Li recentemente “O príncipe”, de Maquiavel (edição da Martin Claret; tradução de Pietro Nassetti). O livro foi publicado em 1532, cinco anos após a morte do autor. É um manual de como deve agir o príncipe-governante ao lidar com os governados.
Não bastasse o texto em si, a edição contém textos de Marcílio Marques Moreira e José Nivaldo Junior. Complementando o trabalho, as notas de pé de página têm comentários e apontamentos de Napoleão Bonaparte sobre (principalmente) si mesmo e sobre o livro de Maquiavel.
As notas de Napoleão acabam gerando um curioso humor involuntário, tamanhas sua empáfia e megalomania. É claro que se deve considerar a subjetividade dessa opinião, pois, obviamente, não era intenção de Bonaparte fazer rir.
Como exemplo, num trecho, Maquiavel escreveu: “Os príncipes adquirem grandeza quando conseguem superar oposição e dificuldades que enfrentam”. Para essa frase, o apontamento de Napoleão foi o seguinte: “Poderá alguém superá-las melhor do que eu?”.
Num outro trecho, Maquiavel escreve sobre o rei Ferdinando: “Se examinarmos seus atos, veremos que foram todos grandes, e alguns mesmo extraordinários. O comentário de Napoleão: “Não mais que os meus”.
Napoleão ora aprova, ora reprova Maquiavel. Contudo, o que o francês mais faz é glorificar a si mesmo.
Para que se saiba um pouco mais sobre Napoleão, pelos comentários de Marcílio Marques Moreira e José Nivaldo Junior e óbvia e logicamente pelo magistral texto de Maquivel, leitura que não pode deixar de ser feita.
Não bastasse o texto em si, a edição contém textos de Marcílio Marques Moreira e José Nivaldo Junior. Complementando o trabalho, as notas de pé de página têm comentários e apontamentos de Napoleão Bonaparte sobre (principalmente) si mesmo e sobre o livro de Maquiavel.
As notas de Napoleão acabam gerando um curioso humor involuntário, tamanhas sua empáfia e megalomania. É claro que se deve considerar a subjetividade dessa opinião, pois, obviamente, não era intenção de Bonaparte fazer rir.
Como exemplo, num trecho, Maquiavel escreveu: “Os príncipes adquirem grandeza quando conseguem superar oposição e dificuldades que enfrentam”. Para essa frase, o apontamento de Napoleão foi o seguinte: “Poderá alguém superá-las melhor do que eu?”.
Num outro trecho, Maquiavel escreve sobre o rei Ferdinando: “Se examinarmos seus atos, veremos que foram todos grandes, e alguns mesmo extraordinários. O comentário de Napoleão: “Não mais que os meus”.
Napoleão ora aprova, ora reprova Maquiavel. Contudo, o que o francês mais faz é glorificar a si mesmo.
Para que se saiba um pouco mais sobre Napoleão, pelos comentários de Marcílio Marques Moreira e José Nivaldo Junior e óbvia e logicamente pelo magistral texto de Maquivel, leitura que não pode deixar de ser feita.

Olá Lívio, desde que conheci, admirei Maquiavel. Numa situação totalmente diversa conseguiu concluir esse relato aos príncipes que considero uma obra prima de estudo e observação das relações humanas.
ResponderExcluirConsigo enxergar em nosso cotidiano, talvez pelo esclarecimento de Maquiavel, vários Bonapartes e príncipes.
Se leram ou não Maquiavel, quem saberá.
Meu grande abraço
"De his qui per scelera ad principatum parvenere"
Olá, Rusimário. Obrigado por conferir.
ResponderExcluirO livro é de fato essencial, no sentido primitivo do termo.
E em tempo: qual o significado da citação em latim?...
Oi Lívio,
ResponderExcluirA minha versão de O Príncipe é da Cultrix que divide o livro em tópicos. Cada um deles com o título em Latim e (ainda bem) a tradução no rodapé.
A tradução da citação em questão é:
"Dos que ascendem ao principado pelo crime".
Meu grande abraço.
Show de bola, Rusimário. Obrigado.
ResponderExcluirLívio, tenho a versão francesa, de Saint-Exupéry. Vale a pena conferir.
ResponderExcluirAbraço.
Ótimo, Manoel.
ResponderExcluirGrande livro Lívio,
ResponderExcluirUma outra visão que hoje conseguimos ver na escrita de Maquiavel é sua grande ironia. Obviamente, no século XVI, praticamente toda sociedade não tinha alfabetização, mas caso contrário, seria basicamente um "Manifesto Comunista" se lido e interpretado pelos súditos...
A questão da ironia não havia me ocorrido, Pablo.
ResponderExcluirValeu. Grande abraço.