ou de suor.
Deixo jorrar quem sou; bebo quem és.
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FOTOPOEMA 84
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CONSTATAÇÃO
Nunca,
nenhum texto
com mais de
uma página.
Sou um homem
de ideias curtas.
nenhum texto
com mais de
uma página.
Sou um homem
de ideias curtas.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
FOTOPOEMA 83
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domingo, 10 de maio de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (52)
(Gabriel Ferreira, aluno e amigo, conferiu este blogue e me pediu para contar a história por trás da foto que está na postagem intitulada Fotopoema 82.)
Gabriel, a foto foi tirada lá na Serra da Canastra, aqui em Minas Gerais, no dia 13 de agosto de 2005. O convite para que eu conhecesse o lugar me foi feito por uma bióloga (Alice) que era minha colega de trabalho na faculdade. Ela levaria alguns alunos até lá. Como havia vaga, convidou-me.
Gostei demais. Em primeiro lugar, porque a vegetação do lugar é o Cerrado, pelo qual tenho reverência. Em segundo lugar, pela fauna e a flora da região. Em terceiro lugar, pelas oportunidades que a Serra da Canastra oferece para quem gosta de fotografar a natureza.
Num dos passeios, a gente chegou a entrar nesta casa. Segundo os moradores, havia uma cobra vivendo entre o forro e o telhado. Tentei fazer cara de indiferente, sem saber se de fato eu acreditava ou não nessa história. Como não dei continuidade à conversa, fiquei sem saber se estavam brincando ou não...
Depois que deixamos a casa, continuamos a caminhada. Já tendo nos afastado um pouco, olhei para trás e vi que seria possível fazer uma foto mostrando a casa, seus arredores e o céu. Aí, foi só enquadrar e clicar.
Posteriormente, em julho de 2006, eu voltaria à Serra da Canastra, mas o guia com o qual eu havia fechado negócio me deu o bolo, de modo que fiquei somente uma tarde por lá. Minha intenção é voltar.
Gabriel, a foto foi tirada lá na Serra da Canastra, aqui em Minas Gerais, no dia 13 de agosto de 2005. O convite para que eu conhecesse o lugar me foi feito por uma bióloga (Alice) que era minha colega de trabalho na faculdade. Ela levaria alguns alunos até lá. Como havia vaga, convidou-me.
Gostei demais. Em primeiro lugar, porque a vegetação do lugar é o Cerrado, pelo qual tenho reverência. Em segundo lugar, pela fauna e a flora da região. Em terceiro lugar, pelas oportunidades que a Serra da Canastra oferece para quem gosta de fotografar a natureza.
Num dos passeios, a gente chegou a entrar nesta casa. Segundo os moradores, havia uma cobra vivendo entre o forro e o telhado. Tentei fazer cara de indiferente, sem saber se de fato eu acreditava ou não nessa história. Como não dei continuidade à conversa, fiquei sem saber se estavam brincando ou não...
Depois que deixamos a casa, continuamos a caminhada. Já tendo nos afastado um pouco, olhei para trás e vi que seria possível fazer uma foto mostrando a casa, seus arredores e o céu. Aí, foi só enquadrar e clicar.
Posteriormente, em julho de 2006, eu voltaria à Serra da Canastra, mas o guia com o qual eu havia fechado negócio me deu o bolo, de modo que fiquei somente uma tarde por lá. Minha intenção é voltar.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
LOBÃO
Um dia desses, comentei sobre o Lobão. Conferi o acústico do cantor, graças a meu amigo Ismael, que me emprestou o DVD.
De cara, o que chama a atenção é a competência musical da banda que acompanha o cantor. Como tocam! Nos extras, ele mesmo disse que ao topar gravar o acústico, fez questão de que houvesse muito som de violão. E há. Para tanto, arregimentou músicos competentíssimos.
Além de Lobão, que toca violão e craviola, a banda conta com Roberto Pollo (teclados, piano, escaleta), Daniel Martins (baixo, craviola), Edu Bologna (violão, bandolim, dobro, banjo), Luce (bandolim, violão, vocal), Stéphane San Juan (percussão) e Pedro Garcia (bateria).
Além dos feras acima, há um quinteto de cordas que participa em algumas das faixas: Glauco Fernandes (violino – apresentado por Lobão assim: “Glauco Fernandes e seus arranjos endiabrados”), Rogério Rosa (violino), Luis Audi (viola), David Chew (violoncelo) e Cláudio Alves (contrabaixo).
Lobão e banda conferiram peso e robustez ao formato acústico. Os arranjos são primorosos. Gostei muito de “El desdichado II”, “Essa noite, não”, “Décadance avec Élégance” e “Por tudo que for” – esta quase virou um chorinho! Brilhante.
Ainda que você não seja fã do Lobão, confira o acústico pelos músicos que o acompanham. Afinal, nada como ter o privilégio de conferir uma banda em que há competência, carisma, profissionalismo e energia.
De cara, o que chama a atenção é a competência musical da banda que acompanha o cantor. Como tocam! Nos extras, ele mesmo disse que ao topar gravar o acústico, fez questão de que houvesse muito som de violão. E há. Para tanto, arregimentou músicos competentíssimos.
Além de Lobão, que toca violão e craviola, a banda conta com Roberto Pollo (teclados, piano, escaleta), Daniel Martins (baixo, craviola), Edu Bologna (violão, bandolim, dobro, banjo), Luce (bandolim, violão, vocal), Stéphane San Juan (percussão) e Pedro Garcia (bateria).
Além dos feras acima, há um quinteto de cordas que participa em algumas das faixas: Glauco Fernandes (violino – apresentado por Lobão assim: “Glauco Fernandes e seus arranjos endiabrados”), Rogério Rosa (violino), Luis Audi (viola), David Chew (violoncelo) e Cláudio Alves (contrabaixo).
Lobão e banda conferiram peso e robustez ao formato acústico. Os arranjos são primorosos. Gostei muito de “El desdichado II”, “Essa noite, não”, “Décadance avec Élégance” e “Por tudo que for” – esta quase virou um chorinho! Brilhante.
Ainda que você não seja fã do Lobão, confira o acústico pelos músicos que o acompanham. Afinal, nada como ter o privilégio de conferir uma banda em que há competência, carisma, profissionalismo e energia.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (51)
A feitura desta imagem foi um tanto engraçada. Antes da foto que seria pra valer, fiz o enquadramento, “ensaiando” com uma garrafa de água. Eu já havia tomado um pouco do vinho. Combinei com a minha mãe pra ela tomar o que eu derramasse na taça depois de capturada a imagem. Minha mãe topou. Só que acabei demorando: a câmera estava sobre um tripé. Eu a programei para disparar dez segundos depois de apertado o obturador. Quando a luzinha na parte da frente do equipamento parasse de piscar, eu derramaria o vinho – e eu não estava a fim de fazer várias fotos, pois a bebida foi comprada com a intenção de ser tomada, e não fotografada. Houvesse mais gente por aqui, mais fotos poderiam ter sido tiradas, mas só estávamos eu e minha mãe. Só que depois de feita a foto, fui chamá-la para tomar e ela... já estava dormindo. Tive então de tomar mais uma dose – não que isso tenha sido um suplício...
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UM PEDACINHO DO PARAÍSO
Recentemente, Manoel Almeida lançou o blogue Epitaphius. Em conversa que mantive com Manoel há tempos, ele me perguntou qual seria meu epitáfio. Eu disse na ocasião que seria uma frase do Leonardo da Vinci: “Quanto mais se conhece, mais se aprecia”. Contudo, uma inteligente e espirituosa aluna que tive há muito tempo me disse que o dela seria: “Dei sossego”. Gostei tanto que pedi a ela a autorização para que eu usasse essa frase no meu. A autorização foi concedida.
Mas toda essa história é para falar da frase do Leonardo da Vinci e de uma canção. Se a máxima do renascentista será ou não meu epitáfio, ainda não sei. O que sei, é que sempre que começo a me dedicar a seja o que for, a frase me ocorre. Neste momento, escuto por intermédio de fone de ouvido a canção “One inch of heaven”, do grupo The Silencers. A epígrafe de meu livro Algo de sempre é extraída de um dos versos da letra: “There’s a rock in my heart that can’t be broken”.
A canção é sobre um sujeito que na maturidade se flagra amando. É madrugada e ele caminha por uma rua deserta, a Rua Jamaica. Chove. Por perto, há um rio. De repente, ele se vê um novo homem, ele se pega amando. O amanhecer não vai demorar. Ele caminha e reflete sobre o quanto as coisas podem vir inesperadamente. Ele vai caminhando, o rio por perto flui, fluem os pensamentos, fluem as reflexões...
Enquanto digito estas palavras, presto atenção no arranjo da canção. Meu ouvido para a música sempre foi uma lástima. Tanto que somente agora, por intermédio do fone, percebo no arranjo sutilezas até então desconhecidas por mim. Se tiver a chance de escutar, preste atenção num teclado que faz a marcação junto com a caixa da bateria. Há também um teclado que somente agora consegui escutar e que faz a base enquanto o vocalista canta. Esse teclado pode ser escutado bem ao fundo, sutil, discreto, bonito. (Preste bastante atenção quando o vocalista começar a cantar.)
A música é longa, não tem pressa (dura mais de sete minutos). O andamento não é rápido. Tudo isso combina com o sentimento do eu lírico, sujeito velhaco e cínico (“eu era o rei do verso cínico”), mas que numa madrugada, enquanto caminha sob a chuva perto de um rio, pega-se, ainda na escuridão da madrugada, amando.
Mas toda essa história é para falar da frase do Leonardo da Vinci e de uma canção. Se a máxima do renascentista será ou não meu epitáfio, ainda não sei. O que sei, é que sempre que começo a me dedicar a seja o que for, a frase me ocorre. Neste momento, escuto por intermédio de fone de ouvido a canção “One inch of heaven”, do grupo The Silencers. A epígrafe de meu livro Algo de sempre é extraída de um dos versos da letra: “There’s a rock in my heart that can’t be broken”.
A canção é sobre um sujeito que na maturidade se flagra amando. É madrugada e ele caminha por uma rua deserta, a Rua Jamaica. Chove. Por perto, há um rio. De repente, ele se vê um novo homem, ele se pega amando. O amanhecer não vai demorar. Ele caminha e reflete sobre o quanto as coisas podem vir inesperadamente. Ele vai caminhando, o rio por perto flui, fluem os pensamentos, fluem as reflexões...
Enquanto digito estas palavras, presto atenção no arranjo da canção. Meu ouvido para a música sempre foi uma lástima. Tanto que somente agora, por intermédio do fone, percebo no arranjo sutilezas até então desconhecidas por mim. Se tiver a chance de escutar, preste atenção num teclado que faz a marcação junto com a caixa da bateria. Há também um teclado que somente agora consegui escutar e que faz a base enquanto o vocalista canta. Esse teclado pode ser escutado bem ao fundo, sutil, discreto, bonito. (Preste bastante atenção quando o vocalista começar a cantar.)
A música é longa, não tem pressa (dura mais de sete minutos). O andamento não é rápido. Tudo isso combina com o sentimento do eu lírico, sujeito velhaco e cínico (“eu era o rei do verso cínico”), mas que numa madrugada, enquanto caminha sob a chuva perto de um rio, pega-se, ainda na escuridão da madrugada, amando.
Quer saber? “Quanto mais se conhece, mais se aprecia”.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
DEVER DE CASA
No banco da praça,
todos os dias,
depois da aula,
namora o casal
todos os dias,
depois da aula,
namora o casal
de estudantes.
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FOTOPOEMA 82
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HAICAI 17
Exata fenda.
A gala, o charme e o vestido
que a mão desvenda.
A gala, o charme e o vestido
que a mão desvenda.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
APONTAMENTO 53
Na vida, todos somos grandes atores; no palco, nem todos.
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FOTOPOEMA 81
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FOTOPOEMA 80
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ONÍRICO
A poética loucura,
as estrelas,
a mulher que
dança na sala,
a noite gigante,
este sonho,
o dia de minha morte.
Como qualquer homem
ou qualquer outra coisa,
sustento o universo.
É preciso que eu morra
para que o universo
continue existindo.
as estrelas,
a mulher que
dança na sala,
a noite gigante,
este sonho,
o dia de minha morte.
Como qualquer homem
ou qualquer outra coisa,
sustento o universo.
É preciso que eu morra
para que o universo
continue existindo.
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domingo, 3 de maio de 2009
APONTAMENTO 52
Infelicidade é quando o lugar em que queremos estar não está perto da gente.
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sábado, 2 de maio de 2009
FOTOPOEMA 79
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O GRANDE LOBO
Futura compra: o acústico MTV do Lobão.
Lobão desce a lenha em todo mundo; todo mundo desce a lenha no Lobão. Eu o considero figura imprescindível. Sua verborragia muito revela do esquemão hipócrita do mercado fonográfico. É preciso que alguém diga isso; ele é esse alguém.
Quando o acústico foi ao ar, acompanhei por um site. Gostei muito, porém não mais o escutei posteriormente. Há pouco, escuto por uma rádio a releitura acústica de “Décadance avec Élégance”, com um Lobão cantando escrachado. Escute e me conte se seu corpo não ficou doidão, pulando até o teto.
Aliás, desde quando acompanhei pelo site a exibição do acústico, gostei demais do quanto Lobão estava cantando escrachadamente (o que é ótimo) como nunca e do quanto os arranjos eram dançantes. Embora os andamentos das canções não sejam velozes e o formato seja acústico, o suingue é irresistível.
Lobão desce a lenha em todo mundo; todo mundo desce a lenha no Lobão. Eu o considero figura imprescindível. Sua verborragia muito revela do esquemão hipócrita do mercado fonográfico. É preciso que alguém diga isso; ele é esse alguém.
Quando o acústico foi ao ar, acompanhei por um site. Gostei muito, porém não mais o escutei posteriormente. Há pouco, escuto por uma rádio a releitura acústica de “Décadance avec Élégance”, com um Lobão cantando escrachado. Escute e me conte se seu corpo não ficou doidão, pulando até o teto.
Aliás, desde quando acompanhei pelo site a exibição do acústico, gostei demais do quanto Lobão estava cantando escrachadamente (o que é ótimo) como nunca e do quanto os arranjos eram dançantes. Embora os andamentos das canções não sejam velozes e o formato seja acústico, o suingue é irresistível.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
AINDA SOBRE "JUNO"
Já escrevi neste mesmo blogue sobre o filme “Juno” (EUA, 2007), do diretor Jason Reitman. Recentemente, eu o assisti novamente.
Há uma cena em que a personagem Juno, interpretada pela bela atriz Ellen Page, entope a caixa de correio de Paulie Bleeker, interpretado por Michael Cera, com uns chicletes que ele adora. Quando ele vai conferir se havia correspondência, é brindado com centenas de gomas de mascar.
Ao agradecer a Juno, em mais um engraçado diálogo criado pela roteirista Diablo Cody, Bleeker, sempre com sua cara de bobalhão, diz que tem chicletes para mascar até o fim da faculdade.
Por intermédio principalmente da personagem interpretada por Ellen Page, vejo “Juno” como um engraçado e sensível retrato do amor na adolescência. Juno ainda não sabe, mas é feita para o amor. O que ela não sabe direito ainda é o que fazer com o talento que tem para amar.
A impressão que fica é a de que quando estiver madura, será uma grande mulher, uma grande amante. Sentimos que saberá dar ao amor um toque de humor. Fica-se com a impressão de que saberá temperar o amor com “bobagens” que tão bem fazem para uma relação.
Ela gosta de agradar, sabe das manias de Bleeker. Sestrosa, chega a fingir para uma amiga que não tem ciúme dele quando fica sabendo que ele vai a uma festa com uma outra garota. Juno é o amor bonito e engraçado, atencioso e detalhista, criativo e gostoso, feminino e imprescindível.
Há uma cena em que a personagem Juno, interpretada pela bela atriz Ellen Page, entope a caixa de correio de Paulie Bleeker, interpretado por Michael Cera, com uns chicletes que ele adora. Quando ele vai conferir se havia correspondência, é brindado com centenas de gomas de mascar.
Ao agradecer a Juno, em mais um engraçado diálogo criado pela roteirista Diablo Cody, Bleeker, sempre com sua cara de bobalhão, diz que tem chicletes para mascar até o fim da faculdade.
Por intermédio principalmente da personagem interpretada por Ellen Page, vejo “Juno” como um engraçado e sensível retrato do amor na adolescência. Juno ainda não sabe, mas é feita para o amor. O que ela não sabe direito ainda é o que fazer com o talento que tem para amar.
A impressão que fica é a de que quando estiver madura, será uma grande mulher, uma grande amante. Sentimos que saberá dar ao amor um toque de humor. Fica-se com a impressão de que saberá temperar o amor com “bobagens” que tão bem fazem para uma relação.
Ela gosta de agradar, sabe das manias de Bleeker. Sestrosa, chega a fingir para uma amiga que não tem ciúme dele quando fica sabendo que ele vai a uma festa com uma outra garota. Juno é o amor bonito e engraçado, atencioso e detalhista, criativo e gostoso, feminino e imprescindível.
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
HAICAI 16
Penetrante atuar.
Um, dois, três.
Ménage à trois.
Um, dois, três.
Ménage à trois.
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A DAMA E O VAGABUNDO
Só a dama viu que dentro do
vagabundo havia o cavalheiro.
Quis fazer dele seu príncipe.
Mas o cavalheiro, coitado,
não conseguiu ver a mulher
apaixonada dentro da dama –
só conseguiu ver nela a rainha.
Assim foi que dama e vagabundo
continuaram dama e vagabundo.
Ficou ela sem um príncipe.
Ficou ele sem um reino.
vagabundo havia o cavalheiro.
Quis fazer dele seu príncipe.
Mas o cavalheiro, coitado,
não conseguiu ver a mulher
apaixonada dentro da dama –
só conseguiu ver nela a rainha.
Assim foi que dama e vagabundo
continuaram dama e vagabundo.
Ficou ela sem um príncipe.
Ficou ele sem um reino.
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JOHNNY O. AND JIMMY Y.
Ontem, quarta-feira, tive o privilégio de conferir apresentação com Johnny O. num dos bares da cidade. Ele é vocalista, guitarrista e fundador do grupo Johnny O. Band. Na apresentação de ontem, Johnny O. foi acompanhado pelo baterista Jimmy Y., que já esteve em Patos de Minas anteriormente em três ocasiões.
Executaram principalmente clássicos do blues, bem como algumas canções compostas por Johnny O. Ambos músicos tarimbados, fizeram um show envolvente, técnico e bonito. Na ocasião, comprei um dos CDs da banda. Ainda não o escutei.
Do show, houve um instrumental que de cara me chamou atenção. Belíssimo. Assim que a música acabou, perguntei ao cantor o título: “Springtime”. Segundo Johnny O., vai estar no próximo CD da banda, que será lançado em breve. Caso queira mais informações sobre o grupo, você pode acessar o link para o site ou conferir o Myspace do pessoal.
Executaram principalmente clássicos do blues, bem como algumas canções compostas por Johnny O. Ambos músicos tarimbados, fizeram um show envolvente, técnico e bonito. Na ocasião, comprei um dos CDs da banda. Ainda não o escutei.
Do show, houve um instrumental que de cara me chamou atenção. Belíssimo. Assim que a música acabou, perguntei ao cantor o título: “Springtime”. Segundo Johnny O., vai estar no próximo CD da banda, que será lançado em breve. Caso queira mais informações sobre o grupo, você pode acessar o link para o site ou conferir o Myspace do pessoal.
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terça-feira, 28 de abril de 2009
FOTOPOEMA 78
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domingo, 26 de abril de 2009
HAICAI 15
Busca sem fim.
Pelejo busco e acho
um brilhante sim.
Pelejo busco e acho
um brilhante sim.
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CONTO 34
Quando o assunto é Deus, há em Daniel um lado racional que O concebe como matéria, podendo ser Ele explicado pela ciência. Mas há também em Daniel muito da educação católica que recebeu da mãe. Hoje, ele não mais se considera católico; largou igreja, ritos, mas a herança da mãe o faz pensar, entre outras coisas, em um Deus a escutar orações. Embora o lado racional de Daniel considere sem sentido tal concepção, há dois momentos em que ele não resiste e agradece a Deus – quando toma um banho bem quente e gostoso no inverno e, não importa a época do ano, quando vai se deitar e sente cheiro de roupa de cama limpa.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
FOTOPOEMA 77
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
FOTOPOEMA 76
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AINDA BORGES
Há um pequeno poema de Borges que bem poderia ter sido usado como epígrafe do filme “Um sonho de liberdade” (“The Shawshank Redemption” – EUA, 1994), baseado numa história do Stephen King cujo título é “Rita Hayworth and The Shawshank Redemption”.
O filme é dirigido por Frank Darabont. Nos papéis principais, Tim Robbins e Morgan Freeman. E, pensando bem, a epígrafe poderia estar também na história criada por Stephen King. Diz o texto de Borges, intitulado “O prisioneiro”:
Uma lima.
A primeira das pesadas portas de ferro.
Um dia serei livre.
BORGES
Tertúlias literárias são um dos temperos mais bacanas que uma amizade pode ter. Num desses bate-papos literários, comentei recentemente com um amigo minha profunda admiração por Jorge Luis Borges. Depois da conversa, voltei, mais uma vez, a folhear os textos do argentino.
Borges é o escritor que mais me compele a escrever, quem mais acende minha imaginação. Não bastasse o texto dele em si, que acho admirável, bastam algumas páginas de Borges para que eu sinta uma imensa vontade de escrever meus textos. Não sei o motivo pelo qual isso ocorre. O que sei, é que Borges faz bem para a felicidade.
Borges é o escritor que mais me compele a escrever, quem mais acende minha imaginação. Não bastasse o texto dele em si, que acho admirável, bastam algumas páginas de Borges para que eu sinta uma imensa vontade de escrever meus textos. Não sei o motivo pelo qual isso ocorre. O que sei, é que Borges faz bem para a felicidade.
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terça-feira, 21 de abril de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (50)
Hoje pela manhã, eu e meu amigo Diego Bueno Guimarães, competente enfermeiro e acupunturista, saímos para tirar algumas fotos, aproveitando o feriado e o dia bonito. No giro pelos arredores da cidade, fomos até o campo de futebol da AABB, onde há corujas. A da imagem acima estava do lado de dentro do alambrado do campo. Não estava sendo possível fotografá-la. Foi quando então Diego disse que se podia subir na mureta e colocar os braços por cima do alambrado, o que foi feito. Devo a ele esta foto. Não fosse a sugestão dele, não me teria ocorrido a ideia de que eu poderia sair do chão para tirar a foto. Além do mais, a atenção da coruja é dirigida a ele, que ficou chamando a atenção da ave para que os olhos aparecessem claramente na imagem.
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