terça-feira, 24 de abril de 2012

APONTAMENTO 137

O Barcelona é a paciência. Quando se pensa que finalmente vai haver o chute, há mais um passe. Isso nem sempre é eficaz. Como a paciência.

FOTOPOEMA 233

quinta-feira, 19 de abril de 2012

NA PELE

Sou o tatuador.
O peso de minhas mãos
se compraz em tua pele.
Sem ela, as mãos descaminham.
Caminhas melhor se vais pelo mundo
ostentando a tatuagem que lhe imprimo.
Quando a renovo,
as mãos se acham, 
renovam-se – 
assim renovando-te...

terça-feira, 17 de abril de 2012

APONTAMENTO 136

“Quase famosos” não é somente um tributo ao rock: é um tributo à música, um tributo à vida.

sábado, 7 de abril de 2012

CAIU NA REDE (95)

Pesssoas, no ar, ainda com dificuldades técnicas para a gravação, a edição 95 do Caiu na Rede.

Valeu.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O PAVÃO

Não se pavoneia arrogante.
Pavoneia-se pelo que tem,
conquista pelo que é.
À disposição, tem um leque.
Ao abri-lo, seduz.
Ao seduzir, embeleza(-se).
A quem não o conhece,
parece ostentar aristocracia.
Contudo, é povão.

DICIONÁRIO (30)

desconversar. Não é antônimo de conversar.

APONTAMENTO 135

Fiz alguma coisa da minha vida. Só não sei se isso serve para alguma coisa.

APONTAMENTO 134

Politicamente correto, mas desonestamente político.

sexta-feira, 30 de março de 2012

CAIU NA REDE (94)

Fiquei um tempão sem postar o Caiu na Rede. Não se trata de falta de entusiasmo: o equipamento que uso para gravar está com problemas, de modo que a gravação tem se tornado praticamente inviável. Já tentei resolver, sem sucesso, a peleja; ainda não consegui achar o que está impedindo a gravação de ser feita adequadamente. Mas não desisti. Caso eu consiga resolver, volto a postar com mais frequência a atração.

Para escutar, basta clicar aí no alto, à direita.

quarta-feira, 21 de março de 2012

CONTO 49

Poucas situações deixam tímida a expansiva Amanda. Uma delas, é quando ela está em casa de amigos e precisa fazer xixi. Quando as pessoas estão próximas ao banheiro, mal o líquido chega à água do vaso, Amanda dá descarga logo, abafando assim o ruído. Mas vergonha mesmo ela sente quando, terminado o barulho da descarga, o xixi ainda continua jorrando...

quarta-feira, 14 de março de 2012

PATOTA

Ela não sabe,
mas olho minha cidade.

Coitadinha da minha cidade,
que amo/odeio
como quem
odeia/ama
aquilo que é
qualquer coisa
mas que nunca
é indiferença.

Tadinha:
tão chinfrim,
bairrista,
pequena,
pobre de livros
e farta em
donos.

É menor do
que pensa.
É maior
do que se supõe.

Ah, minha cidade,
que insiste em
não assumir
que não é conhecida
e se esquece
daquele mecânico
que sabe
de cor e salteado
os buracos
que dribla no
caminho para
o trabalho.

Minha cidade não é
o milho, não é a festa.
Minha cidade é aquele
padeiro que guardou a foto
da casa que ficava
na esquina e hoje é vitrine.

Tenho dó
da minha cidade,
que sonha em ser Paris.
Amo minha cidade,
que nem sonha ser musa.

sábado, 10 de março de 2012

MISANTROPIA

Parcamente, tenho resistido
ao peso dos dias e às
agruras da idade.

Lá fora,
em vez da
metamorfose ambulante,
a burrice ululante.

Farto do
alarido oco,
tenho asco
silencioso.

Amuado num canto
sem humor,
tento dormir
meu cansaço.

terça-feira, 6 de março de 2012

O FUMANTE

Cada cigarro que acaba
é uma jornada que finda.

domingo, 4 de março de 2012

APONTAMENTO 133

Apesar dos líderes que tem fora de campo, chega a ser incrível o que o futebol é capaz de produzir em campo.

sábado, 3 de março de 2012

CAIU NA REDE (93)

Pessoas, no ar, a edição 93 do Caiu na Rede.

CONTO 48

É a timidez que impede Jaime de, por exemplo, usar o banheiro da casa de alguém. Se é impossível segurar, vai, não sem rubor. Tanta é a timidez que, ao fazer xixi, segura com esmero (e pontaria praticada desde a infância) o pênis, para que o jato não caia diretamente sobre a água do vaso, pois o barulho gerado faz com que Jaime fique mais envergonhado ainda. Quando conheceu Cícero, Jaime sentiu uma espécie de alívio por ter, finalmente, conhecido, numa reunião de amigos, alguém mais tímido do que ele. Num exato momento em que Cícero estava no banheiro, uma das faixas do CD acabou, de modo que sons vindos de um pouco mais longe poderiam ser ouvidos. Passou pela cabeça de Jaime: “Curioso: ele é mais tímido do que eu, mas não tem vergonha de mijar direto na água do vaso”.

BISSEXTO

Um dia a mais ou a menos
faz diferença, pois é
depois de amanhã,
primeiro de março, 
que chegas...

CANSAÇO

... Era para ter sido
um poema sobre o cansaço.
Mas ele cala qualquer verso...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MAS QUE BÓSNIA!

A maior prova de que torço pelo Brasil é que achei muito bom o time brasileiro jogar hoje (28/2) uma partidinha medíocre contra a Bósnia. Há muito que a seleção é o esquemão da CBF, que por sua vez é o esquemão de Ricardo Teixeira. Como sou contra Teixeira e sou a favor do Brasil, torço para que o esquemão do cartola se dê mal. Pode parecer um paradoxo, mas, como cidadão, torcer para o Brasil implica torcer para que a chamada seleção brasileira (que na verdade é a seleção da CBF) se dê mal.

O Brasil já perdeu uma Copa no Maracanã. Que perca outra. Com gol de Messi. Sim, de Messi. Isso seria o fim perfeito para as ingerências, desmandos e maracutaias de Teixeira. Seria a consequência merecida e radical de décadas de irresponsabilidade e jogos de interesse de Teixeira e asseclas. O improviso não resolve situações em que devem estar em campo o planejamento e a paixão. Aquilo que jogou hoje lá na Suíça não tem uma coisa nem outra.

Gosto muito de futebol. Mas, antes disso, gosto de meu País, sem bairrismos tolos. Por querer o bem de meu País, o que é a rigor querer o bem para a gente do País, é que sou contra a realização da Copa aqui. Que o esquema bolado por Teixeira seja um fiasco no torneio. Ainda que ele não esteja mais na CBF quando da realização do Mundial, estarão por lá seus vassalos. Se Teixeira e quadrilha saírem vitoriosos em 2014, os derrotados, mais uma vez, seremos nós.

FOTOPOEMA 230

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

SECRETARIAT

Logo na abertura do filme Secretariat (EUA, 2010), do diretor Randall Wallace, torci o nariz, quando vi que era uma produção da Disney: pensei que assistiria a algo piegas e politicamente correto demais, mesmo ciente de que o filme se baseia numa história real.

Se por um lado o filme tem o bom-mocismo da Disney, por outro, havia uma grande história para ser contada, e o filme não fez feio ao contá-la. Além do mais, a produção confirma que os americanos têm, há muito, o domínio de como contar as belas histórias que o esporte pode gerar.

Secretariat foi um cavalo que nasceu no dia trinta de março de 1970. Morreu no dia 4 de outubro de 1989. Deram-lhe uma injeção letal para livrá-lo de uma doença que lhe causava dores no casco.

Na era da televisão, Secretariat foi o primeiro cavalo a ganhar a chamada tríplice coroa no turfe americano. Tornou-se tão popular nos EUA que foi capa das revistas Time, Newsweek e Sports Illustrated. Seu recorde de dois minutos e vinte e quatro segundos para correr uma milha e meia ainda não foi superado (uma milha equivale a 1,61 quilômetro) no tipo de pista em que ele então competiu. A corrida foi em 1973.

O elenco de Secretariat é de primeira: Diane Lane faz Penny Chenery, a dona do cavalo, um dos bens herdados após a morte do pai; John Malkovich faz Lucien Laurin, o treinador; e Otto Thorwarth, Ronnie Turcotte, o jóquei.

No dia 13 de julho de 1978 a carreira de Turcotte terminaria, depois que ele se acidentou numa corrida (ele não montava Secretariat na ocasião). Devido à queda, ficou paraplégico. Vive com as quatro filhas e a esposa. Laurin morreu em 2000; Chenery é viva. 

Para mais informações, há o sítio secretariat.com. No Youtube, há entrevistas  e o vídeo da lendária corrida de 1973. Ron Flatter, da ESPN, num belo texto, foi preciso ao relatar o poder de Secretariat e a distância que o separava do oponente: “Era tão grande, que até a mais extensa grande-angular da CBS (...) mal podia mostrar Secretariat e o segundo colocado, Twice A Prince, num mesmo quadro”.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

LUIZ SALGADO GRAVANDO SEU TERCEIRO CD

Luiz Salgado, já entrevistado no Caiu na Rede, está gravando seu terceiro CD, “Navegantes”, em parceria com a Escola Navegantes, de Uberlândia. No repertório, músicas infantis.

A seguir, uma mostra do que será o CD, a faixa “Mundaréu no papel”. A ficha técnica é:

Luiz Salgado: violão e voz
Carlin de Almeida:voz
Lilian Fulô: percussão
Piano e bateria: Lucas Roza
Baixo: Xande Tannús
Sanfona: Christiano Rodrigues

APONTAMENTO 130

domingo, 5 de fevereiro de 2012

PARA NILDA REGINA

Sempre tive o privilégio de ter tido, desde o primário, excelentes professores. Assim foi até a faculdade. Assim tem sido. Sempre tive fascínio por professores. A inteligência deles me espantava. O encantamento por eles não diminui.

Não digo que foi isso o que tenha me levado a ser um professor. Eu não pensava em lecionar. Foi algo que ocorreu em função das circunstâncias: aos onze anos, comecei a estudar numa escola de inglês. Quando a Doris Coury, a dona da escola, disse que eu ainda daria aulas para ela, não levei a sério (meu pai levou). Aos dezessete, comecei de fato a lecionar na escola.

Para quem até então havia trabalhado numa fábrica de farinha e numa padaria, a perspectiva de começar a dar aulas numa escola de inglês era animadora – em função do melhor salário. Também me animei porque eu teria de ir a Carmo do Paranaíba duas vezes por semana para lecionar. Eu não conhecia a cidade até então.

Joyce teria dito: “Nunca conheci um chato”. Digo que nunca fui a um lugar ruim. Em Carmo do Paranaíba, não foi diferente. Ademais, foi lá que comecei algo que eu desejava desde os treze ou quatorze anos: trabalhar numa estação de rádio. Graças ao Evandro Fontes, que na época era locutor em Carmo, comecei no rádio.

Trabalhar em rádio foi algo com que sonhei. Dar aulas foi algo que aconteceu sem que eu planejasse. Por um bom tempo, exerci as duas atividades. Hoje, apenas leciono, embora, para matar saudade do rádio, gravo mais ou menos semanalmente, o Caiu na Rede, programa musical que apresento em meu blogue.

Tive professores geniais. Uma das quais não me esqueço é a Nilda Regina, que lecionava português no Polivalente, onde estudei da quinta série ao quarto ano do segundo grau (curso técnico em Edificações). Nilda era famosa entre os alunos pela beleza, pelo porte, pela elegância e por ser a esposa do diretor, o Fernando. Não me lembro por quanto tempo ela foi minha professora, mas há duas aulas dela de que nunca me esqueci – sendo que numa delas eu não estava presente...

Acho que foi no primeiro ano do antigo segundo grau (hoje chamado de ensino médio). Não sei se era para um dever de casa da Nilda ou de uma outra pessoa. Do que me lembro, é de ter desenhado, numa cartolina, um triângulo. Dentro dele, esbocei o mapa do Brasil. O título que dei para a patuscada foi Triângulo das Bermudas. Para arrematar, escrevi um ingênuo poema em que eu dizia que se o Brasil estava ruim, a culpa não era de minha geração, mas das que tinham vindo anteriormente.

Tudo não passava de simploriedade e arroubo juvenil. No dia em que o cartaz foi exposto, não fui à aula (não me lembro do motivo da ausência). Posteriormente, o Aldo Fernandes, que na época era meu colega de sala, disse que a Nilda, depois de ler o que eu havia feito, comentou que a geração dela havia, sim, tentado fazer do Brasil um país melhor. Segundo o Aldo, ela chegou a mencionar a juventude dela durante o período militar. Essa é umas das aulas da Nilda de que nunca me esqueci.

A outra aula dela que nunca esqueço (nessa eu estava presente) foi uma em que, no começo do horário, a Nilda afixou no quadro dois cartazes: num deles havia pelo menos o trecho inicial de “Luz do sol”, do Caetano: “Luz do sol / Que a folha traga e traduz / Em verde novo / Em folha, em graça / Em vida, em força, em luz” (não me lembro se havia a letra toda no cartaz).

No outro, havia um esquema em que era mostrado o processo químico da fotossíntese; havia uma explicação de como essa ocorria, com setas que partiam do Sol até chegar à Terra, passando pelas plantas e por tudo o que compõe o ciclo da fotossíntese. A Nilda comentou algo do tipo: os dois cartazes eram dois discursos diferentes que abordavam o mesmo fenômeno.

Desde criança, eu sempre tivera deslumbramento pela versatilidade, por tudo o que é eclético. Depois de adulto, obviamente eu entenderia que, infelizmente, nossa época, tão inexoravelmente dada a especialidades, não nos permite exercer com igual dedicação o ecletismo que possamos ter, mas tal pensamento nunca me abandou. Mesmo hoje, a diversidade de afazeres me atrai.

A Nilda resumiu naqueles dois cartazes o que era meu pensamento, mesmo não sendo eu capaz de, na época, compreendê-lo com exatidão ou verbalizá-lo. Os dois cartazes que ela afixou no quadro eram a junção de arte e ciência, que eram (e, confesso, ainda são) o meu ideal. Enquanto ela ia falando, eu me maravilhava.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

CAIU NA REDE (92)


Pessoas, está no ar a edição 92 do Caiu na Rede.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

FOTOPOEMA 221

OUVIDO RUIM (2)

Anteriormente, já mencionei que tenho o ouvido ruim. Agora, mais uma para a série das letras escutadas incorretamente: há pouco, voltando do trabalho, liguei o rádio do carro. Pouco depois, o locutor anunciou “Seguindo no trem azul”, aquele sucesso do Roupa Nova.

Mesmo conhecendo bem a canção, decidi prestar atenção na letra, sem saber o real motivo de eu ter tomado essa atitude. Enquanto escutava, eu me dei conta de que até hoje eu entendia incorretamente o que é cantado.

No trecho “luar do meu sertão / Seguindo no trem azul” eu entendia no ar do meu sertão / Seguindo no trem azul. Pouco depois, o trecho “até nascer o sol / Seguindo no trem azul”. Até há pouco, eu pensava que era até na sedução / Seguindo  no trem azul...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

MORRE WISŁAWA SZYMBORSKA

Meus amigos e as pessoas que frequentam este blogue sabem do apreço que tenho pela poeta polonesa Wisława Szymborska. Somente hoje, enquanto eu percorria a página cultural do jornal El País, é que fiquei sabendo que Szymborska morreu ontem (primeiro de fevereiro), aos 88 anos.

Perdemos uma escritora lúcida, com elegantes senso de humor e ironia. Seus poemas são curtos, sua obra inteira de poesia cabe num livro não muito volumoso. Ela prima pela qualidade.

Lembro-me do primeiro poema dela que li. A partir daí, eu me interessei. De imediato, eu quis saber mais da autora. Abaixo, o poema, na tradução de Regina Przybycien.
_____

Wisława Szymborska - Vietnã

Mulher, como você se chama? – Não sei.
Quando você nasceu, de onde você vem? – Não sei.
Para que cavou um toca na terra? – Não sei.
Desde quando está aqui escondida? – Não sei.
Por que mordeu o meu dedo anular? – Não sei.
Não sabe que não vamos te fazer nenhum mal? – Não sei.
De que lado você está? – Não sei.
É a guerra, você tem que escolher. – Não sei.
Tua aldeia ainda existe? – Não sei.
Esses são teus filhos? – São.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

VIDEOPOEMA (3)




Nem tudo o que é contável é para ser contado.
Vamos lá fora comigo — 
prometo não contar para ninguém...
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Filmadora: JVC GZ-HD520
Microfone: Shure SM 7B
Programa de gravação da voz: Sound Forge Pro 10.0
Programa de edição do vídeo: Adobe Premiere Pro 5.5

sábado, 28 de janeiro de 2012

DESVENDAR

Tirei a venda dos teus — 
e houve luz nos meus.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

VIDEOPOEMA (2)



Filmadora: JVC GZ-HD520
Microfone: Shure SM 7B
Programa de gravação da voz: Sound Forge Pro 10.0
Programa de edição do áudio (voz e trilha): Vegas Pro 10.0
Programa de edição do vídeo: Adobe Premiere Pro 5.5

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

VIDEOPOEMA (1)

Pessoas, abaixo, o primeiro vídeo em full HD que consegui editar. Isso não teria sido possível sem a colaboração, os ensinamentos e a paciência de Ronan Borges, da Visual Vídeo, e de Rusimário Bernardes, sábio amigo.

Aos dois, muito obrigado.



Filmadora: JVC GZ-HD520
Microfone: Shure SM 7B
Programa de gravação da voz: Sound Forge Pro 10.0
Programa de edição do áudio (voz e trilha): Vegas Pro 10.0
Programa de edição do vídeo: Adobe Premiere Pro 5.5

CAIU NA REDE (91)


Pessoas, está no ar a edição 91 do Caiu na Rede.

Valeu.

LOGOTIPO

Pessoas, ontem, tentei bolar o que seria um logotipo para o Caiu na Rede, programa de áudio que apresento em meu blogue. O resultado está abaixo.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

KEITH RICHARDS


Se você gosta de rock ou de pop ou de Rolling Stones, não deixe de ler “Vida”, de Keith Richards, em parceria com James Fox, publicado pela editora Globo.

Já era de se esperar que o livro não tivesse nenhuma afetação – e não tem mesmo. Num estilo simples, direto e sem firulas, narrado em primeira pessoa, Richards conta, em ordem cronológica, sua vida.

A ausência de afetação é tanta que até quando, sem falsa modéstia, Richards elogia a si mesmo, isso não soa pedante. E, claro, detalhes de bastidores dos Stones, da feitura de algumas canções e da convivência do guitarrista com figuras do jet set internacional estão no livro.

Não falta sexo, não faltam drogas, não falta rock. Mas o mérito de uma boa biografia é revelar o que o mito tem de humano. Nesse sentido, “Vida” é um excelente livro. Não desaponta os fãs dos Stones e não cai na armadilha do afagar a si mesmo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

THE CURE

Banda que estou escutando desde ontem à noite: The Cure. Conferi pela TV um show deles e me dei conta de que ainda não foram executados no Caiu na Rede – vou corrigir a falha em breve.

O show que conferi foi gravado em Berlin. No começo da longa (e belíssima) introdução de “Pictures of you”, Robert Smith e Simon Gallup estão de frente um para o outro. Robert olha para Simon e dá um leve sorriso. A cena é simples, mas me pareceu reveladora, pois me deixou com a impressão de que realmente estavam curtindo tocar (penso que nessas horas deve ser um barato ter uma banda).

Abaixo, o vídeo de “Pictures of you”.

domingo, 15 de janeiro de 2012

CAIU NA REDE (90)

Pessoas, está no ar a edição 90 do Caiu na Rede. Bruna, Marina e Pablo gravaram o programa comigo. Eu os havia convidado para participarem da atração, dizendo-lhes que essa é minha forma de agradecer a eles pela divulgação que fazem do Caiu na Rede em seus blogues.

Muito gentil e rapidamente aceitaram o convite e estiveram aqui em casa na tarde e no começo da noite de ontem (14/1). A eles, muito obrigado por terem topado participar do Caiu na Rede; obrigado também pelo divertido e prazeroso tempo por que passei. Valeu demais.

sábado, 14 de janeiro de 2012

PAI E FILHO

— Pai, uma régua serve pra quê?
— Pra se medir as consequências, filho.
— O senhor tem uma, pai?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

FOTOPOEMA 215

NOAH AND THE WHALE

Tenho acompanhado o seriado Oscar Freire 279, exibido pelo Multishow. Há episódios excelentes convivendo com outros nem tanto. Mas o que chama a atenção é a trilha sonora afinada. Graças à série, foi que escutei pela primeira vez uma canção da qual gostei de imediato. Como não a conhecia, corri, peguei caneta, e fui anotando trechos esparsos das palavras do cantor.

Em busca rápida via internete, eu chegaria até a canção “Blue skies”, com a banda Noah and the Whale. Escutei na íntegra a canção e fui me interessando por outras. Fui escutando e gostando do que ia apurando do trabalho dos caras. Recomendo.

APONTAMENTO 128

A mitologia é uma tentativa de explicação. Mas o fascinante da mitologia é que ela prefere contar histórias.

domingo, 8 de janeiro de 2012

FOTOS MINHAS EXIBIDAS EM RESTAURANTE

Pessoas, para aqueles que são de Patos de Minas: desde ontem (07/01), o Restaurante Dom Taliani está rodando um DVD com fotos de minha autoria. Além da permissão de se executar o DVD, deram-me também a liberdade para escolher o repertório musical que preenche o ambiente enquanto o DVD é veiculado.

O Dom Taliani fica na Major Gote 813. A todos da casa, muito obrigado.

FOTOPOEMA 214

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

CONTO 45

Ana Maria e Pedro estavam discutindo. Ela disse que ele não fazia nada pelo relacionamento. Quando ele perguntou se ela tinha sequer alguma ideia do que ela estava falando, Ana Maria repetiu que Pedro não fazia nada para que os dois dessem certo. Como ela metera o pé no balde, ele decidiu fazer o mesmo — disse que provaria para ela que ele fazia pelo menos alguma coisa pelo relacionamento. Para dar prova, argumentou que sempre que os dois iam se ver, ele usava o modelo de cuecas de que ela gosta. Em contrapartida, ela respondeu que ele usava tais cuecas não por verdadeiramente querer usar, mas por saber de que ela gosta. Nunca mais ela viu nenhuma cueca dele.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ENSAIO (5)

Fotografar esportes é sempre um barato. Ainda pretendo registrar futebol e esqueite.