Na noite que passou, sonhei um poema. Durante o sonho, pareceu-me o mais belo texto já composto por mim. Acordei com algumas palavras ainda no pensamento. Pensei em acender a luz e rabiscar alguns apontamentos, anotar alguns termos que surgiram no sonho. Mesmo tendo eu acordado, o texto me agradava muito. Como a preguiça falou mais alto, continuei no escuro, fiando-me na certeza de que não me esqueceria das palavras. Num consciente arrependimento, digo que fiquei sem o poema.