O corpo que tens, adoro.
O amor que tens, será meu.
(Como estou sem câmera fotográfica, meu muito obrigado a Lilian Regina, que me emprestou uma para que eu fizesse a foto.)


Nova York é ali
Esta imagem é mais uma daquelas fotos que são conseguidas quando não se espera mais nada ou pouca coisa. Foi tirada no Parque do Mocambo, aqui em Patos de Minas. Uma determinada área do parque tem uma pequena mata fechada. Nela, há trilhos pelos quais se pode percorrer o lugar. A tarde estava no fim. Decidi então deixar a mata e vir embora. Enquanto caminhava pelos trilhos, vi a borboleta acima.
“Cheiro de goiaba” é um livro de entrevistas com García Márquez. Nele, o autor colombiano responde a perguntas de Plinio Apuleyo Mendoza. Em determinado trecho, Mendoza pergunta a García Márquez que personagem literário ele gostaria de ter criado. Resposta: o Conde Drácula, de Bram Stoker.
Terminei de ler ontem “O presidente negro”, romance de Monteiro Lobato. O livro defende a eugenia, alegando a supremacia da etnia branca.
Terminei de reler “O observador no escritório”, livro de notas e apontamentos de Carlos Drummond de Andrade.
No último dia 29 ministrei minha primeira aula de fotografia. É que Ivanilda, uma amiga, e dois alunos meus de inglês e literatura, Breno e Marcela, estiveram comigo às margens da Lagoa Grande, aqui em Patos de Minas, para fotografar e ter algumas dicas teóricas.Na adolescência, interessei-me pelo Renascimento; interessando-me pelo Renascimento, tornei-me interessado em Leonardo da Vinci; interessando-me por Da Vinci, rabisquei os traços acima. O desenho original está num livro chamado “O pensamento vivo de Leonardo da Vinci”; em meados da década de 80, a coleção O Pensamento Vivo, publicada pela Martin Claret, era vendida em bancas de revista. Cheguei a ter a coleção quase completa. Os livros tinham a intenção de sintetizar e popularizar as idéias de ícones do conhecimento em diversas áreas. Foram um bom incentivo para que depois eu conhecesse mais sobre alguns deles. Fiz o desenho no dia 31 de março de 1986.
A juventude é cheia de ímpetos. Alguns deles, vistos à distância, soam engraçados. Um de meus rompantes juvenis foi o de tentar ser desenhista (sic). Hoje, mexendo em velhos papéis, eu me deparei com dois cadernos de desenhos. Na época, o grande sonho era desenhar utilizando pena de bico fino e tinta nanquim. Fiz a encomenda numa das lojas da cidade e fiquei aguardando. Durante semanas e semanas, fui até a loja, sempre com a mesma pergunta: “Chegou?”. A resposta era sempre a mesma: “Não”. Por fim, desisti. E quem não tem pena de bico fino desenha com lápis comum; foi o que fiz na época.