sábado, 2 de maio de 2009
FOTOPOEMA 79
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O GRANDE LOBO
Futura compra: o acústico MTV do Lobão.
Lobão desce a lenha em todo mundo; todo mundo desce a lenha no Lobão. Eu o considero figura imprescindível. Sua verborragia muito revela do esquemão hipócrita do mercado fonográfico. É preciso que alguém diga isso; ele é esse alguém.
Quando o acústico foi ao ar, acompanhei por um site. Gostei muito, porém não mais o escutei posteriormente. Há pouco, escuto por uma rádio a releitura acústica de “Décadance avec Élégance”, com um Lobão cantando escrachado. Escute e me conte se seu corpo não ficou doidão, pulando até o teto.
Aliás, desde quando acompanhei pelo site a exibição do acústico, gostei demais do quanto Lobão estava cantando escrachadamente (o que é ótimo) como nunca e do quanto os arranjos eram dançantes. Embora os andamentos das canções não sejam velozes e o formato seja acústico, o suingue é irresistível.
Lobão desce a lenha em todo mundo; todo mundo desce a lenha no Lobão. Eu o considero figura imprescindível. Sua verborragia muito revela do esquemão hipócrita do mercado fonográfico. É preciso que alguém diga isso; ele é esse alguém.
Quando o acústico foi ao ar, acompanhei por um site. Gostei muito, porém não mais o escutei posteriormente. Há pouco, escuto por uma rádio a releitura acústica de “Décadance avec Élégance”, com um Lobão cantando escrachado. Escute e me conte se seu corpo não ficou doidão, pulando até o teto.
Aliás, desde quando acompanhei pelo site a exibição do acústico, gostei demais do quanto Lobão estava cantando escrachadamente (o que é ótimo) como nunca e do quanto os arranjos eram dançantes. Embora os andamentos das canções não sejam velozes e o formato seja acústico, o suingue é irresistível.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
AINDA SOBRE "JUNO"
Já escrevi neste mesmo blogue sobre o filme “Juno” (EUA, 2007), do diretor Jason Reitman. Recentemente, eu o assisti novamente.
Há uma cena em que a personagem Juno, interpretada pela bela atriz Ellen Page, entope a caixa de correio de Paulie Bleeker, interpretado por Michael Cera, com uns chicletes que ele adora. Quando ele vai conferir se havia correspondência, é brindado com centenas de gomas de mascar.
Ao agradecer a Juno, em mais um engraçado diálogo criado pela roteirista Diablo Cody, Bleeker, sempre com sua cara de bobalhão, diz que tem chicletes para mascar até o fim da faculdade.
Por intermédio principalmente da personagem interpretada por Ellen Page, vejo “Juno” como um engraçado e sensível retrato do amor na adolescência. Juno ainda não sabe, mas é feita para o amor. O que ela não sabe direito ainda é o que fazer com o talento que tem para amar.
A impressão que fica é a de que quando estiver madura, será uma grande mulher, uma grande amante. Sentimos que saberá dar ao amor um toque de humor. Fica-se com a impressão de que saberá temperar o amor com “bobagens” que tão bem fazem para uma relação.
Ela gosta de agradar, sabe das manias de Bleeker. Sestrosa, chega a fingir para uma amiga que não tem ciúme dele quando fica sabendo que ele vai a uma festa com uma outra garota. Juno é o amor bonito e engraçado, atencioso e detalhista, criativo e gostoso, feminino e imprescindível.
Há uma cena em que a personagem Juno, interpretada pela bela atriz Ellen Page, entope a caixa de correio de Paulie Bleeker, interpretado por Michael Cera, com uns chicletes que ele adora. Quando ele vai conferir se havia correspondência, é brindado com centenas de gomas de mascar.
Ao agradecer a Juno, em mais um engraçado diálogo criado pela roteirista Diablo Cody, Bleeker, sempre com sua cara de bobalhão, diz que tem chicletes para mascar até o fim da faculdade.
Por intermédio principalmente da personagem interpretada por Ellen Page, vejo “Juno” como um engraçado e sensível retrato do amor na adolescência. Juno ainda não sabe, mas é feita para o amor. O que ela não sabe direito ainda é o que fazer com o talento que tem para amar.
A impressão que fica é a de que quando estiver madura, será uma grande mulher, uma grande amante. Sentimos que saberá dar ao amor um toque de humor. Fica-se com a impressão de que saberá temperar o amor com “bobagens” que tão bem fazem para uma relação.
Ela gosta de agradar, sabe das manias de Bleeker. Sestrosa, chega a fingir para uma amiga que não tem ciúme dele quando fica sabendo que ele vai a uma festa com uma outra garota. Juno é o amor bonito e engraçado, atencioso e detalhista, criativo e gostoso, feminino e imprescindível.
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
HAICAI 16
Penetrante atuar.
Um, dois, três.
Ménage à trois.
Um, dois, três.
Ménage à trois.
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A DAMA E O VAGABUNDO
Só a dama viu que dentro do
vagabundo havia o cavalheiro.
Quis fazer dele seu príncipe.
Mas o cavalheiro, coitado,
não conseguiu ver a mulher
apaixonada dentro da dama –
só conseguiu ver nela a rainha.
Assim foi que dama e vagabundo
continuaram dama e vagabundo.
Ficou ela sem um príncipe.
Ficou ele sem um reino.
vagabundo havia o cavalheiro.
Quis fazer dele seu príncipe.
Mas o cavalheiro, coitado,
não conseguiu ver a mulher
apaixonada dentro da dama –
só conseguiu ver nela a rainha.
Assim foi que dama e vagabundo
continuaram dama e vagabundo.
Ficou ela sem um príncipe.
Ficou ele sem um reino.
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JOHNNY O. AND JIMMY Y.
Ontem, quarta-feira, tive o privilégio de conferir apresentação com Johnny O. num dos bares da cidade. Ele é vocalista, guitarrista e fundador do grupo Johnny O. Band. Na apresentação de ontem, Johnny O. foi acompanhado pelo baterista Jimmy Y., que já esteve em Patos de Minas anteriormente em três ocasiões.
Executaram principalmente clássicos do blues, bem como algumas canções compostas por Johnny O. Ambos músicos tarimbados, fizeram um show envolvente, técnico e bonito. Na ocasião, comprei um dos CDs da banda. Ainda não o escutei.
Do show, houve um instrumental que de cara me chamou atenção. Belíssimo. Assim que a música acabou, perguntei ao cantor o título: “Springtime”. Segundo Johnny O., vai estar no próximo CD da banda, que será lançado em breve. Caso queira mais informações sobre o grupo, você pode acessar o link para o site ou conferir o Myspace do pessoal.
Executaram principalmente clássicos do blues, bem como algumas canções compostas por Johnny O. Ambos músicos tarimbados, fizeram um show envolvente, técnico e bonito. Na ocasião, comprei um dos CDs da banda. Ainda não o escutei.
Do show, houve um instrumental que de cara me chamou atenção. Belíssimo. Assim que a música acabou, perguntei ao cantor o título: “Springtime”. Segundo Johnny O., vai estar no próximo CD da banda, que será lançado em breve. Caso queira mais informações sobre o grupo, você pode acessar o link para o site ou conferir o Myspace do pessoal.
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terça-feira, 28 de abril de 2009
FOTOPOEMA 78
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domingo, 26 de abril de 2009
HAICAI 15
Busca sem fim.
Pelejo busco e acho
um brilhante sim.
Pelejo busco e acho
um brilhante sim.
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CONTO 34
Quando o assunto é Deus, há em Daniel um lado racional que O concebe como matéria, podendo ser Ele explicado pela ciência. Mas há também em Daniel muito da educação católica que recebeu da mãe. Hoje, ele não mais se considera católico; largou igreja, ritos, mas a herança da mãe o faz pensar, entre outras coisas, em um Deus a escutar orações. Embora o lado racional de Daniel considere sem sentido tal concepção, há dois momentos em que ele não resiste e agradece a Deus – quando toma um banho bem quente e gostoso no inverno e, não importa a época do ano, quando vai se deitar e sente cheiro de roupa de cama limpa.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
FOTOPOEMA 77
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
FOTOPOEMA 76
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AINDA BORGES
Há um pequeno poema de Borges que bem poderia ter sido usado como epígrafe do filme “Um sonho de liberdade” (“The Shawshank Redemption” – EUA, 1994), baseado numa história do Stephen King cujo título é “Rita Hayworth and The Shawshank Redemption”.
O filme é dirigido por Frank Darabont. Nos papéis principais, Tim Robbins e Morgan Freeman. E, pensando bem, a epígrafe poderia estar também na história criada por Stephen King. Diz o texto de Borges, intitulado “O prisioneiro”:
Uma lima.
A primeira das pesadas portas de ferro.
Um dia serei livre.
BORGES
Tertúlias literárias são um dos temperos mais bacanas que uma amizade pode ter. Num desses bate-papos literários, comentei recentemente com um amigo minha profunda admiração por Jorge Luis Borges. Depois da conversa, voltei, mais uma vez, a folhear os textos do argentino.
Borges é o escritor que mais me compele a escrever, quem mais acende minha imaginação. Não bastasse o texto dele em si, que acho admirável, bastam algumas páginas de Borges para que eu sinta uma imensa vontade de escrever meus textos. Não sei o motivo pelo qual isso ocorre. O que sei, é que Borges faz bem para a felicidade.
Borges é o escritor que mais me compele a escrever, quem mais acende minha imaginação. Não bastasse o texto dele em si, que acho admirável, bastam algumas páginas de Borges para que eu sinta uma imensa vontade de escrever meus textos. Não sei o motivo pelo qual isso ocorre. O que sei, é que Borges faz bem para a felicidade.
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Jorge Luis Borges
terça-feira, 21 de abril de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (50)
Hoje pela manhã, eu e meu amigo Diego Bueno Guimarães, competente enfermeiro e acupunturista, saímos para tirar algumas fotos, aproveitando o feriado e o dia bonito. No giro pelos arredores da cidade, fomos até o campo de futebol da AABB, onde há corujas. A da imagem acima estava do lado de dentro do alambrado do campo. Não estava sendo possível fotografá-la. Foi quando então Diego disse que se podia subir na mureta e colocar os braços por cima do alambrado, o que foi feito. Devo a ele esta foto. Não fosse a sugestão dele, não me teria ocorrido a ideia de que eu poderia sair do chão para tirar a foto. Além do mais, a atenção da coruja é dirigida a ele, que ficou chamando a atenção da ave para que os olhos aparecessem claramente na imagem.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
LUZIA
Luzia é procurada indiscriminadamente por todo tipo de homens. Há rico que chega em portentosos carros importados. Há pobre que longe caminha para ir ter com ela. Há casados que já largaram as esposas, foram à bancarrota. Há solteiros que vivem pedindo Luzia em casamento. Há gênios, há tolos...
Todos. Todos saem transidos de prazer e de loucura quando sentem na retesada e arrepiada pele o que Luzia sabe fazer. Saem sentindo no corpo a leveza do amor perfeitamente consumado e a certeza de que nunca mais poderão viver em paz se não tiverem novamente o dom com que Luzia os ensandece.
Luzia tem dinheiro. Cobra caro de quem pode pagar muito; cobra quase nada de quem não pode. Vive sem ostentação. Quando sai, não é daquelas que chamam a atenção. Não tem filhos, nunca foi casada. Com naturalidade, passa a ser a dona daqueles que recebem o que ela perfeitamente executa.
Não é a beleza de Luzia que deixa insanos aqueles que a procuram. Onde terá Luzia aprendido a arte que tem? O que a faz ser o que ela é? Será que alguém ensinou para ela a percorrer com assombrosa perfeição o corpo de quantos a procurarem?
Os dentes, a língua, os lábios, a saliva... Luzia faz com que todos os homens dela se tornem escravos sem que para eles entregue seu sexo – ela lhes entrega sua boca. Depois disso, nenhum homem jamais é o mesmo. Tornam-se servos, escravos, súditos, dependentes. Os que voltam para as parceiras depois de terem passado por Luzia passam a conviver com o fardo que é estar com uma mulher querendo outra.
Luzia, com seu feitiço oral e seus truques úmidos. As cavernas, os mundos antigos e animalescos em que os homens mergulham quando ávida e sofregamente procuram por ela. Eles a procuram em busca de possível felicidade terrena, ainda que fugaz, ainda que utópica, ainda que cara, ainda que louca. Eles a procuram porque são bichos, mas também porque sentem na carne o que é uma alma feliz e toda plena de prazer e gozo. Luzia, com suas idas e vindas, com sua gula, sua lascívia e seu profissionalismo. Luzia, que revigora os homens. Luzia, onde os homens querem ficar até que a vida os deixe, num epífano grito de prazer.
Todos. Todos saem transidos de prazer e de loucura quando sentem na retesada e arrepiada pele o que Luzia sabe fazer. Saem sentindo no corpo a leveza do amor perfeitamente consumado e a certeza de que nunca mais poderão viver em paz se não tiverem novamente o dom com que Luzia os ensandece.
Luzia tem dinheiro. Cobra caro de quem pode pagar muito; cobra quase nada de quem não pode. Vive sem ostentação. Quando sai, não é daquelas que chamam a atenção. Não tem filhos, nunca foi casada. Com naturalidade, passa a ser a dona daqueles que recebem o que ela perfeitamente executa.
Não é a beleza de Luzia que deixa insanos aqueles que a procuram. Onde terá Luzia aprendido a arte que tem? O que a faz ser o que ela é? Será que alguém ensinou para ela a percorrer com assombrosa perfeição o corpo de quantos a procurarem?
Os dentes, a língua, os lábios, a saliva... Luzia faz com que todos os homens dela se tornem escravos sem que para eles entregue seu sexo – ela lhes entrega sua boca. Depois disso, nenhum homem jamais é o mesmo. Tornam-se servos, escravos, súditos, dependentes. Os que voltam para as parceiras depois de terem passado por Luzia passam a conviver com o fardo que é estar com uma mulher querendo outra.
Luzia, com seu feitiço oral e seus truques úmidos. As cavernas, os mundos antigos e animalescos em que os homens mergulham quando ávida e sofregamente procuram por ela. Eles a procuram em busca de possível felicidade terrena, ainda que fugaz, ainda que utópica, ainda que cara, ainda que louca. Eles a procuram porque são bichos, mas também porque sentem na carne o que é uma alma feliz e toda plena de prazer e gozo. Luzia, com suas idas e vindas, com sua gula, sua lascívia e seu profissionalismo. Luzia, que revigora os homens. Luzia, onde os homens querem ficar até que a vida os deixe, num epífano grito de prazer.
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sábado, 18 de abril de 2009
FOTOPOEMA 75
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
CONTO 33
Sofia ficou realmente surpresa quando Marcos disse que o corte de cabelo dela havia ficado muito bom. Ela gostou demais do elogio. Marcos era louco para fazer amor com ela; por isso frequentava o restaurante há um ano e meio. Mesmo assim, não achava um jeito de se aproximar da mulher; mal trocava palavras com Sofia, que ficava no caixa. Ela se assustou com o comentário porque ele era um cliente lacônico, embora cortês. O que Marcos não soube é que seu elogio foi mais eficaz do que ele suspeitara: Sofia passaria o resto do dia concebendo em devaneios um atencioso Marcos, ao mesmo tempo em que os pensamentos dela repreendiam o marido, por ele nem ter reparado que ela tinha um novo corte de cabelo.
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
FOTOPOEMA 74
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
QUE TAL UMA RAPIDINHA?...
Há pouco, li curiosa matéria sobre um norueguês que foi preso porque estava transando com a namorada – enquanto ele dirigia o carro a 133 quilômetros por hora numa rodovia da Noruega (o limite de velocidade na rodovia é de 100 quilômetros).
Os nomes do casal não foram relevados. Ele tem 28 e ela tem 22. Segundo relatos das autoridades, a polícia logo percebeu que o motorista estava fazendo algo mais do que quebrando o limite de velocidade, pois o carro estava balançando de um lado para outro.
De acordo com a polícia, a mulher estava sentada sobre o homem, de costas para ele. Em função disso, a visão do motorista era debilitada. O casal foi seguido pela polícia por quase um quilômetro.
Para mais informações confira este link (em inglês).
Os nomes do casal não foram relevados. Ele tem 28 e ela tem 22. Segundo relatos das autoridades, a polícia logo percebeu que o motorista estava fazendo algo mais do que quebrando o limite de velocidade, pois o carro estava balançando de um lado para outro.
De acordo com a polícia, a mulher estava sentada sobre o homem, de costas para ele. Em função disso, a visão do motorista era debilitada. O casal foi seguido pela polícia por quase um quilômetro.
Para mais informações confira este link (em inglês).
terça-feira, 14 de abril de 2009
FOTOPOEMA 73
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COMBINAÇÃO
Uma palavra sozinha não faz literatura.
Uma nota sozinha não faz música.
Uma cor sozinha não faz pintura.
Uma pessoa sozinha dá uma mão para o amor.
Uma nota sozinha não faz música.
Uma cor sozinha não faz pintura.
Uma pessoa sozinha dá uma mão para o amor.
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domingo, 12 de abril de 2009
FOTOPOEMA 72 / PAPARAZZO
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FOTOPOEMA 71
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EPITÁFIO
A vida é um sopro.
Hoje, o soprado fui eu.
Hoje, o soprado fui eu.
_____
(Este texto me ocorreu enquanto eu pensava no mais recente blogue – Epitaphius – criado por Manoel Almeida, rara inteligência. A ideia do Epitaphius é publicar citações que possam funcionar como... epitáfios – mas sem que necessariamente tenham sido escritas com essa finalidade. Essa recontextualização das citações gera um efeito no mínimo curioso. Vale a pena conferir.)
(Este texto me ocorreu enquanto eu pensava no mais recente blogue – Epitaphius – criado por Manoel Almeida, rara inteligência. A ideia do Epitaphius é publicar citações que possam funcionar como... epitáfios – mas sem que necessariamente tenham sido escritas com essa finalidade. Essa recontextualização das citações gera um efeito no mínimo curioso. Vale a pena conferir.)
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sábado, 11 de abril de 2009
FOTOPOEMA 70
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
FOTOPOEMA 69 / HAICAI 14
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FOTOPOEMA 68
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COMPARAÇÃO
Amanhece sempre diferente.
Amanheço sempre indiferente.
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terça-feira, 7 de abril de 2009
FOTOPOEMA 67
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FOTOPOEMA 66
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domingo, 5 de abril de 2009
FOTOPOEMA 65
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sábado, 4 de abril de 2009
CAMINHADA/FOTOPOEMA 64
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
PRÁTICA DE AMOR
De que te amo não há dúvida.
Claro e vigoroso é meu amor.
Nada quero no ar, não quero dar a entender.
De meu amor, tenha tudo, menos dúvida.
Meu amor acontece no peito, bem sei.
Meu amor acontece em gestos, bem sabes.
Eu quero o concreto e o palpável.
Tenha em tuas mãos meu amor que é teu.
Menor eu seria se não soubesses de meu amor.
Gigante sou quando ação é meu amor.
Amo de um jeito prático e efetivo.
Não deixo de lado a poesia dos atos.
Meu amor, eu o penso e sinto.
Em gestos, eu o tenho e vivo.
Claro e vigoroso é meu amor.
Nada quero no ar, não quero dar a entender.
De meu amor, tenha tudo, menos dúvida.
Meu amor acontece no peito, bem sei.
Meu amor acontece em gestos, bem sabes.
Eu quero o concreto e o palpável.
Tenha em tuas mãos meu amor que é teu.
Menor eu seria se não soubesses de meu amor.
Gigante sou quando ação é meu amor.
Amo de um jeito prático e efetivo.
Não deixo de lado a poesia dos atos.
Meu amor, eu o penso e sinto.
Em gestos, eu o tenho e vivo.
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LETRA DE MÚSICA (7)
Esperei por você o dia inteiro.
O dia se cansou; veio a noite.
Continuei esperando.
A noite se cansou; veio outro dia.
Continuei esperando.
Este dia se cansou; veio outra noite.
Continuei esperando.
Esta também se cansou.
Continuei esperando.
Eu te esperei.
Eu te esperei sem me cansar
até o dia em que dias e noites
se cansaram e me deixaram.
O dia se cansou; veio a noite.
Continuei esperando.
A noite se cansou; veio outro dia.
Continuei esperando.
Este dia se cansou; veio outra noite.
Continuei esperando.
Esta também se cansou.
Continuei esperando.
Eu te esperei.
Eu te esperei sem me cansar
até o dia em que dias e noites
se cansaram e me deixaram.
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terça-feira, 31 de março de 2009
APONTAMENTO 51
Tive o imenso privilégio de ler recentemente alguns escritos de Rusimário Bernardes, grande amigo. Um dos textos dele tem o título de “Agapantos”. Eu não conhecia a palavra, mas assim que a li, pensei: “Que palavra fantástica!”. Agapantos.
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segunda-feira, 30 de março de 2009
APONTAMENTO 50
Um domingo de um céu pleno de azul e de nuvens movimentadas arredou a tristeza.
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A GOTA D'ÁGUA
Lá no fundo total
do quase seco poço,
há uma gota de esperança.
Não morrerá –
nem quando eu morrer.
Pois quando chegar esse dia,
a gota de esperança
outros há de amparar.
do quase seco poço,
há uma gota de esperança.
Não morrerá –
nem quando eu morrer.
Pois quando chegar esse dia,
a gota de esperança
outros há de amparar.
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FOTOPOEMA 63
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sábado, 28 de março de 2009
FOTOPOEMA 62
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sexta-feira, 27 de março de 2009
ENTREVISTA COM LUÍS ANDRÉ NEPOMUCENO
Amanhã, 28 de março, a partir das 20h, no auditório do Colégio Marista, vai ocorrer o lançamento do livro “Os anões”, de Luís André Nepomuceno. É seu terceiro livro de ficção, todos lançados pela Editora 7Letras, por intermédio da qual já saíram “Antipalavra” (2004) e “A lanterna mágica de Jeremias” (2005).O autor também é ensaísta. Publicou “A musa desnuda e o poeta tímido: o petrarquismo na Arcádia Brasileira” (Annablume, 2002) e “Petrarca e o Humanismo” (Edusc, 2008). Em seu trabalho acadêmico, vem publicando em revistas do Brasil e do exterior.
Pleno homem das letras, também se dedica à tradução, tendo vertido para o português “Vida de Petrarca”, de Ugo Dotti (Unicamp, 2006). Com pós-doutorado pela Unicamp, Nepomuceno é professor no curso de Letras do Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam). Na instituição, foi até recentemente o coordenador do curso em que leciona, cargo que exerceu por quase dez anos. Atualmente, além das aulas, é o responsável pelo Núcleo de Editoria e Publicações do Unipam, criado neste 2009.
Procurado por mim, o autor gentilmente concedeu a entrevista abaixo, a primeira publicada por este blogue. Entrevista e texto crítico sobre o livro (este, já publicado aqui) serão publicados também na edição deste sábado do jornal Folha Patense.
_____
Liviano: Parece-me que “Os anões” tem uma linguagem e uma sintaxe diferentes de seus dois outros livros de ficção. Essa mudança se deve ao tema do livro ou não somente ao tema?
Luís André Nepomuceno: O abuso nas estruturas sintáticas, na construção deste livro, se deve essencialmente ao tema e às formas de olhar o mundo do próprio personagem-narrador, que é portador de uma miopia avançada e, tendo perdido os óculos no começo da narrativa, não é capaz de perceber com exatidão as coisas que acontecem a seu redor. O estranhamento da linguagem é um pouco a representação disso. A estrutura narrativa, em especial a estrutura dos diálogos (escritos de tal forma a confundir as vozes do discurso) reflete um pouco esse olhar, que é igualmente uma metáfora das formas restritivas de se olhar o mundo e a sociedade.
Liviano: O que mudou no ficcionista desde o “Antipalavra” até “Os anões”? E o que não mudou?
Nepomuceno: Em geral, não gosto muito de ler meus textos já publicados, porque sempre dá uma vontade enorme de mexer numa coisa ou outra. É incrível como, de um livro para outro, a gente sente um processo de desenvolvimento que, por vezes, só é percebido inteiramente pelo próprio autor. Relendo alguns contos de “Antipalavra”, especialmente os mais antigos, tenho sempre o ímpeto e o desejo da mudança. “Antipalavra” foi um livro gestado numa década inteira, numa época em que houve contos que foram inteiramente reescritos, outros lançados ao lixo, outros engavetados à espera de outras possibilidades. O que mudou? A linguagem, sem dúvida, que hoje parece mais limpa, menos intoxicada com exercícios inúteis de malabarismo. O que não mudou? Meus ideais, que continuam os mesmos: a crença no belo, na eternidade, no próprio homem para além de suas fronteiras. Isso não parece nem um pouco moderno? Mas o que se há de fazer? Detestaria a angústia de dizer o que não sinto, o que não quero.
Liviano: O que lhe dá mais prazer: a ficção, o ensaio ou a tradução? Ou são prazeres diferentes?
Nepomuceno: São prazeres diferentes, sim, mas a ficção está acima de qualquer coisa, às vezes parece substituir a própria vida. Como não é possível viver todos os mundos possíveis, todas as vidas sonhadas, então escrevemos ficção. Pode também parecer sublimação freudiana, mas acho que a arte e as projeções da beleza precedem essas análises, que sempre parecerão reducionistas. No ensaio, as idéias são muito técnicas, e particularmente prefiro o ensaio de natureza acadêmica, que não inventa de ser poesia. A tradução é uma experiência curiosa, porque eventualmente te força a escrever de uma forma que você não deseja. Mas o tradutor, para não ser traidor, deve sempre fazer o exercício de não ser ele mesmo, mas aquele que ele traduz. Por tudo isso, a ficção (para além da poesia, é claro) se revela como a face mais íntima do escritor. É o momento em que ele é ele mesmo, ainda que sob máscaras.
Liviano: Jorge Luis Borges disse que o escritor passa a vida inteira escrevendo o mesmo livro. Caso você concorde, qual seria o seu?
Nepomuceno: É uma pergunta difícil, mas concordo inteiramente com Borges. Tenho, sim, a curiosa sensação de estar escrevendo o mesmo livro, a mesma coisa, apenas com variações por aqui e ali. Isso me incomodava até certo tempo, mas depois que entendi que o processo é esse mesmo, fiquei conformado. Tenho na cabeça a idéia de um romance em que o narrador procura avidamente (e depois descobre) os manuscritos antigos de um filósofo de outro tempo. À medida que vai lendo seus escritos, entende que sua própria vida se modifica em função dos seus entendimentos sobre o conteúdo daqueles escritos. Tudo isso me pareceu uma repetição de “A lanterna mágica de Jeremias”, ou do “Cartografias da imagem” (romance inédito, ainda por ser revisto). Será que eu estava escrevendo a mesma coisa? Acho que sim, mas definitivamente isso não me parece um problema.
Liviano: Você tem preferência maior por algum de seus livros de ficção? (Por quê?)
Nepomuceno: Penso que a gente sempre tem preferência pelo último texto escrito, por ele ainda estar compatível com os seus últimos anseios. Gosto de “Os anões”. Às vezes me ocorrem pensamentos como “eu precisava muito escrever tal coisa”, e depois me lembro: mas isso está em “Os anões”. Sinto certo alívio. Depois penso: Mas como eu acho importante ter escrito isso. Cada um considera as suas importâncias. Eu considero as minhas.
Liviano: Em sua atuação acadêmica, você se dedica à pesquisa sobre Petrarca e Boccaccio, que estiveram no alvorecer do Humanismo. Até que ponto o Humanismo é influência em seu trabalho de ficção?
Nepomuceno: Sempre pensei que, na minha ficção, nunca tinha dado respostas pessoais às obras de Petrarca e Boccaccio. Mas os escritores não têm que legitimar e ponderar sobre essas influências. De qualquer forma, entendi depois que os ideais humanistas estavam impregnados na minha ficção, muito mais do que eu imaginava. Quem me chamou a atenção para isso foi ninguém menos que Fábio Lucas, que me deu a honra de comentar os meus dois livros. Mencionando certos contos de “Antipalavra”, apontou neles esse viés do Humanismo, e especialmente o de Petrarca. Uma vez mais: não parece nada moderno? O que se há de fazer? Que os mais contemporâneos e afinados com as últimas exigências da técnica pós-qualquer coisa me perdoem. Ou pelo menos que me tolerem. “Cartas do novo mundo”, que é um livro que por enquanto está apenas na minha cabeça, é a reescrita de um episódio que aconteceu na vida de Petrarca que, quando esteve em Verona, fugindo de perseguições políticas, encontrou um dos mais raros manuscritos da Idade Média: as cartas de Cícero e Ático. Não podendo furtar o manuscrito (como fez o atrevido Boccaccio, numa biblioteca da Itália), ele teve de copiar o manuscrito inteiro à mão (seriam 700 páginas hoje), e com o braço direito quebrado! Acho o episódio maravilhoso. Isso é um amor irrestrito à humanidade e ao legado que o ser humano é capaz de nos oferecer.
Liviano: Acho complicado perguntar para um ficcionista sobre os escritores de sua predileção, pois me parece que tudo o que é lido acaba “respingando” no que se escreve. Ainda assim, você poderia apontar escritores que julga decisivos em sua formação?
Nepomuceno: Quando li Thomas Mann, tive a nítida impressão de que minha visão sobre a literatura e sobre meus projetos pessoais estavam divididos entre antes e depois dessa leitura. Thomas Mann disse coisas que há muito eu esperava ouvir, especialmente as relações entre os anseios sociais e espirituais do escritor e sua condenada inclinação burguesa para o prazer estético. É uma angústia de natureza platônica, como está em “Morte em Veneza”, por exemplo. Eu diria que é um escritor que determinou a formação das minhas idéias mais essenciais sobre a literatura e a arte. Mas há tanta gente por aí que seria injusto não mencionar: Graciliano Ramos, Drummond, Machado de Assis (sempre, não é?), o próprio Guimarães Rosa (que me ajudou a formar, embora hoje já não o tenha como um modelo); e os clássicos inevitáveis: Homero (a “Ilíada” me impressionou profundamente – n’Os anões, há uma cena nitidamente homérica, quando disputam o corpo de um cadáver), Boccaccio, que é um contador de histórias extraordinário; e outros modernos, Walt Whitman, Shakespeare. Sabe quando percebo que estou diante de um grande escritor? Quando ele próprio me incita a escrever, depois de ler o seu livro. É o que tem acontecido com Mário de Andrade, que recentemente tem quase me obrigado a escrever alguma coisa, depois de eu ter lido a sua ficção. Genial.
Liviano: Você já se dedicou ao estudo do violão. Também já realizou exposição de quadros. O fato de não mais exercer essas atividades se deve somente à falta de tempo?
Nepomuceno: Não é falta de tempo. Há um tempo para tudo. No passado, me dediquei fervorosamente à música, depois às artes plásticas, namorei o teatro rapidamente, depois nem sei mais. Essas coisas me deram respostas a certos anseios, em determinados momentos. A literatura, não, me acompanhou a vida inteira. Esposa fidelíssima. Se eu tivesse mais tempo hoje (e como desejaria ter!), tenho certeza de que me dedicaria cada vez mais a ler e escrever. E escrever muito.
quinta-feira, 26 de março de 2009
FOTOPOEMA 61
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DIA MUNDIAL DO RATO
Acabei de ler agora que o dia 4 de abril é dedicado ao rato. Sim: 4 de abril é o dia mundial do rato. A intenção é fazer com que o bicho seja reconhecido como animal de estimação e companhia para pessoas de todas as idades. Caso se interesse pelo texto (em inglês), clique aqui.
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quarta-feira, 25 de março de 2009
LEONARD COHEN
Tendo a chance, assista ao documentário “I’m your man”, do diretor Lian Lunson. O documentário, que tem Mel Gibson como um dos produtores, é sobre o cantor, poeta e compositor Leonard Cohen.
À medida que vamos sabendo detalhes da vida de Cohen, intérpretes como Bono Vox e Nick Cave interpretam as canções do homenageado. Quando o documentário termina, fica difícil saber o que é mais rico – se o trabalho ou se a vida de Leonard Cohen.
À medida que vamos sabendo detalhes da vida de Cohen, intérpretes como Bono Vox e Nick Cave interpretam as canções do homenageado. Quando o documentário termina, fica difícil saber o que é mais rico – se o trabalho ou se a vida de Leonard Cohen.
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"POR AMOR AO JOGO"
Anteontem, assisti novamente a “Por amor” (For Love of the Game – EUA, 1999), do diretor Sam Raimi. O filme é baseado no romance “For love of the game”, de Michael Shaara. Nos papéis principais, Kevin Costner (Billy Chapel) e Kelly Preston (Jane Aubrey).
Chapel é ídolo de equipe de beisebol. Com quarenta anos, está no fim de sua carreira como atleta. No dia em que jogaria partida decisiva, recebe dois “golpes”: os novos donos do time em que joga querem negociá-lo e sua namorada anuncia que vai deixá-lo, mudando-se para Londres (estão em Nova Iorque) a trabalho.
Chegado o momento da partida de beisebol, temos acesso ao que se passa na cabeça de Chapel. O jogador, ao mesmo tempo em que dialoga consigo sobre o jogo, revê seu passado, em especial sua relação com Aubrey.
À medida que a partida prossegue, vamos entendendo a cabeça de Chapel. Turrão, ele se vira melhor no jogo de beisebol do que no jogo do amor. Não que não ame de fato a namorada, mas não sabe lidar com esse amor de modo menos “rude”. Ainda que sem querer, acaba magoando a companheira.
Em meio ao turbilhão de um estádio lotado, Chapel revê também seu começo no esporte, já que havia sido incentivado pelo pai desde quando aquele não passava de um garoto. Aumentando a dramaticidade, há ainda um braço do jogador que doi muito, sequela de um acidente que quase o impedira de continuar no esporte.
Eu não me lembrava mais de que o filme era baseado em livro, que pretendo ler. A beleza do esporte pode também ser material para ficção. O filme mergulha no caráter do ensimesmado ídolo, trazendo à tona um personagem tão interessante e “comum” quanto seus milhões de fãs.
Chapel é ídolo de equipe de beisebol. Com quarenta anos, está no fim de sua carreira como atleta. No dia em que jogaria partida decisiva, recebe dois “golpes”: os novos donos do time em que joga querem negociá-lo e sua namorada anuncia que vai deixá-lo, mudando-se para Londres (estão em Nova Iorque) a trabalho.
Chegado o momento da partida de beisebol, temos acesso ao que se passa na cabeça de Chapel. O jogador, ao mesmo tempo em que dialoga consigo sobre o jogo, revê seu passado, em especial sua relação com Aubrey.
À medida que a partida prossegue, vamos entendendo a cabeça de Chapel. Turrão, ele se vira melhor no jogo de beisebol do que no jogo do amor. Não que não ame de fato a namorada, mas não sabe lidar com esse amor de modo menos “rude”. Ainda que sem querer, acaba magoando a companheira.
Em meio ao turbilhão de um estádio lotado, Chapel revê também seu começo no esporte, já que havia sido incentivado pelo pai desde quando aquele não passava de um garoto. Aumentando a dramaticidade, há ainda um braço do jogador que doi muito, sequela de um acidente que quase o impedira de continuar no esporte.
Eu não me lembrava mais de que o filme era baseado em livro, que pretendo ler. A beleza do esporte pode também ser material para ficção. O filme mergulha no caráter do ensimesmado ídolo, trazendo à tona um personagem tão interessante e “comum” quanto seus milhões de fãs.
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terça-feira, 24 de março de 2009
CRÍTICA DO LIVRO "OS ANÕES"
No próximo sábado, a partir das 20h, no auditório do Colégio Marista, vai ocorrer o lançamento do livro “Os anões”, de Luís André Nepomuceno (7Letras).
Na sexta-feira, este blogue publica entrevista com o autor, concedida via e-mail. Abaixo, texto que escrevi sobre o livro
_____
De antemão, digo que “Os anões”, de Luís André Nepomuceno, é seu livro mais ousado. Em suas demais narrativas, sejam os contos ou o romance, vejo um escritor que, embora se mostre seguro do que faz, pisa terreno que conhece – ou que parece conhecer. Em “Os anões”, parece-me que pisa um chão novo.
Se o “Antipalavra” mostra o neófito que coloca a cara a tapa e o “A lanterna mágica de Jeremias” confirma a presença do ficcionista, “Os anões” demonstra que esse mesmo ficcionista quer uma nova possibilidade, reinventando-se. A absurdidade (que voltarei a mencionar) do enredo já é um sintoma de que parece haver um novo viés em sua ficção. Senti haver uma nova forma de tratar temas que já podiam ser entrevistos em seus textos.
Certa vez, li que o Bentinho, como narrador, era atípico porque simplesmente não confiamos nele. O leitor geralmente quer acreditar no narrador, mas isso não ocorreria no caso do Bentinho. Menciono isso porque, à medida que lia “Os anões”, eu ficava desconfiando do que nos conta João Evangelista Jetur da Fé. Valendo-se de um estratagema diferente do de Machado, Nepomuceno acabou nos apresentando um narrador em que, a princípio, não se confia. Não somente pela miopia e pela falta dos óculos, mas principalmente por ele tanto reiterar que não está enxergando. Trata-se de um míope num ambiente lúgubre. Eu ia lendo e me perguntando se o que estava sendo narrado estava mesmo acontecendo, perguntando-me se eu deveria mesmo acreditar no que ia sendo contado por João. Mas aí, engenhoso paradoxo, ainda que João não estivesse captando os fatos como realmente eram, pouco a pouco um desconforto vai se formando: o narrador enxerga distorcido, mas o mundo que chega até nós por intermédio de seus olhos míopes é muito parecido com o mundo que temos aqui, fora daquela casa insana. João não enxerga bem. Logo, pode estar amenizando o grotesco de algo que já é por demais bizarro. João não enxerga bem, mas os anões, gradativamente, vão se mostrando ser muito parecidos com o que somos. Acabada a história, o que menos importa é se João enxergou ou não “corretamente” (assim como em “Dom Casmurro” o que menos importa é se Capitu traiu ou não). No fim, não me parece importante saber se João suavizou (sem querer, é claro) ou distorceu o que presenciou. Temos um mundo trazido até nós por seus olhos embaçados. O “material” que temos é a terrível realidade de contornos imprecisos que nos é apresentada. A realidade dele é a nossa.
O espaço em que a história vai se desdobrando é opressor não somente porque praticamente tudo ocorre dentro da casa. Isso, por si, já bastaria para transmitir ao leitor a atmosfera de clausura. Mas como se não bastasse João estar preso em sua residência, ela está lotada... O que já era restrito, torna-se insuportável. Por várias vezes, fiquei me perguntando se João não tomaria uma atitude. A qualquer momento, eu esperava que ele se tornasse incisivo, enérgico. A leitura vai prosseguindo. Criaturas se movendo em todos os cantos. Não há um espaço sequer da casa em que não haja um anão. No banheiro, na sala, nos quartos. Para piorar um ambiente que por si já está desumano, a onipresença deles é violenta. Não satisfeito, leitor? Pois não: há ainda uma misteriosa doença que para os anões está lá fora, o que justificaria terem se trancado na casa de João, em tentativa de se protegerem dela. São elementos demais para um espaço pequeno, ainda que a casa, conforme se sabe, seja grande. Houve momentos em que, não sei se proposital ou não da parte do escritor, escutei ecos de um Kafka ou de um Orwell no que diz respeito à atmosfera repressora e burocrática (Abliel e aqueles ofícios irritantes que pareciam não ter fim). Já no fim da narrativa, há um momento em que João diz que tudo está enigmático para ele. De minha parte houve aquele sorriso que quase não é sorriso. Pensei: “Não se preocupe, amigo; tudo é enigmático para mim também”.
O leitor vai se fazendo um sem-número de perguntas enquanto lê. Nem todas as respostas são dadas. O que é Abliel? Ele é símbolo de quê? Lembro-me de que, em conversa com o autor, ele havia mencionado certo temor de que o livro fosse visto como alegoria política. Não vejo assim. A violência, a intolerância, o preconceito (“Anãozinho negro estúpido e efeminado”), a obediência quase absoluta dos anões aos ofícios de Abliel... Isso tudo, reconhecemos como elementos do mundo todo presentes naquela casa. Se o lugar é microcosmo de um mundo sem conhecimento, sem humanidade, sem compaixão e destituído de racionalidade, João, por sua vez, acaba realizando o percurso de um herói às avessas. Um herói “torto”. Em seu “exílio” ou “retiro”, após vivenciar, com o parco entendimento que diz ter, atrocidades e bestialidades, precisa voltar não para sua casa, mas para as ruas. A boa nova, ele a conta não quando volta para casa, mas quando sai dela. Vivendo na escuridão, foi buscar o que lá fora luzia. Os anões, ao fugir da doença, acabaram produzindo um mundo doentio. João, em contrapartida, tem fé de que a ausência de amor é a causa das doenças. Doentes são os anões, em sua falta de amor. A miopia é deles.
“Os anões” me causou certo estranhamento. Entenda esse estranhamento como conseqüência da absurdidade a que já fiz referência. Há uma certa ironia amarga até nos nomes dos anões, em função da terminação el. Cornélia diz: “Ninguém mergulha em meu pai, senão por mim”. Tudo é muito sinistro. Há mesmo cenas em que a violência é descrita, mas essa não é, penso, o que a história tem de mais violento. A violência física é “mero” reflexo de um ambiente sombrio que produz outras formas de coerção e desumanidade.
O fato de Luís André Nepomuceno ter arriscado um caminho diferente em sua ficção (pelo menos vejo assim) já é bacana.
Na sexta-feira, este blogue publica entrevista com o autor, concedida via e-mail. Abaixo, texto que escrevi sobre o livro
_____
De antemão, digo que “Os anões”, de Luís André Nepomuceno, é seu livro mais ousado. Em suas demais narrativas, sejam os contos ou o romance, vejo um escritor que, embora se mostre seguro do que faz, pisa terreno que conhece – ou que parece conhecer. Em “Os anões”, parece-me que pisa um chão novo.
Se o “Antipalavra” mostra o neófito que coloca a cara a tapa e o “A lanterna mágica de Jeremias” confirma a presença do ficcionista, “Os anões” demonstra que esse mesmo ficcionista quer uma nova possibilidade, reinventando-se. A absurdidade (que voltarei a mencionar) do enredo já é um sintoma de que parece haver um novo viés em sua ficção. Senti haver uma nova forma de tratar temas que já podiam ser entrevistos em seus textos.
Certa vez, li que o Bentinho, como narrador, era atípico porque simplesmente não confiamos nele. O leitor geralmente quer acreditar no narrador, mas isso não ocorreria no caso do Bentinho. Menciono isso porque, à medida que lia “Os anões”, eu ficava desconfiando do que nos conta João Evangelista Jetur da Fé. Valendo-se de um estratagema diferente do de Machado, Nepomuceno acabou nos apresentando um narrador em que, a princípio, não se confia. Não somente pela miopia e pela falta dos óculos, mas principalmente por ele tanto reiterar que não está enxergando. Trata-se de um míope num ambiente lúgubre. Eu ia lendo e me perguntando se o que estava sendo narrado estava mesmo acontecendo, perguntando-me se eu deveria mesmo acreditar no que ia sendo contado por João. Mas aí, engenhoso paradoxo, ainda que João não estivesse captando os fatos como realmente eram, pouco a pouco um desconforto vai se formando: o narrador enxerga distorcido, mas o mundo que chega até nós por intermédio de seus olhos míopes é muito parecido com o mundo que temos aqui, fora daquela casa insana. João não enxerga bem. Logo, pode estar amenizando o grotesco de algo que já é por demais bizarro. João não enxerga bem, mas os anões, gradativamente, vão se mostrando ser muito parecidos com o que somos. Acabada a história, o que menos importa é se João enxergou ou não “corretamente” (assim como em “Dom Casmurro” o que menos importa é se Capitu traiu ou não). No fim, não me parece importante saber se João suavizou (sem querer, é claro) ou distorceu o que presenciou. Temos um mundo trazido até nós por seus olhos embaçados. O “material” que temos é a terrível realidade de contornos imprecisos que nos é apresentada. A realidade dele é a nossa.
O espaço em que a história vai se desdobrando é opressor não somente porque praticamente tudo ocorre dentro da casa. Isso, por si, já bastaria para transmitir ao leitor a atmosfera de clausura. Mas como se não bastasse João estar preso em sua residência, ela está lotada... O que já era restrito, torna-se insuportável. Por várias vezes, fiquei me perguntando se João não tomaria uma atitude. A qualquer momento, eu esperava que ele se tornasse incisivo, enérgico. A leitura vai prosseguindo. Criaturas se movendo em todos os cantos. Não há um espaço sequer da casa em que não haja um anão. No banheiro, na sala, nos quartos. Para piorar um ambiente que por si já está desumano, a onipresença deles é violenta. Não satisfeito, leitor? Pois não: há ainda uma misteriosa doença que para os anões está lá fora, o que justificaria terem se trancado na casa de João, em tentativa de se protegerem dela. São elementos demais para um espaço pequeno, ainda que a casa, conforme se sabe, seja grande. Houve momentos em que, não sei se proposital ou não da parte do escritor, escutei ecos de um Kafka ou de um Orwell no que diz respeito à atmosfera repressora e burocrática (Abliel e aqueles ofícios irritantes que pareciam não ter fim). Já no fim da narrativa, há um momento em que João diz que tudo está enigmático para ele. De minha parte houve aquele sorriso que quase não é sorriso. Pensei: “Não se preocupe, amigo; tudo é enigmático para mim também”.
O leitor vai se fazendo um sem-número de perguntas enquanto lê. Nem todas as respostas são dadas. O que é Abliel? Ele é símbolo de quê? Lembro-me de que, em conversa com o autor, ele havia mencionado certo temor de que o livro fosse visto como alegoria política. Não vejo assim. A violência, a intolerância, o preconceito (“Anãozinho negro estúpido e efeminado”), a obediência quase absoluta dos anões aos ofícios de Abliel... Isso tudo, reconhecemos como elementos do mundo todo presentes naquela casa. Se o lugar é microcosmo de um mundo sem conhecimento, sem humanidade, sem compaixão e destituído de racionalidade, João, por sua vez, acaba realizando o percurso de um herói às avessas. Um herói “torto”. Em seu “exílio” ou “retiro”, após vivenciar, com o parco entendimento que diz ter, atrocidades e bestialidades, precisa voltar não para sua casa, mas para as ruas. A boa nova, ele a conta não quando volta para casa, mas quando sai dela. Vivendo na escuridão, foi buscar o que lá fora luzia. Os anões, ao fugir da doença, acabaram produzindo um mundo doentio. João, em contrapartida, tem fé de que a ausência de amor é a causa das doenças. Doentes são os anões, em sua falta de amor. A miopia é deles.
“Os anões” me causou certo estranhamento. Entenda esse estranhamento como conseqüência da absurdidade a que já fiz referência. Há uma certa ironia amarga até nos nomes dos anões, em função da terminação el. Cornélia diz: “Ninguém mergulha em meu pai, senão por mim”. Tudo é muito sinistro. Há mesmo cenas em que a violência é descrita, mas essa não é, penso, o que a história tem de mais violento. A violência física é “mero” reflexo de um ambiente sombrio que produz outras formas de coerção e desumanidade.
O fato de Luís André Nepomuceno ter arriscado um caminho diferente em sua ficção (pelo menos vejo assim) já é bacana.
sábado, 21 de março de 2009
LETRA DE MÚSICA (6)
Vivemos para compor lembranças.
Vive quem relembra, vive quem sabe compor lembranças.
Não viveu quem não tem o que lembrar.
Não viveu quem não quis a beleza.
Faltou perfeição para quem não quebrou a cara.
Nada mais sem graça do que não cantar desafinado.
Não viveu quem não quis contar aquele detalhe daquela canção,
quem não se sentiu invadido pelo belo,
quem não jogou no lixo a bobeira que pensara ser genial.
Não viveu quem não conheceu a comédia.
Não viveu quem não conheceu a tragédia.
Quem não amou não nasceu.
Vive quem relembra, vive quem sabe compor lembranças.
Não viveu quem não tem o que lembrar.
Não viveu quem não quis a beleza.
Faltou perfeição para quem não quebrou a cara.
Nada mais sem graça do que não cantar desafinado.
Não viveu quem não quis contar aquele detalhe daquela canção,
quem não se sentiu invadido pelo belo,
quem não jogou no lixo a bobeira que pensara ser genial.
Não viveu quem não conheceu a comédia.
Não viveu quem não conheceu a tragédia.
Quem não amou não nasceu.
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sexta-feira, 20 de março de 2009
LANÇAMENTO DE LIVRO
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quarta-feira, 18 de março de 2009
POEMETO DE VERÃO
Esse vestido que te deixa faceira.
Esse calor que te deixa trigueira.
E eu aqui dando bobeira...
Esse calor que te deixa trigueira.
E eu aqui dando bobeira...
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ÀS VOLTAS
No balão da praça,
o casal se beija,
para fazer girar
o mundo a seu redor.
o casal se beija,
para fazer girar
o mundo a seu redor.
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segunda-feira, 16 de março de 2009
LANÇAMENTO DE LIVRO
No dia 28 de março (um sábado), às 20h, Luís André Nepomuceno lança o livro “Os anões”, no Auditório do Colégio Marista. É seu terceiro livro de ficção, todos lançados pela Editora 7Letras, por intermédio da qual já saíram “Antipalavra” (2004) e “A lanterna mágica de Jeremias” (2005).
O evento tem promoção e apoio da Editora 7Letras, Prefeitura de Patos de Minas e Colégio Marista. Em breve, este blogue publica entrevista com o autor.
O evento tem promoção e apoio da Editora 7Letras, Prefeitura de Patos de Minas e Colégio Marista. Em breve, este blogue publica entrevista com o autor.
LETRA DE MÚSICA (5)
Durante mais ou menos um ano, em meados da década de 90, cheguei a fazer aulas de violão clássico. Eu era péssimo aluno, pois não treinava em casa. Ainda assim, o professor Eduardo Barcellos (Dunga) e eu tivemos profícuos diálogos sobre música. Dunga é atualmente professor do conservatório aqui em Patos de Minas.
Numa das aulas, perguntei se ele toparia musicar um de meus textos. Ele abarcou a ideia. Levei duas letras. Diante das folhas de papel, ele disse: “Só de bater o olho já sei que esta aqui vai ser mais fácil de ser musicada”. Curiosamente, na hora da execução do trabalho, deu-se o inesperado: a que ele pensava que seria a mais fácil, nem musicada foi.
A letra é na verdade um poema escrito por mim. Cheguei a publicá-lo em meu primeiro livro, Leve Poesia, lançado em 2000. Houve pequenas alterações no texto em função da melodia. O título do poema (e da canção) é Ausências. Agradeço demais ao Dunga pelo privilégio que me concedeu de ter um texto meu musicado por ele.
Dunga cantou e tocou violão. Seu irmão, Leonardo Barcellos, tocou violino e teclados. Abaixo, a letra da canção. Caso você queira recebê-la, deixe um recado com seu e-mail (que não será publicado) e lhe envio o áudio da canção.
Numa das aulas, perguntei se ele toparia musicar um de meus textos. Ele abarcou a ideia. Levei duas letras. Diante das folhas de papel, ele disse: “Só de bater o olho já sei que esta aqui vai ser mais fácil de ser musicada”. Curiosamente, na hora da execução do trabalho, deu-se o inesperado: a que ele pensava que seria a mais fácil, nem musicada foi.
A letra é na verdade um poema escrito por mim. Cheguei a publicá-lo em meu primeiro livro, Leve Poesia, lançado em 2000. Houve pequenas alterações no texto em função da melodia. O título do poema (e da canção) é Ausências. Agradeço demais ao Dunga pelo privilégio que me concedeu de ter um texto meu musicado por ele.
Dunga cantou e tocou violão. Seu irmão, Leonardo Barcellos, tocou violino e teclados. Abaixo, a letra da canção. Caso você queira recebê-la, deixe um recado com seu e-mail (que não será publicado) e lhe envio o áudio da canção.
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Ausências
A ausência que agora sinto
se faz em três:
a sua ausência aqui,
a ausência minha aí,
a ausência nossa em nossos lugares.
Outrora nunca poderia eu imaginar
que a ausência possui divisões.
O amor que crescia
não podia ser assim decomposto
de forma tão ligeira.
Herdeiro de ausências,
me distraio, tentando compor assim
o esquecimento.
Ainda atordoado,
pressinto um sentimento
que o passar dos anos
talvez não aniquile.
A ausência que agora sinto
se faz em três:
a sua ausência aqui,
a ausência minha aí,
a ausência nossa em nossos lugares.
Outrora nunca poderia eu imaginar
que a ausência possui divisões.
O amor que crescia
não podia ser assim decomposto
de forma tão ligeira.
Herdeiro de ausências,
me distraio, tentando compor assim
o esquecimento.
Ainda atordoado,
pressinto um sentimento
que o passar dos anos
talvez não aniquile.
quinta-feira, 12 de março de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (49)
Marcos Kim, fotógrafo, escreveu frase que gosto muito de citar: “Existem dois tipos de fotografia – as difíceis de tirar e as muito difíceis de tirar”. A foto acima foi muito difícil de tirar.Num mundo utópico, o pica-pau estaria numa árvore; haveria, quem sabe, um poderoso céu azul ao fundo... Ainda assim, apesar de o bicho estar num cenário feio e apesar do fundo esbranquiçado, eu quis registrar a cena. O sol estava à esquerda, de modo que a luz não incidia diretamente sobre a ave.
Pude tirar várias fotos. Nas primeiras, deixei a câmera na prioridade abertura e compensei o flash para +2, a fim de produzir o brilho nos olhos e tentar jogar luz sobre o pica-pau. Como eram fotos em que o assunto principal (no caso, a ave) estava contra forte luz, ele estava ficando subexposto (escuro, com pouca luz sobre ele), mesmo eu tendo compensado o flash. Então, mudei a tática: coloquei a câmera na exposição manual, cancelei a compensação do flash e compensei a exposição para +2 (baixando a velocidade). Usei 1/250 de velocidade; de abertura, F/5,7; ISO 80.
Eu sei que isso produziria um céu mais branco ainda. Contudo, foi a alternativa que achei, pois eu não estava usando flash externo, o que me impedia de ter uma luz mais potente incidindo sobre o pica-pau.
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terça-feira, 10 de março de 2009
FOTOPOEMA 60
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segunda-feira, 9 de março de 2009
FOTOPOEMA 59
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domingo, 8 de março de 2009
"PROS QUE ESTÃO EM CASA"
Assisti há pouco, pelo Canal Brasil, a uma apresentação de Toni Platão. Os fãs do pop/rock Brasil da década de 80 se lembram de que ele era o vocalista da banda Hojerizah, que teve o sucesso “Pros que estão em casa”.
O filme é em preto-e-branco, e Toni Platão canta na maioria do tempo vestido de terno. Como o formato é praticamente acústico, vem à tona o excelente intérprete que ele é. De “Because the night”, do Bruce Springsteen, a “Louras geladas”, do RPM, Platão solta sua potente voz.
Com Dado Villa-Lobos (que foi guitarrista da Legião Urbana), ele cantou “Tudo que vai”, sucesso do Capital Inicial (confesso que só agora, na interpretação de Platão, é que me dei conta da beleza da letra da canção). Zélia Duncan participou em “A falta”, versão (do próprio Toni Platão) de “Without you”, sucesso com Nilson, Mariah Carey e tantos outros. Fausto Fawcett (aquele mesmo da banda Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros, do sucesso “Kátia Flávia”) participou em “Calígula Freejack”.
Os arranjos são outro grande ponto da apresentação. Flertam com o jazz em “Louras geladas” ou com o tango em “Amor, meu grande amor”, da Ângela Ro Ro, também gravada pelo Barão Vermelho.
Tudo isso e mais pode ser conferido em DVD (que quero mesmo adquirir), cujo título é “Pros que estão em casa”. Teatralidade, boa música e excelente interpretação garantem o prazer.
O filme é em preto-e-branco, e Toni Platão canta na maioria do tempo vestido de terno. Como o formato é praticamente acústico, vem à tona o excelente intérprete que ele é. De “Because the night”, do Bruce Springsteen, a “Louras geladas”, do RPM, Platão solta sua potente voz.
Com Dado Villa-Lobos (que foi guitarrista da Legião Urbana), ele cantou “Tudo que vai”, sucesso do Capital Inicial (confesso que só agora, na interpretação de Platão, é que me dei conta da beleza da letra da canção). Zélia Duncan participou em “A falta”, versão (do próprio Toni Platão) de “Without you”, sucesso com Nilson, Mariah Carey e tantos outros. Fausto Fawcett (aquele mesmo da banda Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros, do sucesso “Kátia Flávia”) participou em “Calígula Freejack”.
Os arranjos são outro grande ponto da apresentação. Flertam com o jazz em “Louras geladas” ou com o tango em “Amor, meu grande amor”, da Ângela Ro Ro, também gravada pelo Barão Vermelho.
Tudo isso e mais pode ser conferido em DVD (que quero mesmo adquirir), cujo título é “Pros que estão em casa”. Teatralidade, boa música e excelente interpretação garantem o prazer.
FOTOPOEMA 58
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FOTOPOEMA 57
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sexta-feira, 6 de março de 2009
FOTOPOEMA 56
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FOTOPOEMA 55
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A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (48)
Tirei esta foto no dia 17 de agosto de 2004. A imagem foi feita com a primeira câmera digital que comprei. Foi nessa época que comecei a me dedicar novamente à fotografia. Na adolescência, eu já havia fotografado muito, mas depois deixei de lado.Quanto à nuvem, eu a vi por volta de 11h50. Eu estava de moto. Assim que avistei a beleza no céu, passei a procurar um ângulo em que fosse possível fotografá-la em sua inteireza – é que postes, fios ou prédios impediam o enquadramento ideal.
Ao mesmo tempo, eu tinha de ser rápido, pois logo a nuvem mudaria o formato ou mesmo se desfaria. Minutos se passaram; às 11h56, cliquei, já estando aqui perto de casa, na Duque de Caxias.
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terça-feira, 3 de março de 2009
FOTOPOEMA 54
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domingo, 1 de março de 2009
FOTOPOEMA 53
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sábado, 28 de fevereiro de 2009
CONTO 32
Abadia não consegue evitar: sempre que está em um elevador, entrega-se ao devaneio de que um dia a porta se abrirá e ela achará o grande amor de sua vida. Numa dessas vezes, sozinha no elevador, assim que a porta se abriu, levou o maior susto, pois deu de cara com o marido.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
FOTOPOEMA 52
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APONTAMENTO 49
Existem pessoas. O resto são religiões, partidos políticos, times de futebol, países... Essas coisas que andaram inventando por aí.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
FOTOPOEMA 51
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
FOTOPOEMA 50
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domingo, 22 de fevereiro de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (47)
Tirei esta foto no dia 28 de abril de 2006. Na época, nenhuma de minhas câmeras estava estragada. Em contrapartida, nenhuma delas caberia no ninho dos pica-paus. Foi então que pedi emprestada uma câmera compacta de meu amigo Manoel Almeida, pois ela caberia no ninho.Enquanto eu fotografava, não era possível ver como estavam ficando as imagens. Uma escada havia sido escorada na árvore; subi, inseri o braço dentro do ninho e tirei umas doze fotos. Duas delas ficaram boas. Caso queira conferir foto de um dos filhotes, já mais crescido, sendo alimentado, gentileza clicar aqui.
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sábado, 21 de fevereiro de 2009
CONTO 31
Eduardo havia sido casado com Matilde por quinze anos. Ele se casara aos dezoito; ela, aos dezessete. Depois que se separaram, ele esteve solteiro por três anos. Foi quando se casou novamente, dessa vez com Elisabete, que já havia sido sua aluna. Nas gavetas, silêncios, recônditos, sombras e segredos de si mesmo, Eduardo admite vagamente para si – e para mais ninguém – que se casou com a aluna porque ela é a cara de uma outra estudante, para quem ele também já havia lecionado, ainda na juventude.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
LETRA DE MÚSICA (4)
A pior maneira de passar o tempo
é contando cada segundo.
Mas é assim que passo o tempo
enquanto você não vem.
Enquanto você não vem,
um segundo fica longe do outro.
Fico inventando o que fazer.
Semanas e semanas à frente,
e só um segundo acabou de passar...
é contando cada segundo.
Mas é assim que passo o tempo
enquanto você não vem.
Enquanto você não vem,
um segundo fica longe do outro.
Fico inventando o que fazer.
Semanas e semanas à frente,
e só um segundo acabou de passar...
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (46)
Eu ainda lembro quando tive a primeira oportunidade de fotografar um anu-branco. Eu não me recordava de ter visto a espécie anteriormente. Ao ver um exemplar sobre um muro, fiquei louco para fotografar. A imagem ficou horrível.Com a prática, passei a fotografá-los com o respeito que merecem. O equipamento adequado também ajuda. Tanto que a foto acima foi feita no dia (6 de junho de 2006) em que eu estreava minha então nova lente, uma 100-400, mais indicada para fotografar assuntos que estejam longe – caso de aves e pássaros, que geralmente não permitem aproximações.
O registro foi feito num dos bairros afastados da cidade. Cliquei às 10h48. Eu tinha avistado o grupo de anus (são aves extremamente gregárias) e fui me aproximando aos poucos. Não houve como a aproximação ser maior porque havia uma cerca. Ainda assim, pude tirar algumas fotos do pessoal.
Diante da imagem acima, já houve quem me perguntasse se a ave sobre as demais estava se preparando para transar. Não. Eu me lembro de que ela era a que estava mais à direita. Foi quando tomou a decisão de literalmente passar por cima das outras e tranquilamente se acomodar à esquerda delas.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
APONTAMENTO 48
A tolerância religiosa deveria começar nos religiosos.
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CONTO 30
Trilhando caminho empoeirado, Fabiana arranca de velha árvore um galho seco. A terra é fofa, não vê água há meses. Com o galho, Fabiana imprime no chão: “Eu te amo”. Tira então uma foto da inscrição e a envia para o namorado. Ele, professor, somente a partir de então compreende claro que tudo o que se escreve, é como se sobre a lousa estivesse escrito, seja uma declaração de amor publicada na poeira, palavras digitadas em máquina ou cartão que se envia. Chegado o dia do fim das coisas, tudo será mesmo apagado. Mas é preciso escrever.
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"UMA VERDADE INCONVENIENTE"
Assisti há pouco ao documentário “Uma verdade inconveniente” (An inconvenient truth), lançado em 2006. Trata-se de uma palestra de Al Gore, político americano e um dos ganhadores do prêmio Nobel da Paz em 2007 (o outro ganhador foi o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC, na sigla em inglês).
A direção do documentário é de James Guggenheim. Em boa parte do material, Gore apresenta estudos e estatísticas que compravam a realidade e a gravidade do aquecimento global. O texto e a apresentação, feita por intermédio de eslaides, são extremamente didáticos, claros.
O documentário narra também fatos da biografia de Gore, preocupado com a destruição do ambiente desde os tempos em que era estudante. Quando faz menção à sua atuação política, não deixa de relatar a decepção que foi ser derrotado por Bush. Contudo, Gore diz que foi a partir daí que resolveu se dedicar com afinco a viajar mundo afora com seus eslaides.
Na questão política, não deixa de mencionar o papel dos EUA como um dos grandes poluentes. Também é criticada a decisão americana de não ter assinado o Protocolo de Kyoto. Após dados e mais dados sobre os estragos que estamos causando à natureza, o documentário sugere ações diárias que podem impedir catástrofe ainda maior, conclamando à ação: “Cada um de nós é responsável pelo aquecimento global”.
Além da palestra, o documentário mostra cenas de Gore em outras situações, mas conversando sobre a destruição do ambiente. Algumas dessas cenas são muito artificiais, o que não chega a comprometer a relevância e a seriedade do trabalho. Já no belo fim, em que a Terra é mostrada como um nadica de nada no espaço, Gore divulga seu site.
A direção do documentário é de James Guggenheim. Em boa parte do material, Gore apresenta estudos e estatísticas que compravam a realidade e a gravidade do aquecimento global. O texto e a apresentação, feita por intermédio de eslaides, são extremamente didáticos, claros.
O documentário narra também fatos da biografia de Gore, preocupado com a destruição do ambiente desde os tempos em que era estudante. Quando faz menção à sua atuação política, não deixa de relatar a decepção que foi ser derrotado por Bush. Contudo, Gore diz que foi a partir daí que resolveu se dedicar com afinco a viajar mundo afora com seus eslaides.
Na questão política, não deixa de mencionar o papel dos EUA como um dos grandes poluentes. Também é criticada a decisão americana de não ter assinado o Protocolo de Kyoto. Após dados e mais dados sobre os estragos que estamos causando à natureza, o documentário sugere ações diárias que podem impedir catástrofe ainda maior, conclamando à ação: “Cada um de nós é responsável pelo aquecimento global”.
Além da palestra, o documentário mostra cenas de Gore em outras situações, mas conversando sobre a destruição do ambiente. Algumas dessas cenas são muito artificiais, o que não chega a comprometer a relevância e a seriedade do trabalho. Já no belo fim, em que a Terra é mostrada como um nadica de nada no espaço, Gore divulga seu site.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
SHOW COM INDÚSTRIA BRAZILEIRA
Há pouco, conferi show com a banda Indústria Brazileira, em bar da cidade. O repertório foi composto praticamente de clássicos do pop/rock nacional da década de 80. Como ponto alto, o terem inserido bandas que são geralmente esquecidas nesse tipo de apresentação – como exemplo, menciono o RPM.
A apresentação agradou ao público, que maciçamente lotou o bar – assim tem sido no local, nas tardes de domingo. As músicas eram cantadas pela platéia, em sua maioria nascida depois da década de 80. Isso mostra que o pop/rock da época deixou mesmo seu legado.
Quem mora por aqui há mais tempo e tem o hábito de conferir música ao vivo, deve se lembrar da banda Indústria Brazileira quando tocavam às margens da Lagoa Grande, aqui em Patos de Minas, numa época em que havia música ao vivo por lá.
A formação atual da banda não é a mesma daquela época. Atualmente, a conta com Arílson no vocal, Michael no baixo, Léo na guitarra e William na bateria (no show de hoje, William foi substituído pelo baterista Renato).
Para mais informações, você pode conferir a página deles no Orkut, em que divulgam a agenda de shows, bem como o blogue do pessoal, com fotos da banda.
A apresentação agradou ao público, que maciçamente lotou o bar – assim tem sido no local, nas tardes de domingo. As músicas eram cantadas pela platéia, em sua maioria nascida depois da década de 80. Isso mostra que o pop/rock da época deixou mesmo seu legado.
Quem mora por aqui há mais tempo e tem o hábito de conferir música ao vivo, deve se lembrar da banda Indústria Brazileira quando tocavam às margens da Lagoa Grande, aqui em Patos de Minas, numa época em que havia música ao vivo por lá.
A formação atual da banda não é a mesma daquela época. Atualmente, a conta com Arílson no vocal, Michael no baixo, Léo na guitarra e William na bateria (no show de hoje, William foi substituído pelo baterista Renato).
Para mais informações, você pode conferir a página deles no Orkut, em que divulgam a agenda de shows, bem como o blogue do pessoal, com fotos da banda.
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CRUZEIRO 2x1 ATLÉTICO
Para ler sobre o clássico entre Cruzeiro e Atlético, realizado hoje, gentileza conferir o blogue Come grama!.
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sábado, 14 de fevereiro de 2009
AINDA PAIS E FILHOS
Recentemente, publiquei aqui texto sobre canções que faziam referência à relação entre pais e filhos. Vai parecer insistência de minha parte, mas não posso deixar de mencionar que hoje, visitando uma loja de discos, eu me deparei com o CD “Como nossos pais”.O título logo me chamou a atenção. Breve texto na contracapa informa que o repertório é uma coletânea de canções brasileiras que abordam, sim, o relacionamento entre pais e filhos. Obviamente, não pestanejei: comprei logo o CD.
O texto do encarte e a seleção do repertório ficaram por conta de Rodrigo Faour. As seguintes faixas compõem a coletânea:
● Coisinha do pai (Jorge Aragão/Almir Guineto/Luiz Carlos) – Beth Carvalho
● Papai vadiou (Rody do Jacarezinho/Gaspar do Jacarezinho) – Leci Brandão
● O mundo é um moinho (Cartola) – Cazuza
● Como nossos pais (Belchior) – Elis Regina
● Avôhai (Zé Ramalho) – Zé Ramalho
● Papai, me empresta o carro (Roberto de Carvalho/Rita Lee) – Rita Lee
● Já fui (Marina Lima/Antonio Cícero) – Marina Lima
● Pai (Fábio Jr.) – Fábio Jr.
● Naquela mesa (Sergio Bittencourt) – Nelson Gonçalves
● 14 anos (Paulinho da Viola) – Paulinho da Viola
● Espelho (João Nogueira/Paulo César Pinheiro) – João Nogueira
● De pai pra filha (Martinho da Vila) – Martinho da Vila
● Herança de meu pai (Benício Guimarães) – Jackson do Pandeiro
● Papai sabe-tudo (Leo Jaime/Leandro Verdeal) – Erasmo Carlos
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
APONTAMENTO 47
O amor nos eleva de precários a menos precários.
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FATAL
Os dias tristes de cada um vão chegar.
O rico e o gênio, o preto e a mulher.
O pobre e o tolo, a branca e o homem.
Todos, todos terão seus dias tristes.
A tristeza vem para cada um.
O rico e o gênio, o preto e a mulher.
O pobre e o tolo, a branca e o homem.
Todos, todos terão seus dias tristes.
A tristeza vem para cada um.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
LETRA DE MÚSICA (3)
Aos amores que nada podem, alguns versos, pois
a proximidade de seu amor é precária; a distância é certa.
Os amores que nada podem vivem de dribles e acasos.
Em amores que nada podem, o possível é fugidio;
o impossível, pesado, insistente, doloroso.
Do pouco que se tocam, fazem o muito com que sonham.
Os amores que nada podem conseguem força
no que resta, e o que resta é sempre pouco.
Os amores que nada podem são trágicos e sublimes.
Aos amores que nada podem, uma canção, pois
o cansaço do que não pode ser só não é maior
do que o amor que um dia haveria para existir.
a proximidade de seu amor é precária; a distância é certa.
Os amores que nada podem vivem de dribles e acasos.
Em amores que nada podem, o possível é fugidio;
o impossível, pesado, insistente, doloroso.
Do pouco que se tocam, fazem o muito com que sonham.
Os amores que nada podem conseguem força
no que resta, e o que resta é sempre pouco.
Os amores que nada podem são trágicos e sublimes.
Aos amores que nada podem, uma canção, pois
o cansaço do que não pode ser só não é maior
do que o amor que um dia haveria para existir.
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (45)
Tirei esta foto no campus de uma faculdade, aqui em Patos de Minas. Foi preciso ter paciência: a princípio, escutei o pica-pau adulto. Depois, vi a árvore em que ele estava. A seguir, localizei o ninho. Finalmente, percebi que havia filhotes em casa.Eu sabia que mais cedo ou mais tarde o adulto voltaria, certamente trazendo comida para os filhotes, o que de fato ocorreu. Fiquei de plantão e fotografei umas três vindas do adulto. Também tenho fotos dos filhotes dentro do ninho bem como imagens deles espiando o ambiente, próximos à porta da casa.
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ENCOBERTA
Roupa de cama
com cheiro de coisa limpa,
chuva branda no telhado.
Agradeço por este momento:
minha fé é em coberta.
com cheiro de coisa limpa,
chuva branda no telhado.
Agradeço por este momento:
minha fé é em coberta.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
PAI E FILHA
A baladinha “Changes”, do Black Sabbath, é muito conhecida. Foi também gravada por Kelly Osbourne, filha do Ozzy Osbourne (que foi vocalista do Black Sabbath). Dessa gravação, o paizão dela participa.
A letra original foi levemente modificada, de modo que o tom amoroso e triste deu lugar a um “diálogo” entre pai e filha, na regravação (conferir letra) de Kelly Osbourne.
Curiosamente, Kelly Osbourne também regravou "Papa don't preach", sucesso da Madonna em que a filha adolescente tem de resolver pendenga com o pai: a garota engravidara.
Não sei como é o relacionamento entre Ozzy e Kelly Osbourne. Ainda assim, deve ter sido um baita orgulho para o Ozzy ter tido a oportunidade de cantar com a filha.
Em tempo: o relacionamento às vezes conflituoso entre pais e filhos é bem marcado na música pop. Além das citadas acima, mais alguns exemplos:
● Pais e filhos – Legião Urbana
● Father and son – Cat Stevens
● Como nossos pais – Belchior
● The living years – Mike + The Mechanics
A letra original foi levemente modificada, de modo que o tom amoroso e triste deu lugar a um “diálogo” entre pai e filha, na regravação (conferir letra) de Kelly Osbourne.
Curiosamente, Kelly Osbourne também regravou "Papa don't preach", sucesso da Madonna em que a filha adolescente tem de resolver pendenga com o pai: a garota engravidara.
Não sei como é o relacionamento entre Ozzy e Kelly Osbourne. Ainda assim, deve ter sido um baita orgulho para o Ozzy ter tido a oportunidade de cantar com a filha.
Em tempo: o relacionamento às vezes conflituoso entre pais e filhos é bem marcado na música pop. Além das citadas acima, mais alguns exemplos:
● Pais e filhos – Legião Urbana
● Father and son – Cat Stevens
● Como nossos pais – Belchior
● The living years – Mike + The Mechanics
● Obrigado – O Gabba
● Ovelha negra – Rita Lee
Caso alguém aí saiba de outra(s), sinta-se totalmente à vontade para dizer.
Caso alguém aí saiba de outra(s), sinta-se totalmente à vontade para dizer.
_____
P.S.: graças à gentileza de Gabriela Maria, insiro mais canções cuja temática é o relacionamento entre pais e filhos:
● Perfect - Alanis Morissette
● Winter - Tori Amos
● Pose - Engenheiros do Hawaii
_____
P.S. 2: graças ao Ismael, mais canções para a lista:
● Mother - John Lennon
● Mother - Pink Floyd
_____
P.S. 3: pessoal, eu me lembrei de mais duas: a continuar assim, teremos rapidinho repertório para encher um CD:
● Forever young - Rod Stewart
● My baby - The Pretenders
_____
P. S. 4: Mais uma, também sugerida pela Gabriela Maria:
● Amanhã é 23 - Kid Abelha
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
AQUELES DOIS
Ele, pensando
que ela o acharia
velho demais,
não chegou.
Ela, pensando
que ele a acharia
jovem demais,
não deu bola.
E assim, os dois bobos,
um gostando do outro,
ficaram sem amor.
que ela o acharia
velho demais,
não chegou.
Ela, pensando
que ele a acharia
jovem demais,
não deu bola.
E assim, os dois bobos,
um gostando do outro,
ficaram sem amor.
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NO PALCO DA VIDA
Neste momento, escuto “Paciência”, com o Lenine. O verso “a vida não para” fica em minha cabeça enquanto olho fotos antigas tiradas por mim. É que desde quando comecei a fotografar de modo mais intenso, tive hoje a mais reflexiva experiência. Geralmente, quando reflito sobre a fotografia, penso nela em si; não é comum eu me valer da fotografia para ponderar sobre a condição humana. Hoje, contudo, foi diferente.
No sábado, recebi convite para almoçar na casa de Dionathan, grande amigo. Numa das conversas, ele mencionou um amigo dele que morrera devido a tumor cerebral. Morte rápida. Tinha pouco mais de trinta anos. Era casado. Enquanto Dionathan falava, de repente me veio a impressão de que eu já havia fotografado o amigo dele (que tocava viola) durante show.
Ficou combinado então que eu conferiria se era mesmo o violeiro a pessoa fotografada por mim. Ainda conversando na tarde de sábado, falamos de uma prima do músico que viria a se suicidar muito jovem. Ela também era artista – lembro-me de vê-la cantando; houve uma época em que chegou a se apresentar acompanhada por meu irmão Edgard, que é tecladista.
Olhando as fotos, confirmei que o violeiro mencionado na conversa de sábado é o mesmo das imagens. Houve surpresa, entretanto: a prima do artista também está em duas das fotos. Registrei um evento no Teatro Municipal, aqui em Patos de Minas, no dia 25 de agosto de 2006. Numa das imagens, ela está na platéia. Era um show musical com canções caipiras. Durante o espetáculo, um ator interage e brinca com a platéia. Na outra foto, a jovem dança com ele.
No sábado, recebi convite para almoçar na casa de Dionathan, grande amigo. Numa das conversas, ele mencionou um amigo dele que morrera devido a tumor cerebral. Morte rápida. Tinha pouco mais de trinta anos. Era casado. Enquanto Dionathan falava, de repente me veio a impressão de que eu já havia fotografado o amigo dele (que tocava viola) durante show.
Ficou combinado então que eu conferiria se era mesmo o violeiro a pessoa fotografada por mim. Ainda conversando na tarde de sábado, falamos de uma prima do músico que viria a se suicidar muito jovem. Ela também era artista – lembro-me de vê-la cantando; houve uma época em que chegou a se apresentar acompanhada por meu irmão Edgard, que é tecladista.
Olhando as fotos, confirmei que o violeiro mencionado na conversa de sábado é o mesmo das imagens. Houve surpresa, entretanto: a prima do artista também está em duas das fotos. Registrei um evento no Teatro Municipal, aqui em Patos de Minas, no dia 25 de agosto de 2006. Numa das imagens, ela está na platéia. Era um show musical com canções caipiras. Durante o espetáculo, um ator interage e brinca com a platéia. Na outra foto, a jovem dança com ele.
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APONTAMENTO 46
Almoçando num restaurante, escuto “Silence is golden”, da banda The Tremeloes. De imediato, eu me lembro de quando trabalhei em rádio, pois era uma canção que eu executava com frequência, quando trabalhava à noite. Enquanto o corpo se nutre, a alma se enleva.
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UM TEATRO, UM BAR E MUITA MÚSICA
No fim de semana, assisti a dois shows com músicos patenses: no sábado, conferi show com Rubinho (vocalista da banda O Gabba; voz e violão), Lúcio (baixo) Murilo (guitarra) e Ciro (bateria) no Teatro Municipal. Ontem, domingo, conferi, num bar, show com a banda Vandaluz.
Movie Show foi o nome da apresentação no teatro. De antemão, eu sabia que se tratava de um espetáculo com trilhas de filmes. A surpresa foi que trechos dos filmes de que as trilhas eram retiradas eram projetados no palco. Ou então projetavam-se os clipes, enquanto a banda executava as canções.
A idéia das imagens projetadas foi ótima, pois surpreendeu. Não foi somente um show musical. Detalhes técnicos fáceis de serem corrigidos impediram que o show fosse ainda melhor. A idéia é tão bacana que merece ser realizada novamente.
No fim do show, tocaram “Obrigado”, sucesso da banda O Gabba. De acordo com Rubinho, o grupo vai tocar durante a Festa Nacional do Milho deste ano. O vocalista não confirmou nem data nem local do show.
Já ontem, a banda Vandaluz (Vane Pimentel – voz; Cassim – voz e gaita; Murilo – guitarra; Alan Delay – baixo; e Ciro Nunes – bateria) levou seu (necessário) deboche a um dos bares da cidade num show todo autoral, com faixas do CD "Ascende".
O público lotou o bar e se divertiu com a irreverência e a teatralidade da apresentação. Já próximo ao fim, Vane disse que a grana arrecadada com o show vai ajudá-los na viagem que farão a Cuiabá, a fim de participarem de mais um festival de música independente (os integrantes do Vandaluz foram os organizadores do Festival Marreco de Música Independente, realizado em 21 de dezembro do ano passado).
Movie Show foi o nome da apresentação no teatro. De antemão, eu sabia que se tratava de um espetáculo com trilhas de filmes. A surpresa foi que trechos dos filmes de que as trilhas eram retiradas eram projetados no palco. Ou então projetavam-se os clipes, enquanto a banda executava as canções.
A idéia das imagens projetadas foi ótima, pois surpreendeu. Não foi somente um show musical. Detalhes técnicos fáceis de serem corrigidos impediram que o show fosse ainda melhor. A idéia é tão bacana que merece ser realizada novamente.
No fim do show, tocaram “Obrigado”, sucesso da banda O Gabba. De acordo com Rubinho, o grupo vai tocar durante a Festa Nacional do Milho deste ano. O vocalista não confirmou nem data nem local do show.
Já ontem, a banda Vandaluz (Vane Pimentel – voz; Cassim – voz e gaita; Murilo – guitarra; Alan Delay – baixo; e Ciro Nunes – bateria) levou seu (necessário) deboche a um dos bares da cidade num show todo autoral, com faixas do CD "Ascende".
O público lotou o bar e se divertiu com a irreverência e a teatralidade da apresentação. Já próximo ao fim, Vane disse que a grana arrecadada com o show vai ajudá-los na viagem que farão a Cuiabá, a fim de participarem de mais um festival de música independente (os integrantes do Vandaluz foram os organizadores do Festival Marreco de Música Independente, realizado em 21 de dezembro do ano passado).
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
"VINTE E UM"
Recentemente, assisti novamente a “Quiz Show” (1994). A direção é de Robert Redford, também conhecido como ator. O filme é baseado num livro de Richard N. Goodwin (“Remembering America: a voice from the sixties”) e conta uma história real. O roteiro cinematográfico ficou por conta de Paul Attanasio.
No fim da década de cinquenta, a NBC, grande rede de televisão americana, apresentava o programa Twenty-one, assistido por cinquenta milhões de pessoas. Na atração, dois competidores tinham de responder a perguntas feitas pelo apresentador. O primeiro a completar vinte e um pontos era o vencedor e continuava no programa. Quanto mais continuasse, mais dinheiro faturaria.
Em “Quiz Show”, Dan Enright (David Paymer), um dos produtores do programa, exige de Herbie Stempel (John Turturro) que ele erre de propósito uma das perguntas. A exigência de Enright se devia à pressão feita por um magnata patrocinador do programa – curiosamente, interpretado pelo diretor Martin Scorsese.
A intenção da emissora ao admitir Herbie Stempel no programa era passar a idéia de que os EUA são mesmo o lugar em que todos têm vez. Stempel é espontâneo, falastrão e feio. Ainda com ele curtindo ser celebridade, os produtores do programa, pressionados, saem à caça de outro concorrente.
É quando têm a chance de colocar Charles Van Doren (Ralph Fiennes) no ar: os dentes feios e irregulares de Stempel seriam substituídos pelo bonitão e aristocrático dândi Richard Van Doren, descendente de família de intelectuais e literatos.
Stempel não se cala e procura amparo legal, denunciando que o programa era uma armação. O caso chama a atenção do jovem, idealista e inteligente advogado Richard Goodwin (Rob Morrow), que trabalha para um comitê do Congresso. Goodwin inicia a investigação até chegar a Stempel.
Vejo “Quiz Show” não somente como um incisivo retrato das tramóias e mentiras que assolam meios de comunicação em todos os lugares (o filme já merece ser assistido por isso). Mas ele vai além. Realiza com maestria o retrato da vaidade, principalmente por intermédio do personagem Charles Van Doren.
Nada mais... humano (na falta de adjetivo melhor) do que o comportamento de Van Doren. A despeito da vasta e sólida formação cultural, ele não resiste à bajulação que passa a receber. Torna-se o “queridinho” da mídia e de executivos calhordas. Se por um lado Van Doren se rendeu à velha vaidade, seus algozes não pensaram duas vezes em bani-lo. “O show tem de continuar”.
Na vida real, por longo período, Charles Van Doren guardou silêncio quanto ao ocorrido. Em 2008, publicou relato (em inglês) na revista The New Yorker sobre o que viveu naquela época. Acerca do filme, o intelectual diz ter se aborrecido com o epílogo, que declara que ele não mais lecionou. “Não parei de lecionar”, escreve ele (mas não na universidade em que lecionava antes do escândalo). Diz ainda ter gostado muito da atuação de John Turturro como Herbie Stempel.
Todos queriam levar vantagem. Charles Van Doren e Herbie Stempel se predispuseram a fazer o jogo dos magnatas. Stempel e Van Doren ficaram deslumbrados pelo dinheiro e pelos afagos nos egos. O texto de Van Doren na revista The New Yorker é direto, parece sincero e detalha os meandros pelos quais passou. Encarando o passado, reflete: “O homem que trapaceou em Twenty-one é ainda parte de mim”.
No fim da década de cinquenta, a NBC, grande rede de televisão americana, apresentava o programa Twenty-one, assistido por cinquenta milhões de pessoas. Na atração, dois competidores tinham de responder a perguntas feitas pelo apresentador. O primeiro a completar vinte e um pontos era o vencedor e continuava no programa. Quanto mais continuasse, mais dinheiro faturaria.
Em “Quiz Show”, Dan Enright (David Paymer), um dos produtores do programa, exige de Herbie Stempel (John Turturro) que ele erre de propósito uma das perguntas. A exigência de Enright se devia à pressão feita por um magnata patrocinador do programa – curiosamente, interpretado pelo diretor Martin Scorsese.
A intenção da emissora ao admitir Herbie Stempel no programa era passar a idéia de que os EUA são mesmo o lugar em que todos têm vez. Stempel é espontâneo, falastrão e feio. Ainda com ele curtindo ser celebridade, os produtores do programa, pressionados, saem à caça de outro concorrente.
É quando têm a chance de colocar Charles Van Doren (Ralph Fiennes) no ar: os dentes feios e irregulares de Stempel seriam substituídos pelo bonitão e aristocrático dândi Richard Van Doren, descendente de família de intelectuais e literatos.
Stempel não se cala e procura amparo legal, denunciando que o programa era uma armação. O caso chama a atenção do jovem, idealista e inteligente advogado Richard Goodwin (Rob Morrow), que trabalha para um comitê do Congresso. Goodwin inicia a investigação até chegar a Stempel.
Vejo “Quiz Show” não somente como um incisivo retrato das tramóias e mentiras que assolam meios de comunicação em todos os lugares (o filme já merece ser assistido por isso). Mas ele vai além. Realiza com maestria o retrato da vaidade, principalmente por intermédio do personagem Charles Van Doren.
Nada mais... humano (na falta de adjetivo melhor) do que o comportamento de Van Doren. A despeito da vasta e sólida formação cultural, ele não resiste à bajulação que passa a receber. Torna-se o “queridinho” da mídia e de executivos calhordas. Se por um lado Van Doren se rendeu à velha vaidade, seus algozes não pensaram duas vezes em bani-lo. “O show tem de continuar”.
Na vida real, por longo período, Charles Van Doren guardou silêncio quanto ao ocorrido. Em 2008, publicou relato (em inglês) na revista The New Yorker sobre o que viveu naquela época. Acerca do filme, o intelectual diz ter se aborrecido com o epílogo, que declara que ele não mais lecionou. “Não parei de lecionar”, escreve ele (mas não na universidade em que lecionava antes do escândalo). Diz ainda ter gostado muito da atuação de John Turturro como Herbie Stempel.
Todos queriam levar vantagem. Charles Van Doren e Herbie Stempel se predispuseram a fazer o jogo dos magnatas. Stempel e Van Doren ficaram deslumbrados pelo dinheiro e pelos afagos nos egos. O texto de Van Doren na revista The New Yorker é direto, parece sincero e detalha os meandros pelos quais passou. Encarando o passado, reflete: “O homem que trapaceou em Twenty-one é ainda parte de mim”.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
NA PELE
Uma faixa de sol
dribla a cortina
e faz um risco
no rosto dela,
que aceita a carícia.
Driblo a correria
e arrisco alguns
versos para ela,
que aceita a carícia.
dribla a cortina
e faz um risco
no rosto dela,
que aceita a carícia.
Driblo a correria
e arrisco alguns
versos para ela,
que aceita a carícia.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
AINDA SOBRE PLÁGIOS
Há algum tempo, publiquei neste blogue nota sobre suposto plágio do Coldplay de uma música do Joe Satriani.
Há pouco, li texto do crítico Regis Tadeu sobre plágio. O ponto de partida do articulista foi o fato de o NXZero ter sido acusado de plagiar música do desconhecido grupo Taking Back Sunday. Para mais detalhes, clique aqui.
Há pouco, li texto do crítico Regis Tadeu sobre plágio. O ponto de partida do articulista foi o fato de o NXZero ter sido acusado de plagiar música do desconhecido grupo Taking Back Sunday. Para mais detalhes, clique aqui.
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sábado, 31 de janeiro de 2009
FOTOPOEMA 49
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
APONTAMENTO 45
A iminência da morte faz com que repensemos a vida. A rigor, deveríamos repensar a vida todo dia.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
VÔLEI PROFISSIONAL EM PATOS DE MINAS
Ontem, no Patos Tênis Clube (PTC), conferi a partida entre Álvares/Vitória e Sada Cruzeiro Vôlei, válida pela Superliga de vôlei masculino. O jogo começou às 19h e terminou às 20h30.
A equipe Sada Cruzeiro venceu por três sets a zero (25-23, 25-22, 25-15).
No primeiro e no segundo sets, o Álvares/Vitória saiu na frente. Chegou a abrir diferença de cinco pontos em ambas as etapas. Contudo, permitiu a virada tanto no primeiro quanto no segundo set.
Já o terceiro set foi facilmente vencido pelo Sada Cruzeiro.
Depois de manhã, no sábado, novamente no PTC, às 17h, vai ocorrer a partida entre Álvares/Vitória e Tigre/Unisul/Joinville. O jogo também é válido pela Superliga masculina de vôlei.
A equipe Sada Cruzeiro venceu por três sets a zero (25-23, 25-22, 25-15).
No primeiro e no segundo sets, o Álvares/Vitória saiu na frente. Chegou a abrir diferença de cinco pontos em ambas as etapas. Contudo, permitiu a virada tanto no primeiro quanto no segundo set.
Já o terceiro set foi facilmente vencido pelo Sada Cruzeiro.
Depois de manhã, no sábado, novamente no PTC, às 17h, vai ocorrer a partida entre Álvares/Vitória e Tigre/Unisul/Joinville. O jogo também é válido pela Superliga masculina de vôlei.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
ELOQUÊNCIA
Em meio à turba,
sê mais um.
Em silêncio à parte,
faz a diferença.
sê mais um.
Em silêncio à parte,
faz a diferença.
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ENSAIO DE VERÃO
O verão põe saia nas mulheres.
O verão ensaia as mulheres.
O vento assanhado as desensaia.
Privilégio ser plateia.
O verão ensaia as mulheres.
O vento assanhado as desensaia.
Privilégio ser plateia.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
APONTAMENTO 45
Tantos textos têm dito o que sou. Prossigo escrevendo os meus. Numa dessas, digo o que você é; numa dessas, digo o que sou.
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Metalinguagem
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
APONTAMENTO 44
Auden escreveu que “algumas pessoas são inteligentes demais para se tornarem escritores”. Oscar Wilde é a exceção.
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NA PONTA
Enquanto a caneta
desliza sobre o papel,
desliza sobre o papel,
a história vai sendo escrita.
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LETRA DE MÚSICA (2)
Distraído, caminhei até sua casa
Vi plantas, janelas, alvenaria,
fiquei sem te ver
Quando caminho até você,
caminho sem armas
Dos cacos que restaram,
limpo as ruas
Todos os caminhos,
percorro pra me achar
No caminho que leva a você,
achei mais do que eu
Quando você quiser,
escolha um dos caminhos
que levam a mim
O tempo da ignorância
ficou numa esquina do passado
O café vai estar pronto e as portas
só se fecharão depois que você entrar
Vi plantas, janelas, alvenaria,
fiquei sem te ver
Quando caminho até você,
caminho sem armas
Dos cacos que restaram,
limpo as ruas
Todos os caminhos,
percorro pra me achar
No caminho que leva a você,
achei mais do que eu
Quando você quiser,
escolha um dos caminhos
que levam a mim
O tempo da ignorância
ficou numa esquina do passado
O café vai estar pronto e as portas
só se fecharão depois que você entrar
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domingo, 25 de janeiro de 2009
APONTAMENTO 43
Esse negócio de roupa é coisa séria. Mas interessante mesmo é a atuação desse negócio sem roupa.
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sábado, 24 de janeiro de 2009
CONVITE
No fundo, cada linha que escrevo é para convidar. Se me lês, vem comigo.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
GESTUAL
Da dança que tens, preciso.
O corpo que tens, adoro.
O amor que tens, será meu.
O corpo que tens, adoro.
O amor que tens, será meu.
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BATUCANDO
Em minha postagem anterior, mencionei o dia musical que tive. Eu não poderia terminá-lo de modo mais perfeito: peguei meus apetrechos de percussão e tive a honra de acompanhar Rejane (vocal), Woodson (bateria eletrônica) e Pedro (violão) num dos bares da cidade.
A rigor, eu seria platéia. Liguei para a Rejane, que estava passando o som no bar, e pedi a ela que dissesse aos responsáveis pela casa para reservarem lugar para mim. Como não havia mais mesas à disposição, a Rejane propôs que eu levasse a percussão e participasse com eles. Fazendo assim, eu teria um assento à disposição... Foi o que ocorreu.
Não bastasse o prazer de acompanhar os três, que já tive a oportunidade de fotografar, a noite contou ainda com a canja de Franco Levine. A voz dele é conhecia por aqui – ele fez uma participação especial na faixa “Todos menos eu”, da banda patense O Gabba. Foi muito bacana quando Rejane e Franco Levine cantaram “One”, do U2.
Meu muito obrigado à Rejane, ao Woodson e ao Pedro. O show era deles. Ao permitirem que eu participasse, concederam-me a oportunidade de fazer uma das coisas de que mais gosto – viver musicalmente as madrugadas.
A rigor, eu seria platéia. Liguei para a Rejane, que estava passando o som no bar, e pedi a ela que dissesse aos responsáveis pela casa para reservarem lugar para mim. Como não havia mais mesas à disposição, a Rejane propôs que eu levasse a percussão e participasse com eles. Fazendo assim, eu teria um assento à disposição... Foi o que ocorreu.
Não bastasse o prazer de acompanhar os três, que já tive a oportunidade de fotografar, a noite contou ainda com a canja de Franco Levine. A voz dele é conhecia por aqui – ele fez uma participação especial na faixa “Todos menos eu”, da banda patense O Gabba. Foi muito bacana quando Rejane e Franco Levine cantaram “One”, do U2.
Meu muito obrigado à Rejane, ao Woodson e ao Pedro. O show era deles. Ao permitirem que eu participasse, concederam-me a oportunidade de fazer uma das coisas de que mais gosto – viver musicalmente as madrugadas.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
DIA MUSICAL
Desde os tempos em que fui cronista em jornais e revistas locais, a música pop tem sido assunto no que escrevo. Não tem sido diferente desde que comecei a lidar com blogues. Assim, digo que tive hoje um dia pop – ou um dia musical. É que decidi ir atrás de canções que procuro há um tempão.
Logo pela manhã, curtindo a Globo FM, do Rio de Janeiro, escutei uma música de que não sabia o nome. Pensei comigo: “Vou prestar atenção na letra, digito no Google alguns trechos dela e pronto”. Na prática, não foi bem assim: eu digitava o que havia escutado e não chegava à letra que eu havia curtido pela rádio.
Não me dando por vencido, decidi então entrar em contato com a equipe da emissora. Ao contrário do que ocorre com a maioria das empresas que colocam e-mail de contato mas não enviam retorno, fui gentil e rapidamente atendido pelo pessoal da rádio.
No e-mail enviado por mim, já à tarde, expliquei que a canção buscada havia sido executada entre 10h30 e 11h, entre os sucessos “À francesa”, da Marina Lima, e “Shiny happy people”, do REM.
Enviei a mensagem às 14h47. Às 15h38, Marcos Camara, programador da rádio, responde: “A música que você solicitou é ‘The story’, com Brandi Carlile”. A ele e à toda a equipe da rádio, parabéns por não fazer do e-mail um inútil canal de contato.
Prosseguindo com o dia musical, no fim da manhã, consegui um CD duplo que é uma coletânea com clássicos do Beto Guedes. Estão lá “Sol de primavera”, “O sal da terra”, “Paisagem da janela” etc. Em especial, eu procurava há um tempão “Vevecos, panelas e canelas” – que está no CD! Juntando tudo, fiz a seguinte seleçãozinha:
● Karnak – Alma não tem cor (foi regravada pelo Zeca Baleiro)
● Nila Branco – Chama
● Renata Arruda – Ninguém vai tirar você de mim
● Renata Arruda – Ouro pra mim
● Beto Guedes – Vevecos, panelas e canelas
● Bee Gees – Living eyes
●Cindy Lauper – Time after time (estou ainda atrás de uma regravação dessa música com o Miles Davis; ficou demais)
● Dire Straits – Your latest trick (versão ao vivo)
● Naomi – How many loves
● Dissidenten – Fata Morgana
● The story – Brandi Carlile
Acima, mencionei o tempo em que escrevi para a imprensa local. Sem querer soar cabotino, tomo a liberdade de comparar um trechinho de “The story” com algo que publiquei há tempos: Feliz aquele que tem histórias para contar – e as conta. Há um trechinho de “The story” que diz: “But these stories don’t mean anything/When you’ve got no one to tell them to” (Mas essas histórias nada significam/Quando não se tem ninguém a quem contá-las).
Gosto do jeito desbragado como Brandi Carlile canta. Foi a primeira coisa que me chamou a atenção. Quando escutei “The story” pela segunda vez, gostei do arranjo. Na terceira, da letra. A canção tem um quê de country misturado com pop (ou vice-versa). Caso você queira conferir clipe e tradução, eis o link. Para conferir crítica (em inglês) basta clicar aqui.
Logo pela manhã, curtindo a Globo FM, do Rio de Janeiro, escutei uma música de que não sabia o nome. Pensei comigo: “Vou prestar atenção na letra, digito no Google alguns trechos dela e pronto”. Na prática, não foi bem assim: eu digitava o que havia escutado e não chegava à letra que eu havia curtido pela rádio.
Não me dando por vencido, decidi então entrar em contato com a equipe da emissora. Ao contrário do que ocorre com a maioria das empresas que colocam e-mail de contato mas não enviam retorno, fui gentil e rapidamente atendido pelo pessoal da rádio.
No e-mail enviado por mim, já à tarde, expliquei que a canção buscada havia sido executada entre 10h30 e 11h, entre os sucessos “À francesa”, da Marina Lima, e “Shiny happy people”, do REM.
Enviei a mensagem às 14h47. Às 15h38, Marcos Camara, programador da rádio, responde: “A música que você solicitou é ‘The story’, com Brandi Carlile”. A ele e à toda a equipe da rádio, parabéns por não fazer do e-mail um inútil canal de contato.
Prosseguindo com o dia musical, no fim da manhã, consegui um CD duplo que é uma coletânea com clássicos do Beto Guedes. Estão lá “Sol de primavera”, “O sal da terra”, “Paisagem da janela” etc. Em especial, eu procurava há um tempão “Vevecos, panelas e canelas” – que está no CD! Juntando tudo, fiz a seguinte seleçãozinha:
● Karnak – Alma não tem cor (foi regravada pelo Zeca Baleiro)
● Nila Branco – Chama
● Renata Arruda – Ninguém vai tirar você de mim
● Renata Arruda – Ouro pra mim
● Beto Guedes – Vevecos, panelas e canelas
● Bee Gees – Living eyes
●Cindy Lauper – Time after time (estou ainda atrás de uma regravação dessa música com o Miles Davis; ficou demais)
● Dire Straits – Your latest trick (versão ao vivo)
● Naomi – How many loves
● Dissidenten – Fata Morgana
● The story – Brandi Carlile
Acima, mencionei o tempo em que escrevi para a imprensa local. Sem querer soar cabotino, tomo a liberdade de comparar um trechinho de “The story” com algo que publiquei há tempos: Feliz aquele que tem histórias para contar – e as conta. Há um trechinho de “The story” que diz: “But these stories don’t mean anything/When you’ve got no one to tell them to” (Mas essas histórias nada significam/Quando não se tem ninguém a quem contá-las).
Gosto do jeito desbragado como Brandi Carlile canta. Foi a primeira coisa que me chamou a atenção. Quando escutei “The story” pela segunda vez, gostei do arranjo. Na terceira, da letra. A canção tem um quê de country misturado com pop (ou vice-versa). Caso você queira conferir clipe e tradução, eis o link. Para conferir crítica (em inglês) basta clicar aqui.
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domingo, 18 de janeiro de 2009
MORDIDA CERTEIRA
Em minha postagem intitulada Fotopoema 48 (logo abaixo), escrevi: Onde morrem as aves?/Morrem enquanto voam? Segundo Manoel Almeida, se formos bons de mira, sim. Na resposta que deixei para o comentário do Manoel, mencionei que eu havia pensado mesmo no tiro certeiro quando escrevi o texto. Chegou a passar pela minha cabeça desenvolver a idéia; acabei por descartá-la, por não ter achado o tom adequado.
Coincidentemente, há pouco, vi um passarinho morto, na parte de trás aqui de casa, aonde raramente vou. Deve ter sido “obra” do Freud, o cachorro que mora aqui. Geralmente digo que ele é inimigo de tudo o que se move. A ração dele fica perto da porta da cozinha. Por diversas vezes já o vi dando bote nos pardais que por ventura tentam compartilhar do alimento dele. Só que eu ainda não tinha visto o resultado de suas investidas.
Minha mãe, nas limpezas que realiza, comenta com frequência ter encontrado algum pássaro morto no quintal. Invariavelmente, ela atribui ao Freud a autoria da morte (além do mais, se não for ele, haveria algo muito sinistro ocorrendo aqui). Aceitando a idéia de que o passarinho visto atrás da casa foi morto pelo Freud, só não sei se ele perdeu a vida na porta da cozinha e depois foi levado para lá ou se teve o azar de se encontrar com o cachorro onde está o corpo.
Coincidentemente, há pouco, vi um passarinho morto, na parte de trás aqui de casa, aonde raramente vou. Deve ter sido “obra” do Freud, o cachorro que mora aqui. Geralmente digo que ele é inimigo de tudo o que se move. A ração dele fica perto da porta da cozinha. Por diversas vezes já o vi dando bote nos pardais que por ventura tentam compartilhar do alimento dele. Só que eu ainda não tinha visto o resultado de suas investidas.
Minha mãe, nas limpezas que realiza, comenta com frequência ter encontrado algum pássaro morto no quintal. Invariavelmente, ela atribui ao Freud a autoria da morte (além do mais, se não for ele, haveria algo muito sinistro ocorrendo aqui). Aceitando a idéia de que o passarinho visto atrás da casa foi morto pelo Freud, só não sei se ele perdeu a vida na porta da cozinha e depois foi levado para lá ou se teve o azar de se encontrar com o cachorro onde está o corpo.
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sábado, 17 de janeiro de 2009
ATLÉTICO E CRUZEIRO REALIZAM CLÁSSICO
Atlético e Cruzeiro se enfrentaram hoje. Foi o primeiro clássico entre os dois realizado fora do Brasil. Confira detalhes no blogue Come Grama!.
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